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Vírus, fungos, bactérias, doenças, transmissiveis
Tipologia: Esquemas
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Microbiologia P1 – Resumo
1.a. Cocos → geralmente redondos, podem ser ovais, alongados ou achatados. Quando se dividem, podem permanecer ligados uns aos outros. Os que permanecem em pares após a divisão são chamados de diplococos. Aqueles que permanecem ligados em forma de cadeia são chamados de estreptococos. Os que se dividem em dois planos e se agrupam de quatro em quatro são chamados de tétrades. Quando se dividem em três planos e formam grupos de oito, são chamados de sarcinas. Quando se dividem em múltiplos planos e formam um aglomerado em formato de cacho de uva são chamados de estafilococos. 1.b. (^) Bacilos → os bacilos se dividem somente ao longo de seu eixo curto, por isso, possuem menos formas de agrupamento. A maioria se apresenta na forma de bastonete simples, chamados de bacilo único. Diplobacilos são pares de bacilos que ficam aderidos após a divisão e estreptobacilos aparecem em forma de cadeia. Cocobacilos são bacilos curtos e ovais que se assemelham aos cocos.
1.c. Bactérias espirais → possuem uma ou mais curvaturas. As que se assemelham a bastões curtos são chamadas de vibriões ; os espirilos possuem forma helicoidal, como um saca-rolha, corpo bastante rígido e se movem através de flagelos. As espiroquetas são helicoidais, flexíveis e se movem por meio de filamentos axiais, semelhantes a flagelos, mas contidos dentro de uma bainha externa flexível.
1.d. Glicocálice → São substâncias secretadas na superfície bacteriana que envolve a célula. É um polímero viscoso e gelatinoso que está externo à parede celular, normalmente composto por polipeptídio, polissacarídeo ou ambos, variando entre espécies. É produzido, geralmente, dentro da célula e secretado para a superfície externa. Se a substância é organizada e está firmemente aderida à parede celular (SPE definida), o glicocálice é descrito como cápsula. Se a substância não é organizada e está fracamente aderida à parede (SPE amorfa), é descrita como camada limosa. A cápsula é importante para a virulência de algumas espécies, pois impede a fagocitose pelas células de defesa do hospedeiro. O glicocálice pode ter papel na formação de biofilme, auxiliando na adesão ao ambiente-alvo e a outras bactérias, sendo chamado então de substância polimérica extracelular (SPE). A SPE protege as células, facilita a comunicação intercelular e permite a fixação. A SPE pode ser usada como espessante na indústria. Além disso, os açúcares que formam o glicocálice podem ser degradados e utilizados pelas bactérias como forma de nutrição quando a quantidade de nutrientes disponíveis estiver baixa. Previne a desidratação.
1.e. Flagelos → são longos apêndices filamentosos que realizam a propulsão das bactérias. Aquelas que não os possuem são chamadas de atríquias. Os flagelos podem ser peritríquios (dispostos ao longo de toda a célula) ou polares (em uma ou ambas as extremidades). Entre os polares, podem ser monotríquios (único flagelo em um polo); lofotríquios (um tufo de flagelos saindo de um polo) ou anfitríquios (flagelos em ambos os polos celulares). Um flagelo é constituído de três porções básicas: o filamento , mais externo, com a proteína globular flagelina que se entrelaça em forma de hélice em torno do centro oco. O filamento está aderido a um gancho ligeiramente mais largo, constituído de uma proteína diferente. A terceira porção é o corpo basal , que ancora o
flagelo à MB, consiste em uma haste central inserida em uma série de anéis. As bactérias gram-negativas contêm dois pares de anéis, sendo que o par externo está ancorado a várias porções da parede celular e o par interno está ancorado à MB. Nas bactérias gram-positivas, somente o par interno está presente. O movimento do flagelo ocorre devido à rotação do corpo basal, que causa a rotação helicoidal do filamento. A vantagem da motilidade é a capacidade que a bactéria tem de se mover em direção a um ambiente desejado (sinal quimiotático atraente) ou se afastar de um ambiente adverso (sinal quimiotático repelente). Isso é chamado de taxia. Pode haver quimiotaxia ou fototaxia. A PTN flagelar, chamada de antígeno H é útil para diferenciar os diferentes sorotipos de uma espécie. Existem 50 AgH diferentes para E. coli.
