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Analisando a letra da música Monte Castelo, pode-se afirmar que a figura de linguagem predominante é: a) Metonímia. b) Paradoxo. c) Antítese.
Tipologia: Notas de estudo
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Ironia: Consiste em dizer o oposto do que se pretende falar. Exemplo: Ela não sabe escrever mesmo… Tirou 1000 na redação! Gradação: Enumeração gradativa (que aumenta ou diminui pouco a pouco) dentro de uma mesma ideia. Exemplo: De repente o problema se tornou menos alarmante , ficou menor , um grão , um cisco , um quase nada. Personificação (prosopopeia): É a atribuição de características de seres animados a seres não humanos. Exemplo: Hoje, ao abrir a janela, o sol sorriu para mim. Hipérbole: É um exagero de ideias. Exemplo: “Eu nasci há 10 mil anos atrás E não tem nada nesse mundo que eu não saiba de mais” Raul Seixas Antítese : É a utilização de termos que se opõem quanto ao seu sentido, ou seja, são palavras de sentidos opostos. Exemplo: O calor e o frio vivem em meu peito.
Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver É ferida que dói e não se sente ” Luís de Camões Eufemismo: É a suavização de uma ideia, de um fato. Exemplo: O governo procederá ao reajuste de taxas. (em vez de aumento)
na qualidade rara de sereia metade um busto de uma deusa maia metade um grande rabo de baleia a novidade era o máximo do paradoxo estendido na areia alguns a desejar seus beijos de deusa outros a desejar seu rabo pra ceia oh, mundo tão desigual tudo tão desigual de um lado este carnaval do outro a fome total e a novidade que seria um sonho milagre risonho da sereia virava um pesadelo tão medonho ali naquela praia, ali na areia a novidade era a guerra entre o feliz poeta e o esfomeado estraçalhando uma sereia bonita despedaçando o sonho pra cada lado” (Gilberto Gil – A Novidade) Assinale a alternativa que ilustra a figura de linguagem destacada no texto: a) “A novidade veio dar à praia/na qualidade rara de sereia” b) “A novidade que seria um sonho/o milagre risonho da sereia/virava um pesadelo tão medonho” c) “A novidade era a guerra/entre o feliz poeta e o esfomeado” d) “Metade o busto de uma deusa maia/metade um grande rabo de baleia” e) “A novidade era o máximo/do paradoxo estendido na areia”
II. "... se se queria que estivesse sério, desatava a rir..." III. "... parece que uma mola oculta o impelia..." IV. "... e isto (...) dava em resultado a mais refinada má-criação que se pode imaginar." Quanto às figuras de linguagem, há neles, respectivamente, a) gradação, antítese, comparação e hipérbole. b) hipérbole, paradoxo, metáfora e gradação. c) hipérbole, antítese, comparação e paradoxo. d) gradação, antítese, metáfora e hipérbole. e) gradação, paradoxo, comparação e hipérbole.
e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. É só o amor, é só o amor; Que conhece o que é verdade; O amor é bom, não quer o mal; Não sente inveja ou se envaidece. O amor é o fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É um não contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder; É um estar-se preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É um ter com quem nos mata a lealdade; Tão contrário a si é o mesmo amor. Estou acordado e todos dormem todos dormem, todos dormem; Agora vejo em parte, mas então veremos face a face. É só o amor, é só o amor; Que conhece o que é verdade. Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. (Monte Castelo, Renato Russo. Do álbum As quatro estações, Legião Urbana) Analisando a letra da música Monte Castelo, pode-se afirmar que a figura de linguagem predominante é: a) Metonímia. b) Paradoxo. c) Antítese. d) Prosopopeia. e) Hipérbole.
“Saio do hotel com quatro olhos,
“No tempo de meu Pai, sob estes galhos, Como uma vela fúnebre de cera, Chorei bilhões de vezes com a canseira De inexorabilíssimos trabalhos!” a) Antítese b) Anacoluto c) Hipérbole d) Limotes e) paragoge
“Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável) Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga:
“A novidade que seria um sonho/o milagre risonho da sereia/virava um pesadelo tão medonho”, há um paradoxo expresso nas palavras sonho e pesadelo. Apesar de essas duas palavras apresentarem significados distintos, estão fundidas em uma mesma enunciação.
2. D Em I, as expressões se enriquecem mutuamente em progressão ascendente: trata-se de uma gradação; Em II, há uma oposição de palavras “sério/rir”: trata-se de uma antítese; Em III, há uma comparação implícita entre alguma coisa e uma mola oculta: trata-se de metáfora; Em IV, há o exagero em “a mais refinada má-criação”: trata-se de uma hipérbole. 3. C “Dar a alma a Deus” é uma forma amena de dizer “morrer”. 4. A [Ó mar salgado] Invocação, logo, Apóstrofe; [mar salgado] repetição do óbvio: pleonasmo; [Portugal] o termo está sendo utilizado para simbolizar o povo português todo, logo, metonímia; [lágrimas de Portugal] Portugal está sendo personificado, afinal o país não chora: personificação. 5. C Em uma primeira leitura, a impressão de que o poeta faz elogios ao progresso da cidade mineira de Montes Claros é bem presente. Todavia, observando alguns elementos do texto, é possível verificar que o autor utilizou como principal figura de linguagem a ironia, sobretudo quando sinaliza que a riqueza e o progresso de Montes Claros indicam os crescimentos da miséria e da degradação social, situação encontrada nas favelas cariocas. Dessa forma, fica claro que o elogio é, na verdade, uma crítica construída por meio da ironia. 6. B No paradoxo, há a coexistência de significados opostos. A música "Monte Castelo", do grupo Legião Urbana, é um bom exemplo. O poema de Luís de Camões incorporado à música Monte Castelo carrega elementos opostos ao falar de um “contentamento descontente”, “ferida que dói e não se sente”, “dor que desatina sem doer”, “cuidar que se ganha em se perder” etc. Há quem confunda antítese com paradoxo. A diferença mora, entretanto, no relacionamento desses opostos. Na antítese, há duas teses contrárias, antônimas. 7. D As ideias contrárias presentes no trecho do poema em análise são as ideias de “presente” e “passado”. A figura de linguagem presente por causa da oposição destas duas ideias é a antítese. 8. C Nos versos em destaque “Chorei bilhões de vezes com a canseira / De inexorabilíssimos trabalhos! ” há uma figura de linguagem chamada HIPÉRBOLE, que consiste no emprego de uma ideia de maneira exagerada, chegando ao ponto de não condizer com a realidade dos fatos. No caso, ela está presente na afirmação “chorei bilhões de vezes”. 9. B “Quando a indesejada das gentes chegar”, há o emprego de uma figura de linguagem chamada de EUFEMISMO, que consiste no uso de palavras que suavizam uma ideia no texto, como é o caso da palavra “indesejadas”. 10. B Nesta questão, você precisa estabelecer uma relação entre a linguagem do quadrinho e a do texto poético. Observe que John diz “Feliz segunda-feira” e Garfield responde dizendo que essa frase é a mãe de todos os oximoros. Como sabemos, oximoros são paradoxos, portanto, para Garfield, feliz e segunda- feira são ideias opostas, paradoxais, como se fosse impossível existir uma segunda-feira feliz. Observe que a Letra B traz duas ideias, aparentemente opostas, mas com total sentido dentro do contexto. A casa
era ao mesmo tempo liberdade e escravidão, temos aqui duas ideias que não teriam lógica ao serem associadas em outro contexto, mas que, no poema, tornam-se expressivas. Você pode ficar na dúvida com a letra D., entretanto, observe que o há é uma inversão e não um paradoxo.