









Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
apostila sobre medidas eletricas
Tipologia: Notas de estudo
1 / 16
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!










Medidas elétricas só podem ser realizadas com a utilização de instrumentos medidores, que permitem a mensuração de grandezas cujo valor não poderia ser determinado através dos sentidos humanos. Medir é estabelecer uma relação numérica entre uma grandeza e outra, de mesma espécie, tomada como unidade. A principal forma de classificar os instrumentos de medidas elétricas diz respeito à forma como as medidas são apresentadas. Assim, existem os instrumentos digitais, nos quais a medida é expressa diretamente por dígitos numéricos, e os analógicos, onde a leitura é feita através de comparação. O estudo de medidas elétricas é bastante vasto e importante. Porém, devido às limitações de carga horária da disciplina, neste trabalho serão analisadas tão somente as principais características dos instrumentos e a forma correta de utilizá-los.
Padrão é a grandeza que serve de base ou referência para a avaliação da quantidade ou da qualidade da medida; deve ser estabelecido de tal forma que apresente as seguintes características:
a) Grosseiros São sempre atribuídos ao operador do equipamento e, de uma maneira geral, pode-se dizer que resultam da falta de atenção. A ligação incorreta do instrumento, a transcrição equivocada do valor de uma observação ou o erro de paralaxe^1 são alguns exemplos. Esses erros podem ser minimizados através da repetição atenta das medidas, seja pelo mesmo observador ou por outros. b) Sistemáticos Devem-se a deficiências do instrumento ou do método empregado e às condições sob as quais a medida é realizada. Costuma-se dividi-los em duas categorias:
(^1) Erros de paralaxe acontecem quando são feitas leituras com ângulo desfavorável em instrumentos de
ponteiro.
ser minimizados usando-se instrumentos de boa qualidade e fazendo-se sua manutenção e calibração adequadas.
Para ilustrar a diferença, imagine-se um atirador tentando atingir um alvo, como ilustrado na Figura 1.1 que se segue. Em (a) não houve exatidão nem precisão por parte do atirador; em (b) pode-se dizer que o atirador foi preciso, pois todos os tiros atingiram a mesma região do alvo, porém não foi exato, já que esta região está distante do centro; em (c) conclui-se que o atirador foi exato, além de preciso.
Figura 1.1 - Exemplo de exatidão e precisão.
A precisão é um pré-requisito da exatidão, embora o contrário não seja verdadeiro. Assim, dizer que um instrumento é preciso não implica, necessariamente, que seja exato.
c) Quanto à capacidade de armazenamento das leituras :
A Figura 6.3 mostra exemplos desses instrumentos.
(a) (b) (c) Figura 6.3 - Exemplos de instrumentos classificados quanto à sua capacidade de armazenamento de leituras: (a) indicador; (b) registrador; (c) totalizador.
d) Quanto ao princípio físico utilizado para a medida :
e) Quanto à finalidade de utilização :
f) Quanto à portabilidade
(^2) VU meter é um instrumento usado em mesas de estúdio e amplificadores, permitindo acompanhar
processos de gravação ou reprodução sonora.
O instrumento analógico básico tem como fundamentação básica a medida de corrente ( amperímetro ); adaptações feitas neste medidor permitem que seja usado para a medida de outras grandezas, como tensão e resistência.
6.4.1 Características Construtivas
Os instrumentos analógicos baseiam sua operação em algum tipo de fenômeno eletromagnético ou eletrostático, como a ação de um campo magnético sobre uma espira percorrida por corrente elétrica ou a repulsão entre duas superfícies carregadas com cargas elétricas de mesmo sinal. São, portanto, sensíveis a campos elétricos ou magnéticos externos, de modo que muitas vezes é necessário blindá-los contra tais campos. O mecanismo de suspensão é a parte mais delicada de um instrumento analógico. É ele quem promove a fixação da parte móvel (como um ponteiro, por exemplo) e deve proporcionar um movimento com baixo atrito. Os tipos de suspensão mais utilizados são:
(^3) Este nome é usado porque usualmente corresponde ao valor marcado no fim da escala.
