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Nova DFL - Filmesde Raio X, Notas de estudo de Odontologia

Raios X - Nova DFL

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 22/07/2012

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barbara-vincenzi 🇧🇷

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Como evitar
os erros mais
comuns
Cartilha de Filmes de Raios-X
Prof. Luiz Fernando Deluiz
Prof. Luiz Fernando Deluiz
Como evitar os erros mais comuns
Cartilha de Filmes de Raios-X
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Como evitar

os erros mais

comuns

Cartilha de Filmes de Raios-X

Prof. Luiz Fernando Deluiz

Como evitar os erros

mais comuns

Aos meus pais por todo carinho, amor e dedicação que me deram por toda minha vida.

A minha esposa Denise e minhas filhas Carolina e Vitória, pela força e paciência para que este sonho pudesse se tornar realidade.

PREFÁCIO

É com enorme satisfação que temos a oportunidade de tecer alguns comentários acerca desta obra e do seu autor, Prof. Luiz Fernando Deluiz. Dentre muitas outras qualidades, a sua objetividade ao ensinar se dei xa transparecer neste trabalho que, de maneira perspicaz e direta tem como principal objetivo orientar o Cirurgião-Dentista em seu consultório a minimizar os erros na realização das radiografias intra-orais, diminuin- do, conseqüentemente, a quantidade de radiação ionizante recebida pelo paciente de acordo com as orientações da legislação vigente. A escolha do tema deste livro, “Erros na Confecção das Radiografias” e a preocupação em abordar de uma maneira resolutiva os erros nas to- madas radiográficas que o Dentista se depara na clínica diária, demonstra o cuidado com que o autor pretende alcançar seus leitores. Este livro está organizado em capítulos respeitando a seqüência dos pro- cedimentos para realização do radiodiagnóstico: erros no armazenamento do filme; erros nas tomadas radiográficas; e erros no processamento. Desta maneira, esperamos que você leitor possa usufruir deste livro de uma maneira prática, pois se existiam dúvidas acerca desses erros, elas não existem mais!

EDUARDO JOSÉ DA COSTA SANTOS Especialista em Radiologia Oral - UFRJ Especialista em Estomatologia - UNESA LEONARDO DE MELO VEIGA Mestre em Radiologia Odontológica e Imaginologia – SL.Mandic Especialista em Radiologia Oral - UFRJ

SUMÁRIO

  • Avaliação da Qualidade das Radiografias
  • Erros no Processamento das Radiografias
  • 1.Antes de começar o Exame Radiográfico
    • 1.1 - Em relação aos Aparelhos de Rxs
    • 1.2 - Em relação a Instalação do Aparelho
    • 1.3 - Em relação ao Processamento Radiográfico
    • 1.4 - Cuidados com a Câmara Escura Portátil
  • 2.Erros no Armazenamento
    • 2.1 Filme Vencido
    • 2.2 Filme Submetido à Altas Temperaturas
  • 3.Erros na Tomada das Radiografias
    • 3.1 Radiografar o Paciente com PPR
    • 3.2 Radiografar o Paciente com Óculos
    • 3.3 Radiografar o Paciente com Brincos
    • 3.4 Radiografar o Paciente com Cordão
    • 3.5 Radiografar o Paciente com Piercing
    • 3.6 Radiografar o Paciente com Twinkle
    • 3.7 Projeção do Dedo entre o Tubo e o Filme
    • 3.8 Na Colocação do Filme
      • 3.8.1 Filme Baixo
      • 3.8.2 Filme Alto
      • 3.8.3 Filme Curvado
      • 3.8.4 Filme Dobrado
      • 3.8.5 Filme Invertido
      • 3.8.6 Pressão Excessiva da Unha
      • 3.8.7 Nas Radiografias Interproximais
        • 3.8.7.1 Colocação Incorreta das BWs
        • 3.8.7.2 Imagem da Asa de Mordida
    • 3.9 Na Centralização do Feixe
      • 3.9.1 Angulação Vertical
      • 3.9.2 Angulação Horizontal
      • 3.9.3 Direção do raio Central (Cone-cut)
    • 3.10 Na Exposição da Película
      • 3.10.1 Super-exposição
      • 3.10.2 Sub-exposição
        • 3.10.3 Dupla-exposição
        • 3.10.4 Radiografia Tremida
        • 3.10.5 Aparelho Desligado
  • 4.Erros no Processamento
    • 4.1 Na Manipulação do Filme - 4.1.1 Arranhão no Filme - 4.1.2 Pressão Excessiva da Unha - 4.1.3 Impressão Digital - 4.1.4 Eletricidade Estática - 4.1.5 Grampo Sujo - 4.1.6 Velo de Luz
    • 4.2 Na Revelação - 4.2.1 Nível Baixo de Revelador - 4.2.2 Super-revelação - 4.2.3 Sub-revelação - 4.2.4 Super-exposição com Sub-revelação - 4.2.5 Reticulação
    • 4.3 Na Fixação - 4.3.1 Nível Baixo de Fixador - 4.3.2 Super-fixação - 4.3.3 Sub-fixação - 4.3.4 Filme Colado na Parede do Tanque
    • 4.4 Na Lavagem Final
      • 4.4.1 Manchas Amarronzadas após determinado Tempo
    • 4.5 Na Secagem - 4.5.1 Filme Colado em Outro - 4.5.2 Filme Colado em Papel