1.f. Filamento axial → É uma estrutura exclusiva das espiroquetas, também chamada de endoflagelo, que consiste em feixes de fibrilas que se organizam nas extremidades das células sob uma bainha externa e espiralam-se em torno da célula. A rotação dos filamentos produz um movimento na bainha externa, que impulsiona as espiroquetas em um movimento espiral, semelhante a um saca-rolha. Esse movimento provavelmente permite às bactérias se moverem efetivamente pelos líquidos corporais. 1.g. (^) Fímbrias e pili → Muitas bactérias GN possuem apêndices semelhantes a pelos, mais curtos que os flagelos. Essas estruturas, constituídas da proteína pilina, distribuída de modo helicoidal em torno de um eixo central, são divididas em dois tipos: fímbrias ou pili. As fímbrias podem ocorrer nos polos das células bacterianas ou homogeneamente distribuídas em toda a superfície celular. Elas têm a tendência de unirem-se umas às outras e às superfícies. Por isso, estão envolvidas na formação de biofilmes e na aderência ao tecido epitelial do hospedeiro. Os pili (plural de pilus ) são mais longos que as fímbrias e menos numerosos: apenas um ou dois por célula. Estão envolvidos na motilidade e na transferência de DNA. Os pili associados à transferência de DNA são chamados de pili de conjugação , presentes em bactérias chamadas de bactérias F +^ , se ligam a receptores na superfície de outra bactéria de sua própria espécie ou espécies diferentes. Há o contato físico e o DNA da célula F+^ é transferido para a outra célula. Considerar que os pili de conjugação são o mesmo que as fímbrias F.
1.h. Gram-positivas → A PC de GP consiste em muitas camadas de peptideoglicano, o que torna a parede celular espessa, rígida e resistente ao choque osmótico. As paredes celulares de gram-positivas contêm ácidos teicoicos – basicamente álcoois associados a fosfato –, que podem ser divididos em classes: á cido lipoteicoico , que atravessa a camada de peptideoglicano e está ligado à MB e ácido teicoico da parede , que está associado à camada de peptideoglicano. Os ácidos teicoicos, por terem carga negativa devido ao fosfato, tem a capacidade de se ligar e regular o movimento de cátions para dentro e pra fora da célula. Eles fornecem grande parte da especificidade antigênica da parede e, portanto, torna-se possível identificar bactérias GP. Regulam as autolisinas, auxiliam na ligação a células hospedeiras e previnem a fagocitose.
1.i. Gram-negativas → A PC de GN consiste em uma ou poucas camadas de peptideoglicano e uma membrana externa. O peptideoglicano está ligado a lipoproteínas
1.p. Vacúolos gasosos → importantes em bactérias aquáticas, controlam a profundidade em que se encontram 1.q. Grânulos ou inclusões citoplasmáticas → a natureza química desses grânulos varia de bactéria para bactéria. São acúmulos de nutrientes que no momento estavam abundantes e podem ser usados em caso de escassez. Como as macromoléculas ficam concentradas em um ponto, evitam aumento da pressão osmótica, o que ocorreria se as moléculas estivessem dispersas no citoplasma. Grânulos metacromáticos: polifosfato. Grânulos de Polissacarídeos: glicogênio, amido. Inclusões lipídicas: poli-β- hidroxibutirato.
1.r. Esporos bacterianos → inerentes às bactérias GP, como as dos gêneros Bacillus e Clostridium. São células “dormentes”, desidratadas e altamente duráveis, formadas a partir do processo de esporogênese (formação do esporo dentro da célula vegetativa) que dura cerca de 8h. Há então a diminuição do metabolismo e a bactéria fica dormente até que as condições sejam favoráveis e ela possa germinar novamente.
1.s. Nutrição → para que o ambiente de cultivo seja ideal para a bactéria, deve-se considerar os componentes celulares: proteínas, glicolipídeos e lipídeos, ácidos nucleicos e água, lembrando que bactérias com parede celular não são capazes de realizar fagocitose, logo, os nutrientes devem estar em solução. Entre os nutrientes essenciais às bactérias, os mais importantes são os macronutrientes , que constituem cerca de 90% da bactéria.
5.i. Macronutrientes → carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, fósforo e enxofre.
