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Apostila enchuta da disciplina de máquinas elétricas para o curso de engenharia mecânica.
Tipologia: Notas de estudo
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Máquinas elétricas: formadas por circuitos elétricos e magnéticos acoplados entre si.
I.3. CLASSIFICAÇÃO
Diamagnéticos fracamente repelidos: zinco, chumbo, cobre, prata; Paramagnéticos, fracamente atraídos: alumínio, magnésio, platina, manganês; Ferromagnéticos, fortemente atraídos: ferro, aço, níquel, silício.
lm R = ⋅ μ
l R = ρ ⋅ S
l R = ⋅ σ
B (Wb/m^2 ) ou Φ (Wb)
H (Ae/m) ou ℑ (Ae)
Região linear
B (Wb/m^2 ) ou Φ (Wb)
H (Ae/m) ou ℑℑℑℑ (Ae)
Região linear
Joelho
Joelhho
fem = e = R × i c/^ S
l R = ρ⋅
σ
ρ
↑ ρ ............ ............↑ R ↓ ρ ............ ............↓ R
fmm = f = R × φ c/ S
lm R = ⋅ μ
lm F R ⋅ ⋅/ = ⋅
μ μ
φ
ou (^) F = H ⋅ lm
∑ F =^ ∑ H ⋅ lm
φφφφ é dado em Wb (Webers)
F = N ⋅ i ⇒ Ae
lm
m
Ae
φ = ⇒ T m
Wb 2 =^1 (Tesla)
u = ⇒ Ae m
Wb
m
Ae
m
Wb
⋅
2
F = H 1 ⋅ l 1 + H 2 ⋅ l 2 + ...
III.3. RESOLUÇÃO DE CMs EM SÉRIE
a) Conhece-se B ou φφφφ, determina-se H (curva B × H ) e calcula-se FMM = (^) ∑ H ⋅ l ♦ RESOLUÇÃO ANÁLITICA → Determinamos as intensidades magnéticas diretamente das curvas de magnetização, desde que conhecemos B ; ♦ RESOLUÇÃO GRÁFICA b) Conhece-se F total ♦ Só é possível resolvermos pelo método de iterações sucessivas, desde que não sabemos como F total se distribui entre os materiais. Arbitramos um certo valor inicial de B e, com este valor (que deve ficar dentro da lógica), calcula-se a soma das quedas da FMM até que essa soma se aproxime do valor de F total. A faixa de aceitação da diferença relativa entre os valores em questão é da ordem de 5% com relação a F total.
III.4. CIRCUITO DO TIPO PARALELO
∑ φ chegam =^ ∑^ φ saem
a
b
a) Conhece-se as densidades ou fluxos nas pernas do circuito. A exemplo do caso série, basta encontrarmos diretamente com os valores B nas curvas de magnetização; b) Conhece-se fonte; ♦ RESOLUÇÃO POR ITERAÇÕES SUCESSIVAS → Procedimento análogo aos do caso do circuito série; ♦ RESOLUÇÃO GRÁFICA → Claro que a resolução pelo método gráfico só é possível em casos simples.
EMPILHAMENTOS DAS LÂMINAS → Ao se seccionar a seção transversal de um núcleo magnético (de uma das pernas de um transformador, por exemplo), cota-se ferro e material isolante.
Sreal = K %⋅ S geométrica
onde K é denominado fator de empilhamento , variando entre 90 e 95%. Quando não se faz referência do empilhamento, considera-se K = 1.
As seções determinadas através dos cortes segundo P 1 e P 2 são diferentes, como verificamos a seguir.
A tensão induzida em uma bobina de N espiras, quando o fluxo que atravessa se altera com
uma taxa dt
d φ , é:
dt
d e N
φ = − volts
Num circuito magnético de C.A.
dt
di di
d i e =− N ⋅
φ
dt
di e =− L
Onde: di
d L N
φ = (Henrys) → Indutância Própria Auto-indutância ou simplesmente
indutância do circuito Sendo λλλλ o fluxo que envolve a bobina de N espiras, desprezando-se o fluxo disperso, podemos dizer que λ = N ⋅ φ(fluxo concatenado).
