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mediunidade de cura - ramatis
Tipologia: Notas de estudo
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Mediunidade de Cura O chamado Mundo Oculto sempre atuou na cura das enfermidades humanas, sob as mais diversas formas. Assim se verifica nos relatos bíblicos, no xamanismo dos povos antigos, na tradição oculta e na mediunidade contemporânea, aqui descritos por Ramatís. Nesta obra, que trata especificamente da terapêutica por via mediúnica, a profundidade do conhecimento iniciático de Mestre Ramatís, aliada a sua peculiar objetividade, desvenda com clareza os mecanismos de atuação curadora no duplo etérico do homem e na fisiologia dos chacras. Descreve a técnica utilizada pelas equipes espirituais nos receituários mediúnicos, a razão dos equívocos possíveis, e o charlatanismo que eventualmente ocorre nesse processo, bem como a metodologia das cirurgias espirituais, a tarefa do médium receitista e suas dificuldades, os passes mediúnicos e o receituário homeopático e de água fluidificada. Desvenda a técnica dos "benzimentos" e "simpatias", e elucida, com precisão inédita como atua na cura dos quadros dermatológicos. Aponta os efeitos da eutanásia e da distanásia - a "morte difícil", ou prolongamento artificial da vida, que impede o homem contemporâneo de morrer em paz. Já consagrada como um manual clássico da matéria, em quase uma dezena de sucessivas edições, é leitura indispensável para quantos se interessam pelos processos da chamada cura espiritual, pela extensão e profundidade de análise dos mecanismos ocultos da mediunidade curadora.
OBRAS DE RAMATIS.
Ao meu amigo e confrade Júlio Simó Costa , cuja amizade espiritual nos une através das vidas pretéritas, espírito laborioso e de bom ânimo, que, na existência atual, também tem sido o companheiro infatigável na investigação do enigma dos nossos destinos. Curitiba, setembro de 1963 Hercílio Maes
Invocação às Falanges do Bem Doce nome de Jesus, Doce nome de Maria, Enviai-nos vossa luz Vossa paz e harmonia! Estrela azul de Dharma, Farol de nosso Dever! Libertai-nos do mau carma, Ensinai-nos a viver! Ante o símbolo amado Do Triângulo e da Cruz, Vê-se o servo renovado Por Ti, ó Mestre Jesus! Com os nossos irmãos de Marte Façamos uma oração-. Que nos ensinem a arte Da Grande Harmonização!
Algumas palavras do médium Prezados leitores Rogo alguns momentos de vossa preciosa atenção a fim de explicar a razão da presente obra Mediunidade De Cura , a qual, em sua substância, é um complemento das que já foram publicados sob os títulos Fisiologia da Alma e Mediunismo. Conforme o programa de trabalho psicográfico ditado por Ramatís e já enunciado na capa das obras anteriores, o signatário supunha que, em seguida à obra Mediunismo, teria de psicografar as suas mensagens referentes à Vida de Jesus, ou seja, O Sublime Peregrino. No entanto, para atender a dúvidas e indagações de muitos interessados no estudo da mediunidade, em seus diversos aspectos, como sejam os de passes mediúnicos, as curas, o receituário, a psicometria, a radiestesia e outros fenômenos da mesma origem, Ramatís sugeriu como trabalho de necessidade mais imediata, a confecção de uma obra suplementar, que abordasse certos detalhes ou minúcias dos mesmos e que ainda não foram abordadas nas obras anteriores. E ele, com a sua boa-vontade habitual atenderia às indagações que, a tal respeito, lhe fossem apresentadas. Assim nasceu mais esta obra Mediunidade de Cura , acrescentada ao programa já delineado, a qual, pelos seus objetivos, será de grande interesse e utilidade para os adeptos do Espiritismo, especialmente para os médiuns. E será também bastante útil a muitos dos profitentes da Medicina, pois seu conteúdo constitui uma valiosa contribuição que amplia o campo da etiologia e diagnose das enfermidades que atacam o homem; as quais, consideradas sob novos aspectos psíquicos, possibilitarão uma visão terapêutica de maior eficiência, em beneficio da Humanidade. Aos leitores que notem haver nesta obra uma espécie de repetição ou analogia com alguns temas já explanados nas obras anteriores, esclareço que tal fato é orientação do nosso próprio mentor Ramatís, pois ele adverte ser indispensável aos adeptos assimilarem, em toda profundidade e amplitude, as matérias abordadas, não apenas quanto aos seus aspectos mais evidentes, mas, também, em todos os efeitos que lhes são acessórios, pois a mediunidade sendo um fenômeno conjugado a causas do plano astral ou invisível, há necessidade de abrir todos os seus refolhos e trazer à superfície o seu conteúdo a fim de ser devidamente considerado e servir de orientação aos discípulos ou obreiros da Seara do Mestre. Além disso, na época atual, a difusão e o interesse, cada vez maior, pelo Espiritismo, já não permite que a sua fenomenologia seja trazida ao palco da opinião pública deixando suspensas ou sem resposta as interpelações que fazem as consciências mais exigentes, que, antes de crer, fazem questão de analisar o "corpo inteiro" do que lhes é apresentado como uma verdade digna de reverência ou acatamento.
