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Mapas cognitivos , Notas de estudo de Engenharia de Produção

Mapas cognitivos

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 12/03/2011

roberto-cesar-13
roberto-cesar-13 🇧🇷

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XII SIMPEP - Bauru, SP, Brasil, 06 a 08 de Novembro de 2006
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Mapas cognitivos como ferramenta de estruturação e compreensão de
situações problemáticas: estudo de caso em uma escola municipal de
ensino fundamental de Araras-SP
Denise Luciana Rieg (FSA) [email protected]
Ana Carolina Andreato (UFSCar) [email protected]
Resumo: Este artigo apresenta o trabalho que foi desenvolvido junto a uma escola municipal
de ensino fundamental localizada na cidade de Araras SP, na qual o mapeamento cognitivo
de Colen Eden foi utilizado para auxiliar a administradora daquela unidade escolar em
processos de tomada de decisões organizacionais. O objetivo principal na utilização da
técnica de mapeamento cognitivo foi promover a reflexão da administradora sobre situações
problemáticas, proporcionando-lhe uma maior entendimento das mesmas e o vislumbre de
alternativas de ações para revertê-las. Além de relatar este estudo de caso, faz-se, neste
artigo, uma breve apresentação da estrutura e do conteúdo de um mapa cognitivo, bem como
de algumas diretrizes para a construção de um mapa, procurando mostrar que essa atividade
envolve um cuidadoso processo de depuração e codificação do relato da situação
problemática feito pelo indivíduo cujo pensamento está sendo mapeado.
Palavras-Chave: Mapeamento cognitivo; Estruturação de problemas organizacionais;
Escola municipal de ensino fundamental.
1. Introdução
O mapeamento cognitivo de Colin Eden (Eden et al., 1983) tem por objetivo auxiliar
seus usuários na estruturação e compreensão de uma dada situação problemática e, a partir de
tais evidências, tomar suas decisões para reverte-la.
Em relação ao tipo de intervenção, o mapeamento cognitivo de Eden foi proposto para
desenvolver tanto mapas individuais quanto organizacionais (de um grupo de pessoas)
(Cossete & Audet, 1992). Em grupo, o mapeamento vem sendo utilizado como a principal
ferramenta da metodologia Strategic Options & Development Analysis - SODA (Eden &
Radford, 1990). Esta se trata de uma metodologia que busca facilitar o processo de
comunicação entre os membros de um grupo decisor, auxiliando-os a expor seus pontos de
vista sobre a situação sob análise, para que, ao final, possa se chegar a um consenso e
comprometimento para a ação (Eden, 1989). Desta forma, tem-se um facilitador para conduzir
todo esse processo.
Individualmente, o mapeamento cognitivo é utilizado para auxiliar uma pessoa (um
tomador de decisão) a explorar o seu próprio entendimento de uma dada situação
problemática, procurando identificar quais são objetivos, direções estratégicas e as ações mais
pontuais que possam viabilizá-las e, desta forma, resolver o problema (Eden et al., 1979,
1983). Este uso individual do mapeamento de Colen Éden em um contexto de problemas de
natureza estratégica é o que foi empregado na escola de ensino fundamental de Araras.
Buscou-se, basicamente, ajudar a diretora da referida escola a compreender melhor a situação
problemática na qual se encontrava inserida e a encará-la sob nova perspectiva, a fim de que,
a partir de tais verificações, pudesse proferir suas decisões para reverter tal situação.
É justamente uma parte deste trabalho que o presente artigo relata, objetivando,
através do estudo de caso, exemplificar a aplicabilidade do mapeamento cognitivo como
ferramenta de estruturação e compreensão de situações problemáticas. Neste sentido, inicia-se
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Mapas cognitivos como ferramenta de estruturação e compreensão de

situações problemáticas: estudo de caso em uma escola municipal de

ensino fundamental de Araras-SP

Denise Luciana Rieg (FSA) [email protected] Ana Carolina Andreato (UFSCar) [email protected]

Resumo: Este artigo apresenta o trabalho que foi desenvolvido junto a uma escola municipal de ensino fundamental localizada na cidade de Araras SP, na qual o mapeamento cognitivo de Colen Eden foi utilizado para auxiliar a administradora daquela unidade escolar em processos de tomada de decisões organizacionais. O objetivo principal na utilização da técnica de mapeamento cognitivo foi promover a reflexão da administradora sobre situações problemáticas, proporcionando-lhe uma maior entendimento das mesmas e o vislumbre de alternativas de ações para revertê-las. Além de relatar este estudo de caso, faz-se, neste artigo, uma breve apresentação da estrutura e do conteúdo de um mapa cognitivo, bem como de algumas diretrizes para a construção de um mapa, procurando mostrar que essa atividade envolve um cuidadoso processo de depuração e codificação do relato da situação problemática feito pelo indivíduo cujo pensamento está sendo mapeado. Palavras-Chave: Mapeamento cognitivo; Estruturação de problemas organizacionais; Escola municipal de ensino fundamental.

