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Fisiopatologia da Aterosclerose e Síndrome Coronariana Aguda, Esquemas de Cardiologia

A fisiopatologia da aterosclerose, detalhando o processo de formação de placas e sua progressão, desde a lesão endotelial inicial até a formação de trombos e oclusão vascular. Explica os fatores de risco, como hipercolesterolemia, hipertensão e tabagismo, e como eles contribuem para a inflamação e o acúmulo de lipídios na parede dos vasos. Além disso, descreve as diferentes fases da aterosclerose, desde as lesões iniciais até as complicações como infarto agudo do miocárdio e morte súbita. O documento também aborda a síndrome coronariana aguda (sca) e a importância do diagnóstico e tratamento para diminuir a demanda de oxigênio do miocárdio e aumentar o aporte de oxigênio.

Tipologia: Esquemas

2025

À venda por 29/08/2025

jose-luis-hip
jose-luis-hip 🇧🇷

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Fisiopatologia
PLACA ROMPIDA, atrai plaquetas que causa a formação do TROMBO, que pode obstruir o fluxo sanguíneo,
originando a SINDROME CORONARIANA AGUDA (SCA)
Resultando em IAM
ATEROMA ou
PLACAS DE
ATEROMA
Depende do grau de inflamação
e da espessura do revestimento
fibroso
Instável
Estável
Se for fino e o processo de inflamação ainda estiver no inicio. A lesão se tornará LESÃO VULNÉRAVÉL, pois pode se
desprender.
Neste ponto, o centro lipídico pode crescer, causando a ruptura da placa fibrosa
Se for ESPESSO, vai resistir ao stress e do fluxo
sanguíneo no vaso, sem se desprender
- Fatores de Risco Constitucionais
Genéticas
Idade : ↑40- 60 anos
Gênero : ↑ mulheres após menopausa
-Fontes de Risco Modificáveis
Hiperlipidemia (hipercolesterolemia)
Hipertensão
Tabagismo
Diabetes melito
↑níveis circulantes de colesterol .
- Fatores de Risco Adicionais
Inflamação
Níveis de PCR
Hiper- homocisteinemia
Síndrome metabólica
Níveis de lipoproteína ( a)
Níveis elevados de pró-coagulantes
Estilo de vida
Etiologia/fatores de risco
Definição
Aterosclerose vem de uma palavra composta: Atero: gordura +
Esclerose: fibrose
É uma doença crônica de origem multifatorial que ocorre em
resposta a uma agressão endotelial,
favorecendo o surgimento de placas.
É a causa primária de DAC e AVC, sendo responsável por 50%das
mortes em países ocidentais.
Tem inicio com uma lesão no endotélio que pode ser multifatorial e progride
com o tempo:
HAS, HIPERCOLESTEROLEMIA, OBESIDADE, DM, ENVELHACIMENTO,
TABAGISMO, MENOPAUSA, ex:
Sist. Anti-oxidativo (SOD, GPx, Catalase);
Angiotensina II
TNF-a
Glicose alta
Com a lesão causada no endotélio há uma
deposição na CAMADA INTIMA de:
LDL pouco oxidado +
Lesão +
hipertensão
Leva a OXIDAÇÃO e atrai monócitos e macrófagos para realizar fagocitose
Libera LDL altamente oxidado
A deposição de substancias liberadas por fatores de risco específicos como:
A expressão endotelial de moléculas de adesão (CAM), proteína quimiotática para macrófagos, fator
estimulante da colônia de macrófagos
Se tornam células espumosas que produzem citocinas inflamatórias que atraem ainda mais célul as de defesa e transportam
lipídeos para dentro das paredes dos vasos, estas células musculares lisas se proliferam e formam um revestimento fibroso
sobre um centro preenchido por um infiltrado lipídico.
A oxidação causada inicialmente pela lesão
vascular e deposição de LDL
Que levam
Pressão mecânica
ROCKs
eNOS ROS espécies reativas de O2
Levam a expressão de:
Xantina oxidase
Ciclooxigenase
Transporte mitocondrial de eltrons
Apresentação clinica
Pode ser assintomática.
Os sintomas surgem à medida que a doença progride, causando estenose
do vaso (geralmente quando é >70% 80%), trombose ou embolização.
Órgãos afetados:
Coração: doença arterial coronária (isquemia, enfarte agudo do
miocárdio)
Cérebro: AVC;
Olhos: oclusão da artéria central da retina;
Extremidades: claudicação intermitente, gangrena ou isquemia aguda
dos membros;
Rins: estenose da artéria renal;
Isquemia intestinal;
DAC Doença
arterial
crônica
A aterosclerose é uma das principais causas, que leva a diminuição do fluxo
sanguíneo, oferta de O2. em resposta ao esforço físico a oferta de O2
insuficiente causada pela aterosclerose pode causar precordialgi a
Angina de peito
Tipos: Angina estável: quando a dor é previsível e surge aos
esforços e alivia ao repouso;
Angina instável: súbita, não alivia ao repouso;
Angina refratável: incapacitante e grave;
Angina Prinzmeatl: causada por espasmo da artéria
coronária, em repouso com elevação reversível de ST;
ECG de 12 derivações com alterações significativas em ST ou desenvolvimento de onda T anormal;
Historico prévio de ISQUEMIA;
Biomarcadores cardíacos alterados:
TROPONINA: presença no sangue indica lesão em musculo cardíaco, a dosangem é fundamental par a diagnosticar angina
instável ou IAM
CK-MB: também encontrada em danos ao miocárdio, é aumentam após o episodio, no entanto a troponina é mais sensível.
Avaliação e diagnostico
Diminuir a demanda de O2 do miocárdio e aumentar o aporte de O2;
Nitratos para dilatação de veias e artérias, vasodilatador potente que melhora o fluxo sanguíneo e al ivia a dor (Nitroglicerina);
Bloqueadores beta-adrenérgicos ou beta bloqueadores ( metoprlol, atenolo), reduzem o consumo de O2 pelo miocárdio por meio de
vasodilatação seletiva;
Antagonistas de ions cálcio ou bloqueadores do canal de cálcio (alnodipino, diltiazem), efeitos ionotropicos negativos;
Anticoagulantes
Manejo clinico:
Estudos laboratoriais:
Perfil lipídico para avaliar a dislipidemia
Níveis de colesterol (LDL e HDL)
Glicemia de jejum e hemoglobina A1c para avaliar diabetes
Creatinina para avaliar insuficiência renal
Eletrocardiograma (se achados de isquemia cardíaca):
Hipertrofia ventricular esquerda (geralmente associada à hipertensão)
Bloqueio cardíaco (anomalias de condução)
Alterações do segmento ST
Inversões da onda T
Imagiologia dos vasos:
Métodos não invasivos:
Ecografia: estima o grau de estenose do vaso com base na velocidade do sangue
Angiografia por TC (AngioTC): fornece imagens anatómicas dos vasos em estudo
Angiografia por RM (AngioRM): indicações e usos semelhantes aos da Angi oTC
Angiografia (invasiva): geralmente é o gold-standard da imagiologi a dos vasos
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Fisiopatologia PLACA ROMPIDA, atrai plaquetas que causa a formação do TROMBO, que pode obstruir o fluxo sanguíneo, originando a SINDROME CORONARIANA AGUDA (SCA) Resultando em IAM ATEROMA ou PLACAS DE ATEROMA Depende do grau de inflamação e da espessura do revestimento fibroso Instável Estável Se for fino e o processo de inflamação ainda estiver no inicio. A lesão se tornará LESÃO VULNÉRAVÉL, pois pode se desprender. Neste ponto, o centro lipídico pode crescer, causando a ruptura da placa fibrosa Se for ESPESSO, vai resistir ao stress e do fluxo sanguíneo no vaso, sem se desprender

