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Chacras e Mediunidade Parte2, Notas de estudo de Religião

Apostilas de Religião sobre Chacras e Mediunidade, Noções básicas sobre os chakras, Chakras e nádis, Ida, Pingala, Sushumna, Chakras maiores - enumeração, Localização dos Chakras.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 27/11/2013

Adriana_10
Adriana_10 🇧🇷

4.5

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comportamento. O centro genital funciona, assim, como um computador onde são
armazenadas as experiências diárias, sejam conscientes ou inconscientes, tenha
importância individual ou não. Destarte estariam ali os dados referentes às
experiências e o karma que contribuíram para o processo de evolução humana. Há
uma parte do karma que existe em potência e outra parte em que ele se encontra
atualizado, mas tanto uma como a outra só raramente são conhecidas da mente
consciente do indivíduo. Agora bem, se a energia vital (Kundalini) é despertada,
ela ascende através dos chakras, desencadeando todo o processo de evolução
psíquica, de modo que tanto o karma ativo como o inativo expandem-se e afluem à
consciência. No entanto, se o indivíduo é incapaz de encarar a tarefa de
analisar ou controlar o karma, registrado no centro genital, a energia se retrai
e desce para o muladhara. O centro genital e o karma ali armazenado seriam, para
Satyananda, um obstáculo bastante considerável à evolução espiritual do homem.
Daí recomendar o mestre hindu que se procure primeiro despertar o chakra frontal
a fim de arredar este obstáculo; é que a superconsciência que reside no centro
frontal é totalmente ciente dos trabalhos da mente inconsciente no centro
genital, podendo assim controlar o karma desatrelado.
CHAKRA SOLAR - (umbilical ou gástrico) - Seu nome em sânscrito é Manipura, isto
é, "cheio de jóias". No Tibet é denominado Manipadma, "o adornado com jóias"
(Satyananda). Coquet, no entanto, indica as raízes "mani" significando gema
flamejante, e "pura", cidade.
Está situado à altura do plexo solar na junção das vértebras dorsais e lombares,
alguns centímetros atrás da coluna vertebral. Não se deve confundi-lo com o
plexo solar que é somente um reflexo seu. Segundo Leadbeater, “sua cor
predominante é uma curiosa combinação de vários matizes do vermelho, ainda que
também contenha muito do verde. As divisões são alternativas e, principalmente,
vermelhas e verdes” (conf. Powell). Coquet indica-lhe uma cor rosa com uma
mistura de verde. Tara Michael descreve-o apenas flamejante. Aurobindo -
violeta; Satyananda - azul escuro. O Schat-chakra-Nirupana indica a cor azul; o
Siva Samhita a dourada; e o Garuda Purana - o vermelho.
Apesar de lhe serem apontadas de um modo geral dez pétalas, o Dhyanabindu
Upanishad e o Sandilya Upanishad referem-se a doze. A exteriorização física
encontra-se no pâncreas.
O Manipura é representado como um lótus de dez pétalas de cor cinza plúmbeo com
letras em sânscrito em cada uma delas. Dentro do mandala se encontra um
triângulo vermelho invertido, com o bija mantra ao centro "Ram".
A energia solar”, ensina Coquet, é uma força de natureza emocional fortemente
influenciada pelos desejos e pelos nervos sensitivos do tato. O centro solar é o
cérebro pelo qual reage o reino animal; semelhantemente à consciência de uma
grande parte das pessoas pouco evoluídas e dos aspirantes sobre a senda, está
fundamentalmente polarizada no centro solar.” (op. cit., p. 84).
Este centro se “responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em
nossa organização.” (André Luiz, op. cit., p. 120.; Evolução em Dois
Mundos, p. 27).
O centro solar está relacionado, em particular, com o centro cardíaco, o timo e
o centro frontal, ligação que depende, em seu funcionamento, do seu desempenho
satisfatório.
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comportamento. O centro genital funciona, assim, como um computador onde são armazenadas as experiências diárias, sejam conscientes ou inconscientes, tenha importância individual ou não. Destarte estariam ali os dados referentes às experiências e o karma que contribuíram para o processo de evolução humana. Há uma parte do karma que existe em potência e outra parte em que ele se encontra atualizado, mas tanto uma como a outra só raramente são conhecidas da mente consciente do indivíduo. Agora bem, se a energia vital ( Kundalini ) é despertada, ela ascende através dos chakras , desencadeando todo o processo de evolução psíquica, de modo que tanto o karma ativo como o inativo expandem-se e afluem à consciência. No entanto, se o indivíduo é incapaz de encarar a tarefa de analisar ou controlar o karma , registrado no centro genital, a energia se retrai e desce para o muladhara. O centro genital e o karma ali armazenado seriam, para Satyananda, um obstáculo bastante considerável à evolução espiritual do homem. Daí recomendar o mestre hindu que se procure primeiro despertar o chakra frontal a fim de arredar este obstáculo; é que a superconsciência que reside no centro frontal é totalmente ciente dos trabalhos da mente inconsciente no centro genital, podendo assim controlar o karma desatrelado.

