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o Oráculo de Ifá Parte1, Notas de estudo de Religião

Apostilas de Religião sobre o Oráculo de Ifá, sete regras para viver feliz, X Poema de Ifá: A luta entre Ifá e o Ajé, Poema de Ifá: Ajalá e a escolha de ÒRÍ, Relação ODÚ e as doenças.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 27/11/2013

Adriana_10
Adriana_10 🇧🇷

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Apostila do curso de introdução ao estudo do oráculo de Ifá
"Deus não impôs ao ignorante a obrigação de aprender, sem antes ter tomado de quem sabe, o
juramento de ensinar”.
Sabedoria Oriental
SETE REGRAS PARA VIVER FELIZ
1. ADQUIRA O HÁBITO DA FELICIDADE. Sorria, intimamente e torne este sentimento parte de você
mesmo. Crie um mundo feliz para si. Aguarde cada dia, mesmo quando algumas nuvens obscurecerem
o sol, sempre encontra algo de bom.
2. DECLARE GUERRA A SENTIMENTOS NEGATIVOS. Não permita que aborrecimentos irreais o
devorem. Se algum pensamento negativo lhe invadir o espírito, combata-o. Pergunte de si para si,
porque você, que tem todo direito natural à felicidade, deve passar horas do dia em luta com o temor, o
aborrecimento, o ódio. Ganhe a guerra contra esses flagelos insidiosos do Século XX.
3. REFORCE A IMAGEM DE SI PRÓPRIO. Veja-se como foi nos seus melhores momentos e dê a si
próprio certa atenção. Imagine os tempos felizes e o orgulho que sentiu de si. Crie experiências futuras
agradáveis; dê a si mesmo, crédito pelo que é. Deixe de bater na própria cabeça.
4. APRENDA A RIR. Às vezes, os adultos sorriem ou riem entre os dentes, mas nem todos riem
realmente, isto é, risada verdadeira que dê a impressão de alivio e liberdade. O riso, quando genuíno
purifica, faz parte do mecanismo do sucesso, lançando-o às vitórias da vida. Se você deixou de rir desde
os 10 ou 40 anos, volte à escola do espírito e aprenda novamente o que nunca deveria ter esquecido.
5. DESENTERRE OS TESOUROS ESCONDIDOS. Não permita que as suas aptidões e os seus
recursos morram dentro de si; dê-lhes uma oportunidade para se submeterem às provas da vida.
6. AJUDE O PRÓXIMO. Dar aos seus semelhantes poderá ser a experiência mais compensadora da
sua vida. Não seja cínico; compreenda que muitas pessoas que parecem desagradáveis ou hostis estão
usando fachada que acham capaz de protegê-las contra outros. Se der ao próximo, ficará admirado na
reação grata, pelo reconhecimento que terão. Pessoas que parecem duras são, na realidade gentis e
vulneráveis. Você sentir-se-á satisfeito quando der sem pensar em proveito para si.
7. PROCURE ATIVIDADES QUE O TORNEM FELIZ. A natação, o tênis, o vôlei ? Pintar, cantar,