1. Introdução

O mapeamento cognitivo de Colin Eden (Eden et al ., 1983) tem por objetivo auxiliar seus usuários na estruturação e compreensão de uma dada situação problemática e, a partir de tais evidências, tomar suas decisões para reverte-la. Em relação ao tipo de intervenção, o mapeamento cognitivo de Eden foi proposto para desenvolver tanto mapas individuais quanto organizacionais (de um grupo de pessoas) (Cossete & Audet, 1992). Em grupo, o mapeamento vem sendo utilizado como a principal ferramenta da metodologia Strategic Options & Development Analysis - SODA (Eden & Radford, 1990). Esta se trata de uma metodologia que busca facilitar o processo de comunicação entre os membros de um grupo decisor, auxiliando-os a expor seus pontos de vista sobre a situação sob análise, para que, ao final, possa se chegar a um consenso e comprometimento para a ação (Eden, 1989). Desta forma, tem-se um facilitador para conduzir todo esse processo. Individualmente, o mapeamento cognitivo é utilizado para auxiliar uma pessoa (um tomador de decisão) a explorar o seu próprio entendimento de uma dada situação problemática, procurando identificar quais são objetivos, direções estratégicas e as ações mais pontuais que possam viabilizá-las e, desta forma, resolver o problema (Eden et al. , 1979, 1983). Este uso individual do mapeamento de Colen Éden em um contexto de problemas de natureza estratégica é o que foi empregado na escola de ensino fundamental de Araras. Buscou-se, basicamente, ajudar a diretora da referida escola a compreender melhor a situação problemática na qual se encontrava inserida e a encará-la sob nova perspectiva, a fim de que, a partir de tais verificações, pudesse proferir suas decisões para reverter tal situação. É justamente uma parte deste trabalho que o presente artigo relata, objetivando, através do estudo de caso, exemplificar a aplicabilidade do mapeamento cognitivo como ferramenta de estruturação e compreensão de situações problemáticas. Neste sentido, inicia-se

apresentando uma breve visão acerca da estrutura e do conteúdo dos mapas cognitivos de Colen Eden. São também apresentadas algumas diretrizes para a construção desses mapas. Na seção seguinte, é relatado o estudo de caso, ou seja, a aplicação do mapeamento cognitivo em uma escola municipal de ensino fundamental de Araras-SP. E, por fim, é feita uma análise dos principais ganhos, na visão da diretorara da escola, na aplicação desta técnica para a estruturação e resolução de problemas organizacionais.

2. Estrutura e conteúdo de um mapa cognitivo

O mapeamento cognitivo de Colen Éden fundamenta-se na teoria de constructos pessoais de Kelly (1955), da área de psicologia (Eden, et al., 1979, 1983). Essa teoria tem como pressuposto três afirmações chaves (Eden, 1988): (i) o homem está sempre buscando explicar seu mundo, isto é, porque ele está como está, o que o tornou assim, etc.; (ii) o homem faz sentido de seu mundo através de contrastes e similaridades, isto é, para o homem, o significado de algo se deriva do relativismo; e (iii) ao buscar compreender o significado de seu mundo, o homem organiza seu sistema de construtos. Um constructo é uma idéia, uma informação. Os constructos são dispostos em nosso pensamento de uma forma hierárquica de modo que alguns deles são superiores a outros formando um sistema particular a cada indivíduo. Segundo Kelly (1955) apud. Pidd (1996), o sistema de constructos de cada pessoa se relaciona diretamente com as escolhas que faz de como agir frente aos acontecimentos. Portanto, entender o sistema de constructos de uma dada pessoa é uma forma de entender como ela experiência o mundo e se comporta frente aos acontecimentos. Neste sentido, o mapeamento cognitivo de Colen Éden pode ser visto como uma tentativa de isolar e representar os constructos de uma pessoa e dispô-los de uma maneira hierarquizada. Assim, um mapa ganha a forma de uma rede de frases (de 10 ou 12 palavras) ligadas entre si por meio de arcos direcionados, na qual cada frase captura e reflete diretamente a maneira como um indivíduo expressa uma idéia ou constructo (Cropper & Forte, 1997) sendo que estes podem refletir objetivos, explicações, problemas, oportunidades, necessidades, imposições, fatos, estratégias, etc. Por sua vez, os arcos direcionados, embora façam o mapa ter uma aparência de um diagrama de causa e efeito, na verdade, buscam representar não só este tipo de relacionamento, mas também a conexão de explicações a conseqüências, opções a resultados e ações a objetivos, etc., de acordo com a natureza dos conceitos por elas relacionadas. Numa visão mais macro, os mapas passam a contemplar no topo os objetivos, no centro as direções ou questões chaves ou estratégicas e na base as possíveis opções que potencialmente podem viabilizar tais estratégias. Permeando essas três camadas tem-se todo o detalhamento, seja em termos de exemplos, explicações, opções e mesmo ponderações, que fundamenta a argumentação e as reflexões de quem relata o problema e torna o mapa um modelo de uma riqueza inquestionável. Para uma maior compreensão do que foi descrito acima sobre a dimensão e conteúdo de um mapa cognitivo, tem-se a Figura 1 que apresenta um conjunto de conceitos do mapa construído para o desenvolvimento do trabalho que esse artigo relata. O conceito (95) pode ser visto como uma questão chave, decorrendo dele um dos objetivos a serem alcançados, o conceito (94). Por outro lado, isto é chegando a ele, têm-se conceitos que se referem às opções de ações que possam viabilizá-lo (por exemplo, os conceitos (96), (101) e (109) e seus conceitos subseqüentes). Têm-se também conceitos que apresentam problemas, fatos que contextualizam a situação atual, como por exemplo, os conceitos (98), (99).

