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Monografia final, Trabalhos de Química

Este trabalho trata da utilização de sistemas lineares como forma facilitadora para o aprendizado de balanceamento de equações químicas através da interdisciplinaridade entre o conteúdo de Química (Estequiometria) com a Matemática (Sistemas Lineares).

Tipologia: Trabalhos

2014

Compartilhado em 25/03/2014

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE
DO NORTE
CAMPUS APODI
JEFFERSON EDI DE LIMA
O USO DE SISTEMAS LINEARES COMO FORMA FACILITADORA NO ENSINO-
APRENDIZAGEM DE BALANCEAMENTOS DE EQUAÇÕES QUÍMICAS
APODI, RN
2014
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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE

DO NORTE

CAMPUS APODI

JEFFERSON EDI DE LIMA

O USO DE SISTEMAS LINEARES COMO FORMA FACILITADORA NO ENSINO-

APRENDIZAGEM DE BALANCEAMENTOS DE EQUAÇÕES QUÍMICAS

APODI, RN

JEFFERSON EDI DE LIMA

O USO DE SISTEMAS LINEARES COMO FORMA FACILITADORA NO ENSINO-

APRENDIZAGEM DE BALANCEAMENTOS DE EQUAÇÕES QUÍMICAS

Trabalho de conclusão de curso apresentada ao curso de Licenciatura Plena em Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, como requisito final para aprovação na disciplina de Monografia. Orientador: Prof. Me. Alberton Fagno Albino do Vale. Co-orientadora: Profª. Ma. Michele Asley Alencar Lima.

APODI, RN

JEFFERSON EDI DE LIMA

O USO DE SISTEMAS LINEARES COMO FORMA FACILITADORA NO ENSINO-

APRENDIZAGEM DE BALANCEAMENTOS DE EQUAÇÕES QUÍMICAS

Trabalho de conclusão de curso apresentada ao curso de Licenciatura Plena em Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, como requisito final para aprovação na disciplina de Monografia. Orientador: Prof. Me. Alberton Fagno Albino do Vale. Co-orientadora: Profª. Ma. Michele Asley Alencar Lima.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado e aprovado em 27/02/2013, pela seguinte banca examinadora:

BANCA EXAMINADORA

______________________________________________________________

Alberton Fagno Albino do Vale, Me. – Presidente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte


Francinaide de Lima Silva Nascimento, Drª - Examinadora Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte


Paulo Roberto Nunes Fernandes, Dr. - Examinador Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte

Dedico esse trabalho à minha mãe, que esteve e continua sempre presente em todos os momentos de minha vida. Sem seu incentivo, dedicação e apoio incondicional seria impossível seguir adiante. Esta vitória é apenas a primeira de muitas que iremos conquistar juntos. Dedico também a todos os meus familiares, tios(as), primos(as), que acreditaram neste sonho e que juntos, também, podemos torná-lo real.

“Tenho andado distraído, impaciente e indeciso, e ainda estou confuso, só que agora é diferente. Sou tão tranquilo e tão contente. Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria, era provar pra todo o mundo, que eu não precisava, provar nada pra ninguém”.

(Legião Urbana)