CHAKRA SOLAR - (umbilical ou gástrico) - Seu nome em sânscrito é Manipura , isto é, "cheio de jóias". No Tibet é denominado Manipadma , "o adornado com jóias" (Satyananda). Coquet, no entanto, indica as raízes " mani " significando gema flamejante, e " pura ", cidade.

Está situado à altura do plexo solar na junção das vértebras dorsais e lombares, alguns centímetros atrás da coluna vertebral. Não se deve confundi-lo com o plexo solar que é somente um reflexo seu. Segundo Leadbeater, “sua cor predominante é uma curiosa combinação de vários matizes do vermelho, ainda que também contenha muito do verde. As divisões são alternativas e, principalmente, vermelhas e verdes” (conf. Powell). Coquet indica-lhe uma cor rosa com uma mistura de verde. Tara Michael descreve-o apenas flamejante. Aurobindo - violeta; Satyananda - azul escuro. O Schat-chakra-Nirupana indica a cor azul; o Siva Samhita a dourada; e o Garuda Purana - o vermelho.

Apesar de lhe serem apontadas de um modo geral dez pétalas, o Dhyanabindu Upanishad e o Sandilya Upanishad referem-se a doze. A exteriorização física encontra-se no pâncreas.

O Manipura é representado como um lótus de dez pétalas de cor cinza plúmbeo com letras em sânscrito em cada uma delas. Dentro do mandala se encontra um triângulo vermelho invertido, com o bija mantra ao centro " Ram ".

” A energia solar”, ensina Coquet, é uma força de natureza emocional fortemente

influenciada pelos desejos e pelos nervos sensitivos do tato. O centro solar é o cérebro pelo qual reage o reino animal; semelhantemente à consciência de uma grande parte das pessoas pouco evoluídas e dos aspirantes sobre a senda, está fundamentalmente polarizada no centro solar.” (op. cit., p. 84).

Este centro se “responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização.” (André Luiz, op. cit., p. 120.; Evolução em Dois Mundos , p. 27).

O centro solar está relacionado, em particular, com o centro cardíaco, o timo e o centro frontal, ligação que depende, em seu funcionamento, do seu desempenho satisfatório.

O despertamento do centro solar revela uma natureza benevolente e cheia de compaixão. Entre os poderes decorrentes estão o domínio sobre o fogo, a habilidade de ver o corpo por dentro, o livrar-se de doenças e a aptidão para enviar o prana ao centro cardíaco; além disto, a concentração sobre o Manipura desenvolve a digestão (Satyananda).

Leadbeater, por sua vez, assinala que seu despertar condiciona o indivíduo a perceber as influências astrais, distinguindo vagamente sua qualidade, possibilitando a percepção de que existem locais que são agradáveis e outros não, embora sem identificar a causa.

Uma grande parte da energia da natureza emocional e astral se derrama pelo centro solar, devendo cada indivíduo esforçar-se por transmutar esta energia em aspiração, porque por ele é que operam o médium e o vidente (Coquet).

