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Mapa Mental: Hanseníase, Esquemas de Infectologia

Este material apresenta, em formato de mapa mental, os principais aspectos da hanseníase, doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, com tropismo por pele e nervos periféricos. Explica a classificação pela OMS (paucibacilar: até 5 lesões; multibacilar: mais de 5 lesões) e pelas formas clínicas de Madrid (indeterminada, tuberculoide, dimorfa e virchowiana), além do espectro de Ridley & Jopling (TT a VV). Aborda manifestações como lesões eritematosas ou hipopigmentadas anestésicas, espessamento neural, alterações de sensibilidade e, em casos graves, deformidades, alopecia e face leonina. Destaca a fisiopatologia baseada na resposta imune (Th1 → formas limitadas; Th2/IL-10 → formas graves). O diagnóstico é clínico, complementado por baciloscopia, PCR e sorologia (anti-PGL-1). O tratamento segue a poliquimioterapia da OMS: rifampicina e dapsona para paucibacilar; rifampicina, clofazimina e dapsona para multibacilar, com ajustes pediátricos.

Tipologia: Esquemas

2025

À venda por 29/08/2025

jose-luis-hip
jose-luis-hip 🇧🇷

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Hanseníase
Características principais
Doença infecciosa crônica causada pelo bacilo
Mycobacterium leprae, um parasita intracitoplasmático de
macrófagos e células de Schwann
Doença lentamente progressiva caracterizada por
granulomas e neurotropismo, com predileção pelos nervos
periféricos e pele;
A lesão cutânea primária é eritematosa ou hipopigmentada e é
frequentemente anestésica;
É um micro-organismo intracelular obrigatório, isto é, um
parasita que vive dentro das células, particularmente em
macrófagos e células de Schwann.
Com base nos achados clinicopatológicos (que refletem o
grau/tipo de imunidade), a hanseníase é dividida em duas
formas principais:
Virchowiana (uma resposta predominantemente Th2):
Tuberculoide (uma resposta predominantemente Th1)
Anestesia ou hipoestesia das lesões cutâneas;
Nervos periféricos espessados e palpáveis.
O médico também deve determinar através de um exame
neurológico se uma diminuição da sensibilidade dolorosa,
térmica e/ou tátil. Isto além da inspeção à procura de alterações
neuropáticas (p.ex., atrofia muscular, contraturas em flexão do
quarto e quinto dedos), alterações vasomotoras e distúrbios
secretórios (p.ex., olhos e nariz ressecados)
Hanseníase tem como principal via de inoculação a mucosa
das vias aéreas superiores. Em alguns casos, soluções de
continuidade na pele podem ser via de ingresso do bacilo.
Após a sua entrada no organismo do hospedeiro, o bacilo
de hansen ocupa dois sítios principais; a pele e as células
de scwann, com tropismo especial pela segunda.
Essa célula não tem capacidade fagocítica natural, assim, o M.
Leprae consegue multiplicar-se de forma contínua e permanece
protegido dos mecanismos de defesa do indivíduo. A
permanência do bacilo nas células de schwann pode trazer
comprometimento da função neural.
A defesa contra o bacilo é efetuada pela imunidade celular,
O diagnostico é essencialmente clinico, a partir de prova de sensibilidade em regiões especificas;
Quando se suspeita de hanseníase, o diagnóstico das diversas formas (p.Ex., VV, BV) pode ser confirmado pelo achado dos bacilos nos
fragmentos cutâneos, nos linfonodos ou nas secreções nasais. Pode-se obter amostras para baciloscopia dos lóbulos das orelhas, da fronte, do
queixo, da região extensora dos antebraços e do dorso dos dedos, assim como das nádegas e do tronco.
A detecção do DNA do m. Leprae em amostras de pele fresca e por split skin pela PCR;
Sorológicos para anticorpos anti-pgl somente são sensíveis para o diagnóstico da hanseníase no cenário da doença Multibacilar;
igG e IgM são muito específicos, porém, pouco sensíveis;
Manifestações clinicas
Fisiopatologia
HIPERSENSIBILIDADE
TIPO IV
TIPO III
Mediadas por imunocomplexos
antígeno
Anticorpo
Agem ativando células dendríticas, desenvolvendo
células T citotóxicas e memoria, atuando com opsoninas
e ativam a via clássica do sistema de complemento.
Th1 e th17 secretam citocinasque recrutam e ativam leucócitos.;
IFN-y ativam macrófagos e NK;
TNF e quimiocinas recrutam e ativam leucócitos
Monócitos: possuem receptores TLR’S, que são ativados por lipoproteínas do M. Leprae, promove a diferenciação de macrófagos e cel. dendriticas
Resposta imune
Promovem a destruição de células que apresentam alterações na expressão do
MHC1
Citocinas
Quando um acúmulo de imunocomplexos que
não foram eliminados adequadamente e que se
depositam nos tecidos gerando resposta
inflamatória mediada por FC e complemento.
Exógeno e endógeno
IgG + igM
Ocorre inflamação induzida e destruição das células por linfócitos T,
podendo ser de Contato, Tuberculínica ou Granuloma.
Classificadas de acordo com o tempo de inicio, apresentação e
histopatológico
TCD8
TCD4
Mecanismo de hipersensibilidade tardia
Mediadas
por
células T
Diagnostico:
TNF-a promove a ativação de macrófagos para destruição intracelular do M. leprae;
TGF-b1 e IL-10 desativam os poprios macrófagos aumentando a proliferação bacilar
IL-12 impulsiona a polarização de células T naive em células T auxiliares e libera IFNy que por sua vez aumenta a secreção de citocinas (IL-12);
IL-12 estimula o crescimento de células T antígeno específicos resultando em uma doença mais branda ou cura.
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Hanseníase Características principais

  • Doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, um parasita intracitoplasmático de macrófagos e células de Schwann
  • Doença lentamente progressiva caracterizada por granulomas e neurotropismo, com predileção pelos nervos periféricos e pele;
  • A lesão cutânea primária é eritematosa ou hipopigmentada e é frequentemente anestésica;
  • É um micro-organismo intracelular obrigatório, isto é, um parasita que vive dentro das células, particularmente em macrófagos e células de Schwann.
  • Com base nos achados clinicopatológicos (que refletem o grau/tipo de imunidade), a hanseníase é dividida em duas formas principais:
  • Virchowiana (uma resposta predominantemente Th 2 ):
  • Tuberculoide (uma resposta predominantemente Th 1 )
    • Anestesia ou hipoestesia das lesões cutâneas;
    • Nervos periféricos espessados e palpáveis.
    • O médico também deve determinar através de um exame neurológico se há uma diminuição da sensibilidade dolorosa, térmica e/ou tátil. Isto além da inspeção à procura de alterações neuropáticas (p. ex., atrofia muscular, contraturas em flexão do quarto e quinto dedos), alterações vasomotoras e distúrbios secretórios (p. ex., olhos e nariz ressecados)
    • Hanseníase tem como principal via de inoculação a mucosa das vias aéreas superiores. Em alguns casos, soluções de continuidade na pele podem ser via de ingresso do bacilo.
    • Após a sua entrada no organismo do hospedeiro, o bacilo de hansen ocupa dois sítios principais; a pele e as células de scwann, com tropismo especial pela segunda.
    • Essa célula não tem capacidade fagocítica natural, assim, o M. Leprae consegue multiplicar-se de forma contínua e permanece protegido dos mecanismos de defesa do indivíduo. A permanência do bacilo nas células de schwann pode trazer comprometimento da função neural.
    • A defesa contra o bacilo é efetuada pela imunidade celular,
      • O diagnostico é essencialmente clinico, a partir de prova de sensibilidade em regiões especificas;
      • Quando se suspeita de hanseníase, o diagnóstico das diversas formas (p. Ex., VV, BV) pode ser confirmado pelo achado dos bacilos nos fragmentos cutâneos, nos linfonodos ou nas secreções nasais. Pode-se obter amostras para baciloscopia dos lóbulos das orelhas, da fronte, do queixo, da região extensora dos antebraços e do dorso dos dedos, assim como das nádegas e do tronco.
      • A detecção do DNA do m. Leprae em amostras de pele fresca e por split skin pela PCR;
      • Sorológicos para anticorpos anti-pgl somente são sensíveis para o diagnóstico da hanseníase no cenário da doença Multibacilar;
      • igG e IgM são muito específicos, porém, pouco sensíveis; Manifestações clinicas Fisiopatologia HIPERSENSIBILIDADE

TIPO IV

TIPO III

Mediadas por imunocomplexos antígeno Anticorpo Agem ativando células dendríticas, desenvolvendo células T citotóxicas e memoria, atuando com opsoninas e ativam a via clássica do sistema de complemento.