RESUMO

Este trabalho trata da utilização de sistemas lineares como forma facilitadora para o aprendizado de balanceamento de equações químicas através da interdisciplinaridade entre o conteúdo de Química (Estequiometria) com a Matemática (Sistemas Lineares). Para tanto, foi feita uma pesquisa para verificar qual livro era adotado pelas escolas públicas da rede estadual e federal de ensino da cidade de Apodi e verificar se o material didático abordava o método do balanceamento de equações. Após estas constatações, houve a necessidade de delimitar a escola e a turma onde seria trabalhado o método, nesse sentido, optou-se pela turma 2.8108.1M (2013.2) do Curso Técnico Integrado em Agricultura do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – Campus Apodi, constituída por 23 (vinte e três) alunos, os quais foram voluntários nesta pesquisa. Aplicou-se questionários antes e após a execução desta metodologia proposta na qual buscou-se conhecer e avaliar os conhecimentos prévios dos alunos e a eficácia do método empregado. Além disso, aplicou-se questionário com os docentes da área de Química do IFRN – Campus Apodi com o intuito de conhecer a sua opinião, se concordava ou não a respeito da afirmativa proposta. Após a aplicação do método e dos questionários realizou-se a última etapa, análise dos dados, e a partir desses dados, conheceu-se o que os participantes pensavam e se gostaram ou não desta metodologia e constatou-se que este trabalho proporcionou a interdisciplinaridade entre o ensino da química com a matemática e ficou claro durante a aplicação desta metodologia, desde o primeiro dia o que causou a principio, um pouco de dificuldade entre os alunos voluntários, mas que com as aplicações do método passou-se essa dificuldade, gerando um grande entendimento pela maioria, além de perceber que o principal motivo de a maioria dos professores não investir em novas metodologias é a falta de tempo, pois conheceu-se a realidade através das respostas do questionário, boa vontade cada professor tem, mas a escassez de tempo e muitas turmas para ministrar as aulas acabam-no desgastando-o. Palavras-chaves: Balanceamento de equações químicas. Interdisciplinaridade. Ensino- aprendizagem. Química. Matemática.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

  • Figura 1 - Sistema linear de m equações e n incógnitas
  • Figura 2 - Esquema de um sistema possível determinado e possível indeterminado
  • Figura 3 - Alunos presentes no dia da primeira aplicação da metodologia proposta
  • Figura 4 - Gráfico com as respostas da questão 01 do questionário de sondagem
  • Figura 5 - Gráfico com as respostas da questão 02 do questionário de sondagem
  • Figura 6 - Gráfico com as respostas da questão 03 do questionário de sondagem
  • Figura 7 - Gráfico com as respostas da questão 04 do questionário de sondagem
  • Figura 8 - Gráfico com as respostas da questão 05 do questionário de sondagem
  • Figura 9 - Gráfico com as respostas da questão 06 do questionário de sondagem
  • Figura 10 - Gráfico com as respostas da questão 07 do questionário de sondagem
  • Figura 11 - Aplicação do método deste trabalho
  • Figura 12 - Aplicação do método deste trabalho
  • Figura 13 - Primeira resposta da autoavaliação dos discentes
  • Figura 14 - Segunda resposta da autoavaliação dos discentes
  • Figura 15 - Terceira resposta da autoavaliação dos discentes
  • Figura 16 - Quarta resposta da autoavaliação dos discentes
  • Figura 17 - Quinta resposta da autoavaliação dos discentes
  • Figura 18 - Sexta resposta da autoavaliação dos discentes
  • Figura 19 - Sétima resposta da autoavaliação dos discentes
  • Figura 20 - Balanceamento das equações químicas feito por um dos alunos voluntários
  • Figura 21 - Balanceamento das equações químicas feito por um dos alunos voluntários
  • 1 INTRODUÇÃO SUMÁRIO
  • 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
  • MATEMÁTICA NO BRASIL 2.1 BREVE HISTÓRICO SOBRE O ENSINO DE QUÍMICA E
  • 2.2 INTERDISCIPLINARIDADE
  • 2.3 HISTÓRIA DOS SISTEMAS LINEARES
  • 2.3.1 Equação Linear
  • 2.3.2 Sistema Linear
  • 2.3.3 Métodos de resolução de um sistema
  • 2.3.3.1 Método da adição
  • 2.3.3.2 Método da substituição
  • 2.3.3.3 Método da Comparação
  • 2.3.3.4 Método de Cramer
  • 2.3.3.5 Método do Escalonamento
  • 2.4 BALANCEAMENTO DE EQUAÇÕES QUÍMICAS
  • 3 METODOLOGIA UTILIZADA
  • 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  • 5 CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS
  • ANEXO A - 1º Questionário (Alunos)
  • ANEXO B - 2º Questionário (Alunos)
  • ANEXO C - 1º Questionário (Professores)