A grande tarefa encontra-se em transferir as energias do centro solar para o cardíaco. Localizado entre os chakras inferiores e os superiores, o solar é um centro de síntese onde se reúnem as energias dos centros inferiores que devem ser elevadas; é o ponto de fusão entre as energias da personalidade e as da alma. O indivíduo pode optar pelo desenvolvimento espiritual, buscando elevar a consciência a níveis superiores, ou pode preferir mantê-la unida aos centros inferiores, o que o tornará egoísta, egocêntrico, hipersensível, angustiado, etc. As doenças de fundo emocional, geralmente causadas pelas frustrações e inibições, encontram nele sua causa. Também os males do estômago, do intestino, as perturbações hepáticas, etc., decorrem de perturbações no centro solar.

O desenvolvimento do centro solar, como de todos os demais centros, acarreta determinadas perturbações relacionadas com a qualidade da energia respectiva. Por isso Coquet adverte que se faça um esforço consciente com relação ao centro solar e à vida emocional, pois “a usura e a degradação que surgem predisporão o indivíduo a uma frágil santidade, na verdade inexistente, e isto por causa das energias interiores mal dirigidas e, sobretudo, mal empregadas”. (op. cit., p. 85). Torna-se indispensável operar a transferência de energia para o centro cardíaco.

Coquet recomenda que as pessoas cuja consciência ainda está fortemente localizada no centro solar, que se exprime mais pela emoção que pela razão, devem abster-se de exercícios respiratórios e até de exercícios cuja finalidade seja desenvolver faculdades psíquicas: no primeiro caso, porque os exercícios respiratórios só fariam intensificar desejos e emoções; no segundo caso, porque o desenvolvimento obtido se prenderá às forças instintivas de sua natureza menos elevada.

CHAKRA CARDÍACO - Em sânscrito é denominado de Anahata (imbatível, inviolado), estando situado entre as omoplatas, ligeiramente à esquerda da espinha dorsal. Satyananda esclarece que ao contrário do coração físico, o espaço astral ocupado por este chakra é vasto e informe.

Possui doze pétalas, correspondendo aos doze raios de sua energia primária. No entanto, o Yoga Kundalini Upanishad aponta-lhe 16 pétalas. Segundo Leadbeater, Powell e Tara Michael, elas seriam de uma brilhante cor de ouro; para Coquet sua cor é próxima do amarelo ou ouro incandescente; para Aurobindo é o rosa dourado. Satyananda descreve-o como normalmente escuro, tornando-se de um vermelhão

CHAKRA LARÍNGEO - Em sânscrito, denomina-se Vishudda , palavra derivada de shuddhi , que significa purificar. Situa-se na base e atrás da garganta, na nuca, na junção da espinha dorsal e da medula espinhal alongada, no Sushumna nádi. Corresponde à glândula tireóide e estende-se até a medula alongada, envolvendo a glândula carótida, indo na direção das omoplatas, relacionando-se, ainda, com os plexos nervosos da faringe e da laringe.

Possui dezesseis pétalas na periferia, nas quais, segundo Leadbeater, “embora haja bastante do azul em sua cor, o tom predominante é o prateado brilhante, parecido com o fulgor da luz da lua quando roça o mar. Em seus raios predominam alternativamente o azul e o verde.” (p. 28). Powell indica-lhe o prateado brilhante com muito azul. Aurobindo, cinza; Satyananda, cinza-violeta; Schat- chakra-Nipurana, purpúreo escuro; o Siva Samhita, ouro brilhante; o Garuda Purana, prateado.

É representado por um lótus transparente com dezesseis pétalas de cor cinza fumaça (violeta-cinza). No pericárdio se encontra um círculo de cor branca ( Yantra ) envolvido por um triângulo; no centro está o bija mantra " Ham ". O animal é o elefante.