então conectadas representando o relato em um formato gráfico o qual, além de sintetizar toda a linha de raciocínio ali contida, o faz de uma forma que um texto linear é incapaz. (ii) como o significado de uma frase pode ser melhor compreendido através de seu contraste psicológico, ambos devem ser unidos em um único construto no mapa através do símbolo (...) que é lido como “ao invés de”. Utiliza-se, em suma, o conceito de contraste, ou de polo contrastante, para explicitar de forma precisa o significado do que está sendo expresso (Exemplo: conceito 94, Figura1). Ainda, quando o pólo emergente ou positivo de um conceito estiver ligado diretamente ao pólo contrastante de outro conceito, o arco direcionado entre eles virá acompanhado por um sinal negativo. (iii) as ligações entre os diferentes construtos devem apresentar um formato hierárquico indicando como um conceito ou construto pode levar ou ter implicações sobre outros, o que envolve decidir a posição de um conceito em relação aos demais. (iv) o procedimento tradicional para obter o relato acerca da situação problemática consiste em estimular a criatividade do cliente através de perguntas, este último, devendo expressar livremente suas idéias. Neste sentido, quatro tipos de perguntas podem auxiliar bastante na superação das dificuldades iniciais: Por quê? para procurar explorar as razões de uma determinada afirmação; Como? para procurar explorar as formas que o cliente avalia como possíveis para viabilizar alguma ação; Como isto se liga a...? para procurar identificar explicações e conseqüências de uma determinada afirmação; Ao invés de...? para se explorar o conteúdo concreto daquilo que foi expresso pelo indivíduo. Outras considerações mais específicas acerca do conteúdo e estrutura de um mapa, suas potencialidades e formas de uso na prática podem ser encontradas na literatura já aqui referenciada e também em Rieg (1999; 2003).

3. Metodologia

O presente trabalho foi desenvolvido a partir de um estudo de caso em uma unidade escolar municipal de ensino fundamental de Araras, utilizando-se, como já exposto, o mapeamento cognitivo de Colin Eden como ferramenta de estruturação e resolução de problemas. Para isso, uma das autoras deste artigo realizou três entrevistas não estruturadas com a gestora da unidade para abordar a problemática em questão. Todas as entrevistas foram gravadas, transcritas e a partir daí construído o mapa (cada entrevista deu corpo a uma parte do mapa), seguindo as diretrizes apresentadas por Ackermann et al. (1990). A parte do mapa gerada em cada entrevista era analisada pela cliente, validada ou ajustada por ela, de modo que, o próprio mapa (a parte já confeccionada) servia como norteador para a entrevista seguinte.