Considerando a Lei de Ohm, onde 1 A = 1 V/Ω, deduz-se que a sensibilidade é dada em ohms por volts (Ω/V). Quanto maior for a sensibilidade de um instrumento, melhor este será. De uma maneira geral, os instrumentos de bobina móvel são aqueles que apresentam melhor sensibilidade entre os medidores analógicos, podendo atingir valores da ordem de 100 kΩ/V.
É o valor de referência para a especificação da classe de exatidão do instrumento. Este valor é determinado de acordo como tipo de escala do medidor, no que se refere à posição do zero, de acordo com a Tabela 6.1.
Tabela 6.1 - Valor fiducial de instrumentos de medida
Tipo de escala Valor fiducial Zero à esquerda Valor de fundo de escala Zero central ou deslocado Soma dos valores das duas escalas Zero suprimido Valor de fundo de escala
Determina a capacidade que tem um instrumento de diferenciar grandezas com valores próximos entre si. No caso de instrumentos analógicos, a diferença entre esses valores é dada por duas divisões adjacentes em sua escala.
6.5.3 Simbologia
Os painéis dos instrumentos de medidas analógicos normalmente apresentam gravados em sua superfície uma série de símbolos que permitem ao operador o conhecimento das características do aparelho.
Os símbolos para alguns dos principais tipos de medidores são mostrados na Tabela 6.2.
Tabela 6.2. - Simbologia de instrumentos de medidas elétricas Bobina móvel
Geral Com retificador Com par termelétrico
Com circuito eletrônico
Com medidor de quociente Ferro móvel Eletrodinâmico
Geral Com lâmina bimetálica
Geral Com núcleo de ferro
Com medidor de quociente
É simbolizada por uma estrela encerrando um algarismo, que indica a tensão (em kV) que deve ser aplicada entre a carcaça e o instrumento de medida para testar a isolação do aparelho (Figura 6.6). Na ausência de algarismo, a tensão de prova é igual a 500 V.
Figura 6.6 - Símbolo da tensão de prova.
Instrumentos de painel usualmente são projetados para funcionamento na posição vertical, sendo as demais posições obtidas através de consulta às empresas fabricantes. A Figura 6.7 mostra as possíveis posições de um instrumento de painel, bem como a simbologia usada para a representação. O uso de um instrumento em posição diferente daquela para a qual foi projetado pode ocasionar erros grosseiros de leitura.
Instrumento utilizado na posição vertical
Instrumento utilizado na posição horizontal
Instrumento utilizado na posição inclinada - o número dá a inclinação (neste exemplo, 60o)
(a) (b)
Figura 6.7 - Posição dos instrumentos de medida: (a) representação das diversas posições possíveis; (b) simbologia usada.
1 mA 100
ξ =
Portanto, se o aparelho indicar 50mA, a variação admissível será 50 ± 1 mA; se estiver indicando 150 mA, a variação será igualmente 150 ± 1 mA.
Tabela 6.4 – Comparação entre displays de LEDs e de cristal líquido.
TIPO VANTAGENS DESVANTAGENS
6.5.2 Principais Características Operacionais
(^8) É importante ressaltar que a exatidão de um aparelho analógico está relacionada com o valor de fundo
de escala, enquanto que em um aparelho digital a exatidão é aplicada sobre a leitura do display.
Figura 6.9 – Categorias dos instrumentos digitais de medidas elétricas.
(a) (b) Figura 6.12 – Processo de multiplicação de escala de um amperímetro: (a) esquema de ligação; (b) exemplos de resistor de derivação (shunt).
Nos amperímetros analógicos deve-se atentar para a ligação, pois uma inversão na mesma fará com que o ponteiro se desloque no sentido errado da escala; quando isso acontece, devem-se inverter os terminais da conexão.