uma metodologia alternativa sendo capaz de atrair e segurar a atenção do aluno para o conteúdo. Chagas (2004) diz que a inadequação do ensino de Matemática em relação ao conteúdo, à metodologia de trabalho e ao ambiente em que se encontra inserido o aluno em questão são um dos fatores que contribuem para não sucesso deste ensino. Vasconcelos (2000) reforça que o papel do professor em sala é o de tornar o caminho entre a Matemática bem como a química e os alunos o mais curto possível, mesmo sendo de forma simples, porém que seja de fácil compreensão. Para Galiazzi^1 (2000) citado por Silva (2006, p.14), para qualquer ação em sala de aula é necessário termos alguma teoria que nos sustentem, mesmo que seja pouco refletida e com pouco amparo fundamentado. Na graduação os professores são encorajados a buscar as suas teorias a partir de suas pesquisas. Citando Lima (2013, p. 72) quando observamos a maneira como o ensino de Química se desenvolve nas escolas do ensino básico brasileiro, constatamos que existe uma disseminada e completa falta de interesse dos estudantes pelos conteúdos explorados nessa disciplina, isso se dá devido ao que já foi discutido por este trabalho, o modo como o docente realiza o seu planejamento e o executa, sem contar que os alunos adquirem uma imagem completamente distorcida sobre a mesma. A maior dificuldade dos alunos, na maioria dos casos, é aprender as fórmulas e conceitos, tendo em vista que os mesmos não estudam antecipadamente e deixam para a última hora e isso reflete na hora das provas, e é nesse momento onde os discentes distorcem a imagem da disciplina. A partir disso e visando a modificação desta ideia com uma estratégia de ensino diferenciada utilizando sistemas matemáticos para facilitar o ensino do conteúdo de Estequiometria Química – tendo em vista que ao balancear uma equação, pelo método das tentativas, o discente está resolvendo na sua mente o sistema linear – que compõe a grade curricular dos alunos do Ensino Médio de todo o país. Muitos professores consideram, complicado de ensinar bem como a maioria dos alunos difícil de entender, já que requer muita atenção por parte do professor e do aluno e este trabalho procurou contribuir ao Ensino de Química da educação básica através da Matemática como ferramenta facilitadora para o conteúdo de balanceamento de equações químicas utilizando os sistemas lineares.

(^1) GALLIAZZI, Maria do Carmo. Educar pela pesquisa: espaço de transformação e avanço na formação do professor de Ciências. p.53. Porto Alegre: PUCRS, 2000. Tese (Doutorado em Educação), Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2000.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 BREVE HISTÓRICO SOBRE O ENSINO DE QUÍMICA E MATEMÁTICA

NO BRASIL

O ensino no Brasil começou a partir da colonização, com os Jesuítas. Nesse período, ocorreu uma transferência da cultura europeia para o nosso país, trazida pelos colonizadores portugueses de várias formas (COSTA; LIMA, 2008). Esse processo incluiu tanto a linguagem como a religião, os valores, a política e a educação. Segundo Filgueiras^2 (1988) citado por Lima (2013, p. 2) o processo de institucionalização de um Ensino de Ciências estruturado no Brasil foi difícil e levou muito tempo, de modo que foi estabelecido somente a partir do século XIX. A partir da Reforma Pombalina, começa-se literalmente o estudo das ciências em solo brasileiro, mas os cursos de graduação em Letras e Direito continuavam a atrair os estudantes. Em 1772, instala-se na cidade do Rio de Janeiro a Academia Científica, tendo como objetivo o estudo das ciências. Fazia parte da academia o português Manoel Joaquim Henriques de Paiva, autor de “ Elementos de Química e Farmácia ”, primeiro livro a ter no título a palavra química (FILGUEIRAS citado por LIMA, 2013). Atualmente diversas críticas são feitas ao ensino tradicional, pois à ação passiva do aluno que comumente é tratado como mero ouvinte das informações pela qual o professor expõe, onde o mesmo é o detentor do saber (GUIMARÃES, 2009, p. 198). E muitas das vezes não há relação entre o que o aluno já conhece com esse novo conhecimento adquirido.

2.2 INTERDISCIPLINARIDADE

De acordo com Morin^3 (2002) citado por Fortes (2009, p. 3) para se entender o termo interdisciplinaridade, deve-se partir da noção de disciplina.

