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Período Histórico do Brasil: A Chamada 'Inversão Brasileira' e a Independência, Notas de estudo de Geologia

Neste documento, aprenda sobre a 'inversão brasileira' em 1808, quando o brasil tornou-se a sede da monarquia portuguesa, e a subsequente proclamação de independência em 1822. Descubra como o país foi elevado a reino e as importantes figuras que marcaram esta época. Além disso, conheça as principais cidades históricas e lugares de interesse ambiental declarados patrimônio cultural da unesco.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 18/11/2013

Jorginho86
Jorginho86 🇧🇷

4.6

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conhecido como revolução pernambucana de 1817.
Independência. Em 1808, ocorreu a chamada inversão brasileira, isto é, o Brasil
tornou-se a sede da monarquia portuguesa, com a transferência da família real e da corte
para o Rio de Janeiro, fugindo da invasão napoleônica na península ibérica. Ainda na
Bahia, o príncipe regente D. João assinou o tratado de abertura dos portos brasileiros ao
comércio das nações amigas, beneficiando principalmente a Inglaterra. Terminava
assim o monopólio português sobre o comércio com o Brasil e tinha início o livrecambismo,
que perduraria até 1846, quando foi estabelecido o protecionismo.
Além da introdução de diversos melhoramentos (Imprensa Régia, Biblioteca Pública,
Academia Militar, Jardim Botânico, faculdades de medicina do Rio de Janeiro e da
Bahia e outros), no governo do príncipe regente D. João (que passaria a ter o título de D.
João VI a partir de 1816, com o falecimento da rainha D. Maria I) o Brasil foi elevado à
categoria de reino e teve anexadas a seu território a Guiana Francesa e a Banda Oriental
do Uruguai, que tomou o nome de província Cisplatina.
A partir de 1821, com a volta do rei e da corte para Portugal, o Brasil passou a ser
governado pelo príncipe regente D. Pedro. Atendendo principalmente aos interesses dos
grandes proprietários rurais, contrários à política das Cortes portuguesas, que desejavam
recolonizar o Brasil, bem como pretendendo libertar-se da tutela da metrópole, que
visava diminuir-lhe a autoridade, D. Pedro proclamou a independência do Brasil, em 7
de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, na província de São Paulo. É
importante destacar o papel de José Bonifácio de Andrada e Silva, à frente do chamado
Ministério da Independência, na articulação do movimento separatista.
Primeiro reinado. Aclamado imperador do Brasil, D. Pedro I tratou de dar ao país uma
constituição, outorgada em 1824. No início do seu reinado, ocorreu a chamada guerra
da independência, contra as guarnições portuguesas sediadas principalmente na Bahia.
Em 1824, em Pernambuco, a confederação do Equador, movimento revoltoso de caráter
republicano e separatista, questionava a excessiva centralização do poder político nas
mãos do imperador, mas foi prontamente debelado. Em 1828, depois da guerra contra as
Províncias Unidas do Rio da Prata, o Brasil reconheceu a independência do Uruguai.
Depois de intensa luta diplomática, em que foi muito importante a intervenção da
Inglaterra, Portugal reconheceu a independência do Brasil. Freqüentes conflitos com a
Assembléia e interesses dinásticos em Portugal levaram D. Pedro I, em 1831, a abdicar
do trono do Brasil em favor do filho D. Pedro, então com cinco anos de idade.
Período regencial. O reinado de D. Pedro II teve início com um período regencial, que
durou até 1840, quando foi proclamada a maioridade do imperador, que contava cerca
de quinze anos. Durante as regências, ocorreram intensas lutas políticas em várias partes
do país, quase sempre provocadas pelos choques entre os interesses regionais e a
concentração do poder no Sudeste (Rio de Janeiro). A mais importante foi a guerra dos
farrapos ou revolução farroupilha, movimento republicano e separatista ocorrido no Rio
Grande do Sul, em 1835, e que só terminou em 1845. Além dessa, ocorreram revoltas
na Bahia (Sabinada), no Maranhão (Balaiada) e no Pará (Cabanagem).