coser? Não posso dizer-lhe. Você mesmo terá de escolher. Mas a vida é feliz, se fizer o que lhe agrada.
Existe uma tendência no ser humano de reduzir os novos fenômenos com que ele se defronta a idéias e
definições preexistentes em sua mente oriundas de fatos anteriormente conhecidos. Esta redução
dificulta uma visão e uma interpretação corretas do que se analisa. Assim, os fatos culturais dos negros
do Golfo do Benin nos seus cerimoniais e ritos transformam-se, nesta visão deformadora, em religião
primitiva.
O Candomblé não é primitivo e muito menos religião, antes de tudo, este conjunto de preceitos, regras,
ritos e práticas forma um weltanchau (visão do mundo, concepção global de apreensão da realidade -
termo usado em filosofia) e uma técnica que permite o confronto com a natureza e com seus
semelhantes, utilizando a energia de sua própria mente (o Òrí).
Os Òrísá (de Òrí: cabeça, mente; Àsé: força, magia) não existem fora da mente humana, não são
deuses primitivos de um panteão imaginado pela concepção cultural do branco nem são espíritos de luz
comandando "falanges" de almas como os idealizam os descendentes dos povos bantos, associado ao
fenômeno da cosmogonia nagô à sua cultura religiosa, que se fundamenta no culto dos ancestrais.
Devemos despir o Candomblé da carga sincrética que for desvirtuante, para fazer emergir o
entendimento do que é a mais pura tradição nagô. Os rituais e cerimônias não serão descritas, pois isto
já foi feito e muito bem por mestres como Descoredes dos Santos, Fred Aflalo, Roger Bastide, Pierre
"Fatumbi" Verger e tantos outros.
O que realmente importa, é comentar cada cerimônia, cada festa, cada fundamento e cada obrigação,
buscando sua explicação purificada do misticismo branco ou banto, para fazer aflorar a verdadeira
função de "Òrí", único alvo e agente do culto nagô, e a de "Ifá" como orientador e verdadeiro Oluwô.
A intenção deste redimensionamento não é diminuir a importância dos fatos, mas sim, um
engrandecimento, na proporção humana, para que se desvende a sua grandeza original. Fazer voltar a
luz, saindo das trevas da religiosidade ignorante, na sabedoria milenar que permite desenvolver a
capacidade do homem de se situar e de interagir na sua formação, na natureza e no convívio social.
Se recusando a divinizar Òsàlá, satanizar Èsú ou santificar todos os Òrísá, devemos isolar os erros,
afastar os temores, expulsar os demônios brancos de nossa ontogonia, abrindo as portas a
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Apostila do curso de introdução ao estudo do oráculo de Ifá "Deus não impôs ao ignorante a obrigação de aprender, sem antes ter tomado de quem sabe, o juramento de ensinar”. Sabedoria Oriental SETE REGRAS PARA VIVER FELIZ