4. Estudo de caso

A escola na qual foi realizado este estudo de caso localiza-se no município de Araras e foi fundada em 2004. Recebe diariamente aproximadamente 700 alunos, nos períodos matutino, vespertino e noturno. Dentre estes, 43,2% dos alunos estão no I Ciclo (1ª a 4 ª séries), 40,7% no II Ciclo (5ª a 8ª séries) e 16,1% no EJA (Educação de Jovens e Adultos), no período noturno. A utilização dos mapas cognitivos como uma ferramenta de estruturação e compreensão de problemas na referida escola originou-se do interesse de um dos membros do seu quadro de professores (uma das autoras desse trabalho) na exploração de tal metodologia aliado ao desejo da diretora estabelecer um plano de ação para o desenvolvimento das suas atividades administrativas. Segunda a diretora, as unidades escolares, em geral, encaram de forma não sistematizada a resolução de problemas, acarretando em decisões imprecisas e

pouco claras, tanto para quem as toma quanto para quem as executa. Neste sentido, procurando mudar esse quadro naquela escola, o mapeamento cognitivo lhe pareceu uma alternativa interessante para auxilia-la a enxergar problemas organizacionais, bem como vislumbrar alternativas na atividade educacional de maneira sistematizada, pondo em prática o plano de ação que viria a ser gerado a partir do mapa. A situação reconhecida pela diretora da escola (a cliente neste processo) como problemática focou as questões relacionadas ao compromisso pouco efetivo dos docentes (conceito 64 - Figura 2), e ao assessoramento pedagógico pouco eficaz existente na escola (conceito 66 – Figura 2). Em outras palavras, a gestora queixou-se do comprometimento dos docentes, contudo compreendia que se o assessoramento pedagógico fosse mais efetivo dentro da escola, esse quadro poderia ser diferente. Foi refletindo em torno destas questões que o mapa foi ganhando corpo e refletindo a visão que a cliente tinha da situação problemática, ao mesmo tempo em que permitia à cliente, frente aquela representação estruturada da situação, vislumbrar possíveis ações para reverter tal situação. O resultado foi um mapa com aproximadamente 150 conceitos. Não se pretende aqui apresentar o mapa em sua totalidade, descrevendo o seu conteúdo e mostrando exatamente como as questões foram abordadas e estavam relacionadas umas com as outras. Isto porque, como já exposto, devido a seu caráter extremamente subjetivo, um mapa só faz sentido para aqueles envolvidos em sua construção. Além disso, apresentar todo o conteúdo do mapa seria algo de pouca utilidade para o objetivo desse trabalho que vem a ser a exemplificação da aplicabilidade do mapeamento cognitivo como ferramenta de estruturação e compreensão de situações problemáticas. Neste sentido, parece mais apropriado focar uma parte do mapa, destacando sua estrutura (apresentação de objetivo, estratégias e ações) e ressaltando as características mais importantes do mapa total, além de apresentar a visão da cliente sobre a utilidade do mesmo no processo de auxilia-la a enxergar problemas organizacionais e vislumbrar possíveis ações a serem tomadas. Prosseguindo desta forma, selecionou-se um fragmento de mapa total construído para a cliente, apresentado na Figura 2, a fim de explorar sua riqueza. Porém, antes, segue a transcrição da entrevista referente a esse fragmento do mapa.

Texto: Mapeadora: Por que você acha que tem essa resistência do professor? Cliente: Eu não sei se é a /realidade das crianças que está difícil de trabalhar//, se é o /tipo de profissional que nos temos aqui dentro da escola//. O que eu posso falar é do que temos contato direto. /Muitos profissionais estão no Estado e estão na Prefeitura//, às vezes /trazem os vícios de anos de carreira//. Nós /não temos professores novos aqui dentro//. É muito /mais fácil a gente trabalhar com professores que estão começando agora//, do que o professor que vem cheio de vício, com certas manias. Temos a maior parte dos professores que vem dentro da educação há muito tempo. Passa por uma escola, passa por outra... Se for essa a dificuldade, se nos não estamos conseguindo usar uma linguagem que está acendendo essa vontade de mudar, de fazer, se a gente também não ta conseguindo buscar isso. Mas que eles /precisam ter um ânimo, um fôlego novo//, isso não tem dúvida. Por que sabemos que são /muitas falas e poucas atitudes//. Então, como transformar essas fala em atitudes? Porque a fala, a oratória, o discurso bonito todos eles

sugere soluções para a questão estratégica (conceito 65) a que está ligada. Por sua vez, os conceitos (89) a (82) são as subações (ações mais pontuais) a serem realizadas.