di
d di
d N L
para um circuito linear
di i
d = =
λ λ
Consideremos o fluxo variável senoidalmente com o tempo t
φ =φ m ⋅ Sen 2 π ft
Segundo a Lei de Faraday: f N Cos ft dt
d e N π φ m π
φ = = 2 ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ 2
Cujo valor eficaz é: E f N φ m f N φ m
π = ⋅ ⋅ = 4 , 44 ⋅ ⋅ 2
volts
VALOR EFICAZ : (Definido inicialmente para corrente depois estendido para a tensão). Corrente eficaz seria o valor de corrente equivalente que percorrendo uma resistência R dissiparia a mesma potência que em corrente contínua ou seja:
T ef
2 0
⋅ = ∫ ⋅ sendo i ( t ) = ImSenwt
= ∫ ( ) ( )
π π
2 0
2 2 2
I (^) ef ImSen wtdwt
π
π θ
θ θ θ
π π = =
∫ =∫ 2
0
2 0 Sen^2 d Cos d
(^1 2) m ef m
I = ⋅ π⋅ I = π
V V^ max ef =
λ
i
Tratando-se de um trafo ideal:
2 2
1 1 V E
Assim teremos:
2
2 1
1 N
= ou 2
1 2
1 N
Logo num trafo ideal a relação entre as tensões do primário e do secundário é igual à relação do número de espiras entre eles. Seja agora uma impedância Z 2 conectada aos terminais do secundário. Surgirá então uma corrente no secundário dada por:
2
2 2
essa corrente produzirá, então, uma FMM (^2)
f dada por: (^222)
f = N ⋅ I
que se oporá ao fluxo φm do núcleo. Para que o fluxo φm não seja alterado o primário
responderá com uma FMM (^1)
f dada por: (^111)
f = N ⋅ I
que se oporá a FMM (^2)
f a fim de manter φm. Logo teremos:
1 2 11 2 2
f = f ⇒ NI = NI ou
1
2 2
1 N
conclui-se que as correntes no primário e secundário de um trafo ideal estão, portanto, na relação inversa do número de espiras. A mesma conclusão para as correntes teremos se considerarmos que para um trafo ideal não existem perdas. Logo pela invariância de potência teremos:
1
2 1
2 2
1 (^2 211) N
Examinemos agora, o efeito no circuito primário de uma impedância Z 2 no secundário. A
corrente que se estabelece no secundário é pela lei de Ohm 2
2 2
impedância vista pela fonte no primário é:
2
2
2
1 2
2
2
2
1
2 1
2
2 2
1
1
1 (^1) N Z
Ou seja: Para a fonte, o efeito de uma impedância Z 2 colocada no secundário é o mesmo que o de uma impedância Z 1 colocada diretamente em seus terminais, desde que:
2
2
2
1 1 Z N
assim sendo podemos dizer que os circuitos abaixo, são equivalentes.
Exemplo – 01 Um trafo com relação de espira de 10:1 e com valores nominais 50KVa, 2400/240V, 60Hz, é usado para abaixar a tensão de um sistema de distribuição. A tensão do lado de baixa deve ser mantida constante e igual a 240V. a) Qual o valor da impedância de carga que, conectada ao valor de baixa, carregará completamente o transformador? b) Qual o valor dessa impedância referida ao lado de alta? c) Quais são os valores da corrente de carga referidos aos lados de alta e de baixa?
Solução:
a) A V
b) (^) ⋅ = Ω
2 2
2
2
1 (^1) N Z
c) I A N
2 1
2 1 = ⋅ = ⋅ =
V1 (^) V2 Z
I1 I
V
I
2
2 (^1 )
1 Z N
N Z (^)
=
f c
ZC j ⋅ ⋅
2 π
ZL = j 2 π⋅ f ⋅ L Z & = R + jXL − jX c
Tomando I &^ como referência ( I &^ = I| 00 )
V & = R ⋅ I + jXL ⋅ I − jXL ⋅ I
V & = R ⋅ I + jXI
V & ⋅ I &= R ⋅ I^2 + jX ⋅ I^2 S = P + jQ
As seguintes relações são satisfeitas:
Z = R^2 + X^2 com X = X L - XC
arctang R
θ arctang
Fator de potência
fp = cos θ se X=0 ⇒ Q=0 tem-se fator dr potência unitário. se X>0 ⇒ Q>0 tem-se fator dr potência indutivo. se X<0 ⇒ Q<0 tem-se fator dr potência capacitivo.
R
J(Xl - Xc)
θ
Z &
Er=RI
Ex=J(Xl - Xc)I
θ
V = Z & I
P
JQ
θ
S &
dt
d e
λ = −
dt
d e
λ = + (Polaridade no desenho)
v (^) t = ir + e
dt
d v (^) t ir
λ = +
sendo λ = N ⋅ φ
dt
d v (^) t ir N
φ = + ⋅
v (^) t = vi + e
A energia elétrica fornecida ao indutor (sem perda) é:
dwele = p ⋅ dt = e ⋅ i ⋅ dt OU
λ
λ dt dw i d dt
d dw (^) ele = i ⋅ ⋅ ⇒ ele = ⋅
OU dw (^) ele = N ⋅ i ⋅ d φ ⇒ dwele = f ⋅ d φ
A equação para o balanço de energia é:
dwele = dwcmp + dw mec
para uma configuração fixa (x = cte)
dwmec = fmec ⋅ dx = 0 então
x
f cmp f mec
v (^) e
+^ i
r
pelo balanço de energia dwele = i ⋅ d λ= dwcmp + dw mec ou dwele = i ⋅ d λ= dwcmp + fmec dx
existem dois casos particulares
A) ESTRUTURA MECÂNICA FIXA dx = 0
dwele = i ⋅ d λ= dw cmp
B) FLUXOS CONCATENADOS CONSTANTES dλ = 0
dw (^) cmp =− fmec dx
Descreve a energia magnética armazenada em um campo magnético de excitação
única, como função das duas variáveis independentes λλλλ e X. Sendo λλλλ e X variáveis independentes:
dx x
w x d
w x dwcmp x cmp cmp ∂
λ λ λ
λ λ (8.2)
comparando-se (8.1) e (8.2) temos:
λ
λ ∂
w x i cmp^
e
x
w x f (^) mec fcmp cmp ∂
λ,
VARIÁVEIS DE ESTADO – λ, i
λλλλ
i
Wcmp
W’cmp
Definamos co-energia
derivando teremos: