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O irã, situado no sudoeste da ásia, é um país independente com uma superfície de 1.638.057km2. Sua principal riqueza é o petróleo, e sua história é rica em culturas e invasões. Informações sobre a geografia, demografia, economia, história e cultura do irã.
Tipologia: Notas de estudo
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Irã Ocupado nas duas guerras mundiais por britânicos e russos, o Irã conseguiu manter-se como país independente. Sua principal riqueza é o petróleo, do qual é um dos maiores produtores mundiais. O Irã (chamado, no Ocidente, Pérsia até
Economia A economia do Irã baseia-se no petróleo e numa agricultura rudimentar. Todos os bancos privados e companhias de seguros foram nacionalizados em
secularização da educação, melhora das comunicações e maiores direitos para as mulheres. Na política exterior, os objetivos foram o apoio às Nações Unidas e à coexistência pacífica e o estabelecimento de relações culturais com a Europa oriental, a União Soviética, a França, a República Federal da Alemanha e a Escandinávia. O principal aliado nesse período foram os Estados Unidos. Os vultosos recursos provenientes da exportação de petróleo foram empregados, em parte, numa industrialização rápida, porém mal controlada e coordenada, que favoreceu a inflação e a corrupção administrativa. República islâmica. A crise econômica e a política ocidentalizante do xá alimentou a oposição dos mujtahids ("cruzados"), ativistas religiosos dirigidos do exílio pelo aiatolá Ruhollah Khomeini. Diante da pressão popular, o xá deixou o Irã em 16 de janeiro de 1979 e pouco depois, em 1º de abril, Khomeini declarou a república islâmica. Sua política se caracterizou pela supressão de todas as medidas pró-ocidentais anteriores, a aplicação estrita da lei do Alcorão, a abolição das medidas que favoreciam a situação da mulher, a execução de oficiais e simpatizantes do antigo regime, a ruptura das relações com os Estados Unidos e a perseguição aos comunistas como inimigos de Deus. Em setembro de 1980, o governo do Iraque ordenou a invasão da província iraniana do Khuzistão, dando início a uma guerra em que os dois países consumiram grande parte dos recursos provenientes do petróleo e causou milhões de baixas em ambos os países. Um cessar- fogo suspendeu as hostilidades em 1988. O aiatolá Khomeini morreu em 1989. Ali Khamenei foi eleito para o cargo de supremo dirigente religioso, mas sem contar com o fanático apoio das massas que haviam sido dominadas por Khomeini. Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, eleito presidente nesse mesmo ano, adotou uma política mais moderada. Instituições políticas O Irã é uma república islâmica regida por um presidente, um conselho de ministros, uma câmara legislativa (Majlis) e um poder judiciário. Todos os poderes estão sujeitos à autoridade suprema do líder religioso islâmico. Os 270 membros dos Majlis são eleitos, em votação secreta, para um período de quatro anos. Um "conselho de guardiães" de 12 membros determina a constitucionalidade das leis aprovadas pelos Majlis e sua adequação aos princípios islâmicos. O presidente é eleito por um período de quatro anos e designa os ministros, que devem ser aprovados em assembléia. O país se divide em 24 províncias (ostans). Desempenham um papel fundamental os guardiães da revolução, principal corpo militar do país. Sociedade O crescimento das cidades criou problemas habitacionais que se agravaram com os bombardeios iraquianos durante a guerra Irã-Iraque, quando o governo concentrou seus esforços na ajuda aos pobres, com o fim de frear o descontentamento popular. As condições sanitárias melhoraram bastante após a segunda guerra mundial. Em 1964 a varíola foi erradicada e doenças como a peste e a malária foram controladas. A cólera, que se acreditava dominada, ressurgiu em 1970, mas foi rapidamente debelada. No entanto, as instalações sanitárias são inadequadas e não existem médicos e pessoal auxiliar treinado suficientemente, sobretudo nas zonas rurais. A educação obrigatória foi estabelecida em 1943. Todas as escolas e universidades obedecem ao sistema religioso islâmico, com exceção de pequeno número de estabelecimentos de ensino particulares mantidos por grupos minoritários. Em 1934 inaugurou-se a Universidade de Teerã, a que se seguiram outras, assim como proliferaram os
institutos técnicos. O princípio estrutural da sociedade iraniana é o parentesco patrilinear, ou seja, o parentesco é determinado pela linhagem masculina. Os homens detêm a autoridade formal, os direitos de propriedade e de herança. A maioria dos iranianos professa o islamismo, religião oficial do estado, e pertence sobretudo à seita xiita. Os curdos, turcos e parte dos árabes pertencem ao ramo sunita. As principais religiões minoritárias são o zoroastrismo, o judaísmo e o cristianismo. Dentre os cristãos, o grupo principal é de armênios ortodoxos. A tolerância religiosa, uma das características da monarquia, foi substituída pelo fanatismo sectário depois da revolução islâmica de 1979. Cultura A vida cultural do Irã moderno é dominada pelos fundamentos do islamismo xiita. O martírio de Hussain ibn Ali no ano 680 em Karbala, no Iraque, tornou-se ponto de partida para a criação da consciência nacional. A comemoração do "martírio de Karbala" impregnou profundamente todas as manifestações culturais persas. O tema é encontrado com freqüência em tapetes, na literatura e na poesia. A modernização da literatura iraniana se deve ao erudito Mohamed Qazvini, que no princípio do século XX recuperou e editou numerosos manuscritos persas medievais. O primeiro grande poeta do século XX foi Mohamed Taqi Bahar. O prosador Mohamed Ali Djamal-zadeh satirizou a sociedade persa, enquanto Mohamed Hijazi denunciou a corrupção política e burocrática das grandes cidades do Irã moderno. A novela Mardi dar gafas (1945; O homem da prisão), de Sadegh Tchubak, é exemplo perfeito do pessimismo desesperado de um grupo de escritores iranianos. Tanto a pintura como a escultura e a música têm sofrido sérios obstáculos para seu desenvolvimento, em conseqüência da interpretação restritiva, pelos xiitas, dos preceitos do Alcorão.