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movimento vertical circular, Notas de estudo de Engenharia Civil

Fisica 1 Fisica 1

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 15/07/2015

eng-antonio-cambundo-6
eng-antonio-cambundo-6 🇧🇷

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MovimentoS VERTICAIS NO
vÁCUO
e
movimentos circulares
MovimentoS VERTICAIS NO VÁCUO
4.1 - Introdução
Desde a antigüidade o estudo dos movimentos verticais era de grande importância para
alguns cientistas conceituados, este era o caso de Galileu Galilei que fez um estudo
minucioso da queda livre.
É importante o aluno notar que embora o movimento seja vertical ele ficará sujeito a leis de
um movimento que já estudamos anteriormente.
Outro fato muito importante é que estaremos desprezando a resistência do ar, já que todas
as observações serão feitas para movimentos no vácuo.
4.2 - Queda Livre
O Movimento de Queda Livre é caracterizado pelo abandono de um corpo a uma certa
altura em relação ao solo.
Analisemos a seguinte situação:
Um garoto do alto do prédio
abandona uma pedra. O que eu
sei a respeito ?
Sua velocidade inicial é vo = 0
Observa-se que a medida que a
pedra vai caindo sua velocidade
aumenta.
Para velocidade aumentar é
necessário que exista aceleração
com sentido para baixo.
Se a pedra não possui motor de
onde vem esta aceleração ?
É a aceleração da gravidade, g. A
aceleração é constante.
Importante:
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MovimentoS VERTICAIS NO

vÁCUO

e

movimentos circulares

MovimentoS VERTICAIS NO VÁCUO

4.1 - Introdução Desde a antigüidade o estudo dos movimentos verticais era de grande importância para alguns cientistas conceituados, este era o caso de Galileu Galilei que fez um estudo minucioso da queda livre. É importante o aluno notar que embora o movimento seja vertical ele ficará sujeito a leis de um movimento que já estudamos anteriormente. Outro fato muito importante é que estaremos desprezando a resistência do ar, já que todas as observações serão feitas para movimentos no vácuo.

4.2 - Queda Livre O Movimento de Queda Livre é caracterizado pelo abandono de um corpo a uma certa altura em relação ao solo.

Analisemos a seguinte situação:

Um garoto do alto do prédio

abandona uma pedra. O que eu sei a respeito?

Sua velocidade inicial é vo = 0

Observa-se que a medida que a

pedra vai caindo sua velocidade aumenta.

Para velocidade aumentar é necessário que exista aceleração com sentido para baixo.

Se a pedra não possui motor de

onde vem esta aceleração?

É a aceleração da gravidade, g. A aceleração é constante.

Importante:

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Aceleração da gravidade é uma grandeza vetorial, com as seguintes características: Módulo: g F 04 0 9,8 m/s^2 ; Direção: Vertical; Sentido: Orientado para o centro da Terra.

4.3 - Lançamento Vertical O que difere o lançamento vertical da queda livre é o fato da velocidade inicial no primeiro ser diferente de zero. No caso da queda livre só poderemos ter movimentos no sentido de cima para baixo, no caso do lançamento vertical poderemos ter movimentos em ambos os sentidos, ou seja, de cima para baixo ou de baixo para cima.

Lançamento Vertical para baixo

Lançamento Vertical para cima

Qual a velocidade, no ponto

mais alto da trajetória de um Lançamento Vertical p/ cima?

A velocidade é igual a zero.

Qual o tipo de movimento na

subida?

Movimento Retardado.

Qual o tipo de movimento na descida?

Movimento Acelerado.

4.4 - Descrição Matemática dos Movimentos Verticais no Vácuo As equações que descrevem os movimentos verticais no vácuo são as mesmas que apresentamos no MRUV, já que os movimentos verticais possuem aceleração constante e também são movimentos retilíneos. Portanto as equações que regem esses movimentos são:

Queda Livre Lançamento Vertical

Função da Velocidade

Função Horária

Equação de Torricelli

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Complementares

54> Uma bola de tênis é arremessada verticalmente para cima, partindo do chão, com uma velocidade de 20 m/s. Em que instantes a bola estará a 15 m acima do chão?

55> Dois móveis A e B são lançados verticalmente para cima, com a mesma velocidade inicial de 15 m/s, do mesmo ponto. O móvel A é lançado no instante t = 0 e o móvel B é lançado 2 s depois. Determine, a contar do ponto de lançamento, a posição e o instante do encontro dos móveis. Adote g = 10 m/s^2 e despreze a resistência do ar.