  • Fatores de Risco Constitucionais
  • Genéticas
  • Idade : ↑40- 60 anos
  • Gênero : ↑ mulheres após menopausa - Fontes de Risco Modificáveis
  • Hiperlipidemia (hipercolesterolemia)
  • Hipertensão
  • Tabagismo
  • Diabetes melito
  • ↑níveis circulantes de colesterol. - Fatores de Risco Adicionais
  • Inflamação
  • Níveis de PCR
  • Hiper- homocisteinemia
  • Síndrome metabólica
  • Níveis de lipoproteína ( a)
  • Níveis elevados de pró-coagulantes
  • Estilo de vida Etiologia/fatores de risco Definição
  • Aterosclerose vem de uma palavra composta: Atero: gordura + Esclerose: fibrose
  • É uma doença crônica de origem multifatorial que ocorre em resposta a uma agressão endotelial,
  • favorecendo o surgimento de placas.
  • É a causa primária de DAC e AVC, sendo responsável por 50 % das mortes em países ocidentais. Tem inicio com uma lesão no endotélio que pode ser multifatorial e progride com o tempo: HAS, HIPERCOLESTEROLEMIA, OBESIDADE, DM, ENVELHACIMENTO, TABAGISMO, MENOPAUSA, ex:
  • Sist. Anti-oxidativo (SOD, GPx, Catalase);
  • Angiotensina II
  • TNF-a
  • Glicose alta Com a lesão causada no endotélio há uma deposição na CAMADA INTIMA de: LDL pouco oxidado + Lesão + hipertensão Leva a OXIDAÇÃO e atrai monócitos e macrófagos para realizar fagocitose Libera LDL altamente oxidado A deposição de substancias liberadas por fatores de risco específicos como: A expressão endotelial de moléculas de adesão (CAM), proteína quimiotática para macrófagos, fator estimulante da colônia de macrófagos Se tornam células espumosas que produzem citocinas inflamatórias que atraem ainda mais células de defesa e transportam lipídeos para dentro das paredes dos vasos, estas células musculares lisas se proliferam e formam um revestimento fibroso sobre um centro preenchido por um infiltrado lipídico. A oxidação causada inicialmente pela lesão vascular e deposição de LDL Que levam
  • Pressão mecânica
  • ROCKs
  • eNOS Levam a expressão de: ROS – espécies reativas de O Xantina oxidase Ciclooxigenase Transporte mitocondrial de eltrons Apresentação clinica
  • Pode ser assintomática.
  • Os sintomas surgem à medida que a doença progride, causando estenose do vaso (geralmente quando é >70% – 80%), trombose ou embolização. Órgãos afetados:
    • Coração: doença arterial coronária (isquemia , enfarte agudo do miocárdio)
    • Cérebro: AVC;
    • Olhos: oclusão da artéria central da retina;
    • Extremidades: claudicação intermitente, gangrena ou isquemia aguda dos membros;
    • Rins: estenose da artéria renal;
    • Isquemia intestinal; DAC – Doença arterial crônica A aterosclerose é uma das principais causas, que leva a diminuição do fluxo sanguíneo, oferta de O2. em resposta ao esforço físico a oferta de O insuficiente causada pela aterosclerose pode causar precordialgia Angina de peito Tipos: Angina estável:^ quando a dor é previsível e surge aos esforços e alivia ao repouso; Angina instável: súbita, não alivia ao repouso; Angina refratável: incapacitante e grave; Angina Prinzmeatl: causada por espasmo da artéria coronária, em repouso com elevação reversível de ST; - ECG de 12 derivações com alterações significativas em ST ou desenvolvimento de onda T anormal; - Historico prévio de ISQUEMIA; - Biomarcadores cardíacos alterados: - TROPONINA: presença no sangue indica lesão em musculo cardíaco, a dosangem é fundamental para diagnosticar angina instável ou IAM - CK-MB: também encontrada em danos ao miocárdio, é aumentam após o episodio, no entanto a troponina é mais sensível. Avaliação e diagnostico Diminuir a demanda de O2 do miocárdio e aumentar o aporte de O2; Nitratos para dilatação de veias e artérias, vasodilatador potente que melhora o fluxo sanguíneo e alivia a dor (Nitrogliceri na); Bloqueadores beta-adrenérgicos ou beta bloqueadores (metoprlol, atenolo), reduzem o consumo de O2 pelo miocárdio por meio de vasodilatação seletiva; Antagonistas de ions cálcio ou bloqueadores do canal de cálcio (alnodipino, diltiazem), efeitos ionotropicos negativos; Anticoagulantes