5.1. Carbono: É necessário para todos os compostos relacionados à matéria viva. Os organismos heterotróficos o obtêm de materiais orgânicos, como PTNs, carboidratos e lipídeos. Os quimioautotróficos e os fotoautotróficos derivam seu carbono do CO 2.
5.2. Hidrogênio: importante na cadeia respiratória, o hidrogênio é obtido por meio de compostos orgânicos e inorgânicos. 5.3. Oxigênio: nem todos os organismos necessitam do 2 paraO viver. Na verdade, o oxigênio molecular pode ser tóxico para muitas espécies. As bactérias aeróbias estritas (p. ex.: Pseudomonas spp. ) utilizam o O 2 como aceptor final de elétrons na cadeia respiratória e produzem mais energia que os MO que não o utilizam. Contudo, os MO dependentes de oxigênio estão em desvantagem, pois não conseguem sobreviver em ambientes com pouco O 2 , como a água. Por isso, as bactérias aeróbias tem desenvolvido a capacidade de continuar a crescer em ambientes com a ausência desse gás, chamadas então de anaeróbias facultativas, capazes de realizar fermentação (p. ex.: E. coli) ; todavia, a eficácia em produzir energia é reduzida. Os anaeróbios estritos são MO incapazes de usar o oxigênio nas reações de produção de energia, sendo que esse gás é prejudicial para muitos deles (p. ex.: gênero Clostridium ). As bactérias microaerófilas são aeróbias e requerem oxigênio, contudo, em menores concentrações que a do ar (p. ex.: Campylobacter jejuni ). Os MO anaeróbios aerotolerantes não são capazes de usufruir do oxigênio, todavia, não morrem em sua presença.
5.4. Nitrogênio, fósforo e enxofre: além do carbono, outros elementos são necessários para síntese de componentes celulares. O nitrogênio e o enxofre são muito usados na constituição de proteínas. A síntese de RNA e DNA também requer nitrogênio e fósforo. Além disso, o ATP é extremamente dependente do fósforo, assim como coenzimas e pode ser armazenado em grânulos. O nitrogênio e o enxofre podem ser usados como aceptor de elétrons em bactérias anaeróbias, nas formas de NO 3 -^ e SO 4 2-, respectivamente.
5.5. Elementos-traço ou micronutrientes são → elementos minerais em quantidades muito pequenas, como Fe, K, Cu, Mg, Zn, Ca, Na e Cl. A maioria é essencial à função de certas enzimas, geralmente cofatores (Mg e K). Além disso, podem ser utilizados como componente estrutural, de proteínas e osmorreguladores.
1.t. Fatores físicos que influenciam o crescimento bacteriano → temperatura, pH e pressão osmótica.
5.ii. Temperatura → a maioria dos MO cresce bem em temperaturas agradáveis para o ser humano. Contudo, algumas bactérias são capazes de se desenvolver em extremos de temperatura danosos à maioria dos seres vivos. Tendo isso em vista, os MO são classificados em grupos de acordo com a faixa de temperatura que eles preferem: psicrófilos (bactérias que gostam de frio, podendo deteriorar alimentos refrigerados), mesófilos (micróbios que gostam de temperaturas moderadas, vivem dentro de hospedeiros, podendo causar patologias), termófilos (micróbios que gostam de calor) e hipertermófilos (temperaturas acima de 80°C, normalmente arqueias). A maioria das bactérias cresce em uma faixa limitada de temperatura e a diferença entre o máximo e o mínimo é de 30°C. Cada espécie bacteriana cresce a temperaturas mínima, ótima e máxima de crescimento, que depende do funcionamento enzimático do organismo.
5.iii. pH → a maioria das bactérias cresce melhor em uma faixa pequena de pH próxima da neutralidade ( neutrófilas , entre 6,5 e 7,5). Poucas bactérias são capazes de crescer em pH menor que 4. Por isso, muitos alimentos, como chucrute, picles e muitos tipos de queijo são conservados pelos ácidos produzidos pela fermentação bacteriana. Bactérias acidófilas são resistentes à acidez (ph<5). Alcalinidade também previne o crescimento bacteriano, mas bactérias que gostam desse tipo de ambiente são chamadas de alcalófitas (pH>10).