  1. ADQUIRA O HÁBITO DA FELICIDADE. Sorria, intimamente e torne este sentimento parte de você mesmo. Crie um mundo feliz para si. Aguarde cada dia, mesmo quando algumas nuvens obscurecerem o sol, sempre encontra algo de bom.
  2. DECLARE GUERRA A SENTIMENTOS NEGATIVOS. Não permita que aborrecimentos irreais o devorem. Se algum pensamento negativo lhe invadir o espírito, combata-o. Pergunte de si para si, porque você, que tem todo direito natural à felicidade, deve passar horas do dia em luta com o temor, o aborrecimento, o ódio. Ganhe a guerra contra esses flagelos insidiosos do Século XX.
  3. REFORCE A IMAGEM DE SI PRÓPRIO. Veja-se como foi nos seus melhores momentos e dê a si próprio certa atenção. Imagine os tempos felizes e o orgulho que sentiu de si. Crie experiências futuras agradáveis; dê a si mesmo, crédito pelo que é. Deixe de bater na própria cabeça.
  4. APRENDA A RIR. Às vezes, os adultos sorriem ou riem entre os dentes, mas nem todos riem realmente, isto é, risada verdadeira que dê a impressão de alivio e liberdade. O riso, quando genuíno purifica, faz parte do mecanismo do sucesso, lançando-o às vitórias da vida. Se você deixou de rir desde os 10 ou 40 anos, volte à escola do espírito e aprenda novamente o que nunca deveria ter esquecido.
  5. DESENTERRE OS TESOUROS ESCONDIDOS. Não permita que as suas aptidões e os seus recursos morram dentro de si; dê-lhes uma oportunidade para se submeterem às provas da vida.
  6. AJUDE O PRÓXIMO. Dar aos seus semelhantes poderá ser a experiência mais compensadora da sua vida. Não seja cínico; compreenda que muitas pessoas que parecem desagradáveis ou hostis estão usando fachada que acham capaz de protegê-las contra outros. Se der ao próximo, ficará admirado na reação grata, pelo reconhecimento que terão. Pessoas que parecem duras são, na realidade gentis e vulneráveis. Você sentir-se-á satisfeito quando der sem pensar em proveito para si.
  7. PROCURE ATIVIDADES QUE O TORNEM FELIZ. A natação, o tênis, o vôlei? Pintar, cantar, coser? Não posso dizer-lhe. Você mesmo terá de escolher. Mas a vida é feliz, se fizer o que lhe agrada. Existe uma tendência no ser humano de reduzir os novos fenômenos com que ele se defronta a idéias e definições preexistentes em sua mente oriundas de fatos anteriormente conhecidos. Esta redução dificulta uma visão e uma interpretação corretas do que se analisa. Assim, os fatos culturais dos negros do Golfo do Benin nos seus cerimoniais e ritos transformam-se, nesta visão deformadora, em religião primitiva. O Candomblé não é primitivo e muito menos religião, antes de tudo, este conjunto de preceitos, regras, ritos e práticas forma um weltanchau (visão do mundo, concepção global de apreensão da realidade - termo usado em filosofia) e uma técnica que permite o confronto com a natureza e com seus semelhantes, utilizando a energia de sua própria mente (o Òrí). Os Òrísá (de Òrí : cabeça, mente; Àsé: força, magia) não existem fora da mente humana, não são deuses primitivos de um panteão imaginado pela concepção cultural do branco nem são espíritos de luz comandando "falanges" de almas como os idealizam os descendentes dos povos bantos, associado ao fenômeno da cosmogonia nagô à sua cultura religiosa, que se fundamenta no culto dos ancestrais. Devemos despir o Candomblé da carga sincrética que for desvirtuante, para fazer emergir o entendimento do que é a mais pura tradição nagô. Os rituais e cerimônias não serão descritas, pois isto já foi feito e muito bem por mestres como Descoredes dos Santos, Fred Aflalo, Roger Bastide, Pierre "Fatumbi" Verger e tantos outros. O que realmente importa, é comentar cada cerimônia, cada festa, cada fundamento e cada obrigação, buscando sua explicação purificada do misticismo branco ou banto, para fazer aflorar a verdadeira função de "Òrí", único alvo e agente do culto nagô, e a de "Ifá" como orientador e verdadeiro Oluwô. A intenção deste redimensionamento não é diminuir a importância dos fatos, mas sim, um engrandecimento, na proporção humana, para que se desvende a sua grandeza original. Fazer voltar a luz, saindo das trevas da religiosidade ignorante, na sabedoria milenar que permite desenvolver a capacidade do homem de se situar e de interagir na sua formação, na natureza e no convívio social. Se recusando a divinizar Òsàlá, satanizar Èsú ou santificar todos os Òrísá, devemos isolar os erros, afastar os temores, expulsar os demônios brancos de nossa ontogonia, abrindo as portas a