(UNICAMP-SP) 56> Um malabarista de circo deseja Ter 3 bolas no ar em todos os instantes. Ele arremessa uma bola a cada 0,40 s. (Considere g = 10 m/s^2 .) (a) Quanto tempo cada bola fica no ar? (b) Com que velocidade inicial deve o malabarista atirar cada bola para cima? (c) A que altura se elevará cada bola acima de suas mãos?

5 – Movimento CIRCULAR 5.1 - Introdução Uma partícula está em movimento circular quando sua trajetória é uma circunferência, como por exemplo, a trajetória descrita por uma pedra que gira presa na ponta de um barbante ou um carrinho num looping de uma montanha-russa..

5.2- Período (T) Período de um movimento é o intervalo de tempo mínimo para que um fenômeno cíclico se repita. Estudaremos no capítulo 5.5 o Movimento Circular Uniforme, para este tipo de movimento o período seria o tempo gasto para o móvel completar uma volta.

Unidade no SI:

Τ => segundos (s)

5.3 - Freqüência (f) Freqüência de um movimento periódico é o número de vezes de que um fenômeno se repete na unidade de tempo. No capítulo 6.5 teremos que o conceito de freqüência significará número de voltas realizadas na unidade de tempo.

Matematicamente temos para um número n de voltas em um certo intervalo de tempo Δt:

Unidade no SI:

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f => rotações por segundos => Hertz (Hz)

Considerando uma única volta, ou seja, n = 1, o intervalo de tempo corresponde ao período T, se substituirmos essas considerações na relação matemática da freqüência, encontraremos uma relação entre freqüência e Período:

Importante:

O conceito de freqüência é de extrema importância para o aluno. Todos os materiais são constituídos de uma freqüência natural, inclusive o ser humano com seus batimentos cardíacos. O fenômeno da ressonância acontece quando uma freqüência se iguala a freqüência natural de um material, ela pode produzir um resultado de oscilação, apenas ou de destruição.

Em 1 o^ de julho de 1940, a ponte Tacoma Narrow, construída em Puget

Sound, no estado de Washington, EUA, foi inaugurada e caiu quatro meses depois. Um vento brando, mas com freqüência próxima da freqüência natural da estrutura, fez a ponte oscilar com amplitudes cada vez maiores até o rompimento de seu vão principal.

Após a sua destruição todas as pontes, antes da construção, passaram a realizar testes em túneis de vento, somente após a aprovação nestes testes é que elas eram construídas.

Importante:

É importante dizer que os movimentos dos planetas, muitas vezes estudados como circunferências, na realidade são movimentos elípticos que se aproximam de circunferências, exatamente por esse fato é que eles, ao nível do 2 o^ grau, são estudados como tal.

Exercícios

57> Um motor efetua 3000 rpm. Determine a freqüência e o período em unidades do SI.

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Da mesma forma que o deslocamento escalar mostra a variação do espaço de um móvel entre dois pontos, o deslocamento angular determina a variação angular de dois pontos no Movimento Circular.

Observe o esquema:

  • F 06 A 1 é a posição angular do móvel no instante t1.
  • F 06 A 2 é a posição angular do móvel no instante t2.

Para determinarmos o deslocamento angular, basta fazer:

Unidade no SI:

F 0 Δ6 A => radiano (rad)

5.4.3 - Velocidade Angular Média ( ω (^) m) Velocidade angular média é a rapidez com que um móvel varia sua posição angular num intervalo de tempo Δt.

Unidade no SI:

ωm => radianos por segundo (rad/s)

Exercícios

59> Em 72 s um móvel cuja velocidade escalar é 20 km/h descreve uma trajetória circular de raio 100 m. Determine o ângulo descrito pelo móvel nesse intervalo.

Desafio : 6> Uma partícula executa um movimento circular de raio R com velocidade escalar v e velocidade angular F 07 7. Uma outra partícula consegue fazer o mesmo movimento circular com velocidade escalar 2v. Nestas condições, qual será a velocidade angular da 2 a^ partícula em função da 1 a.

5.5 - Movimento Circular Uniforme (MCU) O Movimento Circular Uniforme é um movimento periódico, isto é, repete-se com as mesmas características em intervalos de tempos iguais. Como já vimos no MRU não ocorrem variações de velocidade escalar. A aceleração escalar é nula. Da mesma forma a velocidade angular será constante. Assim, quando Δϕ = 2 F 07 0 rad, temos Δt = T.