5.iv. Pressão osmótica → os MO obtêm a maioria de seus nutrientes de soluções aquosas. Pressões osmóticas elevadas têm como efeito remover a água necessária para a célula. Quando a bactéria se encontra em um meio hipertônico em relação a seu interior, há a plasmólise , ou seja, água sai da célula e o citoplasma encolhe e o crescimento da célula é inibido a medida que a MB se afasta da PC. Por isso, a adição de sais ou outros solutos em uma solução é usada como meio de preservação de alimentos (peixe salgado, leite condensado, mel). Algumas bactérias, entretanto, são capazes de viver em concentrações elevadas de sais e, até mesmo, depender destes. Estes organismos são chamados de halófilos extremos e, quando dependem dos sais para sobreviver, halófilos obrigatórios. Caso estejam em ambientes hipotônicos, MO com PC frágeis podem ser lisados.
fermentação, na qual os carreadores NAD+ e NADP+ são regenerados e podem participar novamente da glicólise. Os tipos de fermentação são ácida mista, alcoólica, homolática, heterolática e acética. Saldo = 2 ATPs.
1.z. DNA → as bactérias possuem DNA de cromossomo único, circular, altamente enovelado, já que é muito maior que a bactéria e possui replicação semiconservativa (5’-3’). 1.aa. DNA plasmidial (plasmídeo) → são fragmentos de DNA circulares, de número variável de acordo com a célula, autorreplicativos (a partir da região Ori, não necessitam que a célula esteja em divisão). O plasmídeo F é o codificador da fímbria F. Os plasmídeos R são fatores de resistência a antimicrobianos, que também fazem a disseminação desses genes por meio de transferência, muito importantes no âmbito médico. Os plasmídeos Col são fatores que estimulam a produção de bacteriocinas, proteínas tóxicas que destroem bactérias concorrentes, como a colicina, produzida por E. coli. Os plasmídeos virulentos aumentam a patogenicidade das bactérias que os possuem. Os plasmídeos também podem conferir resistência a metais pesados.
1.bb. Epissomo → são plasmídeos que se integraram ao cromossomo bacteriano. São mais duráveis e sempre se duplicam quando há replicação genética. Podem acabar sendo integrantes definitivos do genoma em questão.
1.cc. Transposons → são pequenos segmentos de DNA capazes de se moverem de uma região para outra no mesmo cromossomo ou do cromossomo para o plasmídeo. Caso os movimentos sejam frequentes, pode ser catastrófico para a célula, uma vez que o transposon pode se inserir em um gene e inativa-lo. São ladeados por sequências de inserção (IS) que contêm apenas um gene que codifica a enzima transposase, que catalisa a transposição. Os genes dos transposons são poucos, normalmente um, que pode ser para síntese de toxinas e resistência a antibióticos. Os transposons podem ser transportados entre células por meio de plasmídeos (transposons conjugativos, Streptococcus pneumoniae ) ou vírus.
1.dd. Mutação silenciosa: não há mudança fenotípica, ou seja, a mudança no genótipo codifica o mesmo aa. 1.ee. (^) Mutação sem sentido: a mutação faz com que o códon de parada seja antecipado, por exemplo: AAAGTCAAC ACT mutado para AAAGTC ATC ACT.
1.ff. Mutação de sentido errado: pontual, que codifica outro aa, mantém o tamanho da proteína, mas a sequencia primária é alterada, com a mudança de uma base nitrogenada.
1.gg. Mutação em fase de leitura: há a inserção ou deleção de uma base nitrogenada que muda todo o sentido de leitura. AAAGTCCTT = AAA-GTC-CTT troca para AATAGTCCTT = AAT-AGT-CCT.