entendimento, o que permitirá que mais pessoas possam utilizar este importante sistema de controle da própria mente e, em conseqüência, dos fatos naturais e sociais nos quais atua.

X Poema de Ifá: A luta entre Ifá e o Ajé "NI ÒRÚNMILÁ BÁ TI ÀSÉ ÈSÚ BONU"

  • Então Òrúnmilá colocou o àsé de Èsú em sua boca. O ser humano sempre questionou o motivo de sua estadia sobre a Terra e, principalmente, o mistério que envolve o seu futuro. A insegurança em relação ao porvir fez com que o homem tentasse, de diferentes maneiras, prever o que lhe estava reservado, precavendo-se desta forma, da má sorte, ao mesmo tempo em que assegura a efetivação de acontecimentos tidos como benéficos. Muitos são os processos utilizados nestas finalidade e, no decorrer dos séculos, diversos sistemas oraculares fora desenvolvidos e consultados com maior ou menor possibilidade de erros e acertos. Dentre os sistemas oraculares utilizados pelas pessoas na ânsia de descobrir o futuro ou contatar as deidades com a finalidade de desvendar o motivo de suas provocações, destacamos alguns como a Cartomancia, a Quiromancia, a Geomancia e a Astrologia, que por sua popularidade e contabilidade, continuam a ser muito solicitadas nos dias atuais. Quase todos os oráculos, independentemente de sua origem cultural, tendem ao aspecto religioso, sugerindo sempre uma prática ritualista de caráter muito mais místico que científico. No Brasil, o sistema divinatório mais amplamente divulgado, aceito e praticado, é o popularmente denominado "Jogo de Búzios" que tem sua origens nas religiões africanas, mas especificamente no culto de Òrúnmìlá, o Deus da Sabedoria e da Adivinhação. O presente trabalho apresenta-se como uma proposta essencialmente didática que por isto mesmo, não assegura à pessoas não iniciadas o direito de ter acesso ao oráculo. Pois como será explicado mais adiante, o Jogo de Búzios, como quase todos os demais processos adivinhatórios, tem como pré-requisito a iniciação por parte do adivinho, assim como a consagração dos objetos concernentes à prática oracular. Segundo alguns Babalawo, somente eles podem através do Jogo dos Ikins, determinar o ODÚ de qualquer pessoa. Isto é contestado em várias literaturas sobre o assunto, com muita veemência. O que podemos afirmar, é que qualquer pessoa habilitada a consultar o Oráculo, pode através dos búzios, "sacar" o ODÚ pessoal de quem quer que seja, sem que para isto o interessado tenha que ser submetido a qualquer tipo de iniciação e que este tipo de procedimento é indispensável para todos os iniciados e iniciandos. O princípio do ÀSÉ está presente em todos os elementos naturais animados e inanimados e é oferecido ao homem através do seu ÒRÍ pelo ÈSÚ. Èsú é também o portador dos sacrifícios e oferendas, OJISÉ-EBÓ
  • carregador de ebó. O ebó é o ato pelo qual o homem devolve a natureza parte daquilo que recebeu e pleiteia novas benesses. O ebó renova o Àsé pessoal, presente nos assentamentos do ofertante, ou seja, nos objetos rituais nos quais se fixaram os seus compromissos com seu ÒRÍSÀ (dono do ÒRÍ). Esú conduz o ebó ao destinatário, o ÒRÍSÁ, que, interdependente do Òri do próprio homem, recebe a oferta, reforça e acrescenta o ÀSÉ, que outra vez é trazido pelo Èsú para permitir ao ofertante a mudança da realidade e do destino desejado. Dar-receber, e, síntese de acrescentar é a ação de ÈSÚ OJISÉ-EBÓ , integrando dialeticamente o homem ao mundo exterior. É o ato que reintegra o indivíduo na harmonia cósmica pela absorção e restituição de energia, princípio mesmo a existência humana. A posse do ÒRÍ pelo ÒRÍSÁ não se confunde com a despersonalização total e posse mediúnica dos terreiros espíritas de "macumba". Os "encantados" (Iyawô e Eleguns = mulheres e homens iniciados na roda de encantados), não se despem da sua personalidade, mas acrescentam ao seu ÒRÍ, as forças vitais da natureza e de sua comunidade sintetizadas em seu Òrísá. Não se tornam uma entidade alienígena, superior, divina ou santa. O Òrísá manifestado não precisa falar, comer ou beber para se expressar. A sua dança característica o identifica e expressa a energia de sua presença. Na concepção Yoruba, o humano possui 3 elementos associados que olhe permitem atuar como ser vivo: ARA / EGBÉ - corpo material; EMI - a respiração (energia vital que anima o EGBÉ) e o ÒRÍ - a mente ou a cabeça (o mais importante, dotado originariamente de uma herança ancestral). Nenhum desses elementos, entretanto, quando dissociados, possui personalidade própria, e tanto o EMI como o ÒRÍ não correspondem à idéia cristã ou espiritualista de alma". O EMI, separado do EGBÉ permanece como energia pura, podendo animar qualquer outro ser. O ÒRÍ, como vimos, porta a esperança ancestral sintetizada e implícita nos 4 elementos: OMI (água), IBI ou ARÔ ou ILÊ (terra), INÁ ou GBINÁ (fogo) e AFEFÉ (ar). Estes elementos que permitem a fixação do Orisá no Orí, de acordo com sua identificação ou tendência, como, por exemplo: Sangò - INA ; Omolú - ILE ; Osun - OMI e Osalá - AFEFÉ. Pela iniciação se dá a recriação do Ser na integração definitiva do EGBÉ e EMI com Orí, através da "feitura da cabeça". É ainda o SEU, no

