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Matemática resumos exercícios, Exercícios de Matemática

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Tipologia: Exercícios

Antes de 2010

Compartilhado em 06/01/2022

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ÍNDICE

Parte I Padre António Vieira, “Sermão de Santo António.

    1. Como estudar Português Preparação ao longo do ano
    1. Testes de avaliação
    1. Testes de Compreensão do Oral
    1. Glossário de verbos de instrução
    1. Oralidade Parte II · Teoria e prática
  • Compreensão do Oral
  • Discurso político
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Exposição sobre um tema
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Debate
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Expressão Oral
  • Exposição sobre um tema
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Apreciação crítica
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Texto de opinião
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Expressão Oral) Quadro-síntese (Compreensão do Oral,
    1. Leitura
  • Discurso político
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Apreciação crítica
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Artigo de opinião
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
    1. Escrita
  • Exposição sobre um tema
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Apreciação crítica
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Texto de opinião
  • Exercício resolvido | Resolve tu!
  • Quadro-síntese (Leitura e Escrita)
    1. Educação Literária
  • dramático e poético Elementos constitutivos do texto narrativo,
  • do Maranhão, ano de 1654” Pregado na cidade de S. Luís
    1. Contextualização histórico-literária
    • (docere, delectare, movere) 2. Objetivos da eloquência
        1. Intenção persuasiva e exemplaridade
        1. Crítica social e alegoria
        1. Linguagem, estilo e estrutura - e metáfora 5.1. Discurso figurativo: alegoria, comparação - argumentativa 5.2. Visão global do sermão e estrutura
      • Exercício resolvido | Resolve tu!
      • Quadro-síntese
      • Frei Luís de Sousa Almeida Garrett,
        1. Contextualização histórico-literária
      • 1.1. Contexto político português
      • 1.2. Origens e inovações do Romantismo
        1. Visão global da obra
        1. Recorte das personagens principais
          • simbólica 4. Dimensão patriótica e sua expressão
        1. Sebastianismo: história e ficção
        1. Dimensão trágica
        1. Linguagem, estilo e estrutura
      • Exercício resolvido | Resolve tu!
      • Quadro-síntese
      • Lendas e Narrativas , “A Abóbada” Alexandre Herculano,
        1. Imaginação histórica e sentimento nacional
        1. Relações entre personagens
        1. Características do herói romântico
        1. Linguagem, estilo e estrutura
      • Exercício resolvido | Resolve tu!
      • Quadro-síntese
      • Viagens na Minha Terra Almeida Garrett,
        • nacional 1. Deambulação geográfica e sentimento
        1. Dimensão reflexiva e crítica
        1. Visão global da obra
        1. Representação da Natureza
          • (narrador, Carlos, Joaninha) 5. Personagens românticas
        1. Linguagem, estilo e estrutura
      • 6.1. Estruturação da obra
      • 6.2. Coloquialidade e digressão
      • 6.3. Dimensão irónica
      • Exercício resolvido | Resolve tu!
      • Quadro-síntese
      • Amor de Perdição Camilo Castelo Branco,
        1. Sugestão biográfica (Simão e narrador)
        1. Visão global da obra
        1. Relações entre personagens
        1. Herói romântico
        1. Amor-paixão
        1. A obra como crónica da mudança social
        1. Linguagem, estilo e estrutura
      • Exercício resolvido | Resolve tu!
      • Quadro-síntese
  1. Crítica social e alegoria

Os elogios feitos aos peixes pressupõem uma crítica aos homens, pela ausência dessas virtudes. No entanto, a crítica social é sobretudo evidente e mais contun- dente nos Capítulos IV e V, quando Vieira faz repreensões aos peixes, primeiro em geral (Capítulo IV) e depois em particular (Capítulo V).

Mais uma vez, Santo António surge como modelo a seguir (exemplaridade), por apresentar um comportamento contrário ao dos peixes referidos.

  1. Linguagem, estilo e estrutura

5.1. Discurso figurativo: alegoria, comparação

e metáfora

O “Sermão de Santo António” é um discurso figurativo, na medida em que, através da alegoria (representação simbólica), se aborda uma realidade abstrata. Assim:

  • ao dirigir-se aos peixes, o Padre António Vieira quer, na realidade, apelar aos homens;
  • (^) ao louvar os peixes, o orador pretende mostrar o exemplo das virtudes a seguir, condenando, indireta- mente, a ausência delas no ser humano;
  • (^) ao repreender os peixes, Vieira visa condenar os pe- cados dos homens do Maranhão e, por extensão, os pecados de todos os homens que maltratam os mais fracos e indefesos, mostrando-se arrogantes, oportu- nistas, vaidosos e hipócritas.

Alegoria

Por sua vez, a alegoria concretiza-se, muitas vezes, por meio de metáforas e de comparações.