1.hh. Transformação → descoberta pelo experimento de Griffith, que estudou os Streptococcus pneumoniae e observou que as bactérias sem cápsula eram capazes de englobar o DNA de bactérias com cápsula mortas e desenvolver a cápsula. Ou seja, as bactérias não encapsuladas foram transformadas. Na natureza, algumas bactérias, após morte ou lise, liberam o DNA. Este DNA, ao ser encontrado por outra bactéria, pode ser integrado ao cromossomo desta por recombinação. 1.ii. (^) Transdução → o DNA é transferido da bactéria doadora para a receptora por intermédio de um vírus bacteriófago, que funciona como um vetor. Quando o fago infecta uma bactéria, ele se reproduz e replica seu material genético. Todavia, durante essa replicação, o DNA bacteriano pode ser empacotado pelas cápsulas dos novos fagos, que infectarão novas bactérias, mas ao infectarem-na, inserirão o DNA bacteriano e não o viral. 1.jj. Conjugação → é um tipo de transferência no qual há contato entre o micróbio doador e o receptor. É um processo mediado por plasmídeos, os quais podem ser transferidos durante a conjugação. A célula doadora deve possuir o plasmídeo e a receptora, não. As células doadoras (F+ ou Hfr) produzem projeções na superfície da célula chamadas de fímbrias F , que entram em contato com a célula receptora (F-). As células F+ possuem o fator F no gene plasmidial. O plasmídeo é replicado durante a transferência de uma cópia do filamento simples de DNA plasmidial para o receptor, onde o filamento complementar é sintetizado. No caso das células Hfr, o fator F é um epissomo, ou seja, está incorporado ao cromossomo. Neste caso, o cromossomo da célula doadora se replica – mas não completamente – e uma fita parental é transferida para a receptora, que pode incorporar o DNA ao seu cromossomo. Pode, portanto, haver incorporação de outros segmentos de DNA que não o F. Contudo, a célula receptora continua F-, já que não recebe o fator F íntegro devido à falta de tempo para duplicar todo o cromossomo bacteriano da doadora.
1.mm. Síntese de sideróforos → sideróforos são quelantes de ferro, ou seja, atraem esse mineral. Logo, bactérias que os sintetizam têm vantagem, pois a necessidade desse íon é suprida. Normalmente, os sideróforos não são expressos de forma contínua, mas quando há escassez de ferro. 1.nn. Síntese de toxinas → as toxinas são venenosas para o hospedeiro. Podem ser exotoxinas , sendo liberadas pelas bactérias para o meio externo, tanto por GP quanto GN. São as exotoxinas que causam a sintomatologia da doença. Normalmente são termolábeis (sensíveis ao calor) e codificadas por genes extracromossomais. Vibrio cholerae (GN), Corynebacterium diphteriae (GP), Clostridium tetani (GP), Clostridium botulinum (GP), Clostridium perfringens (gangrena gasosa – GP). Endotoxinas são os lipídeos A dos LPS das bactérias GN e causam febre quando liberadas devido à lise.
5.ix. Frio – desacelera e compromete o metabolismo dos MO (com exceção de alguns psicrófilos). Refrigeração e congelamento. 5.x. Pressão osmótica – aumento da concentração de açúcares ou sais no meio a fim de plasmolisar bactérias. Halófilas podem resistir.
5.xi. Dessecação – eliminação de H2O
1.rr. Métodos químicos de controle – um agente químico ideal deve ter boa qualidade antimicrobiana (AMB), boa solubilidade em concentrações necessárias, estabilidade, homogeneidade, toxicidade seletiva, não se combinar com a matéria orgânica, bom poder de penetração, não corroer nem ser tintorial, disponibilidade e baixo custo.
5.xii. Álcoois – Etanol (70%) ou Isopropanol (90%) solubilizam os lipídeos de MB e desnaturam PTN. Não são esterilizantes.
5.xiii. Aldeídos - nunca podem ser utilizados como antissépticos devido à toxicidade. São desnaturadores proteicos. Formaldeído pode ser utilizado como desinfetante ou esterilizante. 5.xiv. Fenóis e derivados – fenol 5% (altamente tóxico), cresóis (creolina), timol 5% (solução alcoólica usada em antissépticos como enxaguantes bucais), bifenois (triclosan).
5.xv. Halogênios e derivados – iodo 2% (sol. Alcoólica) ou PVP-I 10%; cloro gasoso; hipoclorito de sódio 1%. Prejudicam a síntese de proteínas e causa alterações na MB. 5.xvi. Detergentes catiônicos – cloreto de cetilpiridínico, cloreto de benzalcônio, clorexidina.
5.xvii. Metais pesados – são utilizados como desinfetantes ou antissépticos (Hg, Pb, Zn, Ag, Cu, Se). Nitrato de prata 1%.
