Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Modelagem Matemática Aplicada a simulações de Precipitações de curta duração Parte2, Notas de estudo de Engenharia Unificada Básica

Apostilas de Ciências Ambientais da Universidade do Extremo Sul Catarinense UNESC sobre a Modelagem Matemática Aplicada a Simulação de Precipitações de Curta duração, Modelagem estocástica, Modelagem da precipitação na Teoria do Processo Pontual.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 11/12/2013

Futebol13
Futebol13 🇧🇷

4.5

(204)

196 documentos

1 / 34

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
34
Para cada intervalo de duração foram determinadas as séries de máximas anuais de
chuva das séries observadas e das séries simuladas. As séries de máximas anuais é definida
pela série formada pelo maior valor de chuva de cada ano.
A precipitação máxima foi estimada de acordo com:
n
nT S
S
YYx )( += X ...(26)
_
o
___________________
nde:
x = média dos valores observados na série de máximas anuais;
S = desvio padrão dos valores observados na série de máximas anuais;
Yn, Sn = média e o desvio padrão da variável reduzida y, tabelados em função do
úmero CK, 2002).
n de valores da série de dados (BA
Y = variável reduzida dada por
1
= T
Y1lnln ...(27)
T = Período de retorno (anos).
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Modelagem Matemática Aplicada a simulações de Precipitações de curta duração Parte2 e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Unificada Básica, somente na Docsity!

Para cada intervalo de duração foram determinadas as séries de máximas anuais de

chuva das séries observadas e das séries simuladas. As séries de máximas anuais é definida

pela série formada pelo maior valor de chuva de cada ano.

A precipitação máxima foi estimada de acordo com:

n

T n

S

S

X = x +( Y − Y ) ...(26)

_

o

___________________

nde:

x = média dos valores observados na série de máximas anuais;

S = desvio padrão dos valores observados na série de máximas anuais;

Yn, Sn = média e o desvio padrão da variável reduzida y, tabelados em função do

número de valores da série de dados (BACK, 2002).

Y = variável reduzida dada por

T

Y ln ln 1 ...(27)

T = Período de retorno (anos).

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 Resultados para intervalos de 1 hora

Nas Tabelas 1 a 6 encontram-se os valores das estatísticas das séries de precipitação

em intervalos de 1 hora para as séries históricas (1), bem com os valores estimados pelo

modelo (2) e as médias (3) de10 séries geradas.

Observa-se marcante variação sazonal nas características da precipitação. A

precipitação média horária varia de 0,274 mm h-1^ para o mês de fevereiro a 0,104 mm h-

para o mês de junho (figura 2). Nos meses de verão são observadas as maiores variâncias da

precipitação nos vários níveis de agregação. A proporção de dias secos (PD) também

apresenta menores valores nos meses de janeiro e fevereiro e maiores valores nos meses de

junho e julho. Comportamento idêntico foi registrado por Back (1997), que utilizou a série de

dados de precipitação horária do período de 1980 a 1996. O autor atribuiu essas diferenças

sazonais a atuação diferenciada das massas de ar na região sul do pais, refletindo diretamente

na freqüência e intensidade das chuvas. Também Assis (1993) destacou que a atuação

diferenciada das massas de ar são responsáveis pelas diferenças no padrão pluviométrico

verificado na região sul e sudeste do pais. As chuvas frontais, que tem características a longa

duração e baixa intensidade (TUCCI, 1993) ocorrem durante todo o ano. No verão

predominam as chuvas convectivas, caracterizadas pela curta duração e alta intensidade,

refletindo nas maiores intensidades e também maior variância das chuvas observadas nos

meses de verão.

No geral a precipitação está distribuída durante o ano devido as características do

relevo e à atuação das Massas de ar Polar Atlântica e da Massa Tropical Atlântica, que por

sua constância fazem com que não ocorra uma estação seca (SANTA CATARINA, 1986).