Vos estis Vós sois o

Pregadores

sal sal

Doutrina

terrae da terra

Ouvintes

Metáfora

O polvo , com aquele seu capelo na cabeça , parece um monge ; com aqueles seus raios estendidos , parece uma estrela ; com aquele não ter osso nem espinha , parece a mesma brandura , a mesma mansidão. VIEIRA, Padre António (2014). Sermão de Santo António. Porto: Porto Editora [p. 56]

Comparação

Educação Literária

TEORIA

GESTP11 © Porto Editora

5.2. Visão global do sermão e estrutura

argumentativa

Estrutura externa

Estrutura interna

Assunto

Capítulo I

Exórdio Parte inicial, que inclui a apresentação do tema e a captação da atenção do auditório

- Conceito predicável – “Vos estis sal terrae” argumentação assente na metáfora - Elogio a Santo António – modelo de pregação a seguir pregar aos peixes - Invocação a Maria

Capítulo II

Exposição Referência ao assunto a desenvolver e apresentação da sua divisão em partes

- Estrutura do sermão “dividirei, peixes, o vosso sermão em dois pontos: no primeiro louvar-vos-ei as vossas virtudes, no segundo repreender- - vos-ei os vossos vícios”

Confirmação Apresentação de argumentos e de exemplos que os sustentam

- Louvores em geral − “obediência” − “ordem, quietação e atenção com que ouvistes a palavra de Deus” − “prudência” (afastamento dos homens)

Capítulo III

- Louvores em particular − Peixe de Tobias: poder curativo − Rémora: força e poder − Torpedo: energia − Quatro-olhos: capacidade de olhar para cima e para baixo

Capítulo IV

- Repreensões em geral “Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos.” “ignorância e cegueira”

Capítulo V

- Repreensões em particular − Roncadores: arrogância − Pegadores: oportunismo, parasitismo − Voadores: vaidade, ambição − Polvo: hipocrisia, traição

Capítulo VI

Peroração Parte final

- Última advertência aos peixes Elogio final (comparação com os outros animais e com o orador) - Exortação – “Louvai, peixes, a Deus”

Exórdio tem origem na palavra latina “exordire”, que significa começar?

Sabias que…

Notas ❶ A estrutura clássica de um discurso retórico inclui, de maneira geral, as seguintes partes: exórdio, exposição, confirmação e peroração. ❷ A exposição e a confirmação correspondem ao desenvolvimento do sermão. ❸ A peroração inclui normalmente: a recapitulação (síntese dos principais argumentos referidos), a amplificação (reforço de uma ideia em sintonia com a tese defendida) e a comoção (apelo ao auditório capaz de o emocionar).

Vídeo

“Sermão de Santo António”

GESTP11 © Porto Editora

1.4. Identifica e explicita o valor do(s) recurso(s) expressivo(s) presente(s) na linha 21: “Deixa as praças, vai-se às praias; deixa a terra, vai-se ao mar…”.

Esta passagem evidencia um paralelismo de construção, resultado da repetição das formas verbais “Deixa” e “vai” (anáfora), cujo significado

é precisamente oposto (antítese), denotando uma mudança de

comportamento por parte de Santo António.

1. Lê o excerto do “Sermão de Santo António” que se segue.

O leme da natureza humana

O leme da natureza humana é o alvedrio^1 ; o piloto é a razão: mas quão poucas vezes obedecem à razão os ímpetos precipitados do alvedrio? Neste leme, porém, tão desobediente e rebelde, mostrou a língua de António quanta força tinha, como rémora, para domar e parar a fúria das paixões humanas. Quantos, correndo fortuna na nau Soberba, com as velas inchadas do vento e da mesma soberba (que também é vento), se iam desfazer nos baixos, que já rebentavam por proa, se a língua de António, como rémora, não tivesse mão no leme, até que as velas se amainassem, como mandava a razão, e cessasse a tempestade de fora e a de dentro? Quantos, embarcados na nau Vingança, com a artilharia abocada^2 e os bota-fogos^3 acesos, corriam enfunados a dar-se batalha, onde se queimariam ou deitariam a pique, se a rémora da língua de António lhes não detivesse a fúria, até que composta a ira e o ódio, com bandeiras de paz, se salvassem amigavelmente? Quantos, navegando na nau Cobiça, sobrecarregada até às gáveas e aberta com o peso por todas as costuras, incapaz de fugir, nem se defender, dariam nas mãos dos corsários com perda do que levavam e do que iam buscar, se a língua de António os não fizesse parar, como rémora, até que aliviados, da carga injusta, escapassem do perigo e tomassem porto? VIEIRA, Padre António (2014). Sermão de Santo António. Porto: Porto Editora [p. 23].

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1.1. Localiza o excerto na estrutura externa e interna da obra.

1.2. Mostra como o excerto apresentado constitui um exemplo do discurso figura- tivo característico deste sermão.

1.3. Explicita o valor da enumeração presente ao longo do excerto.

Resolve

tu!

Notas vocabulares 1 alvedrio: determinação da vontade 2 abocada: apanhada com a boca 3 bota-fogos: pedaços de corda com alcatrão com os quais se comunicava o fogo à pólvora dos canhões antigos

“Sermão de Santo António”

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  1. Lê um outro excerto da mesma obra.