O centro laríngeo tem a função de purificar o corpo, eliminando os venenos provenientes do exterior. A glândula tireóide, que corresponde ao centro laríngeo, tem uma função antitóxica. Além disto, a consciência criadora reside neste centro. É, segundo Aurobindo, “a mente física, a consciência externalizadora expressiva” (op. cit., p. 203).

A expressão da verdade, através do pensamento, da palavra e da ação é feita através do centro laríngeo. Para isto é necessária a harmonia do centro criador ou sagrado com o laríngeo, pois é necessário que as forças daquele tenham sido elevadas ao outro centro criador, o laríngeo (Coquet).

O centro laríngeo é o responsável pela recepção das ondas telepáticas. Dali são transmitidas a outros centros. O reconhecimento consciente pode ocorrer nestes últimos, e por isso o indivíduo pode sentir como se os pensamentos de outros estivessem sendo registrados à altura do centro umbilical ou de outros centros.

A respeito, ensina Powell: “O despertar do centro astral correspondente dá a faculdade de ouvir os sons do plano astral, isto é, a faculdade que no mundo astral produz efeito semelhante ao que denominamos audição do mundo físico.

” Quando o centro etérico está desperto, o homem, em sua consciência física, ouve

vozes que às vezes lhe fazem todas as espécies de sugestões. Pode ouvir música, ou outros sons menos agradáveis.

"Quando funciona plenamente, o homem se torna clariaudiente nos planos etérico e astral" ( Duplo Etérico , p. 63).

CHAKRA FRONTAL - (cerebral, terceiro olho, lótus medular) É denominado, em sânscrito Ajna , cujas raízes significam “saber” e “obedecer”. Ajna significa “comandar”. É, pois, como o nome indica, um “centro de comando”.

Localiza-se à altura da raiz do nariz, entre os dois olhos, no ponto onde os nádis Ida , Pingala e Sushumna se encontram para formar um único canal que segue

em direção ao Sahasrara. Aos olhos do clarividente ele surge no meio da testa. É também a opinião de Aurobindo.

Está dividido em duas partes, cada uma das quais com 48 pétalas (num total de 96 pétalas), por isto as escrituras hindus só se referem a duas pétalas. Uma delas, segundo Leadbeater, é de cor rosada, com muito amarelo, enquanto na outra sobressai um azul-purpúreo (correspondente com a cor da vitalidade - prana - que o chakra recebe). Coquet e Powell indicam as mesmas cores. Satyananda indica o cinza (ele destaca que outros autores descrevem-no como transparente). É preciso não esquecer que Satyananda descreve sempre os centros astrais, enquanto Leadbeater, os etéricos. Aurobindo indica a cor branca.

É representado como um lótus branco resplandescente com duas pétalas. No centro do pericárdico encontra-se um triângulo branco invertido contendo o Itara-Linga luminoso como um cristal e o bija-mantraOm”.

A força vital coletada através dos nádis é distribuída parte para o Sahasrara e parte para os corpos físico, astral e causal.

Satyananda ensina que este centro está conectado com a glândula pineal(epífise). Também Coquet adverte haver uma “interessante relação de forma entre os dois lobos da glândula pituitária, de função especialmente ligada ao mental e aos sistemas nervosos, e por natureza dupla, com os dois lados do centro frontal”.

Para Coquet, a sua principal função estaria em desenvolver, no homem, uma verdadeira personalidade, um “ser interior”, resultado das encarnações anteriores e de milhares de experiências. Seres que não possuem uma personalidade definida e própria são apenas estações repetidoras de pensamentos, idéias e aparências alheias, influenciados que são pela publicidade, cinema, leitura, multidão e, acrescentamos, televisão. As pessoas que procuram manter uma aparência (cultura, arte de falar, de vestir-se, etc.), agem ensaiando comportar-se como os que possuem verdadeira personalidade e assim surge o culto, a idolatria, ou simplesmente a procura de um mestre. Isto é efeito da falta de desenvolvimento do centro frontal.

Quando um homem, pelo contrário, observa Coquet, revela um caráter idêntico a si mesmo, calmo, flexível, sereno e simpático, cujo humor é sempre igual e a personalidade atraente, imponente e magnética, está, sem dúvida, agindo corretamente pelo centro frontal.

Para Aurobindo, este é o centro de comando da vontade, da visão e do pensamento dinâmico.

A concentração sobre o centro frontal é geralmente feita no ponto entre as sobrancelhas. Satyananda adverte que é necessário despertá-lo primeiro que qualquer outro centro. Para ele, este chakra tem o poder de dissolver o karma , auxiliando, com isto, a diminuir qualquer perigo que possa surgir com a ativação do karma de níveis mais baixos.

Segundo Satyananda, o despertar do centro frontal permite o contato com o “guru interior”, a fonte inata do conhecimento e sabedoria profundos que reside no centro frontal individual ou até com o “guru exterior”, o nosso anjo guardião (o guia espiritual). Além disto, ele possibilita também comunicações telepáticas e percepções clarividentes.

” O centro cerebral”, ensina André Luiz, “se representa no córtex encefálico por

responsabilidade correspondente a essas criações, conduzindo ao corpo causal as seqüências das ações e inações, felizes ou infelizes” (conf. op. cit., p. 28 e Nosso Lar , FEB, p. 59).

Com relação ao mecanismo de ação do centro coronário sobre o corpo físico e a origem do pensamento, ensina André Luiz – “...o centro coronário, através de todo um conjunto de núcleos do diencéfalo, possui no tálamo, para onde confluem todas as vias aferentes à cortiça cerebral, com exceção da via do olfato, que é a única via sensitiva de ligações corticais que não passa por ele (contudo, essa via mantém conexões com alguns núcleos talâmicos através de fibras provenientes do corpo mamilar, situado no hipotálamo), vasto sistema de governança do espírito, portanto aí, nessa delicada rede de forças, através dos núcleos intercalados nas vias aferentes, através do sistema talâmico de projeção difusa e dos núcleos parcialmente abordados pela ciência da Terra (quais os da linha média, que não se degeneram após a extirpação do córtex, segundo experiências conhecidas), verte o pensamento ou fluído mental, por secreção sutil não do cérebro, mas da mente, fluido que influencia primeiro, por intermédio de impulsos repetidos, toda a região cortical e as zonas psicossomatossensitivas, vitalizando e dirigindo o cosmo biológico, para, em seguida, atendendo ao próprio continuísmo de seu fluxo incessante, espalhar-se em torno do corpo físico da individualidade consciente e responsável pelo tipo, qualidade e aplicação de fluído, organizando-lhe a psícosfera ou halo psíquico, qual ocorre com a chama de uma vela que, em se valendo do combustível que a nutre, estabelece o campo em que se lhe prevalece a influencia.” ( Evolução em dois Mundos , FEB, p. 99; vide também p. 125).

Se por um lado as energias do plano espiritual atingem, através do coronário, os outros centros, por outro as energias provenientes de outros centros o atingem. Assim é que ali desemboca a energia violeta proveniente do centro laríngeo e a energia amarela originária do centro cardíaco.

A ativação deste centro surge com a integração com o Pai: é a realização da vontade de Deus, é o colocar-se integralmente, sem condições ou reticências, nas mãos do Divino, o que determina a sua ativação. O discípulo já não vive, mas Deus é que vive nele, em Deus vive e em Deus se move, como afirma Paulo. Ali se encontra a abertura do Reino dos Céus.

Juan de La Cruz escreveu: “Porque logo que a alma desembaraça estas potências (sentidos, entendimento, memória e vontade) e as esvazia de tudo o que é inferior (terrestre) e da propriedade de tudo que é superior (apego ao celeste), ficando elas a sós sem nada disso, imediatamente Deus as emprega no invisível e divino, e é Deus o guia nesta solidão”. ( Cântico - 18 versão - XXXIV, nº 5; 28 versão XXXV, nº 5).

