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Nivelamento geométrico, Manuais, Projetos, Pesquisas de Topografia

Relatório de nivelamento geométrico de terreno, com auxilio de teodolito

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 07/12/2019

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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
CAMPUS DE DOIS VIZINHOS
BACHAREL EM ENGENHARIA FLORESTAL
JOSIANO PIECAUA
LAZARO FERRAZ
KELIANI CAROLINO
WELLINGTON FERRON
RELATÓRIO: NIVELAMENTO GEOMÉTRICO
DOIS VIZINHOS
2019
Lazaro Ferraz
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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

CAMPUS DE DOIS VIZINHOS

BACHAREL EM ENGENHARIA FLORESTAL

JOSIANO PIECAUA

LAZARO FERRAZ

KELIANI CAROLINO

WELLINGTON FERRON

RELATÓRIO: NIVELAMENTO GEOMÉTRICO

DOIS VIZINHOS

Lazaro Ferraz

Josiano Piecaua Keliani Carolino Wellington Ferron

Relatório: Nivelamento Geométrico

Relatório de aula prática apresentado à disciplina de Topografia e Elementos de Geodésia, do Curso superior de Engenharia Florestal da – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, Campus Dois Vizinhos, como requisito parcial para avaliação na disciplina. Professora: Maria Madalena Santos da Silva Dois Vizinhos 2019

1. INTRODUÇÃO

A Dentro dos objetivos da topografia de representar no papel uma porção limitada da superfície terrestre e o controle geométrico das obras de engenharia há a necessidade de se medir grandezas, sendo as mais comuns medidas de distância e ângulos (de Lima Botelho, 2016). A altimetria é a parte da topografia que trata de métodos para o estudo e representação do relevo do solo. Definido com a arte e a ciência da medição de alturas ou elevações, e a interpretação de seus resultados. Tem o objetivo de determinar as diferentes alturas relativas em diferentes pontos do terreno, é a diferença de nível entre dois ou mais pontos do terreno (McCORMAC, 2007). O nivelamento geométrico consiste em uma técnica, vista superficialmente como simples, onde a determinação da diferença de altura entre dois pontos é feita por visadas horizontais em miras verticais. Essa simplicidade lhe garante uma ampla aplicação em diversas atividades da engenharia (Moreira, 2003). O levantamento de altitudes e cotas de um determinado espaço, conhecido como nivelamento, é uma prática de elevada importância tanto para obras de infraestrutura e construção civil quanto para a agricultura, onde podemos destacar as operações de terraplanagens, uso e manejo do solo, abertura de estradas, barragens, aberturas de curvas de nível, entre outros. Este relatório busca detalhar o procedimento e os resultados obtidos através da utilização do método de nivelamento geométrico realizado em aula prática dentro das dependências da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

2. MATERIAIS E MÉTODOS 2.1. Área de estudo A prática foi realizada em uma área nas dependências da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR – campus Dois Vizinhos (figura 1), situada entre as coordenadas geográficas 25º 41’ 37” S e 53º06’ 07” W, com altitude média de 502 metros. Região que, segundo a classificação de Köppen, está sob condições de clima Cfa (sub-tropical, sem estação seca). Possui temperaturas médias anuais entre 19ºC e 20ºC (MAACK, 1968) com precipitação média anual de 2.044 mm (POSSENTI et al. 2007).

Figura 1 - Localização geográfica do município de Dois Vizinhos, Paraná. (Fonte: IAP.) 2.2. Equipamento utilizado

  • 01 nível topográfico.
  • 02 miras estadimétricas.
  • 02 níveis de cantoneira.
  • 04 piquetes.
  • 01 caderneta de campo. 2.3. Procedimento de campo No dia 25 de setembro de 2019, a turma de Topografia e Elementos da Geodésia reuniu-se na presença da professora Maria Madalena Santos da Silva nas dependências da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus de Dois Vizinhos e se dirigiu até à área em que seria feita esta prática de medições indiretas de distância. No local (figura 2) existe um plantio de algumas espécies arbóreas em linha, conhecido como arboreto, o terreno possui uma leve declividade em sentido leste, mas nada que influencie significativamente as medições. O nivelamento foi realizado com base na área delimitada pelos piquetes que haviam sido anteriormente dispostos pelo grupo na área de estudo (Anexo 1).

