


Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
O documento discute o conceito lean, uma metodologia de melhoria contínua iniciada pela toyota, agora amplamente adotada em diversos setores, incluindo produção, serviços, retalho, bancos, ti, saúde e governo. O texto aborda a importância da redução de despesas, a transformação em estratégia a longo prazo e o papel dos serviços lean na mudança de mentalidade em grandes organizações.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 4
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!



A razão? Em 2008 LEAN já é amplamente aceite como um programa e uma metodologia de progresso não apenas para a indústria de automóveis onde o processo foi iniciado pela Toyota, mas também para as operações de produção mais abrangentes e outros sectores tão diversos quanto o retalho, bancos, TI, saúde e governo. Tendo em conta a abrangência actual do LEAN, é fácil esquecer que foi originalmente aplaudida por causa da Toyota, empresa que demonstrou um grande desempenho, embora parecesse usar menos de tudo quando comparada aos outros produtores em massa tradicionais. Por causa disso, a concepção LEAN para a maioria dos negócios é uma ferramenta para a redução de despesas, com ênfase nas operações.
Os serviços LEAN e os esforços em direcção ao progresso estão a mudar a
forma como pensam as grandes organizações. Alguns dos mais importantes
praticantes do pensamento LEAN discutem como transformá-lo numa
verdadeira estratégia a longo prazo.
Desde o seu desenvolvimento pela Toyota, em meados do século passado, que os princípios LEAN têm conduzido ao aperfeiçoamento nos processos de produção e, mais recentemente, nos serviços. Algumas histórias modernas de sucesso com grande visibilidade, incluindo o exemplo da Tesco, provaram que há muito mais em jogo do que o caminho para a eficiência. Uma maior eficiência leva a uma maior produtividade, mas também a uma maior clareza relativamente aos propósitos de negócio. Quando aplicada correctamente, a pensamento LEAN acaba com hierarquias tradicionais e coloca as organizações fornecedoras a cargo do cliente. O resultado é uma transformação cultural que além de ser melhor para o cliente é mais rentável para os fornecedores e mais enriquecedora para a força de trabalho. No entanto, esse tipo de mudança não pode ser alcançada de um dia para o outro. Embora muitas organizações tenham conquistado algum sucesso inicial através do LEAN, a maioria ainda tem dificuldades em criar programas que consigam manter as vantagens iniciais.
Desde que o termo "LEAN" foi utilizado com esse sentido num livro chamado "The Machine that Changed the World" (A máquina que mudou o mundo), de 1990, nunca foi tão discutido como agora. Através de uma pesquisa recente no website Google encontramos mais de dois milhões de páginas para "Produção LEAN", 405.000 páginas para "pensamento LEAN" e 602.000 páginas para "Gestão LEAN".
Por que é que os passos da Toyota não são seguidos com um maior índice de sucesso e de forma mais duradoura? Será que o sucesso a longo prazo da Toyota é meramente o produto de circunstâncias singulares e do seu próprio desenvolvimento orgânico? De acordo com o que escreveu Simon Caulkin no jornal britânico The Observer no ano passado, alguns especialistas concluíram que a razão é que o Sistema de Produção da Toyota "é um complexo processo de auto- organização, o produto irreproduzível da interacção de alguns princípios LEAN que derivaram das circunstâncias particulares das suas origens ". Nos anos de reconstrução que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, essas circunstâncias ditaram que os recursos da Toyota eram insuficientes para investir na tradicional linha de produção em massa que os gerentes da época acreditavam ser essencial à salvação do negócio. Taiichi Ohno, o então Gerente de Montagem da empresa, respondeu com um método através do qual era possível conquistar muito mais com os recursos disponíveis: produzindo apenas o essencialmente necessário, eliminando tudo aquilo que não agregava valor e suprimindo aquilo que não dava certo. O novo método redefiniu efectivamente a produção.
Seria um exagero dizer que falta às organizações de hoje o mesmo tipo de ímpeto experimentado pela Toyota do pós-guerra para criar uma mudança que persista? Talvez sim. É muito simplista dizer que as empresas precisam de ter as mãos atadas como aconteceu no Japão no final da década de 40. No entanto, o que a maioria dos comentadores e praticantes actuais agora acredita é que é necessário um obstáculo igualmente poderoso e permanente em termos de pensamento - que certamente vá além da vontade básica de cortar despesas - para que a Mentalidade Simples resulte em transformações similares nos seus próprios sectores.
David Brunt acredita que as organizações precisam de fazer algumas perguntas fundamentais para atingir esse tipo de obstáculo e fazê-lo o mais rápido possível.
No entanto, muitas pessoas não notaram que o livro enfatiza um diferencial de desempenho em três áreas chave: o desenvolvimento de produtos, a cadeia de fornecimento e as relações com o cliente. É essa a razão pela qual os negócios muitas vezes não conseguem manter os programas LEAN? David Brunt da Lean Enterprise Academy acredita que pode ser: "Na verdade, a maioria das empresas focou-se demasiadamente nas áreas operacionais". Aqueles que adoptam o pensamento LEAN de forma completa transformam as suas organizações em todas as áreas. A Toyota está à frente dos seus concorrentes não apenas devido à sua excelência operacional, mas também porque pensa nos seus clientes de uma forma fundamentalmente diferente. A razão de ser da Toyota é ser tão forte que a empresa já não precisa de se perguntar se está a sustentar o sistema que inventou. Por outras palavras, já não pensa mais de outra forma.
