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Neste Plano de Trabalho será abordada uma forma que priorize a construção do ... números complexos representados: z1 está associado à forma trigonométrica ...
Tipologia: Esquemas
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Não perca as partes importantes!













SUMÁRIO
Introdução...................................................................... 3
Desenvolvimento............................................................ 4
Avaliação......................................................................... 19
Bibliografia...................................................................... 20
INTRODUÇÃO
Atividade 1
HABILIDADE RELACIONADA: H46 – Reconhecer números reais em diferentes contextos.
PRÉ-REQUISITO: Operações elementares com números reais; identificação de raízes de uma função a partir da sua representação gráfica; determinação das raízes de uma função a partir da sua representação algébrica; produtos notáveis.
TEMPO DE DURAÇÃO: 100 minutos.
RECURSOS UTILIZADOS: Folha de atividades, notebook com GeoGebra instalado, Datashow e arquivo A1R1.
ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Organizados em duplas.
OBJETIVOS: Apresentar os números complexos como mais uma ferramenta matemática.
METODOLOGIA: Levar os alunos para o auditório e dispô-los em duplas, entregando a cada aluno a folha de atividade abaixo. Abrir o arquivo A1R1, do GeoGebra e seguir o roteiro.
Representação gráfica de números reais Nessa atividade, você observará as imagens projetadas por seu professor. Essas imagens foram geradas num programa chamado Geogebra, que facilita o nosso trabalho, pois dando alguns comandos ele traça os gráficos. Para começar, vamos relembrar o que você já estudou há algum tempo: a determinação das raízes de uma função a partir da sua representação gráfica. Observe o gráfico projetado.
Espera-se que os alunos respondam que o gráfico é uma parábola, associada a uma função quadrática. Em seguida, espera-se que eles percebam que a função representada é f(x) = x^2 – 4. Incentivar os alunos a apresentarem sua opinião, conduzindo uma pequena discussão sobre o que já foi estudado sobre funções quadráticas. Fiz uma observação no próprio arquivo do GeoGebra, explicando que o controle que varia a, na verdade se refere a variação do coeficiente c na função quadrática. Do
jeito que estava ficaria complicado para os alunos relacionarem a ideia de que o gráfico corta o eixo y no valor de c.
Dada a equação, x^3 = ax + b, uma solução podia ser obtida pela fórmula:
Espera-se que os alunos cheguem à solução. Oriente-os para escreverem a solução mesmo com a presença de uma raiz quadrada negativa. Esteja atento para que todos os alunos cheguem à solução esperada.
existem 3 raízes reais. Para verificar isso, utilize o fato de , e calcule o valor
de e. Se os alunos tiverem dificuldade em calcular o cubo da soma, oriente-os para, primeiramente, calcularem o quadrado da soma e em seguida multiplicar o resultado pela parcela em questão. Esteja atento, pois é um erro comum os alunos acharem que
. É interessante relembrar com a turma a fórmula do Binômio de Newton para a po- tência 3:. Eles devem encontrar e.
Você seria capaz de determinar o valor de? Dica: utilize o cálculo feito no item anterior.
Determine também o valor de.
Os alunos devem perceber que, como , então,
. Da mesma forma,.
Os alunos devem chegar a: — =
= 2 + + 2 – = 2 + 2 = 4. Você percebeu o que aconteceu nesse processo? Mesmo não conhecendo o valor e até o significado das raízes quadradas negativas, é possível chegar a uma solução natural como o 4, se estivermos dispostos a operá-las como uma extensão dos números reais. É possível perceber que não precisamos conhecer o valor das raízes quadradas negativas, precisamos apenas saber como operar com esses números. Esses números são chamados de complexos, e suas operações e propriedades serão estudadas nas próximas aulas.
Atividade 2
HABILIDADE RELACIONADA: H36 – Efetuar cálculo envolvendo operações com números complexos na forma algébrica.
PRÉ-REQUISITOS: Representação algébrica dos números complexos; plano cartesiano; razões trigonométricas no triângulo retângulo; razões trigonométricas na circunferência; Teorema de Pitágoras.
TEMPO DE DURAÇÃO: 100 minutos.
RECURSOS UTILIZADOS: Folha de atividades; computador com o software GeoGebra instalado, Datashow e os arquivos disponibilizados.
ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Disposta em duplas.
OBJETIVOS: Apresentar o plano de Argand-Gauss e a representação polar dos números complexos.
METODOLOGIA: Os alunos serão levados para o auditório e, em dupla, receberão uma cópia da atividade abaixo. Abrir o arquivo A1R2, do GeoGebra e seguir o roteiro.
Números Complexos no Plano. Observe na tela do datashow a seguinte imagem:
Nela você vê dois controles deslizantes e um ponto indicado por z juntamente com as suas coordenadas, certo?
