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Assuntos abordados: Movimento circular. Material disponibilizado pelo professor de física Fábio Aparecido da Costa da Universidade Estadual de Maringá para as aulas de física experimental.
Tipologia: Notas de aula
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Considere um móvel percorrendo no sentido
anti-horário a trajetória circular de raio R, a partir
da origem O. No instante t, o móvel se encontra na
posição P. O arco da circunferência (s), corresponde
ao espaço percorrido pelo móvel, e o ângulo ϕ ,
formado na trajetória OP, é chamado de ângulo
horário ou ângulo de fase , e serve para localizar o
móvel sobre a trajetória.
O ângulo ϕ é obtido através da equação
No movimento circular, o ângulo de fase é sempre
mensurado em radianos (rad).
O espaço percorrido (s) pelo móvel na trajetória
circular é dado por:
Considere um móvel percorrendo uma trajetória circular (figura acima) a partir da origem (O).
O ângulo ϕ 1 é o ângulo horário correspondente ao
deslocamento s 1 sofrido pelo móvel ao partir de O
até a posição P 1 no instante t 1
O ângulo ϕ 2 é o ângulo horário correspondente ao
deslocamento s 2 sofrido pelo móvel ao partir de O
até a posição P 2 no instante t 2
s = ϕ. R
s ϕ =
A variação angular ∆ ϕ entre as posições P 1 e P 2 é
obtida através da equação ∆ϕ =ϕ 2 − ϕ 1.
Conseqüentemente, teremos também uma variação
no deslocamento do móvel, dada por ∆ s = s 2 − s 1.
Assim, poderemos encontrar a velocidade com que
o móvel percorre o caminho entre os pontos P 1 e P 2 ,
chamada de velocidade angular média ( ω m ),
através da equação:
t
m ∆
ϕ ω
Ao se fazer o móvel percorrer a trajetória em um
intervalo de tempo extremamente pequeno
( ∆ t → 0 ), a variação angular sofrida pelo móvel
também será pequena, assim, surge a velocidade
angular instantânea ( ω )
dt
d
t t t m
ϕ ϕ ω ω = ∆
∆ → 0 ∆→ 0
lim lim
A unidade de medida no Sistema Internacional de
velocidade angular é o radiano por segundo (rad/s).
Exemplo : Um corpo se movimenta em trajetória
circular no sentido anti-horário. Nos instantes 3s e
5s suas posições são, respectivamente, 30º e 120º.
Calcular: (a) o ângulo descrito nesse intervalo de
tempo; (b) a velocidade angular média.
Solução : do enunciado do problema precisamos
descobrir o intervalo de tempo transcorrido para o
corpo percorrer a trajetória e também a variação
angular entre o intervalo de tempo mencionado,
logo
t (^) 1 = 3 s t (^) 2 = 5 s
∆ t = t 2 − t 1 = 5 − 3 = 2 s
ϕ 1 = 30 º ϕ 2 = 120 º
∆ϕ=ϕ 2 − ϕ 1 = 120 − 30 = 90 º
(a) Para obter o ângulo descrito devemos transformar graus em radianos, portanto π rad → 180 º
∆ ϕ → 90 º
180 º.∆ ϕ = 90 º. π rad
90 º. π rad ∆ ϕ =
1 π rad ∆ ϕ =
rad 2
π ∆ ϕ =
(b) Sabendo a variação angular em radianos podemos encontrar a velocidade angular média, logo
t
m ∆
ϕ ω
π
ω (^) m =
π ω (^) m =
m rad /^ s 4
π ω =
Relação entre velocidade escalar e velocidade angular Considere um móvel descrevendo, no sentido anti- horário, a trajetória circular conforme indicado na última figura. Assim, podemos escrever:
∆ s ∆ ϕ =
∆ s =∆ ϕ. R
(dividindo ambos os membros da equação acima por ∆ t )
t t
s . ∆
∆ ϕ
Por definição em tópicos anteriores,
v t
∆
ω
∆
t logo v = ω. R
Movimento circular uniforme O movimento das extremidades dos ponteiros de um relógio ou de um CD sendo executado, ou ainda, das pás de um ventilador é dito movimento circular
v = 8 π. 0 , 5
v = 4 π m / s
ou v = 4. 3 , 14
v = 12 , 56 m / s
Aceleração centrípeta
No movimento circular uniforme o vetor velocidade
é constante em módulo, mas é variável em direção.
| v 1 |=| v 2 |= v
Como existe variação do vetor velocidade, existe
aceleração.
A aceleração a , é dada por
t ∆ t
v v 2 v 1 a
Se o vetor aceleração a tiver a mesma direção e o
mesmo sentido de ∆ v , então o vetor aceleração
será dirigido para o centro da circunferência, e será
chamado de aceleração centrípeta ou aceleração
normal, indicado por a cp^.