Segundo reinado. O governo pessoal de D. Pedro II começou com intensas campanhas
militares, a cargo do general Luís Alves de Lima e Silva, que viria a ter o título de
duque de Caxias, com a finalidade de pôr termo às revoltas provinciais. A partir daí, a
política interna do império brasileiro viveu uma fase de relativa estabilidade, até 1870.
A base da economia era a agricultura cafeeira, desenvolvida a partir de 1830, no
Sudeste, inicialmente nos morros como o da Tijuca e a seguir no vale do Paraíba
fluminense (província do Rio de Janeiro), avançando para São Paulo (vale do Paraíba e
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conhecido como revolução pernambucana de 1817. Independência. Em 1808, ocorreu a chamada “inversão brasileira”, isto é, o Brasil tornou-se a sede da monarquia portuguesa, com a transferência da família real e da corte para o Rio de Janeiro, fugindo da invasão napoleônica na península ibérica. Ainda na Bahia, o príncipe regente D. João assinou o tratado de abertura dos portos brasileiros ao comércio das nações amigas, beneficiando principalmente a Inglaterra. Terminava assim o monopólio português sobre o comércio com o Brasil e tinha início o livrecambismo, que perduraria até 1846, quando foi estabelecido o protecionismo. Além da introdução de diversos melhoramentos (Imprensa Régia, Biblioteca Pública, Academia Militar, Jardim Botânico, faculdades de medicina do Rio de Janeiro e da Bahia e outros), no governo do príncipe regente D. João (que passaria a ter o título de D. João VI a partir de 1816, com o falecimento da rainha D. Maria I) o Brasil foi elevado à categoria de reino e teve anexadas a seu território a Guiana Francesa e a Banda Oriental do Uruguai, que tomou o nome de província Cisplatina. A partir de 1821, com a volta do rei e da corte para Portugal, o Brasil passou a ser governado pelo príncipe regente D. Pedro. Atendendo principalmente aos interesses dos grandes proprietários rurais, contrários à política das Cortes portuguesas, que desejavam recolonizar o Brasil, bem como pretendendo libertar-se da tutela da metrópole, que visava diminuir-lhe a autoridade, D. Pedro proclamou a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga, na província de São Paulo. É importante destacar o papel de José Bonifácio de Andrada e Silva, à frente do chamado Ministério da Independência, na articulação do movimento separatista. Primeiro reinado. Aclamado imperador do Brasil, D. Pedro I tratou de dar ao país uma constituição, outorgada em 1824. No início do seu reinado, ocorreu a chamada “guerra da independência”, contra as guarnições portuguesas sediadas principalmente na Bahia. Em 1824, em Pernambuco, a confederação do Equador, movimento revoltoso de caráter republicano e separatista, questionava a excessiva centralização do poder político nas mãos do imperador, mas foi prontamente debelado. Em 1828, depois da guerra contra as Províncias Unidas do Rio da Prata, o Brasil reconheceu a independência do Uruguai. Depois de intensa luta diplomática, em que foi muito importante a intervenção da Inglaterra, Portugal reconheceu a independência do Brasil. Freqüentes conflitos com a Assembléia e interesses dinásticos em Portugal levaram D. Pedro I, em 1831, a abdicar do trono do Brasil em favor do filho D. Pedro, então com cinco anos de idade. Período regencial. O reinado de D. Pedro II teve início com um período regencial, que durou até 1840, quando foi proclamada a maioridade do imperador, que contava cerca de quinze anos. Durante as regências, ocorreram intensas lutas políticas em várias partes do país, quase sempre provocadas pelos choques entre os interesses regionais e a concentração do poder no Sudeste (Rio de Janeiro). A mais importante foi a guerra dos farrapos ou revolução farroupilha, movimento republicano e separatista ocorrido no Rio Grande do Sul, em 1835, e que só terminou em 1845. Além dessa, ocorreram revoltas na Bahia (Sabinada), no Maranhão (Balaiada) e no Pará (Cabanagem). Segundo reinado. O governo pessoal de D. Pedro II começou com intensas campanhas militares, a cargo do general Luís Alves de Lima e Silva, que viria a ter o título de duque de Caxias, com a finalidade de pôr termo às revoltas provinciais. A partir daí, a política interna do império brasileiro viveu uma fase de relativa estabilidade, até 1870. A base da economia era a agricultura cafeeira, desenvolvida a partir de 1830, no Sudeste, inicialmente nos morros como o da Tijuca e a seguir no vale do Paraíba fluminense (província do Rio de Janeiro), avançando para São Paulo (vale do Paraíba e

oeste paulista). Até 1930, o ciclo do café constituiu o principal gerador da riqueza brasileira. A partir da década de 1850, graças aos empreendimentos de Irineu Evangelista de Sousa, o barão e depois visconde de Mauá, entre os quais se destaca a construção da primeira estrada de ferro brasileira, ocorreu um primeiro surto de industrialização no país. A base social do império era a escravidão. Desde o período colonial, os negros escravos constituíam a principal, e quase exclusiva, mão-de-obra no Brasil. As restrições ao tráfico negreiro começaram por volta de 1830, por pressões da Inglaterra, então em plena revolução industrial. Finalmente, em 1888, após intensa campanha abolicionista, a chamada Lei Áurea declarava extinta a escravidão no país. Nesse período, houve uma grande imigração para o Brasil, sobretudo de alemães e italianos. Na política externa, sobressaíram as guerras do Prata, em que o Brasil enfrentou o Uruguai e a Argentina, e a da Tríplice Aliança ou do Paraguai, que reuniu o Brasil, a Argentina e o Uruguai numa coligação contra o ditador paraguaio Solano López. A guerra do Paraguai (1864--1870), um dos episódios mais sangrentos da história americana, terminou com a vitória dos aliados. A partir de 1870, a monarquia brasileira enfrentou sucessivas crises (questão religiosa, questão militar, questão da abolição), que culminaram com o movimento militar, liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que depôs o imperador e proclamou a república, em 15 de novembro de 1889. República Velha. A Primeira República, ou República Velha, estendeu-se de 1889 até

  1. Sob a chefia do marechal Deodoro, foi instalado um governo provisório, que convocou uma assembléia constituinte para elaborar a primeira constituição republicana, promulgada em 1891. Os governos do marechal Deodoro, e, depois, do marechal Floriano Peixoto foram plenos de conflitos com o Legislativo e rebeliões, como as duas revoltas da Armada. Com a eleição de Prudente de Morais, tem início a chamada “política do café com leite”, segundo a qual os presidentes da República seriam escolhidos dentre os representantes dos estados mais ricos e populosos -- São Paulo e Minas Gerais -- prática que foi seguida, quase sem interrupções, até 1930. A economia agrário-exportadora continuou dominante. O café representava a principal riqueza brasileira, e os fazendeiros paulistas constituíam a oligarquia mais poderosa. As classes médias eram pouco expressivas e começava a existir um embrião de proletariado. Por ocasião da primeira guerra mundial (1914--1918), ocorreu um surto de industrialização, em função da substituição de importações européias por produtos fabricados no Brasil. A partir da década de 1920, o descontentamento dos militares explodiu em uma série de revoltas, destacando-se a marcha da coluna Prestes, entre 1924 e 1927, que percorreu grande parte do Brasil. As oligarquias alijadas do poder central também se mostravam insatisfeitas. Quando ocorreu a crise de 1929 -- iniciada com o crash da bolsa de Nova York --, com seus reflexos negativos sobre os preços do café, a desorganização da economia, as divergências político-eleitorais das oligarquias dominantes e as aspirações de mudança de amplos setores da sociedade provocaram a deflagração da revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder. República Nova. Sob a chefia de Getúlio Vargas, foi instaurado um governo provisório que durou até 1934. Embora vitorioso sobre a revolução constitucionalista de 1932, ocorrida em São Paulo, Vargas viu-se obrigado a convocar uma assembléia constituinte, que deu ao país uma nova constituição (1934), de cunho liberal. Em 1935, a Aliança Nacional Libertadora (ANL) promoveu uma revolta militar,