Manejo clinico:

Estudos laboratoriais:

  • Perfil lipídico para avaliar a dislipidemia
  • Níveis de colesterol (LDL e HDL)
  • Glicemia de jejum e hemoglobina A1c para avaliar diabetes
  • Creatinina para avaliar insuficiência renal Eletrocardiograma (se achados de isquemia cardíaca):
  • Hipertrofia ventricular esquerda (geralmente associada à hipertensão)
  • Bloqueio cardíaco (anomalias de condução)
  • Alterações do segmento ST
  • Inversões da onda T Imagiologia dos vasos:
  • Métodos não invasivos:
  • Ecografia: estima o grau de estenose do vaso com base na velocidade do sangue
  • Angiografia por TC (AngioTC): fornece imagens anatómicas dos vasos em estudo
  • Angiografia por RM (AngioRM): indicações e usos semelhantes aos da AngioTC

Estudos laboratoriais:

  • Perfil lipídico para avaliar a dislipidemia
  • Níveis de colesterol (LDL e HDL)
  • Glicemia de jejum e hemoglobina A1c para avaliar diabetes
  • Creatinina para avaliar insuficiência renal Eletrocardiograma (se achados de isquemia cardíaca):
  • Hipertrofia ventricular esquerda (geralmente associada à hipertensão)
  • Bloqueio cardíaco (anomalias de condução)
  • Alterações do segmento ST
  • Inversões da onda T Imagiologia dos vasos:
  • Métodos não invasivos:
  • Ecografia: estima o grau de estenose do vaso com base na velocidade do sangue
  • Angiografia por TC (AngioTC): fornece imagens anatómicas dos vasos em estudo
  • Angiografia por RM (AngioRM): indicações e usos semelhantes aos da AngioTC
  • Angiografia (invasiva): geralmente é o gold-standard da imagiologia dos vasos