IFÁ respondeu ."- Somente o Orixá ÒRÍ é capaz de nos levar ao infinito, até o final de nossa vida." Se uma pessoa morrer, despachamos tudo referente ao Orixá, mas, o que sempre ficou foi o ÒRÍ. Conclusão: Mesmo se nosso òrìsà está bem, só ficará tudo bem se o nosso Òri estiver também. Primeiro damos comida a Òri no borí, e depois ao orixá. Não há orixá raspado errado, desde que o òri aceitou. Acima de nosso Orixá individual, está o nosso Òrì. Damos ao òrì cera (caroço de algodão), obi, água. Existem apenas 6 bichos para Òrì: pombo, peixe, pato, franga, galinha d’angola e o igbin ; apenas um bicho vai ao ori, os outros serão colocados apenas na tigela. O ejé (sangue) de pombo branco, só se for muito importante, necessário, senão estaremos ofendendo Olodumare.

Lenda de Òrúnmìlá Quando Òrúnmìlá se cansou de viver na terra e da incompreensão dos homens, resolveu ir para o Òrún, mas antes, deu a cada um de seus 8 filhos, 2 caroços de dendezeiro ( IKIN ), e disse a eles, que quando precisassem, bastava que jogassem os IKIN e teriam as respostas. Deixando claro que o mais importante, era que eles se unissem, assim como o grupo deverá se manter unido. ÒRÍ - força que orienta o que é bom ou ruim para cada pessoa, é individual. O ÒRÍ tem que ser respeitado, se a pessoa não aceitar é porque o seu ÒRÍ não está aceitando. Deve-se verificar o que acontece no jogo. Cada um recebe seu ÒRÍ de AJALÁ (é um Imole), antes de vir para o AIYE , passa por um "estágio". O ÒRÍ supera todos os orixás; O ÒRÍ é um Imole, ligado só para o bem (da pessoa); O ÒRÍ é a nossa censura; O ÒRÍ não se trai, não se engana, é a nossa própria consciência (os valores mais puros). Isso vem explicar a índole de pessoas más, mesmo nascidas em famílias boas, independente da formação; pessoas sofridas que tem a capacidade de amar, odiar, etc...

ÌPÁKO - Òrí IKOKO ÒRÍ - Poente ÀPÁ OTUN ÒSU ÀPÁ OSI (direita do aiye) Voduka (esquerda do aiye) centro cabeça ojo òrí - Nascente Os quatros pontos do Universo A. Ìyo - Òrún - nascente - Leste B. Ìwo - Òrýn - o poente C. Òtù Àiye - a direita do mundo - Norte - Ariwa D. Òsi Àiyè - a esquerda do mundo - Sul - Guzú Correspondente ao Ser - humano A - Òrí - cabeça - o nascente - o nascente - o futuro "`orí inu" { Odu - destino - òrísà - genitor divino e material - origem - Esú individual Bara B - ESE - pé direito - ancestrais masculinos { pé esquerdo - ancestrais femininos C - lado direito - elementos masculinos D - lado esquerdo - elementos femininos Durante o eborí, sendo os pais falecidos, usar 2 acaçás de cima para baixo na direção das juntas, não esquecendo de colocar as falas do Obi (parte de baixo). Tudo que existe de adverso ao homem na natureza, os AJÉS , por exemplo, se personifica nos pássaros, ELEYE , que numa imprecisa tradução cultural do Ocidente, identifica com as " bruxas ". O AJÉ também é uma forma de AJOGUN (o inimigo); que é identificado por personalidade que traduzem realidade materiais como o IKU (a morte); o EGBA (enfermidade); o OFÓ (perda de bens); ARUN (loucura), etc... Como se pode ver os conceitos Yorubá, partem do real, do material, para formar a sua idéia geral do mundo. ÈSÚ , como dono do ÀSÉ ( ONI ÀSÉ ), força, magia, arma o ÒRÍ do poder de recusa a ordem, de estabelecer a desordem criativa, tese premissa da antítese necessária à nova síntese estruturante.