“É necessário uma completa desnudez de espírito, uma completa “deoversão”, uma reorientação da alma para Deus. Quando a alma se aparta de tudo o que não é Deus, “logo fica esclarecida e transformada em Deus e Deus comunica-lhe o seu ser sobrenatural de tal maneira que parece o mesmo Deus e teia o que tem o mesmo Deus... Esta união faz-se quando Deus concede à alma a sobrenatural mercê de todas as coisas de Deus e da alma serem uma só coisa em transformação participante; e a alma mais parece Deus que alma, é até Deus por participação...” (Juan de La Cruz - Subida do Monte Carmelo , Livros II, cap. V, nº 7). Eis aí uma perfeita idéia do Samadhi , já que a experiência é indescritível. A alma penetra na 7ª morada (Teresa de Ávila).

Esclarece Leadbeater que à medida que o ser cresce espiritualmente, o centro coronário vai aumentando até tomar toda a parte superior da cabeça: “No

princípio, é como todos os demais chakras , uma depressão do duplo etérico, pela qual penetra a divina energia procedente do exterior. Mas quando o homem reconhece o rei da divina luz e se mostra magnânimo com tudo o que o rodela, o chakra coronário reverte, por assim dizer, de dentro para fora, e já não é um canal receptor, mas uni radiante foco de energia, não uma depressão, mas uma proeminência ereta sobre a cabeça como uma cúpula, como uma verdadeira coroa de glória.” (op. cit., p. 30).

KUNDALINI - A energia vital básica reside no centro fundamental ( muladhara ). Os hindus a chamam de Kundalini - o fogo serpentino. Lá está a concentração energética que supre o corpo humano através dos nádis - Ida e Pingala. Esta energia não é mais que a transformação do que Kardec denominou de fluido universal, é o princÍpio vital.

Confere plenamente com isto a observação de Coquet: “É unicamente graças a esta energia que o mundo pode existir, e, em último lugar, é ela a força primitiva que está subjacente a toda a matéria orgânica e inorgânica.”

Isto concorda plenamente com o que ensina o espírito Galileu a respeito do fluido cósmico: “Esse fluido penetra os corpos, como um oceano imenso. É nele que reside o princípio vital que dá origem à vida dos seres e a perpetua em cada globo, conforme a condição deste, princípio que, em estado latente, se encontra adormecido onde a voz de um ser não o chama. Toda criatura, mineral, vegetal, animal ou qualquer outra - porquanto há muitos outros reinos naturais, de cuja existência nem sequer suspeitais - sabe, em virtude desse princípio vital universal, apropriar as condições de sua existência e de sua duração.

” As moléculas do mineral têm uma certa soma dessa vida, do mesmo modo que a

semente do embrião, a se agruparem, como no organismo, em figuras simétricas que constituem os indivíduos.” (Allan Kardec, A Gênese , FEB, cap. VI, nº 18).

Na ciência ocidental, geralmente a Kundalini é desconhecida como tal, pois ela reside no corpo invisível. Entretanto, seus reflexos são identificados na psicologia. Freud estudou-a como uma energia sexual- a libido – que diminuiria a própria vida.

Com mais correção, Jung chamou a atenção de que a energia psíquica não é originariamente sexual - a libido para ele é neutra, sujeita a transformações de acordo com a orientação que lhe é dada. O próprio Freud, ainda que preso à energia sexual - admitiu estas transformações a que chamou de sublimação do instinto sexual.

Em realidade, a energia psíquica em seu desdobrar vai sendo dirigida para cada um dos vários centros de força podendo cristalizar-se em um deles. A exaltação da libido sexual teria como fator a concentração da energia psíquica no centro genésico, dando àquele que estuda paralelamente o fenômeno a idéia de que toda energia é de origem sexual. Por outro lado, é de observar-se que o despertar de Kundalini provocou uma geração anômala de sêmen, que vai sendo consumido na medida em que a energia sobe em busca dos centros superiores. Uma visão parcial da questão pode dar a idéia de que a energia em si é de ordem sexual.

