





Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Relatório experimental de movimento retilinio uniformemente variado
Tipologia: Trabalhos
1 / 9
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!






Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV)
Resumo: O presente relatório experimental faz um estudo sobre o movimento retilíneo uniformemente variado
(MRUV) e tem como objetivo apresentar e compreender seus conceitos e tópicos relacionados a temática, tais
como, a velocidade, aceleração, aceleração média, posição e tempo. A base da pesquisa foi feita diante de
dados coletados em um laboratório, partindo da análise do deslocamento de um cavaleiro flutuando sobre um
trilho de ar, imitando uma força de atrito nula entre o sistema.
Palavras chave: MRUV, aceleração, velocidade
O movimento retilíneo uniformemente variado, ou MRUV, é o movimento que segue uma
trajetória retilínea e apresenta uma alteração uniforme no módulo de velocidade. Ocorre
quando um objeto se movimenta com uma velocidade que varia de forma constante em um
determinado período de tempo. Significa dizer que o corpo se desloca com velocidades
distintas em uma trajetória e a variação da velocidade em um certo período de tempo (isto é, a
aceleração) é constante. O conceito físico de aceleração, difere um pouco do conceito que se
tem no cotidiano. Na física, acelerar significa basicamente mudar de velocidade, tanto
tornando-a maior, como também menor. Já no cotidiano, quando pensamos em acelerar algo,
estamos nos referindo a um aumento na velocidade.
O conceito formal de aceleração é: a taxa de variação de velocidade numa unidade de tempo,
então como unidade teremos:
velocidade
tempo
ms
s
m
s
2
Podemos definir uma aceleração média se considerarmos a variação de velocidade em um
intervalo de tempo, e esta média será dada pela razão:
a =
∆ v
∆ t
(1)
Rescrevendo e reorganizando a equação anterior, sendo
∆ v = v − v
0
e ∆ t = t − t
0
, onde t
0
,
teremos a função horária da velocidade do Movimento Uniformemente Variado, que descreve
a velocidade em função do tempo:
v = v
0
Onde:
v e v
0
= velocidade final e inicial , a = aceleração e t = instante de tempo.
Fonte: Guia do estudante (https://guiadoestudante.abril.com.br/)
Analisar o movimento retilíneo uniformemente variado a partir do experimento, entendendo
os conceitos de espaço percorrido, intervalo de tempo, velocidade, aceleração, aceleração
média, elaboração e análise de tabelas e gráficos pelo tratamento dos dados obtidos.
Principais materiais e equipamentos utilizados no experimento:
1 trilho de ar;
1 faiscador;
1 cavaleiro para trilho de ar;
1 régua inox 60 cm;
1 rolo de fita adesiva;
1 rolo de fitas termo sensível.
O método utilizado no experimento para a obtenção dos resultados foi feito a partir da análise
de um trilho de ar com o cavaleiro flutuando sobre o “colchão de ar” em um plano inclinado,
oferecendo uma condição adequada para o estudo de movimentos em uma dimensão de
sistemas físicos isolado com atrito reduzido. O registro da posição em função do tempo foi
obtido através de descargas elétricas de alta tensão (faíscas) com frequência conhecida, que
deixa um rastro impresso sobre uma fita termo sensível colada sobre o trilho de ar.
A tabela a seguir mostra os cálculos da velocidade
v
i
e da aceleração( a ¿¿ i ) ¿ em cada
instante da posição ( x i
) do cavaleiro, medidas a partir da marcação na fita termo sensível, ao
percorrer o trilho de ar. As seguintes formulas foram utilizadas:
v
i
i + 1
i − 1
2 ∆ t
(6)
a
i
v
i + 1
− v
i − 1
2 ∆ t
(7)
Onde: ∆ t =0,05 (medida de tempo adotada)
Ou seja,
2 ∆ t =0,10 segundos
Tabela I: Registro da posição e cálculo dos intervalos de velocidade e aceleração.