Os menores valores de precipitação observados no litoral sul de Santa Catarina refletem a

atuação de corrente fria das Malvinas e as modificações locais da circulação da atmosfera,

determinadas pela passagem livre de ventos vindos do oceano, que na sua rota do mar até as

encostas da Serra Geral, perdem umidade (ORSELLI, 1991). Monteiro (2007) afirma que os

diversos sistemas que atuam no Sul do Brasil imprimem ao sul catarinense uma dinâmica

climática bastante acentuada, com boa distribuição de chuvas no decorrer do ano, tendo em

vista que todos os sistemas instáveis são produtores de chuva. Este autor apresenta uma

É importante destacar que os valores dos parâmetros do modelo de Bartlett-Lewis

podem variar de acordo com a combinação das estatísticas usadas na função de ajuste dos

modelos, conforme demonstrado por Damé (2001). Na função de otimização alguns

parâmetros apresentam maior instabilidade, variando de acordo com o conjunto de estatísticas

usadas. Damé (2001) observou também que o parâmetro λ foi o mais estável enquanto que o

parâmetro ν foi o mais instável. Também Rodrigues–Iturbe (1987), Onof e Wheater (1993) e

Khaliq Cunnane (1996) analisando a sensibilidade e estabilidade dos parâmetros do modelo

de Bartlett-Lewis, verificaram que a magnitude dos parâmetros estimados usando 5 diferentes

conjuntos de estatística variaram consideravelmente. Estes autores concluíram pelo uso de 16

momentos, para derivar, os seis parâmetros do modelo e sugerem que diferentes valores

iniciais dos parâmetros α e ν devem ser usados na otimização. A instabilidade observada

para o parâmetro ν, é interpretada por Damé (2001) como indicativo de que a duração das

células de chuva foi a característica da precipitação que mais sofreu pela forma como os

parâmetros foram estimados. Onof e Wheather (1993) mostraram que com exceção de μx e λ

os demais parâmetros determinados por dois conjuntos diferentes de momentos foram muito

diferentes, em particular os parâmetros α e ν, porém ambos os conjuntos podem manter as

características de precipitação com erros inferiores a 5 % dos valores históricos.

De modo geral a variação dos parâmetros estão de acordo com os processos físicos

de formação de chuvas, onde no verão predominam as chuvas de curta duração, com menor

número de células chuvosas e menor duração das células, porém com maior intensidade

média.

A variação sazonal dos parâmetros, especialmente os parâmetros λ, μx, α, e o

parâmetro k demonstram que o modelo de pulsos retangulares de Bartlett-Lewis modificado

representa as características da precipitação, com predomínio de chuvas de curta duração e

alta intensidade no verão e chuvas de baixa intensidade e maior duração no inverno. Também

se observa coerência no número de células chuvosas e na duração das células, onde nos meses

de inverno o modelo indica maior número e também maior duração das células chuvosas

(Figura 4), porém de menor intensidade (Figura 3). O maior intervalo entre as origens das

chuvas também reflete o predomínio das chuvas frontais.

Tabela 1. Valores históricos observados (1), estimados pelos modelos (2) e obtidos das séries geradas (3) de chuvas em intervalos de 60 minutos para os meses de Janeiro e Fevereiro.

Intervalos Janeiro^ Fevereiro Estatística 1 2 3 1 2 3 Média 1 0,250 0,249 0,2409 0,274 0,273 0, 1 h Var^2 2,357 2,764 2,5766 2,864 3,245 3, PD^3 0,857 0,918 0,9240 0,850 0,919 0, Covar^4 0,029 0,840 0,7346 0,032 1,342 1, Correl^5 0,313 0,304 0,2848 0,389 0,414 0,

6 h Var^2 26,100 27,554 24,9241 36,230 38,876 37, PD^3 0,696 0,709 0,7245 0,671 0,714 0, Covar^4 4,270 3,168 2,7643 8,539 5,603 4, Correl^5 0,164 0,115 0,1105 0,236 0,144 0, 12 h Var^2 63,420 61,445 55,5171 99,463 88,960 83, PD^3 0,608 0,561 0,5799 0,575 0,558 0, Covar^4 5,699 7,202 6,5747 8,365 10,188 8, Correl^5 0,090 0,117 0,1186 0,084 0,115 0,