6.6.2 Voltímetro
Instrumento destinado à medida de tensões, o voltímetro deve ser ligado em paralelo com o elemento cuja tensão quer-se determinar (Figura 6.13a e b).
Figura 6.13 – Medida de tensão com o voltímetro: (a) conexão do instrumento; (b) diagrama de ligação.
Também no caso dos voltímetros é possível a ampliação de escalas, isto é, utilizar um voltímetro com fundo de escala inferior à tensão que se quer medir. Para tanto, conecta-se em série com o instrumento um resistor cujo valor seja apropriado para receber o “excesso” de tensão (Figura 6.14).
Figura 6.14 – Esquema de ligação para a ampliação de escala de um voltímetro.
A mesma observação relativa à ligação dos amperímetros analógicos vale para os voltímetros: a inversão na conexão do instrumento ocasiona a inversão do sentido de deslocamento do ponteiro.
6.6.3 Wattímetro
É o aparelho apropriado para a medida de potência ativa (V. Seção 5.4). Os wattímetros analógicos (Figura 6.15a) possuem duas bobinas, uma para a medida de tensão (também chamada bobina de potencial ) e outra para medir a corrente. O aparelho é construído de tal forma que o ponteiro indica o produto dessas duas grandezas multiplicado, ainda, pelo cosseno da defasagem entre elas (fator de potência); em outras palavras, o aparelho mede a potência expressa pela Equação 5.12. Na Figura 6.15b mostra-se o símbolo geral usado para wattímetros e sua conexão para a medição de potência em uma carga.
Figura 6.15 – Wattímetro analógico: (a) vista geral, com indicação das bobinas de tensão e de corrente; (b) símbolo e conexão a uma carga.
Nos wattímetros digitais, um circuito eletrônico calcula, por amostragem, tensão e corrente eficazes e, através delas, as potências ativa e aparente, bem como o fator de potência da carga. Esses instrumentos são, geralmente, do tipo “alicate”, facilitando sobremaneira a conexão para as medidas.
6.5.4 Quilowatt-horímetro
Também chamado de “relógio de luz”, este é um medidor de energia ativa, utilizado por todas as concessionárias de energia elétrica para aferir o consumo das instalações elétricas. Sua construção é semelhante à do wattímetro, tendo uma bobina de potencial e outra de corrente; sua estrutura e ligação são vista na Figura 6.16a. É cada vez mais freqüente a instalação de medidores de energia digitais, porém ainda são muito numerosos os analógicos, também chamados de ponteiro. A leitura destes exige atenção, pois os diversos ponteiros giram em sentidos opostos; começa-se pelo último ponteiro e vai-se anotando o último algarismo ultrapassado pelo ponteiro. No exemplo da Figura 6.16b, o valor lido é 14.924 kW.
É um circuito utilizado para medir resistências e sua estrutura básica é vista na Figura 6.18, onde Rx é a resistência desconhecida, R 1 e R 2 são valores conhecidos de resistência e Rp é um potenciômetro. O circuito é alimentado por uma fonte de CC com tensão nominal E e possui, ainda, um amperímetro sensível (galvanômetro). Com a variação do potenciômetro, cujo valor pode ser aferido em um painel, a indicação no amperímetro vai-se alterando e, para uma determinada posição de Rp, não haverá indicação de corrente no instrumento: diz-se que, nessa situação, a ponte está em equilíbrio. Quando isso ocorre, demonstra-se que o valor da resistência desconhecida é dada por: (^) Figura 6. 18 – Ponte de Wheatstone.
p 1
2 x R R
A ponte de Wheatstone é muito utilizada para a determinação indireta de outras grandezas; para isso utiliza-se um sensor (no lugar de Rx) do qual se conheça a relação entre a grandeza a ser determinada e sua resistência elétrica. É o caso das células de carga (strain gage) para a medida de pressão e esforços mecânicos e de termômetros resistivos.