A radiografia dental é uma imagem fotográfica produzida em um filme pela passagem dos raios x através dos dentes e tecidos de suporte. Ela é essencial para o diagnóstico, pois permite o profissional identificar várias condições que não são facilmente identificáveis pelo exame clínico. Um exame oral sem o uso de radiografias dentais limita o profissio- nal a um conhecimento das informações que são visualizadas pelo exame clínico. Com o uso das radiografias dentais o profissional ganha todas as informações dos dentes e tecidos de suporte. O benefício primário da radiografia dental é a descoberta da doença. Quando a radiografia é corretamente exposta e processada o benefício da descoberta da doença excede em muito os riscos advindos do uso das radiações. Segundo Freitas (2000), uma radiografia deve ser considerada tecni- camente boa quando apresenta um máximo de detalhe e um grau médio de densidade e contraste.

  • Detalhe - a imagem radiográfica deve visualizar com minúcias suas estruturas, apresentando contornos precisos, sem distorção.
  • Densidade - é o grau de escurecimento ou enegrecimento da radiografia (aparência mais clara ou mais escura de uma radiografia).
  • Contraste - é a diferença de densidade de áreas contíguas na mesma radiografia.

Avaliação da Qualidade das Radiografias

Os erros cometidos durante qualquer fase do processo para obtenção do exame radiográfico, acarretará em prejuízos para o profissional. Ini- cialmente devido ao tempo despendido para identificação do erro e sua correção, depois pelo gasto com repetições desnecessárias e exposições adicionais para o paciente. É importante o cuidado em todas as fases do processo de confecção do exame, muitos dos erros são cometidos pelo não cumprimento das etapas durante a aplicação da técnica radiográfica, pela pressa ou desatenção ao executar o exame radiográfico. O incômodo apresentado pelo paciente em determinadas regiões, a ansiedade, enjôo ou variações anatômicas não devem ser motivos para uma radiografia com qualidade diagnóstica insatisfatória, pois além de interferir na interpretação das imagens, podem influenciar o diagnóstico e o plano de tratamento. Outro fator que deve ser levado em consideração em relação aos erros nas radiografias, é que o exame radiográfico desempenham um impor- tante papel em processos legais. Devido a importância na identificação do tipo de erro cometido pelo profissional e para exata correção, os erros foram divididos em três grupos:

  1. Erros no Armazenamento
  2. Erros na Tomada das Radiografias
  3. Erros no Processamento

Erros no Processamento das Radiografias

Alguns fatores devem ser levados em consideração antes de ini- ciarmos o exame radiográfico, pois eles podem alterar o resultado final da sua imagem radiográfica. De forma sucinta vamos abordar alguns tópicos que podem ser de grande ajuda na confecção de seus exames radiográficos.