Nela você pode ver a representação de um número complexo qualquer, destacados o segmento que liga o número complexo à origem – indicado por r – e o ângulo formado entre esse segmento e o eixo x – indicado por θ.
seno, sem () = , para chegar à b = r. sen(θ). Espera-se que os alunos cheguem à fórmula z = a + bi = r (cos(θ) + i sen(θ). Dizer para a turma que essa representação é chamada de forma polar ou trigonométrica. A seguir, abrir o arquivo do GeoGebra “A2R2”. Nesse arquivo, te mos dois números complexos representados associados a controles deslizantes z 1 , que está associado à forma trigonométrica, e z 2 , à forma algébrica. O objetivo é que os alunos consigam seguir os passos descritos pela atividade, de modo a compreender a relação entre as duas representações gráficas apresentadas para os números complexos. Além disso, esperamos que eles possam compreender que, para passarem da forma retangular para a forma polar, basta utilizar como artifício algo que eles já conhecem: as razões trigonométricas no triângulo retângulo. Seu professor abrirá um arquivo, quer será projetado no datashow. Você verá dois números complexos representados: z 1 está associado à forma trigonométrica, e z 2 , à forma algébrica.
Altere livremente os parâmetros de z 1 e z 2.
Vamos ver como isso é possível?
Os alunos devem encontrar. Os alunos poderão verificar seus cálculos observando a própria tela do GeoGebra, uma vez que as partes real e imaginária aparecem destacadas. Lembre-se de avisá-los sobre aquela pequena diferença entre os ângulos z 1 e z 2 , o que acarretará em um valor aproximado para eles. Esteja atento às dificuldades dos alunos em determinar os valores de seno e cosseno de 30º. Se necessário faça uma revisão sobre trigonometria, afinal, isso será de extrema importância para as questões propostas a seguir.
d. z = (cos (120º) + i sen (120º))
e. z = 5 (cos (225º) + i sen (225º))
f. z = cos (0º) + i sen (0º)
g. z = (cos (300º) + i sen (300º)) Ficar atento a possíveis dúvidas que os alunos tenham relacionadas ao cálculo dos senos e dos cossenos de ângulos não notáveis. Os ângulos escolhidos podem ser determinados a partir dos notáveis. Isso será viável se os alunos souberem trabalhar no ciclo trigonométrico. Uma questão que também pode ser problemática entre os alunos é o cálculo envolvendo radicais. Talvez uma pequena revisão sobre isso seja necessária.
f. z = – 1 – i z = cos (225º) + i sen (225º)) Se a turma tiver dificuldade, fzer uma pequena revisão sobre o ciclo trigonométrico, ressaltando o sinal de seno e cosseno em cada quadrante, os ângulos notáveis e como é possível obter as razões trigonométricas de outros ângulos a partir dos valores notáveis. Oriente-os para marcarem o ponto no plano e formar o triângulo com as medidas indicadas. Eles devem anotar o valor do seno e do cosseno para observarem o sinal e, consequentemente, determinarem a qual quadrante ou eixo o ângulo pertence. Em seguida, considerando os valores notáveis, eles devem determinar o valor exato do ângulo. O raio é determinado utilizando-se o Teorema de Pitágoras. Esse é o tipo de exercício em que o aluno precisa utilizar vários conteúdos aprendidos durantes as séries escolares. Aproveitar para mostrar para a turma como é importante saber utilizar o conhecimento adquirido ao longo dos anos para resolver os problemas propostos. Incentive-os a raciocinarem sobre o que estão fazendo. Leia cada uma das perguntas a seguir, troque ideias com seus colegas e registre as conclusões.
ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Em dupla (na sala de multimídia).
OBJETIVOS: Compreender e efetuar operações com números complexos em sua forma algébrica.
METODOLOGIA: Entregar a folha de atividades abaixo para os alunos e seguir o roteiro juntamente com eles. Soma e Subtração de Números Complexos: Nesta atividade você terá contato com as operações de soma e subtração envolvendo números complexos. Na verdade, você descobrirá que elas muito se assemelham a outros conceitos já estudados anteriormente. Preparado? Por exemplo, como faríamos a soma dos números complexos z = 2 e w = 4? Uma vez que todo número real é um número complexo, tanto faz somarmos complexos que possuam apenas a parte real, apenas a parte imaginária, ou ambas. Um cuidado deve ser tomado: a unidade imaginária i distingue a parte real da parte imaginária e, sendo cada parte de natureza distinta, não podemos simplesmente uni-las. Assim, o procedimento de soma de dois números complexos se assemelha ao de soma de expressões algébricas da forma ax + b. Sob esta ótica, temos, por exemplo: z = 2 + 3i; w = 5 + 2i z + w = 2 + 3i + 5 + 2i = (2 + 5) + (3 + 2)i = 7 + 5i
As atividades que você acabou de realizar levaram em conta apenas valores inteiros para as partes real e imaginária dos números complexos. Mas os números complexos são muito mais que isso! Na realidade, os valores podem ser quaisquer números reais e, para realizar a soma/subtração em cada caso, basta seguir o mesmo procedimento que você realizou anteriormente, só que agora com quaisquer complexos.
