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Relatório de MRUV- completo, Trabalhos de Física Experimental

Experimento de MRUV- Fisica Experimental 1

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 05/07/2020

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RELATÓRIO MOVIMENTO RETILÍNIO UNIFORMEMENTE VARIADO
Nomes: Gustavo Tonin de Oliveira, Isabela Trevelin Gonçalves, Larissa
Comuni Coelho, Pedro Augusto da Costa Silva.
Turma: 1D4
1. OBJETIVOS
O experimento realizado em laboratório teve como objetivo:
caracterizar o MRUV (Movimento Uniformimente Variado);
identificar experimentalmente a equação horária do movimento em
questão;
traçar os diferentes gráficos das variáveis do MRUV;
interpretar os respectivos gráficos do movimento.
2. INTRODUÇÃO TEÓRICA
Conforme Halliday (2009)
O mundo, e tudo que nele existe, está sempre em movimento.
Mesmo objetos aparentemente estacionários, como uma estrada,
estão em movimento por causa da rotação da Terra, da órbita da
Terra em torno do Sol, da órbita do Sol em torno do centro da Via
Láctea e do movimento da Via Láctea em relação às outras
galáxias .(HALLIDAY, 2009, p. 15)
Assim, de acordo com o dicionário da Porto Editora, movimento, em
física, é uma mudança de posição de um corpo ou de um sistema em relação
ao tempo, quando medido por um dado observador num referêncial
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RELATÓRIO MOVIMENTO RETILÍNIO UNIFORMEMENTE VARIADO

Nomes: Gustavo Tonin de Oliveira, Isabela Trevelin Gonçalves, Larissa

Comuni Coelho, Pedro Augusto da Costa Silva.

Turma: 1D

1. OBJETIVOS

O experimento realizado em laboratório teve como objetivo:

 caracterizar o MRUV (Movimento Uniformimente Variado);

 identificar experimentalmente a equação horária do movimento em

questão;

 traçar os diferentes gráficos das variáveis do MRUV;

 interpretar os respectivos gráficos do movimento.

2. INTRODUÇÃO TEÓRICA

Conforme Halliday (2009)

O mundo, e tudo que nele existe, está sempre em movimento.

Mesmo objetos aparentemente estacionários, como uma estrada,

estão em movimento por causa da rotação da Terra, da órbita da

Terra em torno do Sol, da órbita do Sol em torno do centro da Via

Láctea e do movimento da Via Láctea em relação às outras

galáxias .(HALLIDAY, 2009, p. 15)

Assim, de acordo com o dicionário da Porto Editora, movimento, em

física, é uma mudança de posição de um corpo ou de um sistema em relação

ao tempo, quando medido por um dado observador num referêncial

determinado. Logo, isso implica que só se é possível medir o movimento

relativo.

Dessa forma, a rapidez com que um corpo ou sistema se move pode ser

medida, tal que é conhecida como velocidade. O módulo da velocidade pode

ser constante , isto é, a rapidez com que um corpo ou sistema se move se

mantém, em física dizemos que esse corpo ou sistema está em Movimento

Uniforme (MU), se ele percorre uma trajetória retilínia, então chamamos o

movimento do corpo ou do sistema de Movimento Retilíneo Uniforme (MRU)

(FERRARO; TORRES; PENTEADO, 2012). Além disso , podemos ter um outro

caso em que o módulo da velocidade varia, isto é, a rapidez com que um corpo

ou sistema se move varia com tempo. Assim, a medida da variação da

velocidade em relação ao tempo é chamada de aceleração. E o módulo da

aceleração pode ser constante, nesse caso podemos dizer que a velocidade

escalar varia de maneira uniforme. Portante, desse último caso temos que o

movimento do corpo é chamado de Movimento Uniformemente Variado (MUV).

Se esse movimento, o MUV, for realizado por um corpo ou partícula de forma

que sua trajetória seja uma reta, então chamamos tal movimento de Movimento

Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV).

O MRUV (Movimento Retilínro Uniformemente Variado) tem , como

vimos, trajetória reta e aceleração escalar constante, entretanto como a

aceleração trata-se de uma grandeza vetorial, então ela pode estar contrária ao

movimento do copro ou do sistema, assim, implicando, na redução da

velocidade de forma constante ao longo do tempo, tal movimento é conhecido

com MRUR (Movimento Retilíneo Uniformemente Retardado). Um outro caso

possível é o de que a aceleração vetorial pode estar a favor do movimento do

corpo ou do sistema, isso implica num aumento uniforme da velocidade dele,

assim chamamos esse movimento de MRUA (Movimento Retilíneo

Uniformemente Acelerado) (GOUVEIA,2020). Ademais, o comportamento do

Movimento Retilíneo Uniformemente Variado, válido para suas duas

ramificações MRUR e MRUA, é dado pela expressão a seguir:

x = x ₀+ v∙ t +

a

∙ t ²

 Duas Bobinas;

 Fonte de Tensão (que alimenta as bobinas);

 Unidade geradora de fluxo de ar.

4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Ao inclinar a rampa ligeiramente e afastar os sensores 0,10m um do

outro, as chaves gerais do cronômetro e da fonte de alimentação CC foram

ligadas.

Com o fluxo de ar acionado, o móvel foi retido na posição inicial e

através da chave inversora, apertou-se a chave de “zeramento” B do

cronômetro e liberou o carro, soltando a chave inversora.