24 h Var^2 132,014 137,294 125,1837 217,679 198,295 183, PD^3 0,421 0,385 0,4036 0,368 0,370 0, Covar^4 21,392 16,814 15,0933 45,833 21,209 18, Correl^5 0,162 0,122 0,1216 0,211 0,107 0, (^1) Média – precipitação média no intervalo de 1 horas (mm) ;

(^2) Var – variância da precipitação no intervalo (mm²)

(^3) PD – Probabilidade do intervalo ser seco;

(^4) Covar – Autocovariância com retardo de 1 (mm²)

(^5) Correl – Coeficiente de autocorrelação com retardo 1

Tabela 3. Valores históricos observados (1), estimados pelos modelos (2) e obtidos das séries geradas (3) de chuvas em intervalos de 60 minutos para os meses de Maio e Junho. Intervalos Maio Junho Estatística 1 2 3 1 2 3 Média 1 0,140 0,141 0,1384 0,104 0,103 0, 1 h Var^2 0,704 0,730 0,7036 0,390 0,390 0, PD^3 0,900 0,945 0,9451 0,908 0,939 0, Covar^4 0,006 0,481 0,4601 0,004 0,258 0, Correl^5 0,627 0,659 0,6507 0,620 0,662 0, Var^2 13,995 14,580 14,0796 7,111 7,629 6, PD^3 0,814 0,883 0,8869 0,813 0,862 0, Covar^4 6,967 6,405 6,1952 3,655 3,064 2,

6 h

Correl^5 0,498 0,439 0,4340 0,514 0,402 0, 12 h Var^2 42,996 41,970 40,5645 21,942 21,385 18, PD^3 0,761 0,819 0,8241 0,760 0,784 0, Covar^4 16,482 14,655 13,7061 7,926 6,666 5, Correl^5 0,383 0,349 0,3279 0,361 0,312 0, 24 h Var^2 128,292 113,250 109,4736 58,109 56,103 48, PD^3 0,654 0,704 0,7125 0,661 0,648 0, Covar^4 30,648 30,262 27,1373 11,588 13,180 9, Correl^5 0,239 0,267 0,2305 0,199 0,235 0, (^1) Média – precipitação média no intervalo de 1 horas (mm)

(^2) Var – variância da precipitação no intervalo (mm²)

(^3) PD – Probabilidade do intervalo ser seco;

(^4) Covar – Autocovariância com retardo de 1 (mm²)

(^5) Correl – Coeficiente de autocorrelação com retardo 1

Tabela 4. Valores históricos observados (1), estimados pelos modelos (2) e obtidos das séries geradas (3) de chuvas em intervalos de 60 minutos para os meses de Julho e Agosto. Intervalos Julho Agosto Estatística 1 2 3 1 2 3 Média 1 0,138 0,139 0,1368 0,121 0,122 0, 1 h Var^2 0,504 0,513 0,5043 0,519 0,553 0, PD^3 0,886 0,919 0,9215 0,902 0,930 0, Covar^4 0,005 0,353 0,3473 0,005 0,319 0, Correl^5 0,623 0,689 0,6888 0,565 0,576 0, 6 h Var^2 10,463 10,303 10,1204 10,086 9,555 8, PD^3 0,785 0,848 0,8533 0,817 0,875 0, Covar^4 4,410 4,204 4,0002 4,072 3,986 3, Correl^5 0,421 0,408 0,3951 0,404 0,417 0, 12 h Var^2 29,866 29,014 28,2656 28,304 27,082 24, PD^3 0,729 0,782 0,7885 0,775 0,837 0, Covar^4 9,591 8,937 8,2366 11,020 10,527 9, Correl^5 0,321 0,308 0,2908 0,389 0,389 0, 24 h Var^2 82,051 75,903 73,4718 79,246 75,217 67, PD^3 0,602 0,667 0,6743 0,679 0,769 0, Covar^4 16,861 15,874 13,9927 26,383 24,306 21, Correl^5 0,206 0,209 0,1900 0,333 0,323 0, (^1) Média – precipitação média no intervalo de 1 horas (mm)