Aliás, Ramatís, em suas obras, insiste, às vezes, em abordar sob novos ângulos um assunto já ventilado antes, visando, justamente, elucidar o leitor, de modo a dissipar quaisquer dúvidas que ainda estejam flutuando na sua mente. É certo que tal método, para alguns leitores, talvez seja considerado um tanto prolixo ou cansativo; mas não seria justo que para satisfazer os adeptos mais esclarecidos, se prejudicasse a maioria, omitindo esclarecimentos de fenômenos ou problemas complexos que não podem ser definidos e aceitos analisando somente a sua superfície. Esta orientação de Ramatís tem em vista possibilitar a todos que o lêem uma compreensão integral das matérias explanadas em suas obras, as quais atendem à finalidade prática e objetiva de bem esclarecer para bem evangelizar! Hercílio Maes
Contudo, por enquanto, o problema saúde-doença ainda constitui um labirinto de fenômenos psicofísicos não investigados em toda contextura ou profundidade. E esta obra, abrindo os refolhos de tais fenômenos e analisando suas minúcias, contribuirá para que a Medicina fique habilitada a obter maior eficiência na sua função preventiva de assegurar à Família humana o máximo usufruto dessa riqueza sem igual, que se chama saúde. No entanto a Medicina. nesse setor, ainda tem um longo caminho a percorrer, porque quase todos os médicos são ateus; e como decorrência dessa convicção não acreditam na existência da alma ou espírito. Ora, esta apatia negativa impede que a Ciência médica se habilite a fazer uma profunda análise introspectiva da alma. Exame que lhe possibilitaria certificar que certas moléstias de caráter virulento são produto de graves "infecções morais" existentes na consciência da mesma; e que, por efeito de repercussão vibratória, afetam o seu perispírito e também o corpo físico que lhe está sujeito. Por conseguinte, embora sejam úteis e eficientes os recursos preventivos de vacinas e a profilaxia contra certas endemias e epidemias, e igualmente benéficas as medicações específicas na cura das moléstias comuns, existem, entretanto, causas patogênicas de teor psíquico e um tanto complexas, as quais já é tempo de merecerem atenção e serem identificadas e definidas pelos profitentes da Medicina, mas sem lhe oporem o biombo de quaisquer idéias preconcebidas. Porém, de qualquer modo, a Ciência médica, na sua marcha evolutiva, terminará reconhecendo o poder curativo dos fluidos magnéticos e consagrará a magnetoterapia uma fonte de novos recursos em benefício da saúde. E, por absurdo que pareça, especialmente no setor da neurologia, virá a utilizar, também com eficiência, a terapêutica singular das vibrações ou sonoridades musicais, pois em certos estados patológicos a música, pela sua repercussão emotiva, de fundo espiritual, tem o poder de agir no campo psicofísico, provocando reações sedativas sobre o sistema nervoso, circulatório e glandular, que favorecem a recomposição sadia das células e a dinâmica endocrínica, beneficiando assim o ritmo fisiológico e vital de todo o organismo. 1 1 - Nota do Revisor: Os psiquiatras P. Fraisse, R. Husson e R. Frances, mediante suas experiências, certificaram que a ação e índole das partituras musicais influem sobre as funções fisiológicas do corpo. E que existe uma espécie de regulamentação dos ritmos biológicos conforme o esquema temático e dinâmico da música. O psiquiatra Pontvick criou em Estocolmo um instituto de "musicoterapia" e os seus clientes têm obtido ótimos resultados. Ele afirma que a música age sobre o nosso equilíbrio mental, psíquico e até fisiológico, e que ela pode, de certo modo, catalisar a expansão de nossa personalidade. Como elucidação complementar da etiologia adstrita a causas psicopatológicas convém esclarecer o seguinte: - O perispírito é o estatuário invisível que modela o nosso corpo desde o embrião fetal até à sua completa estruturação física, pois ele possui órgãos similares ao mesmo, porém, de funções mais refinadas, os quais são "moldes ou matrizes" dos órgãos do corpo humano, estruturados, portanto à sua "imagem e semelhança". E então, se o dito corpo-perispírito estiver com alguns de seus órgãos afetados por fluidos cáusticos provenientes de emoções tóxicas da alma, neste caso, o corpo de carne que ele tiver de modelar no casulo do ventre materno herdará essas deformações classificadas de congênitas.