5.xviii. Agentes oxidantes – liberam O2 que reage com as enzimas bacterianas. H2O2, permanganato de potássio. 5.xix. (^) Corantes – acridinas como a acriflavina combinam-se com o DNA. Cristal violeta, verde malaquita interferem na síntese da parede em GP.
5.xx. Esterilizantes gasosos – óxido de etileno. Possuem alto poder de penetração e são muito inflamáveis, por isso devem ser misturados com CO2.
Antibiótico → substância produzida por um MO que atua sobre outro. Penicillium sp.; Acremonium sp. = fungos. Streptomyces sp.; Bacillus polimyxa = bactérias. Droga semissintética → pega-se a estrutura original e modifica-se. P. ex.: amoxicilina.
Droga sintética → completamente artificial.
Podem ser: bactericidas, bacteriostáticos;
Relações dos quimioterápicos entre si: sinergismo, antagonismo.
1.ss. Antimicrobianos (AMB) que atuam na parede celular 5.xxi. (^) Beta-lactâmicos → são bactericidas que possuem baixa toxicidade, já que as células de mamíferos não possuem parede celular. Seu mecanismo de ação é a inibição da síntese de peptideoglicanos, impedindo a ligação entre as
cadeias de aminoácidos por meio de pontes cruzadas peptídicas, interferindo na ação das transpeptidases (PBP). Além disso, a atividade das autolisinas da PC é acentuada e elas começam a quebrar mais as ligações glicosídicas. São compostos caracterizados pela presença de um anel β-lactâmico. Ex: Penicilina.
Amplo espectro: ampicilina, amoxicilina.
Resistentes às β-lactamases: meticilina, oxacilina. Antipseudomonas: carbenicilina, ticarcilina, piperacilina.
Cefalosporina: de 1ª a 5ª geração, sendo que a primeira é utilizada em profilaxia.
5.xxii. Inibidores de β-lactamase → substâncias que se ligam àsβ- lactamases e impedem a degradação do princípio ativo de um AMB. Ex.: sulbactamina (inibidor)+ampilicina (princípio ativo). 5.xxiii. Glicopeptídeos → agem sobre bactérias GP. São uma opção em caso de hipersensibilidade a β-lactâmicos. São sinergistas dos aminoglicosídeos.
1.tt. Antimicrobianos que atuam na membrana citoplasmática → como todas as células possuem membrana, sua atividade é nefrotóxica e neurotóxica.
5.xxiv. Polipeptídeos → têm ação semelhante a dos detergentes catiônicos, ou seja, desorganizam a MB, fazendo com que os componentes celulares saiam da célula causando a morte desta. Ex: colistina, polimixina B, anfoteracina, nistatina.
1.uu. Antimicrobianos que atuam na síntese proteica → lembrando que os ribossomos dos procariotos diferem dos eucariotos. As subunidades maior e menor dos procariotos são 50S e 30S, respectivamente, e o ribossomo todo é 70S. As subunidades maior e menor dos eucariotos são 60S e 40S, respectivamente, e o ribossomo todo é 80S. 5.xxv. Aminoglicosídeos → se ligam à subunidade 30S dos ribossomos bacterianos, gerando proteínas anômalas, sem função, com muitos erros de tradução. Ex.: estreptomicina, amicacina, gentamicina, tobramicina.
5.xxvi. Tetraciclinas → são compostos bacteriostáticos. Ligam-se a subunidade 30S e impedem a ligação do RNAt ao ribossomo, impedindo a síntese proteica. Ex.: doxiciclina, minociclina, tigeciclina. 5.xxvii. Macrolídeos → podem ser bactericidas ou bacteriostáticos. Ligam-se a subunidade 50S e inibem movimentos de translocação (do RNAm para leitura), impedindo a síntese proteica. Ex.: eritromicina, azitromicina, claritromicina.
5.xxviii. Cloranfenicol → são AMB bacteriostáticos que se ligam a subunidade 50S e inibem a peptidil-transferase, impedindo a síntese proteica. 5.xxix. (^) Lincosamidas → bacteriostático, liga-se a subunidade 50S e tem o mesmo efeito que o clorafenicol.
5.xxx. Oxazolidinonas (linezolida) → é bacteriostático, se liga a subunidade 50S, sintético oral ou endovenoso.