alarmantes; para a construção de obras de infra-estrutura, sobretudo nas áreas de transportes -- como a rodovia Transamazônica e a ponte Rio--Niterói (oficialmente, ponte Presidente Costa e Silva) --, de comunicações -- com a implantação do sistema de comunicação por satélite -- e de energia, com a construção da usina hidrelétrica de Itaipu -- por meio de um convênio com o Paraguai -- e com a assinatura de um acordo com a Alemanha para a construção de usinas nucleares. O governo Geisel iniciou um processo de abertura democrática, lenta e gradual, desembocando na anistia política, que permitiu a volta ao país de numerosos exilados. Em seguida à anistia, veio o fim do bipartidarismo, e foram criados vários partidos políticos. No final da década de 1970, o movimento popular e sindical tomou um novo alento, o que levaria, nos primeiros anos da década seguinte, ao movimento das “diretas já”, que, embora não fosse vitorioso, permitiu em 1985 a eleição indireta pelo Congresso de Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), para a presidência da República. Com a morte de Tancredo Neves, na véspera da posse, assumiu seu vice-presidente, José Sarney. Nova República. O governo Sarney teve como fato econômico mais importante a implantação do Plano Cruzado, com vistas a combater a inflação pelo congelamento de preços e da troca da moeda. O fato político marcante do período foi a eleição de uma assembléia nacional constituinte, que em 1988 deu ao Brasil uma nova constituição. O fracasso do plano econômico e a corrupção generalizada contribuíram para polarizar as preferências eleitorais em 1989 em torno das candidaturas de Fernando Collor de Mello, apoiado por poderosas forças políticas, e Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. A vitória de Fernando Collor provocou uma euforia momentânea, logo dissipada pelo fracasso dos sucessivos planos econômicos e pelas denúncias de corrupção que atingiam figuras próximas ao presidente. Depois de intensa movimentação popular, Collor foi afastado do governo, em 1992, pelo processo de impeachment, conduzido pelo Congresso Nacional. Quadro atual. O governo do presidente Itamar Franco, sucessor de Fernando Collor, contou com amplo apoio parlamentar e popular. Seus principais objetivos eram combater a inflação, retomar o crescimento econômico e diminuir a pobreza do povo brasileiro. O sucesso das medidas econômicas permitiu a eleição do criador do Plano Real e candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Fernando Henrique Cardoso, que venceu o candidato petista Luís Inácio Lula da Silva, por esmagadora maioria. Aspectos culturais e turísticos Acervo. A arquitetura colonial brasileira apresenta exemplos de riqueza e originalidade, graças ao impulso inicial dado pelos jesuítas, que foram responsáveis pela construção de numerosas igrejas e produziram obras de arte que constituem boa parte da riqueza arquitetônica e artística do país. Algumas cidades e lugares históricos ou de interesse ambiental foram declarados pela UNESCO patrimônio cultural da humanidade: o centro histórico de Salvador, compreendendo o Terreiro de Jesus (Pelourinho), na Bahia; Olinda, em Pernambuco; Ouro Preto, em Minas Gerais; Brasília, a capital federal; as ruínas de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul; o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, Minas Gerais; e os parques nacionais da Serra da Capivara, no Piauí, e de Iguaçu, no Paraná. Entre as cidades históricas, também merecem destaque Parati, no Rio de Janeiro, célebre pelo seu casario, e Aparecida, em São Paulo, considerada cidadesantuário do Brasil.

