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Apostilas de Religião sobre Chacras e Mediunidade, Noções básicas sobre os chakras, Chakras e nádis, Ida, Pingala, Sushumna, Chakras maiores - enumeração, Localização dos Chakras.
Tipologia: Notas de estudo
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CHAKRAS e NÁDIS - Chakra é a denominação sânscrita dada aos centros de força existentes nos corpos espirituais do homem; também são chamados lótus ou rodas. Quando eles estão inativos assemelham-se a rodas; quando despertam, eles tomam a aparência de uma flor (lótus) aberta, irradiante, colorida pela freqüência da energia das pétalas.
No Mundaka Upanishad define-se o chakra como o local "onde os nádis se encontram como os raios no cubo de uma roda de carruagem". Os centros são formados pelo encontro destas linhas de força ( nádis ), do mesmo modo que os plexos, no corpo físico, são formados pelo encontro de nervos.
Existem centros maiores, aqueles que resultam do encontro de um número maior de nádis (21 vezes, segundo Coquet, Les Çakra L’anatomie occulte de L’homme , Paris, 1982), e os centros menores em que a confluência dos nádis é menor. Entre estes últimos existem 21 formados pelo encontro de 14 nádis e outros bem menores formados pelo cruzamento de sete nádis.
NÁDIS e MERIDIANOS - Os nádis são, portanto, linhas de força que não devem ser confundidas com os nervos do corpo físico, embora estejam em relação com eles, como os chakras estão em relação com os plexos e órgãos do corpo físico. São condutores de energia. Os estudos de Motoyama ( Teoria dos Chacras , Ed.Pensamento), indicam que eles podem ser comparados aos meridianos sobre os quais trabalha a acupuntura. Esta é também a opinião de Coquet.
No corpo etérico, denominado também pelos teosofistas de corpo físico invisível, porque nasce com o corpo físico e com ele desaparece, os nádis se apresentam como se fossem milhares de finos filamentos de gás néon, entrecruzando-o em toda sua extensão.
O número deles difere na literatura hindu, pelo que se atribui um caráter esotérico às quantidades apontadas: 72.000, 550.000, 720.000, etc. Os mais importantes são Sushumna , Ida , Pingala , Gandhara , Hastajihva , Kuku , Sarasvati , Pusha , Sankhini , Payaswini , Varuni , Alambhusha , Vishvodhara , Yasasvíni. Os três primeiros são os mais importantes, sendo que o Sushumna domina a todos os demais.
IDA , PINGALA , SUSHUMNA - Para que se possa ter uma noção desses três nádis ao longo da coluna vertebral, tomemos uma série de números "8" e os coloquemos em posição horizontal, empilhando-os ao longo da coluna vertebral. Teremos então uma figura semelhante às serpentes no caduceu de Mercúrio. O nádi que sobe pela esquerda é o Ida ; o da direita, o Pingala. Não estão, porém, dispostos de forma paralela. Eles entrecruzam-se como nos referimos acima.
No centro corre um canal: é o nádi Sushumna. Ao longo da coluna vai formando uma série de confluências, das quais a mais importante é a existente no chakra frontal, onde desembocam. Ida e Pingala estão sempre ativos, mas o Sushumna permanece inativo, pois o prana ainda não circula através dele.
No interior do Sushumna acham-se três outros nádis : o Vajna , o Chitrini , dentro do qual se encontra o Brahma nádi , ao longo do qual se elevará a energia kundalini.
NÁDI = NATUREZA - Coquet esclarece que: "Cada nádi tem uma natureza quíntupla e encerra cinco fibras de energia estreitamente ligadas no interior de uma bainha que os recobre. Estes filamentos de energia são unidos uns aos outros em relações transversais."
É preciso, entretanto, notar que cinco tipos de energia formam uma unidade e que, tomados em seu conjunto, eles formam a própria bainha etérica. É, diz-se, através destes cinco canais que correm os cinco pranas maiores, vitalizando assim todo o organismo humano. Não existe uma só parte do corpo que não possua uma rede de nádis subjacente à sua forma.