A organização disciplinar foi instituída no século XIX, notadamente com a formação das universidades modernas; desenvolveu-se, depois, no mesmo século, com o impulso dado à pesquisa científica; isto significa que as disciplinas têm uma história: nascimento, institucionalização, evolução, esgotamento, etc.

(^2) FILGUEIRAS, C. A. L. D. Pedro II e a Química. Revista Química Nova , v.11, n.02, p. 210-214, 1988. (^3) MORIN. E. A cabeça bem feita : Repensar a reforma repensar o pensamento. 6. ed., Rio de Janeiro: Bertrand Brasil Ltda, 2002.

[...] Mas foi só em 1683, num trabalho do japonês Seki Kowa, que a ideia de determinante (como polinômio que se associa a um quadrado de números) veio à luz. Kowa, considerado o maior matemático japonês do século XVII, chegou a essa noção através do estudo de sistemas lineares, sistematizando o velho procedimento chinês (para o caso de duas equações apenas) (Idem).

A utilização dos determinantes no Ocidente começou dez anos após um trabalho de Leibniz^6 , ligado também a sistemas lineares. Em resumo, Leibniz estabeleceu a condição de compatibilidade de um sistema de três equações a duas incógnitas em termos do determinante de ordem 3 formado pelos coeficientes e pelos termos independentes (este determinante deve ser nulo). Para tanto, criou até uma notação com índices para os coeficientes: o que hoje, por exemplo, escreveríamos como a 12 , Leibniz indicava por 1 2. A regra de Cramer para resolver sistemas de “n” equações a “n” incógnitas, por meio de determinantes, é na verdade uma descoberta do escocês Colin Maclaurin (1698-1746), datando provavelmente de 1729, embora só publicada postumamente em 1748 no seu Treatise of Algebra. Mas o nome do suíço Gabriel Cramer (1704-1752) não aparece nesse episódio de maneira totalmente gratuita. Cramer também chegou à regra (independentemente), mas depois, na sua “Introdução à Análise das Curvas Planas” (1750), em conexão com o problema de determinar os coeficientes da cônica geral A + By + Cx + Dy^2 + Exy + x^2 = 0 (EVES, 2004). O francês Étienne Bézout (1730-1783), autor de textos matemáticos de sucesso em seu tempo, sistematizou em 1764 o processo de estabelecimento dos sinais dos termos de um determinante. E coube a outro francês, Alexandre Vandermonde (1735-1796), em 1771, empreender a primeira abordagem da teoria dos determinantes independente do estudo dos sistemas lineares — embora também os usasse na resolução destes sistemas. O teorema de Laplace, que permite a expansão de um determinante através dos menores de r filas escolhidas e seus respectivos complementos algébricos, foi demonstrado no ano seguinte pelo próprio Laplace num artigo que, a julgar pelo título, nada tinha a ver com o assunto: "Pesquisas sobre o cálculo integral e o sistema do mundo" (Idem).

O termo determinante, com o sentido atual, surgiu em 1812 num trabalho de Cauchy sobre o assunto. Neste artigo, apresentado à Academia de Ciências, Cauchy sumariou e simplificou o que era conhecido até então sobre determinantes, melhorou a notação (mas a atual com duas barras verticais ladeando o quadrado de números só surgiria em 1841 com Arthur Cayley) e deu uma demonstração do teorema da

(^6) Gottfried Wilhelm Leibniz, o grande gênio universal do século XVII e rival de Isaac Newton na invenção do cálculo, nasceu em Leipzig (Alemanha) em 1646 (EVES, 2004, p. 442).

multiplicação de determinantes — meses antes J. F. M. Binet (1786-1856) dera a primeira demonstração deste teorema, mas a de Cauchy era superior (EVES, 2004).

Um dos grandes matemáticos que também contribuiu para consolidar a teoria dos determinantes foi o alemão Carl G. J. Jacobi (1804-1851). A forma simples como essa teoria se apresenta hoje elementarmente deve-se a ele. Jacobi era um entusiasta da notação de determinante, com suas potencialidades. Assim, o importante conceito de jacobiano de uma função, salientando um dos pontos mais característicos de sua obra, é uma homenagem das mais justas (EVES, 2004).