Na antiga zona aurífera de Minas Gerais encontram-se os melhores exemplos da arte barroca, tanto na decoração do interior dos templos religiosos, como nas esculturas de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Ouro Preto, Tiradentes, Congonhas e São João del Rei são típicas cidades coloniais mineiras. Modernamente, o maior exemplo da arquitetura brasileira é Brasília, obra de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. Instituições. O impulso cultural inicial foi dado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808. Datam dessa época a atual Biblioteca Nacional, o Museu Nacional, o mais importante da América do Sul para o estudo das ciências naturais e antropológicas, e o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Ainda nessa cidade, podem ser encontrados o Museu Histórico Nacional, típico do estilo barroco-rococó, o Palácio Gustavo Capanema, cujo traço se deve ao arquiteto francês Le Corbusier, o Museu Nacional de Belas-Artes, o Museu de Arte Moderna, exemplo da arquitetura contemporânea, e o Teatro Municipal. O Museu Imperial, em Petrópolis RJ, contém rico material sobre o período monárquico. Em São Paulo, destacam-se o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Museu de Arte (MASP), que guardam importante acervo de pintores nacionais e estrangeiros. Em Minas Gerais encontra-se o Museu da Inconfidência, com obras de arte sacra e do Aleijadinho. O Museu Emílio Goeldi, em Belém PA, é um centro de pesquisas sobre etnologia. Em Manaus, sobressai o Teatro Amazonas, cuja construção data do ciclo da borracha, em fins do século 19. Entre as maiores universidades brasileiras, situam-se a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Brasília (UnB). Atrações e eventos. A maior festa brasileira é o carnaval, que ocorre geralmente em fevereiro, com duração de três ou quatro dias, sendo famosas e conhecidas internacionalmente as comemorações no Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Olinda. Outro evento importante são as festas de Ano-Novo, celebradas nas praias do Rio de Janeiro e de Salvador. Em Ouro Preto MG realiza-se um importante Festival de Inverno. Gramado RS é sede de um Festival de Cinema, assim como Brasília. A festa do Círio de Nazaré, manifestação leiga e religiosa, é comemorada todos os anos em Belém PA. Os festejos populares de origem portuguesa têm sido recuperados, como o bumba-meu-boi, no Maranhão, ou de raízes luso-africanas, como o reisado, no Nordeste e em Parati RJ. A festa do Divino Espírito Santo reúne uma série de manifestações culturais populares, em Pirenópolis GO. Usina de Itaipu, no rio Paraná Quinto país do mundo em extensão territorial, o Brasil é uma nação-continente que ocupa quase metade da América do Sul. Ao longo de cerca de 16.000km de fronteiras, só dois países sul-americanos -- Equador e Chile -- não têm fronteira com o território brasileiro. Geografia política Região Norte Região Nordeste Região Sudeste Região Sul Região Centro-oeste Aspectos naturais Geologia

navegação. Os rios de planície, menos numerosos, estão entre os maiores do país e do mundo, como o rio Amazonas, com 6.571km; o rio Paraná, com 4.880km, e o rio Paraguai, com 2.550km. Há quatro grandes bacias fluviais: a bacia Amazônica, na região Norte do país, que constitui 56% do território nacional; a bacia Platina, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, com cerca de dezesseis por cento; a bacia do rio São Francisco, que banha sete por cento da superfície total; e as bacias secundárias, que reúnem três grupos isolados (bacias do Nordeste, do Leste e do Sudeste), compostas de alguns rios de grande extensão, como o Mearim, o Itapicuru, o Parnaíba, o Jaguaribe, o Jequitinhonha, o Doce e o Paraíba do Sul. Os rios brasileiros são regulados geralmente pelo regime pluviométrico, isto é, pela quantidade de chuvas que produzem suas cheias e vazantes, com exceção do Amazonas, de regime bastante complexo, e cujas margens estão freqüentemente sujeitas a grandes inundações. Na maioria dos sistemas pluviais, as enchentes ocorrem em geral nos meses de verão, e as vazantes, no inverno. Na região do sertão nordestino, importantes rios têm trechos completamente secos em determinadas épocas do ano, devido às condições climáticas típicas da área, com escassez de chuvas e estações secas prolongadas. São os chamados rios temporários ou intermitentes, dos quais destacam-se o Jaguaribe, o Piranhas ou Açu, e o Paraíba do Norte. Precipitação Anual Clima Clima. A maior parte do território brasileiro está localizada entre o equador e o trópico