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Guias e Dicas
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Notas sobre integrais impróprias, Notas de aula de Cálculo Diferencial e Integral

Conteúdo para cálculo integral e diferencial, integrais impróprias.

Tipologia: Notas de aula

2020

Compartilhado em 14/03/2020

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Integrais impr´oprias
A integral se chama impr´opria, se um dos limites de integra¸ao ´e infinito ou
a fun¸ao tem um umero finito de descontinuidades no intervalo de integra¸ao.
Defini¸ao das integrais impr´oprias de I tipo
1. Se ffor cont´ınua para todo xa, ent˜ao
Z+
a
f(x)dx = lim
b+Zb
a
f(x)dx
se esse limite existe.
2. Se ffor cont´ınua para todo xb, ent˜ao
Zb
−∞
f(x)dx = lim
a→−∞ Zb
a
f(x)dx
se esse limite existe.
3. Se ffor cont´ınua para todos os valores de xe se cfor um umero real
qualquer, ent˜ao
Z+
−∞
f(x)dx = lim
a→−∞ Zc
a
f(x)dx + lim
b+Zb
c
f(x)dx
se esses limites existiram.
Nos dois primeiros casos, a integral impr´opria converge se o limite exis-
tir; caso contr´ario, a integral impr´opria diverge. No terceiro caso, a integral
impr´opria do lado esquerdo diverge se uma das duas integrais do lado direito
divergir.
Fun¸ao densidade de probabilidade:
1. D(f) = R
2. f(x)0xR
3. R+
−∞ f(x)dx = 1
Fun¸ao densidade exponencial:
f(x) = kekx, se x 0k > 0
0, se x < 0
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Integrais impr´oprias

A integral se chama impr´opria, se um dos limites de integra¸c˜ao ´e infinito ou a fun¸c˜ao tem um n´umero finito de descontinuidades no intervalo de integra¸c˜ao.

Defini¸c˜ao das integrais impr´oprias de I tipo

  1. Se f for cont´ınua para todo x ≥ a, ent˜ao ∫ (^) +∞

a

f (x)dx = lim b→+∞

∫ (^) b

a

f (x)dx

se esse limite existe.

  1. Se f for cont´ınua para todo x ≤ b, ent˜ao ∫ (^) b

−∞

f (x)dx = lim a→−∞

∫ (^) b

a

f (x)dx

se esse limite existe.

  1. Se f for cont´ınua para todos os valores de x e se c for um n´umero real qualquer, ent˜ao ∫ (^) +∞

−∞

f (x)dx = lim a→−∞

∫ (^) c

a

f (x)dx + lim b→+∞

∫ (^) b

c

f (x)dx

se esses limites existiram.

Nos dois primeiros casos, a integral impr´opria converge se o limite exis- tir; caso contr´ario, a integral impr´opria diverge. No terceiro caso, a integral impr´opria do lado esquerdo diverge se uma das duas integrais do lado direito divergir.

Fun¸c˜ao densidade de probabilidade:

  1. D(f ) = R

  2. f (x) ≥ 0 ∀x ∈ R

−∞ f^ (x)dx^ = 1

Fun¸c˜ao densidade exponencial:

f (x) =

ke−kx, se x ≥ 0 k > 0 0 , se x < 0

Probabilidade de que o evento ira ocorrer no intervalo fechado [a, b]:

P ([a, b]) =

∫ (^) b

a

f (x)dx

Defini¸c˜ao das integrais impr´oprias de II tipo

  1. Se f for cont´ınua para todo x no intervalo semi-aberto `a esquerda (a, b] e se limx→a+ f (x) = ±∞, ent˜ao ∫ (^) b

a

f (x)dx = lim t→a+

∫ (^) b

t

f (x)dx

se esse limite existe.

  1. Se f for cont´ınua para todo x no intervalo semi-aberto `a esquerda [a, b) e se limx→b− f (x) = ±∞, ent˜ao ∫ (^) b

a

f (x)dx = lim t→b−

∫ (^) t

a

f (x)dx

se esse limite existe.

  1. Se f for cont´ınua em todos os valores de x no intervalo [a, b] exceto c, onde a < c < b e se limx→c |f (x)| = ∞, ent˜ao ∫ (^) b

a

f (x)dx = lim t→c−

∫ (^) t

a

f (x)dx + lim p→c+

∫ (^) b

p

f (x)dx

se esses limites existiram.

Nos dois primeiros casos, a integral impr´opria converge se o limite exis- tir; caso contr´ario, a integral impr´opria diverge. No terceiro caso, a integral impr´opria do lado esquerdo diverge se uma das duas integrais do lado direito divergir.

Teorema 1 de compara¸c˜ao (I tipo)

Suponha que f e g sejam fun¸c˜oes cont´ınuas com f (x) ≥ g(x) ≥ 0 para x ≥ a.

  1. Se

a f^ (x)dx^ ´e convergente, ent˜ao^

a g(x)dx^ ´e convergente.

  1. Se

a g(x)dx^ ´e divergente, ent˜ao^

a f^ (x)dx^ ´e divergente.

dx a^2 + x^2

a

arctg x a

+C; 16.

dx cosx

ln|ctg( x 2 + π 4 )| + C 1 , ln|tgx + secx| + C 2 ;

dx x^2 − a^2

2 a

ln|

x − a x + a

| + C(a 6 = 0); 17.

shxdx = chx + C;

dx a^2 − x^2

2 a

ln| x + a x − a

| + C(a 6 = 0); 18.

chxdx = shx + C;

dx √ x^2 + a

= ln|x +

x^2 + a| + C(a 6 = 0); 19.

dx ch^2 x

= thx + C;

dx √ a^2 − x^2

a arcsin^

x a +^ C^1 (a >^ 0), − (^1) a arccos xa + C 2 (a > 0);

dx sh^2 x

= −chx+C.