Patogénese da aterosclerose:

1. Parte: Inicialmente, os fatores de risco, principalmente a hipercolesterolemia , levam a uma lesão endotelial e à disjunção das células dessa região, gerando alguns efeitos:

  • Aumento dos espaços interendoteliais, aumentando a permeabilidade e facilitando a entrada de lipídios na túnica íntima;
  • Adesão e agregação plaquetária;
  • Captura de monócitos circulantes.
  • provavelmente, a captura de monócitos circulantes ocorre pela ação da LDL oxidada, que induz a produção das citocinas TNF-α e IL-1. As funções deles é de comandar a síntese de outras moléculas de adesão e de outras citocinas e quimiocinas, como CSF-M e CCL-2, respectivamente. Essas últimas são responsáveis pela ativação do processo de diapedese dos monócitos para a túnica íntima.
  1. Parte:
  • Na íntima, os monócitos se diferenciam em macrófagos, e esses capturam a LDL oxidada por meio dos chamados “scavengers receptors” (receptores de remoção).
  • Com isso, essas células não conseguem controlar a entrada de lipídeos nelas, o que lhes proporciona o nome de “células espumosas”.
  1. Parte:
  • Os macrófagos ativados induzem a síntese de mais citocinas, como IL-1β e TNF-α, e quimiocinas, como as CCLs 2,3, e 5. Com isso, ocorre uma maior ativação do endotélio e mais monócitos são exsudados para a túnica íntima.
  • Esses macrófagos possuem mais receptores de remoção, levando a uma maior captura da LDL oxidada. Além disso, também expressam mais proteínas da família ABC, favorecendo a excreção do colesterol para a matriz extracelular, formando, aos poucos, o núcleo lipídico;
  1. Parte:
  • Macrófagos morrem, seja por apoptose ou necrose, e misturam-se aos depósitos de lipídios localizados na matriz extracelular;
  1. Parte
  • Os linfócitos T chegam à túnica íntima e liberam mais citocinas, contribuindo para ativar mais macrófagos que também capturam a LDL oxidada e liberam fatores de crescimento, como o PDGF, FGF e VEGF.
  • Esses são responsáveis pela indução de uma nova formação dos vasos sanguíneos e, consequentemente, a migração de células musculares lisas e a multiplicação delas.
  • As células musculares lisas recém-migradas e multiplicadas também capturam a LDL oxidada, levando à formação das células espumosas.
  • Além disso, elas se transformam em miofibroblastos que levam à síntese da matriz extracelular (MEC), o que contribui para a formação de uma cápsula fibrosa que irá cobrir o núcleo lipídico;
  1. Parte
  • A migração das células lisas e a produção por elas da MEC (principalmente o colágeno) atua na conversão das estrias gordurosas em um ateroma maduro;
  1. Parte
  • Dependendo da intensidade, as células inflamatórias ativadas podem levar à apoptose das células musculares lisas da túnica íntima e à desintegração da matriz extracelular, gerando placas instáveis.
  • Isso ocorre porque os macrófagos ativados liberam metaloproteases, PAI-1 (inibidor do ativador do plasmogênio) e citocinas (TNF-α e IL-1). Esses produtos são responsáveis por ativar o endotélio e torná-lo mais pró-coagulante.

A aterosclerose evolui do tipo I ao tipo VI. Tipo I: Chamada lesão inicial; nela ocorre o acúmulo de LDL nos macrófagos, gerando um processo inflamatório. Tipo II: Chamada lesão de estria gordurosa; nela ocorrem acúmulos intracelulares de lipídios. As lesões tipo I e II têm início na primeira década de vida. Tipo III: Chamada lesão intermediária; ela é muito parecida com a lesão tipo II, mas começam a haver depósitos externos de lipídeos. Até esse momento a lesão é “silenciosa”, não apresentando sintomas. Tipo IV: Chamada ateroma; aqui começam a se formar núcleos de lipídios extracelulares, iniciando-se a oclusão parcial da coronária.As lesões tipo III e IV costumam ter início na terceira década de vida. Tipo V: Chamada fibroateroma; possui um ou mais núcleos de lipídios, mais uma camada fibrótica que pode conter calcificações. Essa lesão pode ser formada a partir da lesão tipo IV ou tipo VI. Tipo VI: Chamada lesão complicada; nela ocorrem úlceras ou fissuras na placa, onde o sangue se acumula e pode formar um trombo. Se o trombo se desprender da placa pode ocluir a coronária, provocando um infarto agudo do miocárdio ou morte súbita. Pode se formar a partir da lesão tipo IV ou V. As lesões tipo V e VI costumam ocorrer a partir da quarta década de vida.