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Necessidades de oxigênio , Notas de estudo de Enfermagem

Descrição do sistema cardiovascular, e os efeitos prejudiciais do fumo em idosos.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 05/10/2009

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myrna-mendes-boulitreau-3 🇧🇷

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EDUCAÇÃO, PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO
NECESSIDADE DE OXIGÊNIO
Metabolismo basal e atividade física = Menos reações químicas a nível celular
consumo de oxigênio.
Capacidade pulmonar decresce com a idade = perda da elasticidade pulmonar
redução da força do músculo expiratório e rigidez dos pulmões.
Dificuldade para tossir e remover secreções dos pulmões pneumonias.
Sistema vascular
gradual da rigidez do sistema arterial
> resistência ao fluxo sanguíneo = força insuficiente de contração do miocárdio da P.A.
fluxo de sangue = necessidades locais de oxigênio não atingidas alteração nas
funções possível morte celular.
Situação agravada Aterosclerose – placas de lipídeos e colesterol depositam-se na
parede das artérias causando obstrução do fluxo = débito cardíaco
CESSAÇÃO DO FUMO
Estratégia de promoção de saúde para idosos da mesma forma que para os adultos
e jovens.
Fumo Fator de risco para as quatro causas mais comuns de morte no idoso doença
cardíaca, câncer, AVE e doença pulmonar.
Fator de risco de DNTs modificável mais importante para jovens e idosos.
Representa a causa de morte prematura mais evitável.
Está negativamente relacionado a fatores que podem levar a importantes perdas
da capacidade funcional.
Efeitos cumulativos e de longa duração. O risco de contrair ao menos uma das
doenças associadas ao fumo com a duração e a quantidade da exposição.
Responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e está ligado à origem de
tumores malignos em oito órgãos (boca, laringe, pâncreas, rins e bexiga, além do
pulmão, colo do útero e esôfago).
Riscos de curto prazo: resistência física, risco de impotência, exacerbação de
bronquite, asma, do nível de monóxido de carbono no sangue.
Riscos de longo prazo: infarto do miocárdio, AVC, câncer de pulmão e outros tipos
(cavidade oral, laringe, faringe, bexiga, pâncreas, colo do útero), DPOC.
Idosos Utilizam como argumento terem fumado durante muitos anos. Podem se
achar imunes aos malefícios do cigarro. Ainda podem se beneficiar da cessação do
fumo, contribuindo para: risco, estabilização de condições existentes, extensão da
vida ou do funcionamento independente.
O risco de sofrer AVC após 2 anos de abstinência e, após 5 anos, torna-se igual ao
dos indivíduos que nunca fumaram. Para outras doenças, como câncer de pulmão e
DPOC, parar de fumar o risco, mais lentamente.
Tabagismo Incompatível com um envelhecimento saudável compromete a
expectativa de vida.
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EDUCAÇÃO, PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO

NECESSIDADE DE OXIGÊNIO

Metabolismo basal e atividade física ↓ = Menos reações químicas a nível celular ↓ consumo ↓ de oxigênio. Capacidade pulmonar decresce com a idade = perda da elasticidade pulmonar → redução da força do músculo expiratório e ↑ rigidez dos pulmões. Dificuldade para tossir e remover secreções dos pulmões → pneumonias.

Sistema vascular ↑ gradual da rigidez do sistema arterial

resistência ao fluxo sanguíneo = força insuficiente de contração do miocárdio ↑da P.A. ↓fluxo de sangue = necessidades locais de oxigênio não atingidas → alteração nas funções → possível morte celular.

Situação agravada →Aterosclerose – placas de lipídeos e colesterol depositam-se na parede das artérias causando obstrução do fluxo = débito cardíaco ↓

CESSAÇÃO DO FUMO

Estratégia de promoção de saúde para idosos da mesma forma que para os adultos e jovens. Fumo →Fator de risco para as quatro causas mais comuns de morte no idoso doença cardíaca, câncer, AVE e doença pulmonar.

