






















































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Raios X - Nova DFL
Tipologia: Notas de estudo
1 / 62
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!























































Como evitar os erros
mais comuns
Aos meus pais por todo carinho, amor e dedicação que me deram por toda minha vida.
A minha esposa Denise e minhas filhas Carolina e Vitória, pela força e paciência para que este sonho pudesse se tornar realidade.
PREFÁCIO
É com enorme satisfação que temos a oportunidade de tecer alguns comentários acerca desta obra e do seu autor, Prof. Luiz Fernando Deluiz. Dentre muitas outras qualidades, a sua objetividade ao ensinar se dei xa transparecer neste trabalho que, de maneira perspicaz e direta tem como principal objetivo orientar o Cirurgião-Dentista em seu consultório a minimizar os erros na realização das radiografias intra-orais, diminuin- do, conseqüentemente, a quantidade de radiação ionizante recebida pelo paciente de acordo com as orientações da legislação vigente. A escolha do tema deste livro, “Erros na Confecção das Radiografias” e a preocupação em abordar de uma maneira resolutiva os erros nas to- madas radiográficas que o Dentista se depara na clínica diária, demonstra o cuidado com que o autor pretende alcançar seus leitores. Este livro está organizado em capítulos respeitando a seqüência dos pro- cedimentos para realização do radiodiagnóstico: erros no armazenamento do filme; erros nas tomadas radiográficas; e erros no processamento. Desta maneira, esperamos que você leitor possa usufruir deste livro de uma maneira prática, pois se existiam dúvidas acerca desses erros, elas não existem mais!
EDUARDO JOSÉ DA COSTA SANTOS Especialista em Radiologia Oral - UFRJ Especialista em Estomatologia - UNESA LEONARDO DE MELO VEIGA Mestre em Radiologia Odontológica e Imaginologia – SL.Mandic Especialista em Radiologia Oral - UFRJ
A radiografia dental é uma imagem fotográfica produzida em um filme pela passagem dos raios x através dos dentes e tecidos de suporte. Ela é essencial para o diagnóstico, pois permite o profissional identificar várias condições que não são facilmente identificáveis pelo exame clínico. Um exame oral sem o uso de radiografias dentais limita o profissio- nal a um conhecimento das informações que são visualizadas pelo exame clínico. Com o uso das radiografias dentais o profissional ganha todas as informações dos dentes e tecidos de suporte. O benefício primário da radiografia dental é a descoberta da doença. Quando a radiografia é corretamente exposta e processada o benefício da descoberta da doença excede em muito os riscos advindos do uso das radiações. Segundo Freitas (2000), uma radiografia deve ser considerada tecni- camente boa quando apresenta um máximo de detalhe e um grau médio de densidade e contraste.
Avaliação da Qualidade das Radiografias
Os erros cometidos durante qualquer fase do processo para obtenção do exame radiográfico, acarretará em prejuízos para o profissional. Ini- cialmente devido ao tempo despendido para identificação do erro e sua correção, depois pelo gasto com repetições desnecessárias e exposições adicionais para o paciente. É importante o cuidado em todas as fases do processo de confecção do exame, muitos dos erros são cometidos pelo não cumprimento das etapas durante a aplicação da técnica radiográfica, pela pressa ou desatenção ao executar o exame radiográfico. O incômodo apresentado pelo paciente em determinadas regiões, a ansiedade, enjôo ou variações anatômicas não devem ser motivos para uma radiografia com qualidade diagnóstica insatisfatória, pois além de interferir na interpretação das imagens, podem influenciar o diagnóstico e o plano de tratamento. Outro fator que deve ser levado em consideração em relação aos erros nas radiografias, é que o exame radiográfico desempenham um impor- tante papel em processos legais. Devido a importância na identificação do tipo de erro cometido pelo profissional e para exata correção, os erros foram divididos em três grupos:
Erros no Processamento das Radiografias
Alguns fatores devem ser levados em consideração antes de ini- ciarmos o exame radiográfico, pois eles podem alterar o resultado final da sua imagem radiográfica. De forma sucinta vamos abordar alguns tópicos que podem ser de grande ajuda na confecção de seus exames radiográficos.
1.1 - Em relação aos Aparelhos de Rxs
1.1.1 - Tensão – nos aparelhos intra-orais a tensão do tubo de raios x deve ser maior ou igual a 50 Kvp e preferencialmente maior do que 60 kVp. O fator técnico kVp (quilovoltagem pico) é o que determina o poder de penetração dos Raios X. Ele é responsável pela qualidade da imagem e pelo contraste radiográfico. Isto representa que quanto maior for a kVp do seu aparelho maior será a possibilidade de se conseguir uma melhor imagem e um bom contraste radiográfico.
1.1.2 - mA - a mA (miliamperagem) varia nos aparelhos intra-orais em mé- dia entre 7 a 10 mA. Este fator técnico controla a taxa de produção de fótons de raios X, ela é responsável pela quantidade dos raios X, e pela densidade radiográfica. Como este fator na maioria dos aparelhos intra-orais é fixo é usado o acionamento de disparo (timer) para regular a quantidade de dose que será dada para se conseguir a imagem radiográfica.
1.1.3 - Colimação - todo equipamento de raios-x deve possuir um sistema de colimação para limitar o campo de raios-x ao mínimo necessário para cobrir a área em exame, para radiografias intra-orais o diâmetro do campo não deve ser superior a 6 cm na extremidade de saída do cilindro localiza- dor. Caso seu aparelho esteja com colimação menor a este diâmetro existe a possibilidade de suas imagem apresentarem-se com um erro descrito no capítulo 2 (erro no direcionamento do raio central – cone cut)
1
Como evitar os erros mais comuns
1.2 - Em relação a Instalação do Aparelho
1.2.1 – É muito importante verificar a instalação elétrica do local onde o aparelho de raios-x será instalado. O ponto de eletricidade deve ser tes- tado por um eletricista para a verificação do balanceamento entre as fases da instalação elétrica do imóvel.
1.2.2 – Os aparelhos de raios-x odontológicos são muito sensíveis às varia- ções de voltagem na rede elétrica.
1.3 - Em relação ao Processamento Radiográfico
É nesta fase que temos uma grande concentração de erros e que com cuidados simples poderemos minimizar alguns problemas na aquisição de nosso exame.
1.3.1 - Devemos seguir as recomendações do fabricante de soluções pro- cessadoras (revelador e fixador) quanto:
1.3.2 - Devemos afixar na parede próxima a câmara escura, uma tabela de tempo e temperatura de revelação.
1.3.3 - Devemos medir a temperatura do revelador antes da revelação. Cabe lembrar que quanto mais alta for a temperatura do seu revelador menor será o tempo de processamento e que temperaturas acima de 30ºC podem ocasionar imagens com erros.
2.1 - Filme Vencido
Devemos tomar cuidados especiais no armazenamento dos filmes radiográficos, como:
Estes cuidados especiais além de manter os filmes radiográficos em boas condições de uso, normalmente aumenta sua vida útil. Recomenda-se atenção do profissional ao adquirir uma caixa de filme ra- diográfico observar atentamente a data de validade do mesmo para não com- prar um filme com a data de validade expirada ou próximo da data para expirar. Característica Radiográfica: Imagem radiográfica de múltiplas “boli- nhas” radiopacas, representando o desprendimento da gelatina. denominada de “Flocos de Algodão” (fig.1)
Fig. 1 (A/B) – Aspecto radiográfico do filme vencido, com a presença das áreas radiopacas características devido ao desprendimento da gelatina.