  • Th1 e th17 secretam citocinasque recrutam e ativam leucócitos.;
  • IFN-y ativam macrófagos e NK;
  • TNF e quimiocinas recrutam e ativam leucócitos Resposta imune Monócitos: possuem receptores TLR’S, que são ativados por lipoproteínas do M. Leprae, promove a diferenciação de macrófagos e cel. dendriticas Promovem a destruição de células que apresentam alterações na expressão do MHC Citocinas Quando há um acúmulo de imunocomplexos que não foram eliminados adequadamente e que se depositam nos tecidos gerando resposta inflamatória mediada por FC e complemento. Exógeno e endógeno IgG + igM
  • Ocorre inflamação induzida e destruição das células por linfócitos T, podendo ser de Contato, Tuberculínica ou Granuloma.
  • Classificadas de acordo com o tempo de inicio, apresentação e histopatológico

TCD

TCD

Mecanismo de hipersensibilidade tardia Mediadas por células T Diagnostico:

  • TNF-a promove a ativação de macrófagos para destruição intracelular do M. leprae;
  • TGF-b1 e IL-10 desativam os poprios macrófagos aumentando a proliferação bacilar
  • IL-12 impulsiona a polarização de células T naive em células T auxiliares e libera IFNy que por sua vez aumenta a secreção de citocinas (IL-12);
  • IL-12 estimula o crescimento de células T antígeno específicos resultando em uma doença mais branda ou cura.

Classificação Forma Descrição OMS Paucibacilar (1 NERVO ACOMETIDO): ATÉ 5 LESÕES

- RESPOSTA IMUNE ADEQUADA Multibacilar (+1 NERVO ACOMETIDO: MAIS DE 5 LESÕES - RESPOSTA IMUNE DEFICIENTE Madrid (1953) Hanseníase indeterminada (paucibacilar)^ ( NERVO ACOMETIDO): ATÉ 5 LESÕES RESPOSTA IMUNE ADEQUADA Fase comum para todos os pacientes no inicio da doença, podendo ser perceptível ou não. A lesão de pele geralmente é única, branca lisa, mal delimitada, a qual não coça, não dói, não arde e há uma diminuição da sensibilidade. Não há comprometimento de troncos nervosos nem grau de incapacidade. Patologia e Avaliação Laboratorial: A hanseníase indeterminada é comumente difícil de diagnosticar histologicamente.