PRANA - ESPÉCIES – Segundo Coquet (op. Cit.,p 43)“as cinco diferenciações do Prana no corpo humano são:
garganta e a palavra, o coração e os pulmões.
poder de assimilação do alimento e da bebida. Está, deste modo, em estreita relação com o estômago.
age sobre os órgãos de eliminação, de dejeção e da geração. Seu poder
relação com o cérebro, os olhos e o nariz.
através de todo o corpo por intermédio de milhares de nádis e nervos, assim como dos canais sanguíneos, das veias e das artérias."
CHAKRAS MAIORES - ENUMERAÇÃO - Os chakras maiores são em número de sete:
Denominação:
Em sânscrito:
INFLUENCIAÇÃO RECÍPROCA DOS CHAKRAS - Destaca Pierre Weil que os chakras não estão isolados uns dos outros; eles mantêm uma influenciação recíproca.
“Os chakras inferiores retêm o homem na vida animal, propiciando-lhe, no entanto, as energias necessárias à sobrevivência, enquanto os superiores buscam acelerar a evolução do indivíduo ( Fronteiras da Evolução e da Morte , Vozes, p. 69). No Yoga se afirma que cada chakra é constituído metade dele mesmo e metade dos seis chakras restantes. As características funcionais de um chakra seriam, assim, influenciadas pelos outros chakras.” (para maiores detalhes, vide Pierre Weil, op. cit.).
CHAKRAS , FORMAÇÃO DO CORPO ASTRAL E EVOLUÇÃO - Os chakras são responsáveis pela formação do corpo espiritual. É o que ensina André Luiz ao dizer que "vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado." ( Entre a Terra e o Céu , p. 126).
Esta também é a opinião emitida por Coquet: "... os centros são as causas primárias na formação e na construção do templo do homem ou, em outros termos, do mecanismo da alma. É, pois, normal constatar as dificuldades que têm as glândulas endócrinas de se adaptarem aos ritmos que lhes impõe a consciência objetiva em curso da evolução e particularmente neste século rico de novidades.
“Mas isto faz parte do plano de evolução e cada um deve estar consciente disso. À medida que a natureza emocional se desenvolve e o intelecto torna-se mais ativo, os centros correspondentes tornam-se igualmente mais ativos e pode-se observar a emergência de determinadas perturbações. Tomemos o exemplo do centro laríngeo que, em se desenvolvendo, arrasta consigo uma crescente atividade do intelecto e determina assim uma grande complexidade do pensamento: nós veremos a aparição de perturbações de ordem psicológica. Cada centro determina, pois, um número bem preciso de perturbações inerentes à qualidade de sua energia respectiva" (op. cit., p.85).
CENTROS DE CONSCIÊNCIA - Os chakras não são simples centros energéticos, mas também centros de consciência. A esse respeito, esclarece Anagarika Govinda: "Enquanto que, de acordo com as concepções ocidentais, o cérebro é a sede exclusiva da consciência, a experiência yogue mostra que nossa consciência cerebral é apenas "uma" entre muitas formas possíveis de consciência, e que esta, de acordo com suas funções e natureza, pode ser localizada ou centralizada em vários órgãos do corpo. Estes "órgãos" que coletam, transformam e distribuem as forças que fluem através deles são chamados de chakras ou centros de força. Deles irradiam correntes secundárias de força psíquica, comparáveis aos raios de uma roda, às varetas de um guarda-chuva, ou às pétalas de um lótus" (op. cit., p. 145).
Depois de destacar que os chakras são pontos nos quais as forças psíquicas do corpo se interpenetram, situando-se a sede da alma nos pontos em que o mundo exterior e interior se encontram, conclui: "Por isso, podemos dizer que cada centro psíquico nos quais nos tornamos cônscios desta penetração espiritual torna-se a sede da alma, e que pela ativação ou despertar das atividades dos vários centros nós espiritualizamos e transformamos nosso corpo" (idem p. 145/146).
Jung considera-os também centros de consciência: "uma espécie de graduação
de consciência que vai desde a região do períneo até o topo da cabeça" ( Fundamentos de Psicologia Analítica , Vozes, 1972, p. 26). Miguel Serrano registrou uma conversa tida com Jung sobre os chakras : "Os chakras , diz Jung, são centros da consciência e Kundalini , a Serpente Ígnea, que dorme na base da coluna vertebral, é uma corrente emocional que une de baixo para cima e também de cima para baixo" ( O Circulo Hermético - Hermann Hesse a C. G. Jung, Ed. Brasiliense, 1970, p. 71).
E reafirmou na conversação: "Os chakras são centros de consciência. Os inferiores são centros de consciência animal. Existem outros centros ainda abaixo do Muladhara " (p. 72).
Este ponto de vista também foi sustentado em um seminário ( Hauers Seminar. Psychological comentary by C. G. Jung , Zurich, 1932, exemplar datilografado, Bíblíthéque de Jung - cit., por Pierre Weil, Mística do Sexo , E. Itatiaia, pp. 104/105 e 113). Jung observa que na história da humanidade, o centro da consciência sofreu variações e, ainda agora, existem tribos, como dos Pueblos, que situam no coração o centro de consciência. ( Fundamentos , pp. 06 e 07). Os ensinamentos esotéricos também indicam que as várias raças-mãe desenvolveram determinados centros preferentemente (Coquet, op. cit., pp. 35/37).
Jung (cit. por Pierre Weil, Mística do Sexo , pp 104/105), interpreta estes vários centros assinalando o grau de consciência de cada um deles: Centro fundamental - mundo dos instintos - consciente.
Centro umbilical – emoções – paixões - o inferno. Centro cardíaco - começo do self – sentimento - pensamento e valores. Individuação. Centro laríngeo - reconhecimento da independência da psique - pensamento abstrato – conceitos - produtos da imaginação. Centro frontal - união do self no todo, não no ego.
A referência aos chakras como centros de consciência permite-nos entender uma passagem de O Livro dos Espíritos , aparentemente defasada no tempo, mesmo na época de sua recepção.
No item 146, Allan Kardec registrou o ensinamento dos Espíritos sobre a sede da alma:
"146. A alma tem, no corpo, sede determinada e circunscrita?
a) Que se deve pensar da opinião dos que situam a alma num centro vital?
Naturalmente que, do ponto de vista físico, na época de Kardec já se considerava o cérebro como a sede do pensamento, pelo que não havia razão para referência ao
A EXISTÊNCIA DOS CENTROS - Ainda que toda literatura clássica do hinduísmo dê por assentada a existência dos centros, encontramos opiniões isoladas negando- lhes a realidade.
Gopi Krishna sustenta a sua inexistência por não se ter deparado com nenhum deles durante a aventura vivida com o despertamento da Kundalini ( Kundalini , Ed. Record, p. 196).
Para ele, a existência dos chakras foi sugerida como uma forma de ajudar o discípulo a concentrar-se, chamando sua atenção para "os pontos mais sensíveis e mais suscetíveis aos efeitos dos centros cerebrais e nervosos, bem como para simbolizar a castidade".
Esclarece que nunca se dedicou ao yoga tântrico, no qual a prática de pranayana e a meditação nos centros nervosos são essenciais. Se o tivesse feito, com a convicção na existência dos lótus, teria confundido "as luminosas formações e discos incandescentes de luz, ao longo da medula; em estado de imaginação excitada, teria sido levado, inclusive, a perceber, de forma bem viva, as letras sânscritas e as deidades que presidem cada chakra, sugeridas pelas imagens já presentes em minha mente" (op. cit. p. 197).
Pode-se, de imediato, verificar que a reserva de Gopi Krishna a respeito dos chakras é devida a não ter visualizado os chakras na forma descrita pelas escrituras hindus, em que cada um deles aparece com um pecíolo mandálico, arrodeado de pétalas com letras sânscritas, contendo, no seu interior, uma forma geométrica ( yantra ), um animal (nos quatro primeiros), duas divindades (uma masculina e outra feminina) e uma letra sânscrita ( bija mantra ). Ele viu os chakras , portanto. O que ele não percebeu foram os detalhes existentes nas escrituras hindus.
É evidente que isto não seria o bastante para descartar a realidade dos chakras. Leadbeater, por exemplo, não encontrou tais alegorias e, por isto, manifesta a opinião de que “os desenhos traçados pelos yogues hindus, para o uso de seus discípulos, são sempre simbólicos e não guardam relação com o efetivo aspecto do chakra , exceto a indicação da cor e o número de pétalas.” (op. cit., p. 115). No entanto, atesta a existência dos chakras com o pecíolo central e as pétalas.
Se relermos os trechos de Gopi Krishna, verificaremos que, em realidade, ele se deparou com os chakras : "as luminosas formações e discos incandescentes de luz, ao longo da medula espinhal, nas diversas junções nervosas". Acontece que, como sua experiência ocorreu com repercussões sobre o corpo físico muito evidentes, tomou ele tais discos apenas como resultantes das junções nervosas, já que não percebia os símbolos da literatura hindu, sem atentar que exatamente nestas junções (plexos) localizam-se, no duplo, os chakras etéricos. No entanto, a descrição que dá dos discos é precisa quanto aos chakras - "... discos luminosos girando, enfeitando com luzes, ou lembram flores de lótus em plena florescência, reluzindo aos raios de sol. O círculo de incandescência irradiante envolvendo a cabeça, tingindo às vezes com cores do arco-íris, e sustentado pela estreita faixa de luz que se move em ascensão ao longo do dueto espinhal, também ostenta uma inconfundível semelhança com um lótus em florescência. (...) Assemelha-se de fato a um deslumbrante lótus de brilho extraordinário, tendo milhares de pétalas a denotar suas dimensões avantajadas." (op. cit. 196/197)
OS SÍMBOLOS DOS CHAKRAS NA OPINIÃO DE MOTOYAMA - A respeito dos símbolos indicados no Shat-chakra-Nirupana, é de interesse conhecer a opinião de Hiroshi Motoyama.
Afirma o pesquisador japonês que, em sua própria experiência de despertamento dos chakras , ele nunca pode perceber os símbolos referidos (op. cit., p. 238).
Apesar disto, ele está convicto de que não são apenas meros símbolos, mas que há uma realidade neles. Transcrevemos alguns parágrafos da obra pela importância das experiências relatadas a respeito.
”Superficialmente, estes detalhes podem parecer ser meras representações simbólicas, ou talvez figuras que podem ser visualizadas para facilitar a meditação. Contudo, os relatos de muitas pessoas que têm experimentado o treinamento espiritual comprovam muitos dos detalhes descritos aqui (no Shat- chakra-Nirupana). Por exemplo, indivíduos que se concentram nos chakras muladhara ou swadhisthana - mesmo aqueles que não possuem qualquer conhecimento anterior do simbolismo do chakra - freqüentemente relatam o brilho semelhante a uma chama, seja em redor do períneo ou abaixo do umbigo. Isto pareceria corresponder às pétalas vermelhas que esses dois chakras , segundo se diz, possuem. Eu achei plausível que as cores designadas de cada chakra possam representar a coloração de sua aura na dimensão astral, e que os outros símbolos possam ter realidade.
”É de particular interesse aqui a experiência de minha mãe, uma personalidade religiosa bem respeitável e altamente evoluída. De seus 20 a 30 anos ela praticou o ascetismo da água freqüentemente no fundo das montanhas. Durante esta prática ela muitas vezes viu em redor de seu coração um caractere como de um barco invertido circundado por brilhante luz dourada. Quando ela perguntou-me pela primeira vez o que era, eu não soube, mas um ano ou dois mais tarde eu comecei a estudar sânscrito e li este Shat-chakra-Nirupana. Eu compreendi imediatamente que o "barco invertido" que ela descreveu não era outra coisa do que o " YAN ", o bija mantra do chakra anahata. Além disso, a luz dourada que ela percebeu está provavelmente relacionada ao triângulo dourado localizado dentro do bija (veja a figura do chakra Anahata , segundo as escrituras hindus, na obra de Leadbeater - Os Chakras ). Em seu livro Os Chakras , o Rev. C. W. Leadbeater, também descreve o anahata como brilhando com uma cor dourada.
”Por conseguinte, em minha opinião, as descrições dos chakras no Shat-chakra- Nirupana são mais do que meras representações simbólicas. Eu estou de acordo com Swami Satyananda Sarasvati, que declara em seu Tantra of Kundalini Yoga , que existem numerosos mundos além da nossa consciência comum nas dimensões astral e causal onde estas figuras geométricas, cores e sílabas podem realmente existir. Sem dúvida, muitos detalhes iconográficos, bem como as habilidades paranormais e estados mentais descritos aqui (no Shat-chakra-Nirupana), como associados com cada chakra , correspondem exatamente com a experiência de vários ascetas de muitas religiões em todas as partes do mundo.” (op. cit., pp. 183/184; vide também pp. 238/239).
CLARIVIDÊNCIA - Com isso não se quer afirmar que na vidência e na sua interpretação não possa haver condicionamento à sua crença. As visões são sempre filtradas através do vidente, e cada vidente, além do seu ângulo personalíssimo de "ver", de conceber o mundo, é também o produto de uma determinada cultura e de seu determinado momento histórico. O que se vê objetivamente passa pelo crivo
emanaram entraram em sua alma. O efeito dessa experiência foi mais forte que a da visão de Maomé. Consternado, exclamou: “Oh! Mãe (referindo-se à deusa Kali), que estás fazendo?” E rompendo as barreiras do credo e de religião, entrou em um novo reino de êxtase. Cristo tomou posse de sua alma. Por três dias não pisou no templo de Kali. Na tarde do quarto dia, enquanto estava caminhando no Panchavati, viu acercar-se-lhe uma pessoa de formosos e grandes olhos, expressão serena e tez clara. Ao encontrarem-se os dois, ressoou uma voz no mais fundo da alma de Sri Ramakrishna: “Eis aqui o Cristo, quem verteu o sangue de Seu coração para redimir ao mundo; quem padeceu um mar de angústia por amor da humanidade. Mestre de Yogues, Ele está em permanente união com Deus. É Jesus, Amor Encarnado”. O filho do homem abraçou o Filho da Divina Mãe e Se confundiu com ele. Sri Ramakrishna experimentou sua identidade com Cristo, como já havia experimentado sua identidade com Kali, Rama, Hanumám, Radha, Krishna, Brahma e Maomé. O mestre entrou em samadhi e em relação íntima com Brahma dotado de atributos" (p. 441 vide também Swami Vijoyananda Ramakrishna, Deus Homem , Ed. Vedanta, p. 41).
CHAKRA FUNDAMENTAL (básico) - É denominado em sânscrito de Muladhara (Mula = raiz; adhara = suporte) ou apenas de Adhara. Acha-se situado à altura da base da coluna vertebral. É formado de 4 pétalas em forma de cruz: a 15 representa o desenvolvimento do reino mineral, a 25 do vegetal, a 34 do animal e a 45 do hominal. Powell e Leadbeater indicam a cor das pétalas como sendo de “ígnea cor vermelha alaranjada”; Michel Coquet - fogo alaranjada; Aurobindo - vermelha; Tara Michael - carmesin. Nos livros, Schat-chakra-Nirupana e Síva Samhita, vermelho.
Na representação yogue deste chakra vê-se um pericárdio em forma mandálica enfechando um quadrado ( yantra ) de cor amarelo ouro. As pétalas que envolvem o pericárdio são de um vermelho escarlate. A sílaba sagrada ( bija ) no meio do chakra é " Lan ". O animal é um elefante branco.
Neste chakra se encontra adormecida a energia básica, denominada, em sânscrito, Kundalini. Ensina Coquet: “A humanidade, em gera, é sobretudo controlada pela vontade de viver e existir; está ali um aspecto de sua consciência que controla e organiza toda sua vida, e produz também isto que nós conhecemos sob o nome de reencarnação. E, do modo que o princípio de vida firma-se no coração, do mesmo modo a vontade instintiva e inconsciente de existir está localizada na base da coluna vertebral.” (op. cit., p.54).
dos corpos físico, emocional e mental durante uma série de reencarnações, uma moral rigorosa.
por principal função participar na formação do veículo físico. É esta a razão pela qual toda a energia do centro coccígeo está centrada na procura do desenvolvimento e da perfeição ao nível do corpo denso.” (Coquet, op. cit., p. 55).