Obstruída que se encontra sua passagem no Sushumna pelo nó ( granthi ) de Brahma , a Kundalini não tem acesso aos demais centros em linha reta. A ruptura deste nó de Vishnu e do frontal, nó de Rudra, com a subida da Kundalini também pelo canal central unindo assim os três nádis , torna-se extremamente perigosa, podendo

Ao contrário do que pensam certas pessoas, somente alguns sistemas tratam do trabalho direto para ocasionar o despertar de Kundalini - a Laya-Yoga, a Hatha- Yoga e Kundalini-Yoga. Existem, portanto, diversos métodos de iluminação espiritual que não tratam diretamente com o despertamento de Kundalini.

DESPERTAMENTO DOS CHAKRAS - Ao contrário do que pode parecer ao observador apressado, no estudo dos chakras apresentam-se também opiniões divergentes. Isto é um fato que não pode ser esquecido a fim de evitar as "pregações" sobre chakras , quando são repetidos os ensinamentos deste ou daquele autor, como se se tratasse da palavra única e definitiva. As referências que faremos a seguir buscam destacar um pouco mais estas divergências.

Rajneesh sustenta que Kundalini não é a energia da vida, mas um dos caminhos que podem ser tomados por esta força; por isto é possível despertar a iluminação através de outros caminhos, embora Kundalini seja o mais curto. Neste caso, o Brahma-randhara (o ponto central do Sahashara ), será o maior terminal (se for outro o caminho ele não será o término). Kundalini é para ele, pois, uma passagem relacionada com os chakras. Os chakras estariam no corpo etérico, de modo estático, "mortos" até que a energia penetrasse neles através da passagemda Kundalini. Essa força estaria localizada no muladhara , a que Rajneesh denomina o centro do sexo (naturalmente, como no sistema tântrico, ele une o básico ao genital). Outros caminhos seriam utilizados pelos diversos métodos do yoga, zen, budistas, taoístas e cristãos. Seriam utilizadas outras passagens que não pertencem ao duplo etérico: as do corpo astral, do corpo mental, etc. Apesar disto, mesmo nestes métodos, pode ocorrer o surgimento de Kundalini , porque os corpos estão interligados entre si e com os sete chakras. Qualquer dos métodos pode levar a energia da vida a atingir o sahashara (vide Meditação - A Arte do Êxtase , Cultrix/Pensamento, p. 67/86).

A utilização dos chakras dar-se-ia no momento em que a passagem de Kundalini é bloqueada, porque o trabalho deles só é necessário para romper bloqueios. Se não existissem obstáculos não se perceberia, segundo Rajneesh, os chakras, porque estes existem para ajudar a ascensão da energia através de Kundalini. Assim, se ocorre um bloqueio, a Kundalini retrai-se; para evitar que ela desça, o chakra começa a trabalhar, tornando mais viva a energia, de modo a facilitar o rompimento do bloqueio.

Ao que parece, Rajneesh chama de Kundalini o Brahma nádi , localizado no interior do Sushumna , pois é exatamente por ele que a energia vital se eleva em busca dos centros superiores.

Posição distante é a de Anagarika Govinda. Afirma este Lama que não é possível concentrar-se sobre os centros mais altos sem ter adquirido o controle sobre os centros mais baixos, “como acreditam ingenuamente alguns “místicos modernos” (op. cit., p. 181). No entanto, ao explicar o sistema de Yoga budista, em que a Kundalini não é mencionada, cita ele o Yoga das Seis Doutrinas de Náropa , em que o discípulo é aconselhado a meditar nos quatro chakras superiores, formados como um guarda-sol ou rodas de uma carruagem (coronário, laríngeo, cardíaco e umbilical). No sistema do budismo tântrico, ao invés de Kundalini , o princípio que ocupa o centro de meditação é o Dákini : a Khadoma Dorje Naljorma (rdorje rna-hbyor-ma; Sânsc.: Vajra-Yogiuí).