1.vv. Antimicrobianos que atuam na síntese de ácidos nucleicos
ligação enzimático, com o PABA em grandes concentrações, a dosagem usual de sulfonamida não bloqueia a enzima.
5.19. Plasmídeo R → codifica a síntese de diidrofolato redutase modificada, impedindo a ação de trimetoprima.
5.xxxviii. Diminuição da permeabilidade a AMB (GN) modificam → a estrutura das porinas da membrana externa ou, até mesmo, deixam de expressá- las, impedindo a entrada do quimioterápico. São afetados: β-lactâmicos, polipeptídeos, quinolonas, aminoglicosídeos, tetraciclinas.
5.xxxix. Alteração nos receptores para os AMB
5.20. Β-lactâmicos → perda ou modificação das PBPs (transpeptidases) devido a uma mutação no gene mecA, que sintetiza a PBP 2ª. Ex.: MRSA = Staphylococcus aureus resistente à meticilina, descoberto em 1960 nos hospitais europeus. Utiliza-se vancomicina ou teicoplamina. 5.21. Vancomicina → GISA Staphylococcus ( aureus com resistência intermediária a glicopeptídeos) ou VISA ( Staphylococcus aureus com resistência intermediária à vancomicina): doses usuais não geram resultado, todavia, aumento da dose pode resolver. VRSA ( Staphylococcus aureus com resistência à vancomicina). VRE ( Enterococcus resistente à vancomicina). Normalmente, essa resistência se deve à alteração na parte peptídica dos peptideoglicanos.
5.22. Polimixinas → modificação de grupos fosfato no LPS. A polimixina é positiva e o fosfato é negativo, por isso, uma alteração na carga do fosfato pode evitar a ligação do fármaco.
5.23. Aminoglicosídeos → modificação ou perda do receptor proteico na subunidade 30S do ribossomo. 5.24. Macrolídeos e lincosamidas → modificação no receptor proteico da subunidade 50S.
5.25. Quinolonas → mutação cromossomal sintetiza DNA-girase e DNA-polimerase modificadas, impedindo o reconhecimento e a ligação da quinolona. 5.26. (^) Rifamicinas → mutação cromossomal que sintetiza RNA- polimerase modificada, à qual o fármaco não se liga.
5.xl. Efluxo de AMB → ocorre devido a uma mutação cromossomal que sintetiza bombas de AMB. Essas bombas mandam os fármacos para fora da célula tão rápido que não conseguem atuar em seu foco. Tanto GN quanto GP podem desenvolver.
1.zz. Classificação → tem como objetivo identificar diferentes espécies. A nomenclatura deve ser em latim ou grego latinizado e conter dois nomes (binomial). Não possuem artigo definido! Deve-se referir como o patógeno E. coli ou a bactéria S. aureus.
1.aaa. Domínios → Bacteria (onde estão alocados os patógenos) e Archae.
Domínio: Bacteria
Reino: Monera
Filo: Proteobacteria Classe: Gammaproteobacteria
Ordem: Enterobacteriales
Família: Enterobacteriaceae
Gênero: Escherichia
Espécie: Escherichia coli
1.bbb. Bactérias de interesse
5.xli. Coradas pelo método Gram
5.27. Cocos gram-positivos (CGP) e gram-negativos (CGN)
14.a. CGP → Staphylococcus aureus
14.b. CGN → Neisseria gonorrhoeae e Neisseria meningococo
5.28. Bacilos gram-positivos (BGP) e gram-negativos (BGN)
14.c. BGP → Corynebacterium diphtheriae (aeróbio) e Clostridium tetani (anaeróbio) 14.d. BGN → Escherichia coli
5.xlii. Bactérias álcool-ácido resistentes (BAAR) possuem → muito ácido micólico na PC, que são ácidos graxos de cadeia bem longa que conferem muita impermeabilidade, inclusive a corantes (precisa ser a coloração de Ziehl- Neelsen). Micobacterium tuberculosae e Micobacterium leprae. 5.xliii. (^) Bactérias espiraladas → utiliza-se a coloração de Fontana- Tribondeau. Treponema pallidum.
5.xliv. Micoplasma → não possuem PC.
5.xlv. Bactérias intracelulares obrigatórias → devem ser cultivadas em ovos embrionados ou em cultura de células. Rickettsia sp.