É muito comum durante um novo processo de implementação do pensamento LEAN obter inicialmente um determinado sucesso. A autoridade tributária do Reino Unido, a HM Revenue & Customs (HMRC), usou o pensamento LEAN para melhorar a qualidade dos serviços prestados aos seus clientes (a organização está actualmente a presenciar os seus melhores resultados no processamento dos formulários de Auto-Declaração de Imposto) e para atingir melhorias significativas na sua produtividade. A Zurich Global Corporate UK, fornecedora internacional de seguros, declara que o seu negócio é actualmente 40% mais rápido no seu processo de atendimento ao cliente desde que começou o seu programa LEAN 2006. No entanto, tanto a HMRC quanto a Zurich reconhecem que ainda têm um longo caminho a percorrer. Dados os índices de fracasso a longo prazo, é fácil de entender a hesitação de ambas as organizações. Bernadette Kenny, Directora Geral do Departamento de Imposto Pessoal da HMRC, ficou pasmada ao saber que quando os programas chegam à etapa final, 70 a 80% das implementações do pensamento LEAN fracassam.
modelo e eles dizem-me para deixar ficar assim. "Agora posso gerir o meu desempenho de uma forma que nunca pude antes. Não posso nem imaginar voltar à minha antiga forma de gestão".
Kenny admite que não sabe se a sustentabilidade do seu programa de Mentalidade Simples será provada durante o seu tempo de trabalho na HMRC, mas se a história do LEAN e da Toyota nos ensinam alguma coisa é que gestores sénior precisam de ver para além das sua próprias funções, para além da própria duração da sua vida de trabalho, para que possam desenvolver um objectivo que seja realmente significativo para as pessoas, pois estas, no fim de contas, serão responsáveis para que isso aconteça.
Tim Auger declara que a sua experiência com a Zurich no sector de seguros o ensinou exactamente a mesma coisa: "Um dos desafios de uma organização global são as mudanças relativamente às partes envolvidas no negócio. Os Directores Executivos vêm e vão, o que significa que conquistar consistência é um problema contínuo. O grande desafio é a forma como nós líderes reconhecemos o valor das actividades positivas que estão a acontecer no que diz respeito ao pensamento LEAN e como construímos em cima delas, em vez de implementar mudanças só pela mudança em si, para dar a impressão de que estamos a agregar valor. É preciso ser um grande líder para reconhecer um elemento positivo e manter-se fiel a ele em vez de o mudar".
É possível que o objectivo não tenha que ser tão radical como fizeram a Toyota e a Tesco, trazendo mudanças para toda a indústria. No entanto, no mínimo, a adopção LEAN exige uma mudança na forma como os gestores pensam, com ênfase na saúde da organização a longo prazo, em vez de enfatizar os sintomas imediatos e óbvios do seu desempenho.
David Brunt, Bernadette Kenny e Tim Auger deram palestras no último evento da série Discussões com Executivos da Fujitsu.
todos esses factores é o sentido preponderante de que não basta apenas pôr em prática processos para criar valor, ou mesmo contar com as pessoas certas para gerir o processo adequadamente. É também fundamental ter um verdadeiro objectivo a longo prazo, que deve ser definido pelo cliente.
Por definição, dado o seu objectivo de obter melhorias contínuas, a Mentalidade Simples não pode parar. Quanto mais os seus praticantes "descobrem" mais têm a descobrir.
Culturalmente isso pode ser difícil no local de trabalho, em todos os níveis da hierarquia, porque vai contra a natureza humana. As pessoas gostam de resultados e gostam de ter objectivos a serem alcançados. Precisam de um propósito que consigam compreender, mesmo que este propósito esteja num processo contínuo de evolução.
A Toyota certamente tinha (e ainda tem) um objectivo. Este objectivo pode ter as suas origens em necessidades sociais e económicas específicas, mas fundamentalmente é definido de forma mais apropriada como sendo uma ambição para mudar a indústria como um todo.
É possível vencer o desafio de manter o pensamento LEAN através da simples cópia da Toyota? Obviamente não é tão simples assim. Como diz Bernadette Kenny, o desafio de fazer as pessoas acreditar num objectivo será sempre substancial e deve ser individual a cada organização.
No entanto, ela tem grandes esperanças para o futuro: "Na minha opinião, a sustentabilidade resultará do sucesso que você tiver no estabelecimento do compromisso dos funcionários na linha de frente do seu negócio. Se genuinamente acreditarem que essa é a coisa certa a fazer, se acreditarem lá no fundo que é o melhor para os clientes, se tiverem acesso às ferramentas e aos aspectos práticos, se tiverem a permissão e a segurança para acreditar que realmente estão autorizados a fazer as coisas, certamente responderão e agirão por você. Hoje em dia tenho escritórios onde converso com os gestores intermediários e júnior acerca da sustentabilidade desse
PERGUNTE À FUJITSU Para saber mais sobre LEAN e como este pode ser aplicado ao seu negócio visite: uk.fujitsu.com/lean ou envie um email [email protected]