Admitindo, por exemplo, que uma alma, devido a distúrbios de ordem moral praticados por ela em suas existências pretéritas, esteja "condenada" a reencarnar "vestindo" um corpo privado da faculdade da vista, nesta contingência o seu perispírito modelará tal corpo com essa deficiência orgânica, pois tal prova é uma espécie de "fatalismo" 2 decorrente da lei cármica de causa e efeito, que rege o universo moral. 2 - Nota do Revisor: Este caso, podemos justificá-lo com o seguinte exemplo: - Na Casa da Criança "André Luiz" (em São Paulo), abrigo de crianças sofredoras de anomalias orgânicas irreparáveis, existe um menino que nasceu sem olhos e além disso é débil mental, mudo e paralítico. Em face de um martírio tão excepcional, foi indagado numa sessão espírita idônea qual a causa de uma expiação tão cruel e impressionante. E o guia espiritual esclareceu: - "Esse irmão, em uma de suas existências pretéritas, foi um general romano, que comandou algumas batalhas. E uma das suas atitudes de ódio e vingança feroz consistia em mandar arrancar os olhos a alguns dos inimigos aprisionados". Porém, existem outros casos de aspectos idênticos, como sejam: Maria Antonieta, mulher do rei Luiz XVI, da França, morreu na guilhotina durante a revolução francesa de 1789, porque, tendo sido, em encarnação anterior; Herodias, mulher de Herodes, ela, por intermédio de sua filha Salome, exigiu que ele mandasse degolar João Batista. E João, por sua vez, resgatou o débito que contraíra quando, na sua encarnação de Elías, mandou degolar os profetas de Baal. É a lei cármica de causa e efeito ou choque de retorno, subordinada ao imperativo ou determinismo de quem com ferro fere, com ferro será ferido. Porém, convém esclarecer: - Não se conclua que a reparação de um crime só possa ser conseguida pelo criminoso passando ele por um novo crime. Um assassino, por exemplo, também saldará essa dívida sacrificando sua vida no salvamento das vítimas de um incêndio ou por outro ato de abnegação idêntica. Em síntese: - Ninguém sofre sem motivo, pois Deus é infinitamente justo. No entanto, para a religião católica e outras, a disparidade existente entre a criatura que nasce aleijada e pobre de recursos e a que nasce cheia de saúde e desfrutando o conforto da riqueza, constitui uma incógnita insolúvel, pois ante a lógica da eqüidade da moral, a dita discrepância leva-nos a admitir que Deus, Nosso Pai , é injusto e parcial, visto determinar que uma parte de seus f1lhos surjam no mundo marcados pelo ferrete da desgraça, enquanto outros nascem instalados no berço da felicidade completa. Ora, semelhantes desigualdades, se as considerarmos atendo-nos somente à superfície, destroem o infinito de bondade e de justiça do nosso Criador. No entanto, se as subordinarmos à lei das reencarnações proclamada pelo Espiritismo, então a sua contradição moral é aparente, pois trata-se de conseqüências ou efeitos dos atos praticados pelo indivíduo-alma, em suas existências anteriores. Por conseguinte, não destorcem a linha reta da coerência, da Justiça e da Razão. Assim, desta interdependência psicorgânica existente entre o perispírito e o nosso corpo físico, resulta que os pensamentos negativos da alma: como sejam, por exemplo, as emoções queimantes do ódio, a raiva, a vingança, o orgulho, o egoísmo e o ciúme geram fluidos irritantes que aderem ao perispírito formando "pústulas" de magnetismo tóxico, as quais além de afetarem o seu metabolismo psíquico, perturbam e retardam a evolução espiritual da própria alma. Então, o perispírito, agitado pela "febre" provocada por essa saturação de fluidos infecciosos, verte-os para o corpo de carne; transfusão que se opera mediante o "duplo-etérico", elemento intermediário que desempenha a função de uma espécie de "válvula de escape" por onde a alma expurga os resíduos tóxicos das emoções rudes em que ela se abrasou. E assim, esses fluidos corrosivos, uma vez transferidos para o corpo físico, produzem ou convertem-se em lesões mórbidas e virulentas, como sejam a lepra, o câncer, a tuberculose e outras moléstias de caráter mais benigno.