  • Fator de risco de DNTs modificável mais importante para jovens e idosos.
  • (^) Representa a causa de morte prematura mais evitável.
  • Está negativamente relacionado a fatores que podem levar a importantes perdas da capacidade funcional.
  • Efeitos cumulativos e de longa duração. O risco de contrair ao menos uma das doenças associadas ao fumo ↑ com a duração e a quantidade da exposição.
  • Responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e está ligado à origem de tumores malignos em oito órgãos (boca, laringe, pâncreas, rins e bexiga, além do pulmão, colo do útero e esôfago). Riscos de curto prazo : ↓resistência física, risco de impotência, exacerbação de bronquite, asma, ↑ do nível de monóxido de carbono no sangue. Riscos de longo prazo : infarto do miocárdio, AVC, câncer de pulmão e outros tipos (cavidade oral, laringe, faringe, bexiga, pâncreas, colo do útero), DPOC. Idosos → Utilizam como argumento terem fumado durante muitos anos. Podem se achar imunes aos malefícios do cigarro. Ainda podem se beneficiar da cessação do fumo, contribuindo para: ↓ risco, estabilização de condições existentes, extensão da vida ou do funcionamento independente. O risco de sofrer AVC após 2 anos de abstinência e, após 5 anos, torna-se igual ao dos indivíduos que nunca fumaram. Para outras doenças, como câncer de pulmão e DPOC, parar de fumar o risco, mais lentamente. Tabagismo → Incompatível com um envelhecimento saudável → compromete a expectativa de vida.

Segundo a OMS , o tabaco é a 2º maior causa de mortalidade no mundo. Cerca de 5

milhões de mortes anualmente. Em 2020 uma estimativa de 10 milhões de mortes por ano.

Exposição passiva à fumaça - Pode ter um efeito negativo na saúde de pessoas idosas, especialmente se sofrerem de asma ou outros problemas respiratórios.

Risco 30% maior de câncer de pulmão 25% maior de infarto do miocárdio. Aparelho Respiratório – A deterioração do aparelho respiratório no idoso é o maior

impacto causado pelo tabagismo → Recebe por contato direto a carga tabágica → local freqüente de doenças como o câncer. Idosos fumantes – Apresentam mais infecções respiratórias ou colonização por bactérias do que os não fumantes. Aparelho Cardiovascular – Aparecimento ou agravo da doença aterosclerótica no idoso. A Fibrilação Atrial (arritmia) tende a ser mais prevalente no idoso fumante. Déficit Cognitivo – O tabagismo pode acelerar o declínio cognitivo em idosos não portadores de demências. Osteoporose – Tabagismo ↓ densidade mineral óssea ↓ da absorção do cálcio. Alteração no paladar – Irritação química na mucosa oral e papilas gustativas. Dependência à nicotina Dependência física - responsável por sintomas da síndrome de abstinência quando se

deixa de fumar; Dependência psicológica - responsável pela sensação de ter no cigarro um apoio ou um

mecanismo de adaptação para lidar com sentimentos de solidão, frustração, com as pressões sociais, etc;

Condicionamento - representado por associações habituais com o fumar (fumar e tomar café, fumar e trabalhar, fumar e dirigir, fumar e consumir bebidas alcoólicas, fumar após

as refeições...) CESSAÇÃO DO FUMO – BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE

  • (^) Após 2 minutos a pressão arterial e a pulsação voltam ao normal.
  • Após 3 semanas a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
  • (^) Após 1 ano o risco de morte por infarto do miocárdio se reduz à metade.
  • Após 5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.
  • Após 20 anos o risco de contrair câncer de pulmão será igual ao das pessoas que nunca fumaram. Benefícios econômicos:
  • O fumante pode ser questionado sobre o quanto gasta com a compra do cigarro e quanto ele economizará deixando de fumar. Calcule o quanto ele gasta por mês ou por ano e relacione o montante final com o que ele poderia fazer ou comprar. Outros benefícios:
  • Fortalecimento da auto-estima.
  • Melhora do hálito, e do cheiro.
  • Melhora da coloração dos dentes e a vitalidade de pele.
  • Dar um bom exemplo para as crianças.
  • Não ter que se preocupar se estará incomodando outras pessoas ao fumar.
  • Ter uma melhora no desempenho de atividades físicas.
  • Estar contribuindo para redução dos danos ao meio ambiente: para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é derrubada; o filtro do cigarro leva cerca de 100 anos para ser degradado.

para substituir o plantio do tabaco. O INCA promove estudos econômicos na cadeia

produtiva do tabaco, avaliando desde o plantio do fumo em folha até a venda final de produtos fumígenos.