Relação ODÚ e as doenças 01 - dermatose - infecções dentárias - problemas na boca 02 - inchaço - problemas de estômago - doenças sexualmente transmissíveis

03 - pulmões - sinusite - ossos - estômago 04 - anemia - eczemas - leucemia - dermatoses - fraturas de braço 05 - globo ocular - problemas de face - hemorragias ventre - dentes 06 - circulação sangüínea - problemas Urinários - depressão - enxaqueca - prob. Parto 07 - doenças de pele e hemorróidas 08 - cólicas - hérnia de disco - deformações coluna - desequilíbrios 09 - paralisias - enxaqueca 10 - sudorese - artroses - esclerose - reumatismo 11 - problemas Abdominais - leucemia - envenenamento (ingestão de comidas estragadas) 12 - problemas Renais - diabetes - hipertensão - cefaléia (devido quedas e ou pancadas) 13 - artrite - artrose - dores coluna - doenças diversas 14 - possibilidade qualquer cirurgia - globo ocular - gravidez com perda 15 - olhos - tórax - estrabismo 16 - qualquer doença - morte com sofrimento OBS: Os Odú envolvidos com mulheres que pariram filhos com doenças congênitas são: 9 - 11 - 12; e os que podem confirmar no jogo são o 9 - 7 e 1.

ODÚ e regiões do corpo 01 - língua - garganta - respiração - cordas focais 02 - pênis (podendo trazer impotência) 03 - pênis - membros superiores - estômago 04 - artérias - circulação - vesícula - partes do intestino - costas - olhos 05 - ossos - cartilagens 06 - aparelho urinário 07 - pele - anus 08 - sistema respiratório - coluna - vasos sangüíneos 09 - órgãos internos - fossas nasais - membros inferiores - genitais femininos 10 - pernas - joelhos - ventre - circulação sangüínea 11 - mão - cólicas menstruais 12 - rins - pâncreas 13 - juntas - cartilagens - unhas - cabelos 14 - vértebras - movimento da coluna 15 - pernas - olhos - lábios - ouvido - peito 16 - corpo todo Vocabulário EBÓ - sacrifício Ebó Aláfia - oferendas aos orixás para paz Ebó Èse - para purificação Ebó Fífì - deixado às ondas Ebó Ìdámewa - obrigação religiosa Ebó Igbéso - deixar em algum lugar alto Ebó Itasile - bebida aos santos Ebó Opé - de agradecimento Ebó Oreàtinúwa - oferenda voluntária - gratuita Ebó Oresísun - lançada ao fogo Ikú - morto Erú - escravo - cativo Erán - (subst) terreiro, centro (do chefe) Ex: O FI OWO LE ERÁN = Ele tem seu terreiro na palma de sua mão Eran - carne Iya - mãe Iya agan ou Gan - função de cuidar de Eguns Iya Basse - cozinheira dos santos Iya Moro - adjunta do(a) zelador(a) Iya Tebexe - solista - especializada nas cantigas de barracão