(^2) Var – variância da precipitação no intervalo (mm²)

(^3) PD – Probabilidade do intervalo ser seco;

(^4) Covar – Autocovariância com retardo de 1 (mm²)

(^5) Correl – Coeficiente de autocorrelação com retardo 1

Tabela 6. Valores históricos observados (1), estimados pelos modelos (2) e obtidos das séries geradas (3) de chuvas em intervalos de 60 minutos para os meses de Novembro e Dezembro.

Intervalos Novembro^ Dezembro Estatística 1 2 3 1 2 3 Média 1 0,165 0,164 0,1588 0,213 0,212 0, 1 h Var^2 0,970 1,035 0,9399 1,807 1,986 1, PD^3 0,875 0,910 0,9178 0,876 0,906 0, Covar^4 0,011 0,375 0,3174 0,021 0,766 0, Correl^5 0,371 0,363 0,3360 0,386 0,386 0, 6 h Var^2 12,771 12,529 10,9363 24,559 25,152 24, PD^3 0,739 0,769 0,7803 0,743 0,752 0, Covar^4 3,325 2,972 2,5571 7,240 6,605 6, Correl^5 0,260 0,237 0,2346 0,295 0,263 0, 12 h Var^2 32,943 31,002 27,3762 67,632 63,515 61, PD^3 0,670 0,656 0,6708 0,667 0,646 0, Covar^4 5,565 6,192 4,7485 13,742 15,444 14, Correl^5 0,169 0,200 0,1759 0,203 0,243 0, 24 h Var^2 69,472 74,388 64,2718 162,689 157,917 152, PD^3 0,515 0,481 0,4998 0,497 0,491 0, Covar^4 11,909 11,246 8,1216 39,682 34,586 30, Correl^5 0,171 0,151 0,1277 0,244 0,219 0, (^1) Média – precipitação média no intervalo de 1 horas (mm)

(^2) Var – variância da precipitação no intervalo (mm²)

(^3) PD – Probabilidade do intervalo ser seco;

(^4) Covar – Autocovariância com retardo de 1 (mm²)

(^5) Correl – Coeficiente de autocorrelação com retardo 1

Tabela 7. Parâmetros do modelo de Bartlett-Lewis Modificado ajustados para os dados horários de Urussanga, SC.

Mês^ λ^ (h-1)^ υ^ (h) μ^ x (mm h

α^ φ κ

Janeiro 0,0265 1,4160 11,4170 5,4544 0,0150 0, Fevereiro 0,0269 1,1761 10,2543 3,7085 0,0150 0, Março 0,0222 2,2954 7,8594 5,4369 0,0150 0, Abril 0,0208 0,6594 7,8282 3,1764 0,0287 0, Maio 0,0126 0,5179 2,4253 2,3743 0,1006 1, Junho 0,0158 0,7929 1,8443 2,4069 0,1690 0, Julho 0,0132 2,6125 1,7266 4,0096 0,1332 0, Agosto 0,0070 1,7618 2,7623 4,1161 0,0397 0, Setembro 0,0185 1,9613 1,3390 4,3782 0,1852 1, Outubro 0,0215 0,2342 4,5803 3,2837 0,0385 0, Novembro 0,0258 0,4922 6,7017 3,2795 0,0397 0, Dezembro 0,0221 0,2546 10,5493 2,3852 0,0176 0,

Figura 2.Valores médios de precipitação horária e probabilidade do intervalo ser seco (PD).

Figura 3. Parâmetros λ e μx do modelo de Bartlett-Lewis Modificado para intervalos de 1 hora.

Figura 4. Valores da duração média das células chuvosas (E[1/η]) e do número médio de células chuvosas (E[C]) para intervalos de 1 hora.