2.3.1 Equação Linear

É toda equação do tipo: onde e b são números reais e, são incógnitas. Os números reais an, a 2 , a 3 , ..., an, são chamados de coeficientes e b é o termo independente.

2.3.2 Sistema Linear

É um conjunto de equações lineares da forma como é demonstrada na figura 1 a seguir:

Figura 1 - Sistema linear de m equações e n incógnitas

FONTE: Elaborado pelo próprio autor (2014).

A solução de um sistema linear é a n-upla de números reais ordenados (r 1 , r 2 , r 3 ,..., rn) que é, simultaneamente, solução de todas as equações do sistema. Em um sistema linear homogêneo seu conjunto solução (conjunto verdade) será sempre possível, ou seja, ao

I - Multiplicam-se, ambos os membros de uma ou de cada uma das equações, por números, tais que, a incógnita que se deseja eliminar tenha, nas duas equações o mesmo coeficiente, porém de sinais contrários; II - Somam-se, membro a membro, as duas equações, resultando, uma única equação com uma incógnita; III - Resolve-se esta equação, obtendo-se, assim, o valor de uma incógnita; IV - Substitui-se o valor dessa incógnita em qualquer uma das equações do sistema obtendo- se, o valor de outra incógnita e consequentemente, a solução do sistema.

2.3.3.2 Método da substituição

O método da substituição consiste em trabalhar qualquer equação do sistema de forma a isolar uma das incógnitas, substituindo o valor isolado na outra equação. Observe os passos para resolver um sistema: I- Resolve-se uma das equações, em relação à incógnita que se deseja eliminar; II- Substitui-se, na outra equação, a incógnita pelo seu valor obtido na primeira; III- Resolve-se a equação resultante dessa substituição, encontrando-se dessa forma, o valor dessa incógnita; IV- Substitui-se o valor dessa incógnita em qualquer uma das equações do sistema obtendo- se, assim, o valor da outra incógnita e consequentemente a solução do sistema.

2.3.3.3 Método da Comparação

É um método muito útil na resolução de sistemas lineares de equação do primeiro grau, para usá-lo basta seguir os passos abaixo: I - Resolvem-se as duas equações, em relação à incógnita que se deseja eliminar; II - Comparam-se os dois valores desta incógnita e resolve-se a equação resultante, obtendo- se, o valor de uma incógnita; III - Substitui-se o valor dessa incógnita, em qualquer uma das equações do sistema, obtendo- se o valor de outra incógnita e consequentemente a solução do sistema.

2.3.3.4 Método de Cramer

Dizemos que um sistema é normal quando tem o mesmo número de equações e de incógnitas e o determinante da matriz incompleta associada ao sistema é diferente de zero. Se e , então o sistema é normal. Todo sistema normal tem uma única solução dada por:

em que { } é o determinante da matriz incompleta associada ao sistema, e Dxi é o determinante obtido pela substituição, na matriz incompleta, da coluna i pela coluna formada pelos termos independentes.

2.3.3.5 Método do Escalonamento

Utilizamos a regra de Cramer para discutir e resolver sistemas lineares em que o número de equações é igual ao número de incógnitas. Quando e são maiores que três, torna-se muito trabalhoso utilizar essa regra. Por isso, usamos a técnica do escalonamento, que facilita a discussão e resolução de quaisquer sistemas lineares. Dizemos que um sistema, em que existe pelo menos um coeficiente não-nulo em cada equação, está escalonado se o número de coeficientes nulos antes do primeiro coeficiente não nulo aumenta de equação para equação. Para escalonar um sistema adotamos o seguinte procedimento: I - Fixamos como 1º equação uma das que possuem o coeficiente da 1º incógnita diferente de zero; II - Utilizando as propriedades de sistemas equivalentes, anulamos todos os coeficientes da 1ª incógnita das demais equações; III - Repetimos o processo com as demais incógnitas, até que o sistema se torne escalonado.

2.4 BALANCEAMENTO DE EQUAÇÕES QUÍMICAS

As reações químicas estão presentes em muitos fenômenos naturais e químicos, para compreendê-las os químicos representaram as mesmas através de equações químicas, sendo