3 - Aos ilustres médicos que desejem aprofundar-se na análise de outros problemas psicofisiológicos adstritos ao binômio corpo-espírito, sugerimos que leiam também a obra "Fisiologia da Alma", ditada, igualmente, pelo eclético mentor espiritual, Ramatís, cujas obras, dentro de vinte anos, além de serem traduzidas para os principais idiomas, terão suas revelações consagradas como autênticas e valiosas, pela própria Ciência acadêmica do mundo inteiro. Aliás, o médium Hercílio Maes já recebeu dezenas de cartas de médicos que, havendo lido a obra em apreço, lhe manifestaram terem colhido grande proveito intelectual e profissional, com as preciosas revelações e ensinamentos contidos na mesma. Os que vierem a aceitar as teorias e fenômenos relatados nesta obra como dignos de serem considerados e investigados, certamente, pouco a pouco, ajustarão seu critério profissional a uma terapêutica de mais vasta amplitude. Porém, infelizmente, tais vanguardeiros não escaparão aos motejos irônicos de alguns seus colegas cuja mentalidade não compreende que na Ciência, em todos os seus setores, por mais altos que sejam os seus vôos, nenhum deles poderá ser tido como um "ponto final". Aliás, quanto a essa incompreensão, sempre assim foi e sempre assim será, pois a própria História nos comprova que os grandes expoentes da Ciência, como Pasteur, eminente microbiologista cujas descobertas científicas o impõem como benfeitor da Humanidade, Harvey, o descobridor da circulação do sangue, Jenner, o criador da vacina contra a varíola, e outros de igual mérito, não escaparam à crítica jocosa de alguns "oficiais do mesmo ofício". Assim, podemos antecipar que algumas das revelações um tanto sibilinas contidas nesta obra a respeito de etiologia e de terapêutica no sentido de ampliar os conhecimentos do binômio saúde-doença darão motivo a contestações amorfas por parte de certos diplomados acadêmicos. Referimo-nos aos que, em face de uma doutrina ou fenômeno que desconhecem por completo, opõem o argumento bisonho do - é absurdo! Aliás, nas próprias controvérsias entre os que são tidos como sábios, o sim e o não que os separa a respeito de um mesmo problema comprovam que no círculo dos expoentes do conhecimento também existem "ignorantes", pois a verdade de uma qualquer proposição em debate é una; não podendo, portanto, ajustar-se a dois pólos contrários, o do sim e o do não que divide e coloca os opinantes em campos opostos. Devemos ainda considerar o seguinte: - Em face das incógnitas infinitas do Universo, o que a nossa ciência conhece é uma fração tão insignificante de sabedoria, que, em verdade, jamais existiu em nosso mundo qualquer homem que faça jus a ser classificado de sábio, no sentido extenso de tal significado. Decerto, tem havido homens cuja inteligência ou talento destaca-os como expoentes do conhecimento. Contudo, mesmo em relação a esses, uma análise de profundidade leva-nos a concluir que o sábio é sábio estritamente na razão direta da época em que ele vive e na razão inversa da ignorância da maioria. Desta regra, a única exceção é a de Jesus, pois trata-se de um espírito cujo grau de evolução já abrange e irradia fulgurações morais e intelectuais de amplitude cósmica.