O desempenho do modelo pode ser avaliado comparando os momentos do modelo

com as características dos valore

das séries observadas e simuladas, observa-s

s históricos. Analisando-se nas Tabelas 1 a 6 as estatísticas

e que de forma geral tem-se que o modelo

Com relação à autocorrelação (Figura 8) para a chuva com intervalo de 1 hora

observa-se que as diferenças entre os valores observados e simulados variam de 10,8 %

superior para o mês de setembro a 1,4 % inferior em dezembro, com média anual de 2,4 %.

Os resultados obtidos estão de acordo com os trabalhos de Gyasi-Agyei e Willgoose

(1997) que observaram que o modelo de pulsos retangulares de Barlett-Lewis foi incapaz de

reproduzir a autocorrelação e a probabilidade de intervalos secos característicos dos dados

históricos em Queesland, Austrália.

Figura 6. Valores de F para variância da série simulada em relação a variância da série observada para intervalos de 1 hora.

Figura 7. Valores da probabilidade do intervalo ser seco das séries observada e da simulada bem como o valor teórico do modelo para intervalos de 1 hora.

Figura 8. Valores da autocorrelação das séries observada e da simulada bem como o valor teórico do modelo para intervalos de 1 hora.

Na Figura 9 estão representados os totais anuais de precipitação da série observada e

série simulada, juntamente com o intervalo de confiança de 95 %, assumindo que a

precipitação total anual tem distribuição normal. Observa-se que a série simulada apresentou

6 % dos valores fora dos limites do intervalo de confinaça de 95 %.

Figura 9. Totais anuais de chuva da série horária.

Tomando-se como base os valores de média, variância e autocorrelação pode-se dizer

que os resultados obtidos concordam com os trabalhos de Rodrigues-Iturbe (1997), Verhoest,

Troch, Troch (1997) que observaram que o modelo preserva os primeiros momentos. As

séries de dados simuladas mantém as características da precipitação, e representam um

de duração diária (Tabela 8) observa-se que com exceção do valor máximo de 373,1 mm,

todos os demais estão dentro do intervalo de confiança de 95 % da distribuição de Gumbel.

Para a série de dados horários observa-se que houve uma melhor aderência a distribuição de

Gumbel. Esta observação reveste de grande importância hidrológica, pois o modelo permite a

aplicação para simular séries de chuvas em intervalos horários também com a finalidade de

simular eventos extremos. Também Verhoest, Troch, Troch (1997) trabalhando com dados da

África do Sul, observaram que o modelo de pulsos retangulares de Bartlett-Lewis resultou em

estimativas adequadas para chuvas extremas com duração superior a 1 hora, no entanto,

obtiveram estimativas pobres para duração de uma hora ou inferires.

Figura 10. Aderência da série de máximas anuais de precipitação diária a distribuição de Gumbel.

Figura 11. Aderência da série de máximas anuais de precipitação horária a distribuição de Gumbel

4.2 Resultados para intervalos de duração inferior a 1 hora.

Nas tabelas 10 a 13 são apresentados os parâmetros ajustados para o modelo de

Bartlett-Lewis Modificado para o intervalo de 30, 15, 10 e 5 minutos, respectivamente. Nas

Figuras 12 a 19 são representados os parâmetros λ e μx para os mesmos intervalos. Para todos

os intervalos de duração inferior a 1 hora observa-se que os valores dos parâmetros tem

valores semelhantes aos valores ajustados para o intervalo de 1 hora. Os maiores valores do

parâmetro λ foram observados em fevereiro e os menores no mês de maio. Esse

comportamento pode ser explicado pela atuação dos diferentes tipos de chuva, como já

discutido para as chuvas com intervalo de uma hora. A maior ocorrência de processos

convectivos no verão determina a maior freqüência de chuvas, bem como chuvas de curta

duração e alta intensidade. Este comportamento reflete principalmente nos valores maiores

dos parâmetros λ e μx, nos menores valores do número de células chuvosas (E[C]) e duração

das células chuvosas e nos valores de 1/η que definem a duração de cada célula. Os maiores

valores de número de células chuvosas foi observado no mês de julho e tem em média mais de

cinqüenta células chuvosas. Observou-se também para todos os intervalos de duração inferior

a 1 hora a oscilação do parâmetros φ e k, implicando na oscilação dos valores de E[C] e 1/η.

