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Material de Estradas , Notas de estudo de Engenharia Civil

Material sobre Drenagem

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 16/04/2010

leila-nunes-7
leila-nunes-7 🇧🇷

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Drenagem de vias terrestre
Notas de aulas
Generalidades
Drenagem é a arte de conduzir, controlar o volume e fluxo de água. A drenagem pode ser
superficial ou subterrânea.
Drenagem superficial
Coleta e remove águas superficiais que atingem ou possam atingir a estrada. Água
superficial é o que resta de uma chuva após serem deduzidas as perdas por evaporação
e por infiltração
Drenagem subterrânea
Intercepta e remove águas no subsolo do leito da via. Água subterrânea é encontrada no
subsolo e pode existir sob a forma de lençol freático, ou acumulada em fendas de rocha.
Elementos utilizados em drenagem
Geometria da obra e local
É considerar formas, declividade longitudinal e declividade transversal.
Obras de drenagem: Canais, dutos, bueiros, galerias, pontes, caixas de coletas, caixas
passagem, caixas interseção, boca de lobo.
Estudos e elementos de topografia e projeto
Topografia, geometria, hidráulica, hidrologia, mecânica dos solos, estatística, matemática,
informática,...E bom senso.
No projeto de drenagem precisamos dos dados de geometria, hidrologia e escolher os
elementos para drenar.
Dimensionar é o ato de verificar mais que qualquer coisa. O homem da drenagem tem
que ser um bom leitor do homem, da topografia e da geometria.
2 km
600
540
600
560
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Drenagem de vias terrestre

Notas de aulas

Generalidades

Drenagem é a arte de conduzir, controlar o volume e fluxo de água. A drenagem pode ser superficial ou subterrânea.

Drenagem superficial

Coleta e remove águas superficiais que atingem ou possam atingir a estrada. Água superficial é o que resta de uma chuva após serem deduzidas as perdas por evaporação e por infiltração

Drenagem subterrânea

Intercepta e remove águas no subsolo do leito da via. Água subterrânea é encontrada no subsolo e pode existir sob a forma de lençol freático, ou acumulada em fendas de rocha.

Elementos utilizados em drenagem

Geometria da obra e local

É considerar formas, declividade longitudinal e declividade transversal.

Obras de drenagem: Canais, dutos, bueiros, galerias, pontes, caixas de coletas, caixas passagem, caixas interseção, boca de lobo.

Estudos e elementos de topografia e projeto

Topografia, geometria, hidráulica, hidrologia, mecânica dos solos, estatística, matemática, informática,...E bom senso.

No projeto de drenagem precisamos dos dados de geometria, hidrologia e escolher os elementos para drenar.

Dimensionar é o ato de verificar mais que qualquer coisa. O homem da drenagem tem que ser um bom leitor do homem, da topografia e da geometria.

2 km

600

540

600

560

Seções que devem conter elementos de drenagem:

2 km

600

540 600

560

S S2 (^) S S4 (^) S S6 (^) S

Perfil Longitudinal

530

540

550

560

570

580

590

600

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Estacas

Cota (m) S

S

S

S S

S

S

S 3

S 5

S 6

S 7

S 1 (^) S 2

S 4

Seções máximas de corte (S2, S6) Seções máximas de aterro (S4) Seções de transição, mista (S1, S5, S7)

Porte de obra Elemento T período de retorno

Pequena Sarjeta, boca de lobo 10 anos

Média Bueiro normal 20 anos

alta Bueiro estratégico 50 anos

P

S

L

tc – tempo de concentração – é o tempo que a partícula de chuva requer para chegar do ponto (P) mais distante da bacia até a seção (S)

Q Qmax

tc t

10 minutos

diferençamáximadecota

3 0 ,^75

c

c

t

H

H

L

t

Expressões empíricas Exemplo:

( (^) o ) y

x

K bt

aT i

Equações de chuva existem para cada local (bacia)

As vezes há equação mais simples para altura de chuva

t c

h i =

Como obter A (área) da bacia: Topografia aerofoto projeto.

Bases da hidráulica A maioria dos elementos de drenagem são canais. A estimativa de vazões (Manning) A determinação da área do canal depende da forma. O coeficiente de rugosidade de Manning depende do revestimento.

Material de revestimento: Solo revestido: grama, betume. Misturas (solo cimento, solo cal) Concreto ou assemelhado

Na locação – declividade ( I )

n coeficientederugosidadede Manning

raiohidráulico p

w r

p perímetromolhado

I declividade

w áreadocanal

_

V velocidadede fluxo

Q Vw

w r

I

nQ

man

man

_^2 /^3

OBS.: é necessário controlar a erosão, sedimentação, regime de fluxo Erosão (Aurélio) [Do lat. erosione.] S. f.

  1. Ato de um agente que erode, que corrói a pouco e pouco; o resultado desse ato.
  2. Geol. Trabalho mecânico de desgaste realizado pelas águas correntes, e que também pode ser feito pelo vento (erosão eólica), pelo movimento das geleiras e, ainda, pelos mares.
  3. Fig. Desgaste progressivo e lento. Erosão eólica. Geol. 1. V. erosão (2).

Sedimentação (Aurélio) [De sedimentar + -ção.] S. f.

  1. Formação de sedimentos.
  2. Geol. Processo pelo qual substâncias minerais ou rochosas, ou substâncias de origem orgânica, se depositam em ambiente aquoso ou aéreo.

Erosão

W

Q V

Q V w

man man

man man

=

=. Controle de erosão. Erode? (sim, não) Tabelas, gráficos } f (material) ⇒ Verosão

Não erode ⇒ Vman^ < Verosão

Em geral, a valeta junto ao pé-do-corte apresenta a parede interna com a mesma inclinação do talude de corte e a parede externa com inclinação igual à adotada para o talude de acabamento da base e sub-base.