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Logo: ou ainda,

Utilizando a relação entre grandeza escalar e grandeza angular, podemos escrever uma relação entre velocidade escalar e velocidade anular:

5.5.1 - Equação Horária do MCU Como fizemos no MRU, podemos estabelecer uma função horária para o MCU, função que relacionará a posição angular F 06 A ocupada por um móvel e o respectivo tempo t.

Observe o esquema abaixo:

  • móvel parte de uma posição inicial F 06 A o no instante t = 0;
  • Num instante t qualquer ele estará na posição angular F 06 A.

Partindo da definição da velocidade angular:

Aplicando as observações descritas acima, temos:

Simplificando a expressão, temos que:

Isolando o espaço F 06 A , fica:

Portanto a Função Horária do MCU é dada por:

5.5.2 - Aceleração do Movimento Circular Se o movimento é uniforme, existirá aceleração?

Já estudamos que a aceleração é a grandeza física que indica a taxa da variação da velocidade na unidade de tempo. Esta variação pode ocorrer tanto na direção como em

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(a) a equação angular do movimento; (b) a velocidade angular; (c) a aceleração centrípeta.

Desafio : 7> Acabamos de mostrar uma relação entre aceleração centrípeta e velocidade escalar. Determine a partir desta relação, uma equação que relacione aceleração centrípeta e velocidade angular.

5.6 - Polias e Engrenagens Desde acoplamento das duas catracas de uma bicicleta até acoplamentos mais complexos de máquinas industriais, existem muitas associações de polias. Passemos a estudar seu princípio básico.

Vejamos a ilustração:

Admitindo que a correia (ou corrente, no caso da bicicleta) seja indeformável, podemos afirmar que a velocidade escalar tanto na posição 1 como na posição 2 é a mesma (repare que a velocidade escalar seria a velocidade na correia):

Partindo da afirmação anterior, temos:

Como já sabemos que , teremos:

Também sabemos que , logo:

Após as simplificações, temos a relação entre as freqüências da engrenagem:

A Bicicleta e a Física

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O sistema constituído por pedal, coroa, catraca e corrente de uma bicicleta é um exemplo de transmissão de movimento circular. Ao pedal vamos imprimir um movimento circular uniforme.

  • O movimento circular do pedal é transmitida à coroa com a mesma velocidade angular, pois estão acoplados um ao outro e são coaxiais.
  • A corrente transmite o movimento da coroa para a catraca da roda traseira de tal maneira que os dentes periféricos da coroa e da catraca tenham a mesma velocidade linear. Isso faz com que a catraca adquira uma velocidade angular maior que a do pedal. Essa relação dependerá dos diâmetros da catraca e da coroa.
  • O movimento circular da catraca é transmitido para a roda traseira da bicicleta com a mesma velocidade angular, pois elas estão acopladas ao mesmo eixo.

A cada volta do pedal corresponderão algumas voltas na roda traseira. Por exemplo, se a coroa tiver um diâmetro duas vezes maior que o da catraca, a cada volta do pedal corresponderão duas voltas da roda traseira. Isso faz com que o ciclista ou queira mais força (para vencer uma subida qualquer), ou, então, queira mais velocidade (quando acaba a subida).

Exercícios

63> Dois cilindros, 1 e 2, giram ligados por uma correia que não desliza sobre eles, conforme a figura. Os valores dos raios são: R 1 = 20 cm e R 2 = 60 cm. Sendo a

freqüência de rotação do cilindro 1 igual a 15 rpm, qual é: (a) a freqüência do cilindro 2? (b) a velocidade linear da correia em m/s? (c) a velocidade angular da polia 1? (d) a velocidade angular da polia 2?

Exercícios Complementares

64> O planeta Mercúrio efetua uma volta em torno do Sol em 88 dias (isto é, um ano em Mercúrio é igual a 88 dias terrestres). Determine seu período em segundos e sua freqüência.

65> O raio da Terra é de 6400 km. Calcule a velocidade linear de um ponto do equador que se desloca devido à rotação da Terra. Dê a resposta em km/h e considere F 07 0 = 3.

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Autores: Maurício Ruv Lemes (Doutor em Ciência pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica)

Luiz Fernando Sbruzzi (Mestre em Ensino de Física pela Universidade Federal de São Paulo)

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