horário e o contranivelamento em sentido anti-horário. De posse dos valores obtidos através das observações foi possível a realização de alguns cálculos de distância a fim de revelar a distância entre um ponto e outro. 2.4. Cálculos Os seguintes cálculos foram utilizados: Distância para mira horizontal (90°) Dh = CS Onde; Dh= Distância horizontal C= Constante estadimétrica S= Número gerador (FS-FI) Desnível ΔHH = Fmr ± Fmv Onde; ΔH= Desnível Fmr= Fio médio da ré Fmv= Fio médio da vante Erro Cometido (Ec) Ec = ΣΔHHnΣΔHHcn Onde; ΣΔHn= Somatório dos desníveis entre os pontos no nivelamento. ΣΔHcn= Somatório dos desníveis entre os pontos no contranivelamento. Tolerância altimétrica para baixa precisão (100mm) Ta = 100 ∗√ K K = ΣDn + ΣDcn 2 1000 Onde; ΣDn= Somatório das distâncias do nivelamento. ΣDcn= Somatório das distâncias do contranivelamento.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Aferidas as observações e realizados os cálculos para as distâncias entre um ponto e outro, também as diferenças de nível presentes no terreno, nas tabelas a seguir serão exibidas as observações para os fios superior, médio e inferior da estádia, também a distância calculada e o desnível obtido a partir destes dados. Vale ressaltar que o nivelamento foi efetuado em sentido horário e o contranivelamento em sentido anti-horário. Nivelamento Ponto Distânci a (m) S Ré Leituras Estadimétricas S Vant e Distânci a (m) Desníve l Δ h Ré Vante Ré Vant e FS FM FI FS FM FI P1 P2 7, 0, 5 2,18 2,142 2,105 1,11 1,065 1,02 0,09 9 -1, P2 P3 7 0,07 1,18 1,14 1,11 2,199 2,161 2,123 0,076 7,6 -1, P3 P4 8, 0, 4 1,892 1,85 1,808 1,515 1,474 1,433 0,082 8,2 0, P4 P1 10, 0, 7 2,533 2,479 2,426 0,814 0,758 0,703 0,111 11,1 1, Σ Dh= 33,6 Dh= 35,9 -0, Fonte: Os autores, 2019. É possível observar na tabela de nivelamento a existência de um declive de 1, metros em relação do ponto um ao ponto dois, em uma distância média de 8,25 metros. Já o transecto entre o ponto dois e o ponto três apresenta uma nova declividade de 1,02 metros, em uma distância de aproximadamente 7,3 metros. Já a observação entre o ponto três e o ponto quatro apresenta um leve aclive de 0,38 metros, isto em uma distância de 8,3 metros entre os pontos. Por fim o terreno entre os pontos quatro e um apresenta um aclive de 1,72 metros, em uma distância aproximada de 10,9 metros. A distância total entre os pontos foi de aproximadamente 34,75 metros e o desnível total observado foi de 0,001 metros, o que significa que o nivelamento foi concluído com certo sucesso, tendo em vista que começou e findou-se em um mesmo ponto. Contranivelamento Ponto Distância (m) S Ré Leituras Estadimétricas S Vante Distância (m) Desnível Ré Vante Δ h Ré Vante FS FM FI FS FM FI P1 P4 10,9 0,109 0,821 0,766 0,712 2,541 2,486 2,431 0,11 11 -1, P4 P3 8,4 0,084 1,465 1,423 1,381 1,841 1,798 1,755 0,086 8,6 -0,

69,5), este erro não chegou a interferir no resultado do nivelamento, mas pode, e deve, ser evitado ao máximo.

4. CONCLUSÃO Através desta prática é possível inferir que o nivelamento geométrico de terrenos é uma pratica bastante simples e de boa precisão, desta forma sendo uma atividade imprescindível para o reconhecimento de um terreno a fim de possibilitar interferências mais precisas do ser humano, seja em obras de corte e aterro, elaboração de curvas de nível, agricultura ou até mesmo construção civil. Alguns cuidados devem ser tomados para que os nivelamentos apresentem uma boa qualidade e, por consequência, menores erros de medições, dentre estes cuidados podemos citar: - Posicionamento correto do aparelho; - Conferência das leituras; - Paciência no momento das medições; - Organização da caderneta de campo. Caso estes cuidados sejam tomados é muito provável que o resultado do levantamento apresente uma qualidade elevada em relação a levantamentos os quais não sejam tomadas estas providências. Por fim podemos constatar que o método de visadas iguais para o nivelamento geométrico é uma prática que, com um pouco de treinamento, pode ser facilmente executada, é confiável e também demanda de pouco esforço para sua execução.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DE GOUVEIA, Rogerio Gonçalves Lacerda. Topografia. Clube de Autores (managed). McCORMAC, J. C. Topografia. 5° Edição. Rio de Janeiro: LTC, 2007. MOREIRA, A. S. B. Nivelamento trigonométrico e nivelamento geométrico classe IIN da NBR 13.133 : limites e condições de compatibilidade. 2003. Dissertação (Mestrado em Transportes) - Escola de Engenharia de São Carlos, University of São Paulo, São Carlos,

  1. doi:10.11606/D.18.2003.tde-10062005-184700. Acesso em: 2019-10-12. VEIGA, Luis Augusto Koenig; ZANETTI, Maria Aparecida Z.; FAGGION, Pedro Luis. Fundamentos de topografia. Universidade Federal do Paraná , 2012. Possenti, J.C.; De Gouvea, A.; Martin, T. N.; Cadore, D. Distribuição da Precipitação Pluvial em Dois Vizinhos, Paraná, Brasil. In: I SEMINÁRIO SISTEMAS DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA NA UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ, Dois Vizinhos. Anais... Dois Vizinhos, p. 140 -142. 2007. 6. Anexos Anexo 1: Croki da área de estudo. Fonte: Os autores, 2019.