  • Observa-se apenas um pequeno infiltrado de linfócitos ou histiócitos ao redor dos vasos sanguíneos ou anexos.
  • Não há granulomas ou células de Virchow;
  • Micro-organismos estão frequentemente ausentes. Hanseníase tuberculóide (paucibacilar) (1 NERVO ACOMETIDO): ATÉ 5 LESÕES RESPOSTA IMUNE ADEQUADA
  • Forma na qual o sistema imune é capaz de atuar combatendo a doença
  • Observa-se apenas poucas placas bem--delimitadas e, algumas vezes, apenas o envolvimento neural está presente.
  • As bordas das lesões cutâneas são, com frequência, levemente elevadas e representam o local preferido para exame histopatológico.
  • Em alguns pacientes, as pápulas e placas são eritematosas, enquanto em outros, especialmente em pacientes negros, são hipopigmentadas.. As placas devem ser examinadas à procura de alopecia, assim como de anestesia ou hipoestesia. Alterações neuropáticas unilaterais, especialmente das extremidades (p. ex., reabsorção dos dedos), podem ser observadas. Patologia e Avaliação Laboratorial:
  • Observa-se um infiltrado granulomatoso dérmico, que pode ter padrão linear conforme segue o curso de um nervo.
  • Células epitelioides e células gigantes de Langhans são rodeadas por linfócitos.
  • Os nervos cutâneos são edematosos e há ausência de micro-organismos, mesmo em colorações especiais. Hanseníase dimofa (multibacilar) (+1 NERVO ACOMETIDO): Configura-se, sobretudo, por evidenciar muitas manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, com bordas elevadas e mal delimitadas na periferia, ou múltiplas lesões bem delimitadas, mas com a borda externa pouco definida. O paciente pode apresentar perda total ou parcial da sensibilidade comprometendo as funções autonômicas. Hanseníase virchowiana (multibacilar) (+1 NERVO ACOMETIDO): MAIS DE 5 LESÕES RESPOSTA IMUNE DEFICIENTE A hanseníase virchowiana, é a forma com a imunidade celular diminuída e maior número de bacilos, é caracterizada inicialmente por múltiplas máculas eritematosas, maldefinidas, pápulas, nódulos e placas. As lesões são disseminadas e preferencialmente com distribuição simétrica. Os locais mais comumente envolvidos são a face, as nádegas e as extremidades inferiores. A infiltração da face pode levar à face leonina. Sinais adicionais e sequelas tardias incluem madarose, nariz em sela, infiltração bilateral dos lóbulos das orelhas e ictiose adquirida nos membros inferiores. Pode-se observar anestesia com distribuição em bota ou em luva, frequentemente junto com espessamento dos nervos periféricos e alterações neuropáticas. Manifestações oculares como lagoftalmo (inabilidade de fechar completamente os olhos) e anestesia de córnea e conjuntiva devido ao acometimento de ramos dos nervos facial e trigeminal, respectivamente, podem estar presentes em casos graves. Patologia e Avaliação Laboratorial:
  • Observa-se um infiltrado na derme, no subcutâneo, nos linfonodos, nos órgãos abdominais (p. ex., rins e fígado), nos testículos e na medula óssea.
  • O infiltrado contém células de Virchow, que são macrófagos com numerosos bacilos e gotículas lipídicas em seu citoplasma. Ridley e Jopling: baseada nas formas polares Virchowiana (VV) em uma ponta do espectro; MAIS DE 5 LESÕES RESPOSTA IMUNE DEFICIENTE
  • Configura a forma mais contagiosa da doença. Não possui manchas visíveis, a pele se apresenta avermelhada, seca, infiltrada, com poros dilatados (casca de laranja), poupando as áreas quentes.
  • Conforme a evolução da doença. é comum surgirem pápulas e nódulos endurecidos, escuros e assintomáticos (hanseomas), bem como a perda dos pelos faciais, exceto do couro cabeludo.
  • O rosto costuma ser liso, a pele e os olhos ficam ressecada, pés e mãos edemaciados e arroxeados.
  • O suor está diminuído ou ausente de forma generalizada, exceto nas áreas não atingidas pela doença, como couro cabeludo e axilas.
  • Dor nas articulações também são frequentes e os exames reumatológicos costumam dar positivo. Tuberculoide (TT) na outra; Três tipos de hanseníase borderline entre elas:
  • Borderline virchowiana (BV, polo dos imunodeprimidos);
  • Borderline – borderline (BB, no meio do espectro);
  • Borderline tuberculoide (BT, polo dos imunocompetentes);
  • A hanseníase borderline, como implica o próprio nome, possui características intermediárias entre os dois polos do espectro.
  • As lesões cutâneas são frequentemente assimétricas, por exemplo, pode haver um edema unilateral do lóbulo da orelha.
  • A gravidade das anormalidades cutâneas e dos nervos periféricos depende da evolução do paciente ao polo virchowiano (BV) ou ao polo tuberculoide.
  • No interior das lesões cutâneas, os pelos estão usualmente ausentes. **Patologia e Avaliação Laboratorial: Existem três cenários histológicos diferentes na hanseníase borderline:
  1. O paciente apresenta algumas lesões com padrão virchowiano e outras com padrão tuberculoide;
  2. Observam-se padrões de Virchow e tuberculoide na mesma lesão;
  3. Todas as lesões apresentam uma mistura de células espumosas e epitelioides.**

POLIQUIMIOTERAPIA – OMS

RIFAMPICINA CLOFAZIMINA DAPSONA OFLOXACINA MINOCICLINA DURAÇÃO DO TATAMENTO

MB >5 LESÕES 600MG 1X AO MÊS 300MG 1X AO MÊS E

50MG 1X AO DIA

100MG 1X AO DIA 12 CARTELAS AO LONGO DE 12- 18

MESES.

PB 2-5 LESÕES 600MG 1X AO MÊS 100MG 1X AO DIA 6 CARTELAS AO LONGO DE 6- 9 MESES.

PB LESÃO

ÚNICA

600MG DOSE ÚNICA 400MG DOSE ÚNICA 100MG DOSE

ÚNICA

DOSE ÚNICA

10 - 14 ANOS MB 450MG 1X AO MÊS 150MG 1X AO MÊS E

50MG EM DIAS

ALTERNADOS

50MG 1X AO DIA 12 CARTELAS AO LONGO DE 12- 18

MESES.

<10 ANOS MB 300MG 1X AO MÊS 100MG 1X AO MÊS E

50MG EM DIAS

ALTERNADOS

25MG 1X AO DIA 12 CARTELAS AO LONGO DE 12- 18

MESES.

5 - 14 ANOS

LESÃO ÚNICA

PB

300MG 1X AO DIA 200MG DOSE ÚNICA 50MG DOSE

ÚNICA

DOSE ÚNICA