de Capricórnio, o que, aliado a um relevo de altitudes médias e a uma distribuição equilibrada de terras e águas, favorece um clima marcado pela tropicalidade. Os climas do país se enquadram nos três primeiros grupos da classificação de Köppen (grupo dos megatérmicos, dos xerófitos e dos mesotérmicos úmidos). Os climas megatérmicos (ou tropicais chuvosos) são característicos da região Norte do Brasil, em que predominam os tipos Af (clima das florestas pluviais, com chuvas abundantes e bem distribuídas) e Am (clima das florestas pluviais, com pequena estação seca). Apresenta temperaturas anuais elevadas (24º C no baixo Amazonas), com grandes variações, e total de precipitações superior a 1.500mm ao ano. Na região Centro-Oeste, existem duas estações bem definidas, a chuvosa (com médias inferiores a 1.500mm anuais) e a seca, o que configura o tipo climático Aw. A área submetida a esse tipo de clima engloba o planalto Central e algumas zonas entre o Norte e o Nordeste. As temperaturas são elevadas (superiores a 26º C). O clima semi-árido, equivalente à variedade Bsh do grupo dos climas secos ou xerófitos, encontra-se no interior do Nordeste e alcança o litoral do Rio Grande do Norte e o vale médio do rio São Francisco. Apresenta temperaturas elevadas (acima de 26 º C) e as chuvas são escassas (inferiores a 700mm anuais, no sertão do Nordeste) e irregulares. Nas regiões Sudeste e Sul predominam os climas mesotérmicos úmidos, enquadrados nas variedades Cfa, Cfb, Cwa e Cwb. No Sudeste, conservam-se as características tropicais modificadas pela altitude. As temperaturas são amenas (entre 20º C e 24º C) e as chuvas (entre 1.500 e 2.000mm) são bem distribuídas em duas estações do ano, de outubro a março. O Sul do país (de parte de São Paulo até o Rio Grande do Sul) caracteriza-se por temperaturas amenas (entre 16º C e 20º C), com chuvas que se distribuem regularmente durante todo o ano (superiores a 1.500mm). Neves esporádicas caem sobretudo nos

pontos mais elevados do planalto: São Francisco de Paula RS, Caxias do Sul RS, São Joaquim SC, Lajes SC e Palmas PR. Vegetação Carnaval Flora e fauna. As formações florestais cobrem mais da metade do território brasileiro. A mais importante é a floresta amazônica, a maior floresta equatorial do mundo, também chamada hiléia brasileira. Abrange toda a região Norte e parte do Centro-Oeste. Na faixa costeira, desde o sul da Bahia até Santa Catarina, encontram-se remanescentes da mata atlântica, a área florestal mais devastada do país, na qual a maior parte das árvores de médio porte foi derrubada para servir como combustível (lenha, carvão vegetal) ou para dar lugar a zonas agrícolas. De São Paulo até o Rio Grande do Sul, ocorria um tipo de floresta mais homogênea, a mata da araucária ou dos pinheirais que atualmente são encontrados em áreas muito restritas. Os babaçuais ou mata dos cocais caracterizam o litoral do Nordeste e trechos da bacia do rio Tocantins. As caatingas são típicas da zona semi-árida do sertão nordestino, enquanto os cerrados formam grande parte da vegetação do Centro-Oeste e trechos de Minas Gerais e São Paulo. No extremo sul, ocorrem campos tipicamente herbáceos. A bacia do alto rio Paraguai é ocupada pelo chamado complexo do Pantanal, área de vegetação muito variada. Restingas, dunas e manguezais encontram-se na orla costeira. A fauna terrestre brasileira não se destaca pelo tamanho nem pela ferocidade, como a de outras regiões do mundo tropical. Na área de florestas, encontram-se a onça, macacos, a preguiça, o caititu, serpentes (jibóia, sucuri), e aves (papagaios, araras e tucanos). É grande o número de insetos, sobretudo na Amazônia. Nas caatingas, cerrados e campos, predominam o tamanduá, o tatu, o veado, o guará, a ema e a siriema, batráquios (rãs, sapos e pererecas) e répteis (cascavel, surucucu e jararaca). Nos rios e lagos da região amazônica habitam o peixe-boi, o jacaré, o pirarucu, a tartaruga, bem como a lontra e a capivara. Algumas dessas espécies também são encontradas no Pantanal. A fauna ornitológica brasileira é uma das mais ricas do mundo, com uma enorme variedade de espécies. Nela encontram-se numerosas aves de rapina, trepadoras, palmípedes e pernaltas, os galináceos e os columbídeos. Aspectos demográficos Cataratas do Iguaçu Composição étnica. A população brasileira foi formada a partir de três grupos fundamentais: o branco europeu, o negro africano e o ameríndio. Antes da chegada dos portugueses, o território era habitado por milhares de povos indígenas (sobretudo dos grupos tupi e jê ou tapuia). A partir da