As roncas do mar

É possível que, sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar?! Se com uma linha de coser e um alfinete torcido vos pode pescar um aleijado, porque haveis de roncar tanto? Mas por isso mesmo roncais. Dizei-me: o espadarte porque não ronca? Porque, ordinariamente, quem tem muita espada, tem pouca língua. Isto não é regra geral; mas é regra geral que Deus não quer roncadores, e que tem particular cuidado de abater e humilhar aos que muito roncam. S. Pedro, a quem muito bem conheceram os vossos antepassados, tinha tão boa espada que ele só avançou contra um exército inteiro de soldados romanos; e, se Cristo lha não mandara meter na bainha, eu vos prometo que havia de cortar mais orelhas que a de Malco^1. Contudo, que lhe sucedeu naquela mesma noite? Tinha roncado e barbateado^2 Pedro que, se todos fraqueassem^3 , só ele havia de ser constante até morrer, se fosse necessário; e foi tanto pelo contrário que só ele fraqueou mais que todos, e bastou a voz de uma mulherzinha para o fazer tremer e negar. Antes disso já tinha fraqueado na mesma hora em que prometeu tanto de si. Disse-lhe Cristo no horto^4 que vigiasse, e vindo daí a pouco a ver se o fazia, achou-o dormindo com tal descuido, que não só o acordou do sono, senão também do que tinha blasonado […]. O muito roncar antes da ocasião é sinal de dormir nela. Pois que vos parece, irmãos roncadores? Se isto sucedeu ao maior pescador, que pode acontecer ao menor peixe? Medi-vos, e logo vereis quão pouco fundamento tendes de blasonar^5 , nem roncar. VIEIRA, Padre António (2014). Sermão de Santo António. Porto: Porto Editora [pp. 45-46, com supressões].

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2.1. Integra o excerto na globalidade da obra.

2.2. Caracteriza o tipo humano simbolizado pelos peixes roncadores, tendo em conta a crítica social subjacente à obra.

2.3. Refere a consequência do comportamento destes peixes.

2.4. Interpreta o recurso à apóstrofe nas linhas 17-18: “Pois que vos parece, irmãos roncadores?”

Notas vocabulares 1 Malco: servo do Sumo Sacerdote ao qual S. Pedro cortou a orelha direita 2 Tinha […] barbateado: Tinha-se vangloriado de 3 fraqueassem: fraquejassem 4 horto: Jardim das Oliveiras 5 blasonar: vangloriar-se de qualidades que não se tem

Atividade

Educação Literária

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9.3. Registos de língua e atos de fala

Ao analisar uma situação de comunicação, é necessário ter em conta:

  • os registos de língua (grau de formalidade, relação hierárquica entre os parti- cipantes, modo oral ou escrito da interação);
  • os diversos atos de fala.

Registos de língua Atos de fala

Registo formal

- Utilizado em situações formais, no modo oral ou escrito - Registo cuidado: correção linguística, vocabulário rico, assertivo e diversificado, formas de tratamento formais Ex.: o senhor, Senhor Doutor

Registo informal

- Utilizado em situações informais, no modo oral ou escrito - Menor preocupação com a linguagem: construções frásicas e vocabulário simples, formas de tratamento informais Ex.: tu, vocês

Ato diretivo O locutor pretende que o ouvinte atue conforme a sua vontade. Ex.: ordem, convite, pedido Ato assertivo O locutor responsabiliza-se pela veracidade do que diz. Ex.: asserção, constatação Ato expressivo O locutor expressa o seu estado de espírito. Ex.: agradecimento, pedido de desculpas Ato compromissivo O locutor responsabiliza-se por uma ação futura. Ex.: promessa, ameaça Ato declarativo O locutor, numa determinada posição social, cria uma nova realidade. Ex.: batismo, casamento, nomeação

9.4. Dêixis

Deíticos Marcas linguísticas

Deíticos pessoais

Remetem para o enunciador e o destinatário ( EU-TU )

- Formas de 1.ª e 2.ª pessoa (determinantes, pronomes, flexão verbal) - Vocativo - Formas de tratamento

Deíticos espaciais

Remetem para o espaço em que se fala ( AQUI )

- Determinantes e pronomes demonstrativos - Advérbios e expressões que se referem ao lugar em que se fala Ex.: aqui, ali, acolá, cá, além, neste/nesse/naquele lugar - Algum léxico: Ex.: ir, vir, chegar, sair

Deíticos temporais

Remetem para o tempo em que se fala ( AGORA )

- Advérbios e expressões que se referem ao tempo em que se fala Ex.: agora, ontem, hoje, amanhã, já, neste momento - Alguns tempos verbais: presente, pretérito, futuro

Nota A palavra “dêixis” significa ação de mostrar/apontar.

Nota Os atos de fala relacionam-se com a intenção comunicativa de quem fala. Podem ser:

- diretos: a intencionalidade comunicativa é explícita; - indiretos: a intencionalidade comunicativa está implícita no que se diz.

Atividade

9. Texto e interação discursiva

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