Chamando as posições de x ₀, x ₁,, x ₂,, x ₃,, x ₄, seus valores foram:

x ₀= 0

x ₁,=0,1 m

x ₂,=0,2 m

x ₃,=0,3 m

x ₄=0,4 m

A figura abaixo representa as posições que o móvel ocupou ao passar

do tempo.

Foram desligados os sensores 2,3 e 4 do circuito. Neste caso, o

cronômetro registrou o ∆ t ₀ ₄, , que o móvel levou para se deslocar da posição

x ₀ para x ₄, desprezando as posições intermediárias.

Após acionar o botão “zeramento” do cronômetro, o móvel foi

abandonado na posição x ₀ e cronometrou-se o tempo gasto para o móvel ir de

x ₀ a x ₄.

5. RESULTADOS

Os valores experimentais de um tempo ∆t 0,

para o móvel percorrer um

deslocamento fixo ∆x 0,

= 0,4 m estão contidos na tabela 1:

Tabela 1 - Correlação entre o tempo e o deslocamento do corpo

N° DE MEDIDAS ∆ t ₀ ₄,

(tempo gasto de x

a x

)

∆ x

0

4

(deslocamento de x ₀ a x ₄)

1 0,905847 s 0,4 m

2 0,905432 s 0,4 m

3 0,89032 s 0,4 m

4 0,89695 s 0,4 m

adicionando um pequeno erro nos resultados, pois o tempo obtido pelo

cronômetro foi menor que o tempo real) e o instante inicial do experimento

como zero, a tabela quatro apresenta os instantes em que o móvel se localizou

nas posições x ₀, x ₁,, x ₂,, x ₃, e x

(o cronômetro informa o ∆ t

gasto por intervalo,

logo, uma vez arbitrando t ₀= 0

t ₁,

equivalerá a leitura do 1º intervalo, t ₂,

a soma

do primeiro com a do segundo e assim sucessivamente).

Tabela 4 – Relação entre a posição e o instante do corpo

Posição ocupada pelo móvel (m) Instante (s)

x

0

= 0,00 m

t

0

= 0,

x

1

= 0,10 m

t

1

= 0,31670575 s

x

2

= 0,20 m

t

2

= 0,554462 s

x

3

= 0,30 m t

3

= 0,74793325 s

x

4

= 0,40 m

t

4

= 0,90974675 s

Com os dados da tabela 4 é obtido o gráfico

x (m) versus

t (s) deste

movimento:

Gráfico 1 - x por t

Com base na tabela 4, o tempo foi elevado ao quadrado e obteve-se

a seguinte tabela:

Tabela 5 – Relação da posição x com t

2

Posição ocupada pelo móvel (m) Instante (s

2

)

x

0

= 0,000 m

t

0

² = 0,000000000 s

2

x

1

= 0,100 m

t

1

²= 0,100302532 s

2

x

2

= 0,200 m t

2

²= 0,307428109 s

2

x

3

=0,300 m

t

3

²= 0,559404146 s

2

x

4

= 0,400 m

t

4

²= 0,827639149 s

2

Com os dados da tabela 5, foi gerado o gráfico 1

x versus

t ² do

movimento em estudo e por regressão linear os valores de a, b, coeficiente de

correlação e a equação da reta encontrada.

Gráfico 2 - x vs t ²

Cálculo da equação da reta encontrada.

Sabendo que a

a

, onde a=coeficiente angular da reta encontrada e

a

= aceleração do móvel no experimento. Logo, como vimos a=0,52, então

a = 2 0,52 → a =1,04 m / s ². Para o caso de t ₀= 0 , v ₀= 0 e x ₀ = 0 , temos

x =

at ²

Como a velocidade é definida por

v = v ₀+ at , e admitindo o instante inicial

t ₀= 0 , a tabela 6 mostra as velocidades do móvel nos instantes

t ₁,, t ₂,, t ₃, e t ₄ .

Cálculo da aceleração do móvel

Cálculo da velocidade nos instantes t ₁, , t ₂, ,t ₃, e t.

Gráfico 3 - velocidade por tempo

6. CONCLUSÃO

Através do experimento de movimento retilíneo uniformemente variado,

realizado em laboratório, utilizando sensores e cronometro, foi possível a

caracterização do MRUV, a identificação da equação horária do movimento e

traçar os gráficos desse movimento, assim como interpreta-los.

A velocidade média em cada intervalo, a aceleração do móvel e as

velocidades do móvel nos instantes t1, t2, t3 e t4 foram calculadas através dos

dados experimentais. Os gráficos de x versus t, x versus t 2 e v versus t foram

traçados possibilitando a intepretação de tais. Concluindo , através da

diferença nos valores das velocidades da tabela 3 e 6, que um possível erro

indeterminado durante o cálculo desses valores.

7. REFERÊNCIAS

BUCAR, Andressa. Experimento de Movimento Retilíneo

Uniformemente Variado (MRUV) para Validação da Segunda Lei de

Newton. Palmas: UFT, 2018. 6 p.

FERRARO, Nicolau; TORRES, Carlos; PENTEADO, Paulo. Física. São

Paulo: Moderna, 2012. 711 p.

movimento (física) in Infopédia Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult.

2020-06-11 23:11:04]. Disponível em: https://www.infopedia.pt/$movimento-

(fisica).

HALLIDAY, David; WALKER, Jearl; RESNICK, Robert. Fundamentos

de Física. 8. ed. Rio de Janeiro: Ltc, 2008. 349 p.