“As Khadomas , semelhantes a todas as personalizações femininas da vidyá ou do conhecimento, têm a propriedade de intensificar, concentrar ou integrar as

forças das quais elas fazem uso, até serem focalizadas num ponto incandescente, e significam a chama sagrada da inspiração que leva à iluminação. As Khadomas , que surgem como visões ou como imagens interiores produzidas conscientemente no decorrer da meditação, são, por isso, representadas como uma aura de chamas e evocadas com a sílaba-semente HÚM , o símbolo mântrico da integração. Elas são a personificação do “fogo interior” que na bibliografia de Milarepa foi chamado “sopro acalentador das Khadomas” que rodeia e protege o santo, semelhante a um “manto puro e suave”. (op. cit., p. 208).

O Swami Satyananda Saraswati, no entanto, é de opinião distinta. Sustenta ele que o praticante deve primeiro procurar ativar o ckakra frontal antes de qualquer outro, porque, segundo ele, este chakra tem o poder de dissolver o Karma , auxiliando a diminuir qualquer perigo que possa surgir quando é ativado o karma de chakras inferiores.

Aurobindo, em Bases of Yoga (trad. bras. Consciência que Vê, vol. I), ao referir-se ao método do Yoga Integral, ensina: “Não há método neste Yoga a não ser concentrar-se, de preferência, no coração, e chamar a presença e o poder da Mãe para assumir o ser e, pelas operações de sua força, transformar a consciência: você pode se concentrar também na cabeça ou entre as sobrancelhas, mas para muitos isto é uma abertura difícil demais.” (P. 32).

Considerando que ninguém é tão forte para superar, por suas aspirações e vontade isoladas, os impulsos das forças da natureza mais baixa, conseguindo no máximo um domínio incompleto, recomenda Aurobindo que o indivíduo utilize aspiração e vontade para trazer para baixo a força divina, e, como isto não pode ser feito só pelo pensamento, é necessário concentrar esta aspiração no coração (vide p. 32; vide também Consciência que Vê II, p. 146). Pode também utilizar-se da aspiração, chamamento ou oração, para trazer a força divina, ou concentrar-se sobre o coração (na cabeça ou acima dela), meditando sobre a Mãe, chamando-a para dentro. Isto não quer dizer que a Kundalini não desperte; ela se ergue para encontrar a Consciência e a Força Divinas acima do indivíduo (p. 85). Adverte em Lights on Yoga ( Consciência que Vê , II) que há necessidade de orientação para que as forças da natureza mais baixas não se misturem com a Força Divina que desce ou para evitar que poderes não divinos se apresentem como a Mãe divina (p. 1470). Só há segurança com o centro do coração completamente aberto e o domínio do psíquico, mas isto não é difícil. Ondas inferiores podem emergir e perturbar o trabalho (p. 1480).

No Cristianismo, o caminho da oração é exaltado na obra de Teresa de Ávila e de Juan de La Cruz. Teresa de Ávila descreve a subida através das sete moradas até atingir o castelo interior, enquanto Juan de La Cruz descreve os seis patamares. No Espiritismo, o caminho da oração e da caridade é o recomendável. É necessário, no entanto, não esquecer que as lições dos mentores espirituais se concentram sempre na necessidade de um despojamento do espírito.

A obra de Emmanuel pode ser seguida como um roteiro para o caminho espiritual, se o espírita realmente procurar executá-la ao lado da recomendação dos espíritos a Kardec sobre a auto-análise (Conhece-te a ti mesmo)diária, examinando constantemente o móvel de cada uma das ações ou inações. Se o mundo moderno não oferece as mesmas possibilidades de outrora, é possível no entanto tomá-lo e aceitá-lo como um desafio à nossa capacidade de entrega ao Senhor Jesus. O mundo tem armadilhas redobradas que estimulam as forças mais baixas de nossa natureza, em face do karma negativo que carregamos. No entanto, se centrarmos a mente e todo o nosso ser no Divino, não faltará, a nosso favor, o Auxílio Espiritual a sustentar-nos na porfia. Uma confiança e uma entrega totais ao poder de Deus e o trabalho da oração e da caridade desinteressada, são