Por conseguinte, os sábios que, por reverência de apreço, fazem jus a tal diploma são os que se revestem de absoluta modéstia e humildade. Entre os antigos destacamos o filósofo Sócrates, que deixou esta sentença de reflexão profunda: - "quanto mais sei, mais sei que nada sei!" E de nossa época salientamos o eminente biologista Alexis Carrel, autor da famosa obra O Homem, Esse Desconhecido, na qual, ele, mediante um estudo analítico de profundidade, demonstra que os conhecimentos do homem atual constituem uma parcela insignificante de sabedoria, pois o muito que ignora a respeito dos fenômenos vitais de sua personalidade psicofísica comprova que ele, na realidade, ainda não conhece bem nem a si mesmo! Efetivamente, na atualidade, as concepções de quase todos os homens de ciência, a respeito da entidade-homem, estão muito afastadas das realidades da psicologia superconsciencial, pois as investigações efetuadas por autoridades como os professores Charles Richet, Gustavo Geley, também as dos investigadores psicanalistas Wallace, César Lombroso, Frederic Myers e filósofos de projeção mundial como sejam William James, Hemy Bergson e outros, comprovam, de modo absoluto, que o homem real não é o que a ciência clássica ou pragmática admite. Além da sua consciência desperta, estritamente humana, o homem possui uma subconsciência profunda e ampla de conteúdo multiforme, que repercute nas atitudes de sua personalidade e até no seu destino, pois é constituída pelo acervo moral e intelectual acumulado em suas existências anteriores, cujas características se denunciam em suas posteriores encarnações. E tal fato é que justifica o pendor nato de certos indivíduos que, desde a infância, manifestam acentuada tendência e capacidade de assimilação para as artes e para outras profissões. Como exemplo de tal contingência, citamos Mozart e Chopin, gênios da música, que, ainda crianças, já demonstravam engenho assombroso quanto à assimilação subjetiva e à técnica dos segredos dessa arte complexa. E também Beethoven, o famoso expoente da música sinfônica, cuja submemória lhe possibilitou escrever as suas sinfonias de mais alta inspiração, justamente depois de ter ficado surdo; comprovando, assim, que as sonoridades sublimes dos cânticos musicais que ele transmitia ao mundo vibravam na câmara acústica da sua memória superconsciencial; e com tal ressonância de harmonias que, para grafar as suas notas no papel, não precisou das teclas de um piano nem dos ouvidos do corpo físico, pois ele as captava mediante os ouvidos espirituais da sua alma! Essa dita sub e superconsciência, devido à sua dinâmica de expansibilidade, é que, por repercussão intuitiva, instiga o sábio a ocupar-se em descobrir um determinado invento ou em decifrar certa incógnita científica. E, às vezes, a solução do caso afiara ou acende-se na mente do pesquisador como uma idéia ou inspiração relâmpago; e o seu imprevisto faz que ele próprio fique assombrado da revelação surgida ante seus olhos. E devido a tal circunstância, alguns famosos cientistas têm confessado que uma determinada descoberta que fizeram foi obra do "acaso". Entre estas, citamos a descoberta dos Raios X, obtida por Camada Roentgen, e a da penicilina, revelada pelo sábio Alexander Fleming. Este fenômeno reflexo da intuição é o fundamento em que se apóia a filosofia do eminente pensador francês Hemy Bergson.
Deve estudar-se o Espiritismo?
Mensagem a um médium Página de EMMANUEL ditada ao médium Chico Xavier Meu amigo, que o Senhor te fortaleça o coração nos testemunhos da fé. Aceita as angústias da hora presente, convicto de que o sofrimento é a nossa única oficina de purificação individual. Sabemos que os espinhos da amargura te feriram fundo n' alma generosa e sensível. Entretanto, é nesses acúleos de dor que desabrocharão as rosas de tua felicidade porvindoura. Não condenes, não odeies, não revides. Guarda a fonte do amor que a Providência Divina te situou no espírito bem-formado. E porque as pedras do mundo te dilaceram as esperanças, não permitas se resseque, em teu íntimo, o manancial de pão celeste, que a mediunidade localizou em tua avançada capacidade de servir. O missionário do bem não possui na Terra outro padrão maior que o Cristo, desprezado e crucificado no mais sublime ministério de renunciação. O médium, cônscio das elevadas obrigações que lhe cabem, sofre os antagonismos do meio, a incompreensão, muita vez, dos mais amados e, sobretudo, experimenta o constante assédio das forças desintegrantes das trevas que ainda cercam a maioria dos homens. Por trazer nova contribuição da verdade, aos domínios da revelação, paga doloroso tributo de sacrifício à indiferença dos semelhantes. Não percas, portanto, a tua coragem e o teu valor, diante da tormenta. Refugia-te na prece e na confiança ativa, amparado pelos benfeitores que te assistem e segue para diante, com teu vaso de consolações, lenindo aflições e pensando feridas naqueles irmãos que, tangidos pelos padecimentos morais, se aproximam sequiosos da fonte de luz. Não te faltarão amigos abnegados que, de nossos círculos, velam por ti e por tua vitória no campo das provas a que foste chamado. Perdoa e prossegue. A luta angustiosa do mundo é o meio. Jesus é o fim. Não troques, meu irmão, os frutos sublimes da eternidade pelas flores efêmeras de um dia. Com a lâmpada acesa da oração, atingiremos o Alto. Rogando, pois, ao Senhor para que te não falhem as forças no bom combate, a fim de que continues valoroso e sereno até o triunfo final, sou o amigo e servo humilde Emmanuel