O módulo da aceleração centrípeta é dado por:
v acp
2 = ou acp R
2 = ω
onde v é a velocidade escalar, R é o raio da
trajetória e ω é a velocidade angular.
A aceleração centrípeta tem por função variar a direção do vetor velocidade mantendo o móvel sobre a circunferência, produzindo o movimento circular. Em cada posição do móvel o vetor a cp é perpendicular ao vetor v e dirigido para o centro da circunferência.
Exemplo : A Lua gira em torno da Terra, completando uma revolução em 27,3 dias. Suponha que sua órbita seja circular e tenha um raio de 385.000km. Determinar a aceleração da Lua nesse movimento. Solução : Precisamos transformar para segundos o tempo que a Lua gasta para completar uma revolução, logo 1 hora = 60 minutos 1 minuto = 60 segundos 1 hora = 60 min.60 seg = 3600 segundos 1 dia = 24 horas 1 dia = 24. 3600 = 86400 segundos Portanto, 27,3 dias = 27,3. 86400 = 2358720 segundos ou aproximadamente 2,36 X 10
6
segundos. O raio é 385000km ou 3,85 X 10
8 km. Como a órbita é suposta circular e o movimento da Lua é uniforme, temos que a aceleração dela é centrípeta, logo:
acp R
2 = ω
acp
2 2
π
2
6
acp =
6 2
2 acp =
acp = 12
12
8
acp =
812 27 , 3. 10
− acp =
4 27 , 3. 10
− acp =
2 acp ≅ 0 , 00273 m / s
Função horária angular Consideremos um móvel realizando um movimento circular uniforme na trajetória indicada na figura. Sabemos que a função horária linear é dada por:
s = s 0 + vt
Ao dividirmos toda a equação anterior por R,
teremos:
t R
v
R
s
R
s = +
0
Sabemos que R
s ϕ = e R
v ω = , logo R
s 0 ϕ 0 = , e
assim, a função horária angular será
ϕ = ϕ 0 + ω t
Em que: ϕ é a fase ou posição angular, ϕ 0 é a fase
inicial ou posição inicial e ω é a velocidade
angular.
Esta função que relaciona o ângulo descrito com o
tempo é chamada de função angular do movimento
circular uniforme (MCU).
Exemplo : Dois móveis, A e B, percorrem a mesma
pista circular com movimentos uniformes, partindo
do mesmo ponto e caminhando no mesmo sentido.
Determinar as velocidades angulares desses móveis,
sabendo que 0,5s após a partida eles se alinham pela
primeira vez com o centro da pista, e que a
velocidade angular de B é o triplo da de A.
Solução : Esquematizando o problema
ϕ (^) B − ϕ A = π
ω (^) Bt − ω At = π
3 ω (^) A. 0 , 5 − ω A. 0 , 5 = π
1 , 5 ω (^) A − 0 , 5 ω A = π
ω (^) A = π rad / s
Logo, ω (^) B = 3 ω A
ω (^) B = 3 π rd / s
Acoplamento de polias
a) Acoplamento por correia ou corrente
Considere duas polias acopladas conforme indica a
figura, através de uma correia ou corrente.
Em que: R (^) A é o raio da polia A; RB é o raio da
polia B; v (^) A é a velocidade escalar de um ponto
periférico da polia A e v (^) B é a velocidade escalar de
um ponto periférico da polia B. Admitindo-se que a correia ou corrente seja inextensível, todos os seus pontos têm a mesma velocidade escalar. Admitindo-se também que não haja escorregamento, os pontos periféricos de cada polia têm a mesma velocidade escalar, que é igual à
velocidade escalar da correia, isto é, v (^) A = v B.
Exemplo : seja RA = 60cm e RB = 10cm. Sabendo
que f (^) A = 20rpm, determinar o número de rotações
da polia B.
Solução : temos que v (^) A = v B , logo
ω (^) A RA = ω BR B
2 π fA RA = 2 π fBR B
f (^) A RA = fBR B
fB =
f (^) B = 120 rpm
b) Acoplamento com mesmo eixo Consideremos duas polias associadas coaxialmente, conforme indica a figura.
Neste caso, os pontos A e B descrevem o mesmo ângulo central ϕ , no mesmo intervalo de tempo.
Para este tipo de acoplamento, temos que a velocidade angular de um ponto periférico da polia A é igual à velocidade angular de um ponto periférico da polia B, isto é,
ω (^) A = ω B
Exemplo : As polias indicadas na figura acima giram coaxialmente. Sabendo-se que RA = 20cm, RB = 60cm e que a velocidade escalar de um ponto
2 − NA =
No ponto B
N (^) B − P = F cp
B
B B R
v N mg m
2 − =
2 NB − =