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Estudo realizado no curso tecnico de mecatronica do CEFET - MG, com orientação da professora Elaine Carvalho, na disciplina de Tecnologia dos Materiais.
Tipologia: Notas de estudo
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A microscopia óp�ca consiste-se na observação completa e total de minérios por meio de microscópios óp�cos. Está observação - feita por estes equipamentos tão precisos – nos permitem a iden�ficação das varias fases do mineral observado; possibilita a contagem de fases encontradas no mineral; observação da composição das fases do material e até mesmo as formas de intercrescimento e associações que estes minerais fazem.
Neste trabalho, apresentaremos os vários �pos de microscopia óp�ca, como a estéreomicroscopia, microscopia de polarização por luz transmi�da e refle�da; todos estes processos têm um obje�vo em comum: a observação de microestruturas/estruturas de minerais em geral.
Assim, podemos dizer que a microscopia óp�ca consiste na observação de caracterís�cas estruturais de um mineral qualquer.
2.2 – O MICROSCÓPIO ÓPTICO
O microscópio óp�co é um instrumento mecânico / óp�co. Usado para a visualização de estruturas impossíveis de se ver à olho nu. Este instrumento é composto por lentes mul�coloridas e ultravioletas e uma estrutura mecânica para regulagem do mesmo.
Na figura 1-1 é apresentada a estrutura de um microscópio óp�co, onde:
Figura 1 – 1
Oculares: sistema de lentes que permite ampliarem a imagem real fornecida pela obje�va, formando uma imagem virtual que se situa a aproximadamente 25 cm dos olhos do observador.
A intensidade da luz ainda pode ser regulada, para uma melhor resolução da imagem; para isso basta subir o condensador e abrir o diafragma, ou para diminuir a intensidade luminosa, basta descer o condensador e abaixar o diafragma.
A verdadeira ampliação é dada pelo produto do aumento ob�do pela ocular com o aumento ob�do com a obje�va.
O fator mais significa�vo para a obtenção de uma boa imagem é, contudo, o poder de resolução, que corresponde à distância mínima que é necessário exis�r entre dois pontos para que possam ser dis�nguidos ao microscópio. Para o microscópio óp�co essa distância é de 0,2 μm devido ao comprimento de onda das radiações visíveis. Com efeito, a propriedade da ampliação só tem interesse prá�co se for acompanhada de um aumento do poder de resolução.
2.3 – ESTEREOMICROSCOPIA
2.3.1 – O ESTEREOMICROSCOPIO
O estereomicroscopio trata-se de um microscópio muito ú�l na área de ilustração cien�fica; é um microscópio de visão binocular – o que permite uma visão em três dimensões do objeto – com uma câmara clara acoplada; este ul�mo torna possível a visão do objeto sobreposto numa super�cie plana, lisa e branca. Dessa forma, pode-se desenhar o objeto em questão contornando-se sua forma diretamente. A câmara clara é uma adaptação, para instrumentos ó�cos, da câmara lúcida, muito u�lizada por ar�stas desde sua invenção no século XIX.
A câmara clara é um sistema com uma projeção lateral ajustada ao microscópio, dotada de um espelho externo e de um sistema de prismas interno. O efeito que ela propicia é a fusão das imagens do objeto observado e do papel onde será feito o desenho.
É necessário que se experimentem diversos posicionamentos diferentes das duas fontes de luz que iluminam respec�vamente objeto e desenho, de forma que se chegue a um equilíbrio que proporcione a perfeita visão de ambos ao mesmo tempo. Alguns instrumentos mais sofis�cados contam com um diafragma que regula a entrada de luz proveniente da câmara clara, facilitando assim a equalização da fusão das imagens.
O desenho ob�do assim é o mais fiel e preciso possível. Entretanto, mesmo com o auxílio desse instrumento pode haver problemas na representação, decorrentes de interpretação inexata de formas e/ou sombras. Isso evidencia que para se desenhar bem e corretamente, é essencial se enxergar corretamente. Em outras palavras, aprender a desenhar é aprender a ver (ou vice- versa).
2.3.2 – A ESTEREOMICROSCOPIA
A estereomicroscopia nos dá uma visão em três dimensões do material observado; com ele é possível dis�nguir caracterís�cas morfológicas das fases do material, bem como: cor, transparência, brilho, habito, luminescência UV, clivagem, par�ção e fratura.
A nível estrutural, a microscopia proporcionou a observação de grãos e propriedades à este relacionadas, tornando , assim, possível a dis�nção de inúmeras caracterís�cas importantes para o estudo dos materiais.