Guia para primeira prova te´orica

  1. Integral impr´opria
  2. Defini¸c˜ao das integrais impr´oprias de I tipo
  3. Fun¸c˜ao densidade de probabilidade, fun¸c˜ao densidade exponencial, prob- abilidade de que o evento ira ocorrer no intervalo fechado [a, b]
  4. Defini¸c˜ao das integrais impr´oprias de II tipo
  5. Teorema 1 de compara¸c˜ao (I tipo)
  6. Teorema 2 de compara¸c˜ao (I tipo)
  7. Teorema 3 de compara¸c˜ao (II tipo)
  8. Teorema 4 de compara¸c˜ao (II tipo)
  9. Tabela das integrais

Exerc´ıcios

  1. Calcule as seguintes integrais impr´oprias:

(a)

−∞

dx (4 − x)^2 (b)

−∞ xdx

(c)

−∞

dx x^2 + 6x + 12

  1. E poss´´ ıvel indicar um n´umero para representar a medida da ´area da regi˜ao `a direita da reta x = 1, abaixo do gr´afico y = 1/x, e acima do eixo OX?
  2. E poss´´ ıvel atribuir um n´umero finito `a medida do volume do s´olido formado pela rota¸c˜ao em torno do eixo OX, da regi˜ao do exemplo anterior?
  3. Determine se

0 senxdx^ ´e convergente ou divergente.

  1. Para determinado tipo de bateria el´etrica, a fun¸c˜ao densidade de proba- bilidade de que x horas seja o tempo de vida ´util de uma bateria escolhida ao acaso ´e dada por

f (x) =

e

− x (^60) , se x ≥ 0 0 , se x < 0

Ache a probabilidade de que uma bateria escolhida ao acaso tenha um tempo de vida

(a) entre 15 e 25 horas; (b) pelo menos 50 horas.

  1. Um m´odulo espacial pesa 15 toneladas na superf´ıcie terrestre. Quanto trabalho ´e necess´ario para impulsionar o m´odulo a uma distˆancia infinita da superf´ıcie da Terra? (Utiliza o raio da Terra como 4000 milhas. N˜ao considere o efeito de resistˆencia do ar e o peso do propulsor).
  2. Achar a ´area da regi˜ao limitada por: y = 1/

x, eixo OX, eixo OY e x = 4.

  1. Calcular as seguintes integrais impr´oprias:

(a)

2

dx √ x − 2 (b)

∫ (^) π/ 2 0 secxdx

(c)

0

dx x − 1

(d)

0

3 dx x^5

  1. Determine se a integral ´e divergente ou convergente:

(a)

−∞

dx √ (^3) x (^2) + sen 3 x

(b)

1

xdx √ (x + 1)(x + 2)^2

(c)

1

x + 7 5 x^4 + 3x^2 + 2

  1. Determine se a integral ´e divergente ou convergente:

(a)

8

9 dx √ (^381) − x 2

(b)

2

exdx (x − 3)^2

(c)

0

cosxdx √ (^3) x

(d)

9

e^9 xdx (x − 9)^4

(e)

9

xdx √ x − 9

  1. Determine se a integral ´e divergente ou convergente:

(a)

1

1 + e−x x dx

(b)

1

6 + cos^2 xdx √ (^5) x (^4) + 3

Lista dos exerc´ıcios para resolver em casa

  1. Calcule as seguintes integrais impr´oprias:

(a)

5

dx √ x − 1

(b)

−∞

3 xdx (3x^2 + 2)^3 (c)

−∞ xe

−x^2 dx

  1. Determine se ´e poss´ıvel atribuir um n´umero finito para representar a ´area da regi˜ao limitada pela curva cuja equa¸c˜ao ´e y = 1/(ex^ + e−x) e pelo eixo OX. Caso seja poss´ıvel, determine-o.
  1. Determine se ´e poss´ıvel atribuir um n´umero finito para representar a ´area da regi˜ao limitada pela curva cuja equa¸c˜ao ´e y = 1/(x^2 − 1), pelo eixo OX e pela reta x = 2. Caso seja poss´ıvel, determine-o.
  2. Prove que a integral impr´opria

−∞ x(1 +^ x

(^2) )− (^2) dx ´e convergente e a in-

tegral impr´opria

−∞ x(1 +^ x

(^2) )− (^1) dx ´e divergente.

  1. Para um certo tipo da lˆampada, a fun¸c˜ao densidade de probabilidade de que x horas seja o tempo de vida ´util de seu bulbo, escolhido ao acaso, ´e dada por

f (x) =

e

x (^40) , se x ≥ 0 0 , se x < 0 Ache a probabilidade de que o tempo de vida ´util de um bulbo escolhido ao acaso:

(a) esteja entre 1 min e 2 min; (b) pelo menos 5 min.

  1. Calcular as seguintes integrais impr´oprias:

(a)

0

dx √ 1 − x (b)

∫ (^) π/ 2 0 secxtgxdx (c)

0

dx x^2 − 2 x − 3

(d)

0

e−

√x dx √ x

(e)

0

xdx 1 − x

  1. Determine se a integral ´e divergente ou convergente:

(a)

1

2 + e−x x

dx

(b)

1

x + 1 √ x^4 − x

dx

(c)

0

tg−^1 xdx 2 + ex

(d)

0

sec^2 xdx x

x

(e)

∫ (^) π 0

sen^2 xdx √ x

(f)

1

tg−^1 xdx x^3 + 7x + 1