Essa oscilação nos parâmetros do modelo também foi observada nos trabalhos de Rodrigues–

Iturbe (1987), Onof e Wheater (1993), Khaliq e Cunnane (1996) e Damé (2001). A

instabilidade observada para o parâmetro ν é interpretada por Damé (2001) como indicativo

de que a duração das células de chuva foi a característica da precipitação que mais sofreu pela

forma como os parâmetros foram estimados. Com uma análise mais profunda dos parâmetros

pode-se inserir critérios de controle na função de minimização de maneira a evitar a oscilação

dos parâmetros do modelo. Também o estudo da freqüência de ocorrência dos eventos

causadores da precipitação poderia ser importante para definir os intervalos médios de

ocorrência de eventos e outros parâmetros de controle na função de minimização.

Tabela 11. Parâmetros do modelo de Bartlett-Lewis Modificado ajustados para dados de intervalos de 15 minutos.

Mês^ λ^ (h-1)^ υ^ (h) μ^ x (mm h

α^ φ κ

Janeiro 0,032309 1,0006 11,2633 4,5378 0,02248 0, Fevereiro 0,042459 0,2536 9,8469 2,7771 0,18976 0, Março 0,029135 0,1000 9,4047 3,1237 0,09395 1, Abril 0,023340 0,4824 8,2268 3,0432 0,04543 0, Maio 0,010067 0,1912 2,9789 2,7414 0,02831 1, Junho 0,014440 0,6892 1,9240 2,4630 0,13168 0, Julho 0,017546 0,1020 2,3331 2,5882 0,02614 1, Agosto 0,015754 0,1159 3,7379 1,9880 0,03196 0, Setembro 0,013133 3,3798 2,2891 23,2976 0,03277 1, Outubro 0,019631 0,3622 4,4186 3,7974 0,04011 0, Novembro 0,028666 0,2122 8,0198 2,9226 0,03912 0, Dezembro 0,026275 0,1827 10,9601 2,3502 0,02818 0,

Figura 14. Parâmetros λ e μx do modelo de Bartlett-Lewis Modificado para intervalos de 15 minutos.

Figura 15. Duração média das células chuvosas (E[1/η]) e número médiode células chuvosas (E[C]) para intervalos de 15 minutos.

Tabela 12. Parâmetros do modelo de Bartlett-Lewis Modificado ajustados para dados de intervalos de 10 minutos.

Mês^ λ^ (h-1)^ υ^ (h) μ^ x (mm h

α^ φ κ

Janeiro 0,033368 0,8870 11,5326 4,3196 0,02314 0, Fevereiro 0,042681 0,2416 9,7617 2,7577 0,18951 0, Março 0,029588 0,1397 8,2452 3,1284 0,12742 1, Abril 0,024054 0,4312 8,3141 2,9772 0,05113 0, Maio 0,011782 0,1256 2,8561 2,4250 0,02893 1, Junho 0,014257 0,7515 1,9210 2,4293 0,14653 0, Julho 0,017526 0,1017 2,3278 2,5913 0,02598 1, Agosto 0,016450 0,0743 4,0059 1,9682 0,02581 0, Setembro 0,013377 2,1297 2,3803 16,6370 0,03053 1, Outubro 0,019458 0,3983 4,3132 3,8774 0,04171 0, Novembro 0,028533 0,2248 7,8386 2,9451 0,03977 0, Dezembro 0,025885 0,2011 10,5173 2,3703 0,02876 0,

Figura 16. Parâmetros λ e μx do modelo de Brartlett-Lewis Modificado para intervalos de 10 minutos.

Figura 17. Duração m células as (E[1/η ero u sas (E [C]) pa ra in de 10 minut

édia das chuvos ]) e núm médio de cél las chuvo tervalos os.