Quando se faz o projeto de pavimentação de uma estrada é recomendável que na seção estrutural tipo, em cortes e aterros, sejam incluído os detalhes referentes às estruturas de drenagem. Normalmente, as estruturas de drenagem devem ser especificadas em desenhos de seção transversal juntos ao da seção estrutural do pavimento a fim de se ter uma melhor perspectiva da situação de algumas estruturas de drenagem como é o caso de valetas do pé-de-corte, sarjetas e rápidos.

As valetas do pé-de-aterro são canais construídos próximos ao pé-do-aterro, para coletar e conduzir as águas a um ponto de descarga antes que atinjam a estrada.

A seção transversal da valeta pode ter a mesma forma que a indicada para a valeta de pé-de-corte. A distância da valeta ao pé do talude do aterro deve ser cerca de 3,00 metros.

É recomendável a execução das valetas do pé-de-aterro sempre que os aterros tiverem altura igual ou superior a 0,50 metros.

Dimensionamento de valetas

O tempo de recorrência (T) para o projeto de drenagem deve estar de acordo com o tipo de estrada.

TIPO DE ESTRADA TEMPO DE RECORRÊNCIA

Auto-estrada Estrada de 1a^ Classe Outras Estradas

25 anos 10 anos 5 anos

O tempo de recorrência é definido pela relação: n

m

T =

onde

m = n =

número de anos de observação de chuvas. número de ordem que a precipitação considerada ocupa numa série de precipitações dispostas em ordem de magnitude decrescente.

Tempo de concentração (t) é o tempo necessário para o escoamento desde o ponto mais remoto (maior tempo de fluxo) da área de drenagem até a descarga.

No cálculo da vazão superficial pelo Método Racional, recomenda-se para o tempo de concentração (t), um mínimo de 5 minutos.

A vazão superficial será calculada pelo Método Racional para áreas de

contribuição até 80 hectares. A fórmula a ser usada é: 3 ,^6

ciA

Q =

Q =

c = i =

A =

vazão superficial, m^3 /s coeficiente de escoamento intensidade de chuva para uma duração igual ao tempo de concentração, em cm/hora área a ser drenada, em km^2

Defini-se o coeficiente de escoamento (c) pela relação:

quantidade de chuva

quantidade deáguasuperficial c =

para uma mesma intensidade de chuva (i) quando toda a área esta contribuindo.

Para áreas compostas de vários tipos de superfície use para (c) a média ponderada:

Automatização do Projeto

TALUDE SEÇÃO TRANSVERSAL Cota superior Estaca final

h E % b

Estaca inicial Valeta Cota inferior com revestimento em : Terra, Grama, Concreto a

e %

Cota superior e cota inferior são relativas ao talude e serão utilizadas para determinação da altura.

Estaca inicial e estaca final, são utilizadas para cálculo do comprimento do pé do talude e o comprimento da valeta.

Declive longitudinal (E). Os declives dos taludes (b:h) variam de acordo com a natureza do terreno e da altura do talude.

Com relação a valeta que será executada temos: a : distância entre o pé do talude e o limite externo da valeta. e : declive da valeta.

Os elementos que estão em vermelho nas células amarelas devem ser fornecidos conforme a situação a ser projetada.

Para nosso exemplo temos: Elementos Geométricos Talude Cota superior 810,00 m Cota inferior 800,00 m Estaca inicial 20 Estaca final 35 Declivid. longitudinal (E) 2 % Declividade do talude (b) 1 (h) 1 Valeta Distância (a) 1,00 m Elevação (e) 5 %

Largura do acostamento 3,50 m Largura do pavimento 3,50 m Para o cálculo da chuva de projeto podemos entrar com os respectivos valores:

Chuva de Projeto i = f (t , T) Tempo de concent. (min.) 10 Período de retorno (anos) 10 Precipitação ( i ) (cm/h) 0 Nosso exemplo não há dados para Tempo de concentração igual a 10 minutos diretamente, logo digitamos para a precipitação (i) ZERO e obtemos elementos para 5 e 15 minutos na pagina 220 do livro consultado: Drenagem superficial e subterrânea de estradas – Renato G. Michelin:

LOCAL ANOS

DURAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO EM MINUTOS

Belém

  • PA -

Com os elementos acima a planilha fará a interporlação para o projeto: Obs. (i) = 0 quando precisar interpolar Caso precisar usar tabela e interpolar unidade lim. menor lim. maior minutos 5 15 cm / h 19,4 12, O valor calculado é: Precipitação (i) = 16,1 cm/h

Desenvolvimento b a

c h d

Altura da seção triangular: 100

a. e h =

declividadedo talude

h b =

Área: 2

( b a ). h w

c = b^2 + h^2

d = a^2 + h^2

Perímetro molhado: p^ = c + d

Raio hidráulico: p

w r =

Coeficiente de Rugosidade de Manning (n): Solo pedregulhoso, limpo 0,

Neste envelope esta o arquivo valeta.xls

Conclusão

Nas três verificações que foram executadas como exemplo neste trabalho, houve alteração para a declividade longitudinal (E) e para a elevação da valeta (e); obtendo-se o seguinte resultado:

Verificação Declivid. Longit. (E) Elevação (e)

Comprimento em Terra + Grama I 3 % 10 % 149,00 m II 3 % 5 % 45,42 m III 2 % 5 % 37,09 m

Podemos verificar que todo processo de automatização por mais simples que seja torna o trabalho de verificação melhor e de fácil execução, dando ao projetista tempo para melhor discussão e análise.

Fica aqui os nossos agradecimentos a todos aqueles que vierem utilizar este trabalho e ficamos a inteira disposição para criticas e sugestões que possam surgir.