64 compromisso mais efetivo do professor dentro da escola ... descompromisso

65 trabalhar a postura do professor

66 assessoramento pedagógico mais efetivo

68 resistência do professor

69 realidade das crianças está difícil de trabalhar

70 tipo de profissional que temos dentro da escola

71 muitos profissionais estão no Estado e na Prefeitura

72 trazem vícios de anos de carreira

73 não temos professores novos

74 mais fácil de trabalhar com professores novos

75 muitas falas poucas atitudes

76 precisam ter ânimo, fôlego novo

79 espera-se que o profissional da unidade seja

80 pessoa disposta

83 colocar idéias e orientação em prática

84 se não sabe fazer buscar com quem sabe 85 levar novas idéias para dentro da sala

86 que o combin seja feito

87 que o combinado seja feito

88 desenvolver esta postura/habilidades no HTPC (^) através de dinâmicas89 concientizar

90 perguntar do 91 acompanhar de resultado perto

92 dar feedback

110 assessor pedagógica agir diretamente entre diretora e professores

111 executar o papel da assessora: painel, faixa, seminário, assistir aulas para orientar o professor

112 criar calendário anual de eventos festivos escolares

FIGURA 2- Parte do mapa construído para a cliente.

Os conceitos (71) a (76) são fatos , problemas que ajudam a explicar a situação atual, quanto ao tipo de profissional que se tem na escola hoje, e do qual se espera uma postura diferente, um compromisso mais efetivo. O que é ter um compromisso mais efetivo, na visão do cliente, está indicado no mapa pelo conteúdo dos conceitos (80) a (86). Com esta breve explanação do conteúdo deste fragmento do mapa, já se torna possível observar que o mesmo traz uma reflexão bastante rica dos temas referentes à postura dos professores da unidade escolar. Não se constituiu apenas em uma representação estruturada daquilo que o cliente vê como mais importante para ser realizado e, nesse sentido, uma referência para a sua tomada de decisão. Este mapa contém ações mais pontuais a serem realizadas e inúmeros conceitos que ajudam a explicar o porquê da necessidade de tais ações. Com efeito, o mapa desenvolvido para a cliente tem grande objetividade e uma clareza de intenções e explicações muito grande.

Cabe observar que para a construção do mapa cognitivo utilizou-se o software Decision Explorer – ferramenta desenvolvida justamente para a metodologia. Contudo, não é de interesse do proposto trabalho elucidar quanto ao seu uso e potencialidades. Maiores explicações quanto a esse software podem ser encontradas em Decision Explorer User Guide (1996) e Rieg (1999). Por fim, ressalta-se também que, para fazer uso, nos processos subseqüentes de tomada de decisão, do conteúdo vislumbrado no procedimento de construção do mapa, optou- se por transforma-lo numa agenda tradicional (Tabela 1).

TABELA 1- Plano de ação parcial desenvolvido a partir do mapa. AÇÃO RESPONSÁVEL PRAZO

  1. Criar um calendário anual de eventos festivos escolares
  2. Criar calendário festivo para socialização de professores
  3. Maior organização nos HTPCs
  4. Caixa de sugestões

5 Garantir apoio pedagógico: biblioteca, internet, filmes

  1. Criar rotina fiscalizadora

Mesmo conhecendo a opção de estar montando o plano de ação no próprio mapa, a cliente optou pela agenda tradicional, pelo fato de que a mesma o utilizará em conjunto com outros membros da equipe escolar que não participaram desse processo. Assim, destacando-se as ações em uma lista com prazos e responsáveis, mesmo perdendo-se a contextualização dessas ações, tem-se uma agenda de mais fácil uso e interpretação por todos. Cabe ainda destacar que o plano de ação foi elaborado posteriormente à construção do mapa, transportando-se as ações nele contidas para a agenda tradicional.

5. Considerações finais

Este artigo apresenta uma breve descrição de mapas cognitivos de Colen Éden. Através do estudo de caso buscou-se exemplificar a aplicabilidade desses mapas como ferramenta de estruturação e compreensão de situações problemáticas. Neste contexto, vale, enquanto considerações finais, destacar a visão da cliente em relação à utilidade dos mapas no processo de auxilia-la a enxergar problemas organizacionais e vislumbrar possíveis ações a serem tomadas. Segundo a cliente, nos momentos em que o mapa (parte do mapa gerada na entrevista anterior) era mostrado a ela, ao tentar reconhecer seu pensamento neles, conseguia avistar com clareza como suas idéias (isoladas em conceitos) se encontravam conectadas, e isso enriquecia muito o processo de reflexão da diretora. O mapa de fato representava a sua visão em relação à questão analisada. E com o mapa sobre a mesa, outras questões vinham à tona e faziam com que a diretora refletisse sobre a situação ali exposta e cogitasse alternativas de ação para solucionar a problemática. O mapeamento cognitivo, então, facilitou para a envolvida no processo de apoio a decisão, visualizar, de fato, quais eram os problemas que a