Estratégia e Abrangência do Programa O INCA capacita os recursos humanos das equipes coordenadoras dos estados

(secretarias estaduais de Saúde e Educação), que, por sua vez, capacitam as equipes coordenadoras dos municípios (secretarias municipais de Saúde e Educação), para

desenvolverem atividades de coordenação/gerência operacional e técnica do Programa. Estes últimos capacitam os profissionais em seus locais de trabalho, ou seja nas unidades de saúde, ambientes de trabalho e escolas, respectivamente. O Ministério da Saúde, por meio do INCA, e em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, e ONGs, vem investindo esforços na socialização dos conhecimentos sobre cessação de fumar para que os profissionais de saúde nas suas rotinas de atendimento possam oferecer uma abordagem eficaz ao fumante. Para tal, uma de suas principais metas dentro do PNCT é implantar o Programa de Controle do Tabagismo nas Unidades de Saúde em todo o País. O Programa inclui ações para que essas unidades se tornem um ambiente favorável à cessação de fumar. Isto implica na implementação de uma política de restrição ao consumo de derivados de tabaco em unidades de saúde, para o que foi desenvolvido o P rograma Unidades de Saúde Livres de Tabaco.

INTERVENÇÕES

Educar o idoso

  • A respeito dos efeitos maléficos do fumo.
  • Quanto ao uso de goma de mascar e adesivos, caso necessite.
  • A respeito dos benefícios de sua interrupção.
  • A evitar o fumo (desencorajá-lo ao hábito de fumar).
  • Sugerir estratégias para controlar a vontade de fumar (tomar água, chupar balas,

mascar chicletes, gengibre, etc),

  • Fornecer material educativo, específico para o Fumante
  • A evitar os estímulos associados ao fumar (restringir o uso de café e bebida

alcoólicas, desfazer-se de isqueiros, evitar ambientes ou situações que estimulem o

fumar, aprender a lidar com situações de estresse, etc).

  • Sobre os riscos da exposição tabagística ambiental, correlacionando-a com a

doença apresentada atualmente ou com o risco de desenvolver uma doença

relacionada a essa exposição. Se possível, devem receber material esclarecendo

sobre tabagismo passivo.

Recomendar e incentivar

  • A cessação do fumo.
  • A redução quando houver resistência.
  • A manter-se em atividade física diária, para a manutenção do funcionamento

pulmonar. As pessoas que têm medo de engordar devem ser motivadas a ↑ a

atividade física, o que ↓ a tendência de ganho de peso após a cessação, e também

pode servir como uma atividade alternativa para ajudar a suportar a falta do cigarro.

  • O Controle do peso
  • A Ingesta de uma dieta balanceada em frutas, vegetais e grãos integrais, ↓ gordura

↓ doces, fazendo pelo menos 4 refeições por dia e bebendo bastante água.

  • O apoio da família ao fumante.
  • Abordagem dos fumantes que tiveram lapso (episódio isolado) ou recaíram após

uma abordagem básica/mínima: abordar sem críticas, analisando as circunstâncias

de recaída, e estimulando-o a tentar novamente.

  • Evite usar a palavra vício ou viciado que na língua portuguesa significa defeito moral

ou defeito físico, e tem uma conotação pejorativa.

  • Manter postura acolhedora, mostrando-se compreensivo com o problema do

paciente e disposto a apoiá-lo nesse processo.

  • Oferecer assistência no desenvolvimento de um plano para a cessação do fumo.
  • Educar familiares para que também reduzam o fumo.
  • Informe que alguns fumantes apresentam sintomas de abstinência como dor de

cabeça, tonteira, irritabilidade, alteração no sono, entre outros, os quais têm graus

variáveis de intensidade e são favorecidos também pela pressão social (atividades

diárias, relacionamentos, situações conflitantes). Esses sintomas duram no máximo

1 a 3 semanas, e nem todo fumante os apresenta.