INSTANT
E
POSIÇÃO EM CM (x
i
) VELOCIDADE (v
i
) ACELERAÇÃO (a
i
)
0
1
1,2 12
2
2,4 12 0
3
3,6 12 0
4
5,0 14 20
5
6,5 15 10
6
8,0 15 0
7
9,7 17 20
8
11,4 17 0
9
13,2 18 10
10
15,0 18 0
11
17,0 20 20
12
19,1 21 10
13
21,2 21 0
14
23,4 22 10
15
25,7 23 10
16
28,1 24 10
17
30,2 25
18
32,
Fonte: Autor
A partir de cada intervalo da aceleração dos dados obtidos, foi calculada a aceleração média
a = 8 , sendo:
a =
a
i
n
(8)
Também foi calculada o erro aleatório em cada instância
a
, obtida pelo desvio padrão da
média da aceleração (Eq. 8), dada por:
a
( a
2
− a )
2
n
− a )
2
n ( n − 1 )
(9)
0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.
0
5
10
15
20
25
30
35
Figura 4: Gráfico da posição em função do tempo(t em segundos)
TEMPO(∆ )𝑡
POSIÇÃO EM CM(
)
𝒙𝒊
Fonte: Autor
Avaliando os resultados e fazendo a análise gráfica da Figura (3) e (4) comparando-as com os
gráficos teóricos pré-estabelecidos do MRUV das figuras (1) e (2), é importante notar que os
valores obtidos no experimento, plotados nos respectivos gráficos, obedeceram a um
comportamento que corresponde ao formato de suas funções, assim como prevê a teoria.
Na figura (3), que demonstra a velocidade em função do tempo, o gráfico assume uma função
de primeiro grau, tendenciando os pontos a serem uma reta, ou seja, quando o movimento é
uniformemente variado, o gráfico velocidade-tempo é uma reta inclinada em relação ao eixo
do tempo, conforme a figura (1).
Na figura (4), que por sua vez, demonstra a posição em função do tempo, o gráfico demonstra
uma função de segundo grau, orientando os pontos a se tornarem uma concavidade, ou seja,
quando o movimento é uniformemente variado, o gráfico posição-tempo é uma parábola,
conforme a figura (2). Portanto, acaba nos mostrando uma estimada confiança e concordância
no experimento realizado.
Realizando a análise estatística da tabela I, somos capazes de observar que o valor 0 é
a
i
falha com o cavaleiro flutuando sobre o “colchão de ar” no plano inclinado, que ao fazer o
percurso, sua superfície encosta sobre o trilho ocasionando em pequenas travas, fazendo com
que a aceleração seja nula em alguns instantes.
Apesar da falha no sistema cavaleiro-trilho, é possível afirmar que o cavaleiro em movimento
se comporta como um corpo isolado do meio exterior, sendo a força de atrito nula. Caso
contrário, os resultados com base nos gráficos obtidos não seriam críveis com o fundamento
teórico do movimento uniformemente variado. Ademais, como também existe concordância
entre o valor de a obtido na análise estatística e o valor da inclinação da reta no gráfico de v(t)
na análise gráfica, da mesma maneira que a inclinação do gráfico da velocidade vetorial é a
aceleração. Portanto, observando corretamente e entendendo os conceitos de aceleração e
movimento uniformemente variado em conformidade com os dados, cálculos, gráficos e
tabelas apresentadas.
[1] Cinemática: MRUV (Movimento Retilíneo Uniformemente Variado) | Curso Enem
Play. Disponível em: .
[2] Movimento Uniformemente Variado. Disponível em:
.
[3] Toginho Filho, D. O., Zapparoli, F. V. D., Pantoja, J. C. S., Catálogo de Experimentos do
Laboratório Integrado de Física Geral: MRUV (plano inclinado) – trilho de ar com
faiscador ; Departamento de Física • Universidade Estadual de Londrina, Fevereiro de 2012.
[4] DENIS. Movimento Retilíneo: Fórmulas e Gráficos. Disponível em:
.
[5] ELIAS, K. Função horária da posição: conceito, fórmulas e aplicações. Disponível em:
.
Acesso em: 15 dez. 2022.
[6] Estudo gráfico dos movimentos. Disponível em:
. Acesso
em: 15 dez. 2022.
[7] GRÁFICOS DO MRU E MRUV. Disponível em:
. Acesso em: 15 dez.