O centro fundamental é responsável pela força e vida das glândulas supra-renais, localizadas na parte superior de cada rim, na altura da primeira vértebra lombar, as quais segregam importantes hormônios: a córtico-supra-renal segrega adosterona, o cortisol e andrógenos; a medula supra-renal segrega a adrenalina.
Existem chakras mais baixos subordinados, todos eles, ao centro básico,
localizados entre o cóccix e os calcanhares, controlando os instintos animais. São Atala , na planta do pé; Vitala , no dorso do pé; Nitala , na articulação superior da perna com o pé; Sutala , no joelho; Mahatala , na parte inferior da coxa; Rasatala , na parte superior da coxa; Talatala , na parte média da coxa. ( Uttara-Gitta - II, 26 e 27).
O Uttara-Gitta descreve o Muladhara como: "O Patala , onde as cobras vivem enroscadas abaixo do umbigo, é o lugar conhecido com o nome de Bhogindra. Este lugar, terrível como o dia do juízo final e como o ardente inferno, tem também o nome de Mahapatala. O eternamente denominado Giva manifesta-se nesta esfera em serpentina roda, semelhante a um círculo".
No Muladhara se encontra a base do Sushumna nádi ; ali está o lugar de reunião ( kanda ) da raiz de todos os nádis. Nesse centro localiza-se também o nó Brahma , o primeiro nó a impedir a subida de Kundalini. Os outros dois se encontram no centro cardíaco - o nó de Vishnu ; e no frontal - o nó de Rudra ou nó de Shiva.
CHAKRA ESPLÊNICO (do baço) - Ele não é incluso nas escrituras hindu, entre os sete grandes chakras. Leadbeater, Powell e Coquet incluem-no, no entanto, ao lado dos demais em seus estudos. Por sua vez, André Luiz o inclui na relação que dá dos mais importantes chakras do perispírito.
Encontra-se localizado um pouco acima do centro sacro, à altura do baço e tem a função de especializar, subdividir e difundir a vitalidade oriunda do sol (Leadbeater). Em volta do pericarpo estão seis pétalas com as cores vermelha, alaranjada, amarela, verde, azul e violácea. Segundo Coquet, o silêncio que, em geral, fazem os textos é devido ao fato dele não ter uma função no processo iniciático, permanecendo apenas ligado ao processo vital, canalizando a vitalidade na direção dos demais centros.
matéria. É o mais importante centro ativo distribuidor de energia. Nele estão colocados em contato a via negativa da matéria (a energia do espírito) e a energia positiva do duplo etérico (Nous ou Prana). Deste modo, se produz "a centelha" entre o plano divino e o plano físico, e isto por intermédio do corpo etérico. A vida dinâmica inerente ao oxigênio vitaliza o corpo, penetrando, a princípio, pela cabeça e pelo coração; entretanto, uma corrente mais reduzida e ligeiramente diferente entra no corpo físico pelo baço e se eleva em direção do coração para unir-se a outra corrente.” (op. cit., p.p. 79 e 80).
centro etérico do baço que é, assim o chamo, a contrapartida do baço físico. Mas o centro receptor principal se acha entre as omoplatas; está situado, precisamente, entre o centro laríngeo e o centro cardíaco, mas fica, entretanto, mais próximo do coração que da garganta. Um terceiro centro está situado ligeiramente acima do plexo solar, mas permanece adormecido e inativo, ao menos parcialmente, e isto por causa das condições de vida (poluição) nas grandes cidades.” (op. cit., p. 80).
Segundo André Luiz, este centro regula “a distribuição e a circulação adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servimos” ( Entre a Terra e o Céu , p. 128), “determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sanguíneo” ( Evolução em Dois Mundos , p. 27).