1.1 - Em relação aos Aparelhos de Rxs

1.1.1 - Tensão – nos aparelhos intra-orais a tensão do tubo de raios x deve ser maior ou igual a 50 Kvp e preferencialmente maior do que 60 kVp. O fator técnico kVp (quilovoltagem pico) é o que determina o poder de penetração dos Raios X. Ele é responsável pela qualidade da imagem e pelo contraste radiográfico. Isto representa que quanto maior for a kVp do seu aparelho maior será a possibilidade de se conseguir uma melhor imagem e um bom contraste radiográfico.

1.1.2 - mA - a mA (miliamperagem) varia nos aparelhos intra-orais em mé- dia entre 7 a 10 mA. Este fator técnico controla a taxa de produção de fótons de raios X, ela é responsável pela quantidade dos raios X, e pela densidade radiográfica. Como este fator na maioria dos aparelhos intra-orais é fixo é usado o acionamento de disparo (timer) para regular a quantidade de dose que será dada para se conseguir a imagem radiográfica.

1.1.3 - Colimação - todo equipamento de raios-x deve possuir um sistema de colimação para limitar o campo de raios-x ao mínimo necessário para cobrir a área em exame, para radiografias intra-orais o diâmetro do campo não deve ser superior a 6 cm na extremidade de saída do cilindro localiza- dor. Caso seu aparelho esteja com colimação menor a este diâmetro existe a possibilidade de suas imagem apresentarem-se com um erro descrito no capítulo 2 (erro no direcionamento do raio central – cone cut)

Antes de começar o

Exame Radiográfico

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Como evitar os erros mais comuns

1.2 - Em relação a Instalação do Aparelho

1.2.1 – É muito importante verificar a instalação elétrica do local onde o aparelho de raios-x será instalado. O ponto de eletricidade deve ser tes- tado por um eletricista para a verificação do balanceamento entre as fases da instalação elétrica do imóvel.

1.2.2 – Os aparelhos de raios-x odontológicos são muito sensíveis às varia- ções de voltagem na rede elétrica.

1.3 - Em relação ao Processamento Radiográfico

É nesta fase que temos uma grande concentração de erros e que com cuidados simples poderemos minimizar alguns problemas na aquisição de nosso exame.

1.3.1 - Devemos seguir as recomendações do fabricante de soluções pro- cessadoras (revelador e fixador) quanto:

  • Concentração da solução;
  • Temperatura;
  • Tempo de revelação.

1.3.2 - Devemos afixar na parede próxima a câmara escura, uma tabela de tempo e temperatura de revelação.

1.3.3 - Devemos medir a temperatura do revelador antes da revelação. Cabe lembrar que quanto mais alta for a temperatura do seu revelador menor será o tempo de processamento e que temperaturas acima de 30ºC podem ocasionar imagens com erros.

2.1 - Filme Vencido

Devemos tomar cuidados especiais no armazenamento dos filmes radiográficos, como:

  • Manter em local fresco. Após a abertura da caixa, dê preferência a conservação do produto dentro de geladeira.
  • Umidade Relativa do Ar - 40 - 60%.
  • Longe de Radiações Ionizantes.
  • Isolamento Elétrico de Prateleiras Metálicas.
  • Sem pressões sobre os filmes.
  • Os mais velhos por cima.

Estes cuidados especiais além de manter os filmes radiográficos em boas condições de uso, normalmente aumenta sua vida útil. Recomenda-se atenção do profissional ao adquirir uma caixa de filme ra- diográfico observar atentamente a data de validade do mesmo para não com- prar um filme com a data de validade expirada ou próximo da data para expirar. Característica Radiográfica: Imagem radiográfica de múltiplas “boli- nhas” radiopacas, representando o desprendimento da gelatina. denominada de “Flocos de Algodão” (fig.1)

Fig. 1 (A/B) – Aspecto radiográfico do filme vencido, com a presença das áreas radiopacas características devido ao desprendimento da gelatina.

2^ Erros no Armazenamento