colonização, a maior parte da população indígena foi exterminada, dela restando hoje apenas alguns milhares de indivíduos. Os negros africanos, pertencentes sobretudo aos grupos bantos e sudaneses, foram trazidos como escravos para trabalhar na agricultura (cana-de-açúcar, café) e na mineração (ouro e diamantes). Além dos portugueses, outros europeus também contribuíram para a formação da população brasileira, através da imigração, principalmente a partir de 1850 (alemães, italianos, espanhóis). A miscigenação desses três grupos étnicos deu origem aos mestiços: mulatos (descendentes de brancos e negros), caboclos (de brancos e ameríndios) e cafuzos (de negros e ameríndios). Há ainda uma parte formada por descendentes de povos asiáticos, especialmente japoneses. Para a formação do contingente populacional do país, a imigração em si pouco representou (pouco mais de cinco milhões de indivíduos, desde a Independência, dos quais 3,5 milhões permaneceram no país) e praticamente cessou a

Além desses produtos, aparecem a mandioca e o feijão, também bastante difundidos em todo o país, vindo a seguir a produção de frutas (banana, abacaxi, coco-da-baía, uva), cacau, batata-inglesa, batata-doce, fumo e amendoim. O Brasil possui um dos maiores rebanhos do mundo, sendo que a maior parte corresponde aos bovinos, concentrados em três grandes áreas: a região centro-oriental (Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo), com cerca da metade do rebanho nacional, destinado à produção de carne, couros e leite; o Rio Grande do Sul e o Nordeste, tradicionais centros pastoris, com produção de carnes e couros. Ao lado dos bovinos, outro importante segmento da pecuária é constituído pelos suínos, distribuídos pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão e Bahia. São utilizados para o consumo e na indústria frigorífica. Os demais rebanhos são constituídos pelos ovinos, que fornecem lã e carne, e cujo maior centro criatório está localizado no Rio Grande do Sul; caprinos, para a produção de leite e couros, predominante no Nordeste; eqüinos e muares, na região centromeridional; e asininos, típicos do Nordeste. Indústria Indústria. A industrialização do Brasil recebeu grande impulso durante a primeira guerra mundial, quando a política de substituição de importações estimulou a fabricação no país das mercadorias até então importadas da Europa. Desenvolveram-se fábricas de tecidos, carnes congeladas, óleos comestíveis e outros produtos alimentares. Contudo, somente a partir da década de 1930 pode-se falar de um processo de industrialização propriamente dito. Durante a segunda guerra mundial, novamente o Brasil foi forçado a produzir os bens que não podia importar, e a industrialização recebeu novo impulso, destacando-se, no final do conflito, a implantação da siderurgia, com a construção da usina siderúrgica de Volta Redonda, marco inicial da indústria de base no país. Na década de 1950, o ritmo industrial foi acelerado, com a instalação de numerosas indústrias de artefatos de borracha, artigos de eletricidade, couro e papel, têxteis, produtos farmacêuticos e outros, além de metalúrgicas e fábricas de cimento. A implantação da indústria automobilística assinalou um novo marco na expansão industrial do Brasil, e numerosas cidades transformaram-se em autênticos centros industriais. Pela importância econômica, destacam-se as indústrias têxteis, químicas e farmacêuticas, metalúrgicas e de material de transporte. São Paulo concentra o maior parque industrial do país, localizado na capital, no chamado ABCD (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano e Diadema), em Jundiaí, Sorocaba, São José dos Campos, Campinas, Taubaté e outras cidades, contribuindo com mais da metade da produção nacional. Em seguida, aparecem os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pernambuco. A indústria siderúrgica ocupa um lugar destacado. Além da Companhia Siderúrgica Nacional, localizada em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, e a Cosigua, no mesmo estado, sobressaem a Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, a Acesita, a Usiminas e outras em Minas Gerais; a Cosipa, em São Paulo; além de usinas localizadas na Bahia e no Espírito Santo. A indústria automobilística, embora concentrada em sua maior parte em São Paulo, já se irradia para outros estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Além de veículos motorizados, o país passou também a fabricar locomotivas e vagões ferroviários. A indústria aeronáutica apresenta notável desenvolvimento, desde sua criação, em