Multiplicação e Divisão de Números Complexos: Assim como fizemos na soma/subtração, podemos considerar a multiplicação e a divisão como uma operação envolvendo a forma algébrica, da mesma forma que fazemos com as expressões algébricas. E mais: você lembra a “racionalização do denominador de uma fração”? Esse é um procedimento bastante efetuado no estudo de frações envolvendo expressões algébricas e números irracionais. Será utilizado aqui também!
É muito provável que o aluno faça (2 + 3i)^2 = 2^2 + 2.2.3i + (3i)^2 = 4 + 12i + 9i^2 = 4 + 12i – 9 = – 5 + 12i.
d) z. w, sendo que z = 2 + 2i; w = 2 - 2i 8 e) w : z, sendo que z = 4; w = 4 + 3i
f) z^3 , sendo que z = 3 – i 18 – 26i g) z^2 , sendo que z = 4 + 2i 12+16i
Atividade 4
HABILIDADE RELACIONADA: H46 – Reconhecer números reais em diferentes contextos; H36 – Efetuar cálculo envolvendo operações com números complexos na forma algébrica;
PRÉ-REQUISITOS: Conjunto dos números complexos.
TEMPO DE DURAÇÃO: 100 minutos.
RECURSOS UTILIZADOS: Folha de atividades, lápis, borracha.
ORGANIZAÇÃO DA TURMA: Individual
OBJETIVOS: Resolver questões que envolvam o conjunto dos números complexos.
METODOLOGIA: Aplicar a avaliação abaixo, que contém questões antigas do Saerjinho e alguns problemas práticos sobre sistemas lineares. Após, avaliar os pontos que os alunos ainda não conseguiram dominar e selecionar os de maior escala, pontuando com eles problemas encontrados.
Questão 1)
Questão 2)
Questão 3)
Gabarito: 1 – C; 2 – E; 3 – E
Questão 4) Observe os números complexos z 1 , z 2 e z 3 indicados no plano de Argand-Gauss ao lado. Depois, calcule os produtos abaixo: a) z 1. z 2 b) z 1. z 3 c) z 2. z 3 RESPOSTA: a) b) c)
Questão 5) Determine o valor de a para que o número complexo seja real.
RESPOSTA:
Questão 6) Escreva a expressão i^18 – 4i^121 + 3i^67 + i–^14 , na forma z = a + bi. RESPOSTA: - 2 – 7i
forma de solucionar as questões. Eles precisam se questionar sobre suas próprias escolhas e o porquê. Na atividade com o software, pg. 8, é possível observar se o aluno está percebendo as principais características que diferenciam o plano cartesiano do plano de Argand-Gauss. Para tanto é preciso atenção do professor, que deverá estar indo de aluno por aluno verificando se eles estão atingindo o objetivo. Na pg. 13, a folha de atividades precisa de muita atenção para não ser preenchida errada. Neste momento, é importante o professor fazer isto com a ajuda da turma, através de indagações. Deixá-los tirar suas próprias conclusões permitirá um processo de aprendizado muito mais significativo. A atividade 4 (pg 17) faz-se necessária para detectar as dificuldades dos alunos na resolução de exercícios e problemas envolvendo o conjunto dos números complexos. Quando o professor for corrigir a avaliação, é importante não fazer a correção dos erros diretamente na folha de atividades. Isto precisa ser feito em um novo momento, juntamente com a turma, onde cada aluno poderá ver seu próprio erro e corrigi-lo. O professor precisa pontuar no quadro, além dos erros mais freqüentes, aqueles que também achar de maior relevância.
BIBLIOGRAFIA
FILHO, B. B; SILVA, C. X. Matemática aula por aula. Ensino Médio. São Paulo: FTD, 2003. 3 v.
RIBEIRO, Jackson. Matemática: Ciência, Linguagem e Tecnologia. Ensino Médio. São Paulo: Scipione, 2011. 3 v.
ROTEIROS DE AÇÃO: Campo Conceitual 1: Números Complexos. Projeto Seeduc: Formação Continuada, 2013. Disponível em: www.profetoseeduc.cecierj.edu.br. Acesso em: ago. 2013.
SAERJ: Saerjinho. Disponível em: www.saerjinho.caedufjf/diagnostica/. Acesso em: 25 ago.