Eu agradeço, agradeço, agradeço Osè baba wa Por existires Pai em mim

Introdução à Orunmilá pelo Sistema Oracular de Ifá Organograma ÒLÒRÚN ÒRÚNMÌLÁ IFÁ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 256 òrí ÒRÍSÁ "Só ao iniciado cabe antever o segredo oculto pelo mariwo", afirma a máxima Yorubá". Outro gráfico: Òlorún Orunmilá Ifá 16 + 1 agba odú e os 256 òmó Odu 1 caminho individual 5 caminhos da vida humana no Planeta Terra Ipori - local onde se moldam as cabeças Ajalá - aquele que faz as cabeças Ori - aquele que representa todas as cabeças Òrísá - Energias da Natureza Terra Oduduwá - Ser humano em sua caminhada pela terra, até seu regresso ao Òrún Òrunmilá - o grande adivinho Ifá - oráculo, sistema, adivinhação ou adivinhar

Antes de começarmos, propriamente dito, as explicações sobre o Jogo de Búzios, precisamos esclarecer, que como quase todos os demais processos divinatórios, apresenta como pré-requisito para que possa ser acessado, algum tipo de iniciação por parte do adivinho, assim como a consagração dos objetos concernentes à prática oracular. O Babalawo (pai que possui o segredo), é o sacerdote de maior importância dentro do sistema religioso em questão. Todos os procedimentos ritualísticos e iniciáticos dependem de sua orientação e nada pode escapar de seu controle. Para absoluta segurança e garantia de sua função, ele dispõe de 3 formas diferentes de consultar o Oráculo e, por intermédio delas, interpretar os desejos e determinações das Divindades e de outros Seres Espirituais. Estas diferentes formas são escolhidas pelo próprio Babalawo, de acordo com a importância do evento a ser realizado, de sua gravidade e significado religioso. Por sua importância e precisão, o Jogo de IKIN é utilizado exclusivamente em cerimônias de maior relevância e só pode ser consultado pelos Babalawo , sendo direito exclusivo desta carta sacerdotal. Compõem-se de 21 nozes de dendezeiro , que são manipuladas pelo adivinho, de forma a proporcionarem o surgimento de figuras denominadas ODÚ , portadoras de mensagens que devem ser decodificadas e interpretadas para que sejam corretamente transmitidas aos interessados. Os IKIN são selecionados e dos 21, somente 16 são colocados na palma da mão esquerda do adivinho que, com a direita, num golpe rápido, tenta retirá-los dali de uma só vez. A configuração do ODÚ é determinada de acordo com a quantidade de IKIN que sobrem na sua mão esquerda. Se restarem 2 nozes, o adivinho fará sobre o seu OPÓN (tabuleiro de madeira recoberto com ierosun - pó sagrado) um sinal simples, pressionado com o dedo médio da mão direita, o pó espalhado sobre a superfície do tabuleiro. Se ao contrário restar apenas 1 noz, o sinal será duplo e marcado com a pressão simultânea dos dedos anular e médio. Esta operação é repetida tantas vezes quantas forem necessárias para que se obtenha 2 figuras compostas, cada uma, de 4 sinais simples e duplos, superpostos verticalmente, o que proporcionará o surgimento de 2 colunas, inscritas da direita para a esquerda, uma ao lado da outra. Se na tentativa de pegar os IKIN, sobrarem mais de ou nenhum, a jogada é nula e deve ser repetida. O Jogo de ÒPÈLÈ obedece à mesma ritualística exigida pelos IKIN , sendo como aquele, exclusividade dos Babalawo. Trata-se no entanto de um processo mais

rápido, já que um único lançamento do rosário divinatório proporciona o surgimento de 2 figuras que, combinadas, formam o ODÚ. O rosário ou colar usado, é formado por uma corrente de qualquer metal, onde são presas 8 favas, conchas ou quaisquer objetos de forma e tamanhos idênticos, que possuam um lado côncavo e outro convexo, que irão possibilitar, de acordo com suas disposições em cada lançamento a "leitura" do ODÚ que se apresenta. Procura do ODÚ "De manhã cedinho, cada um dos òmò titun é levado separadamente ao local consagrado a esse deus. O iniciado é sentado sobre um pano branco, de costas para o Oju Shango , e entre suas pernas estiradas coloca-se um edum-ará , o mesmo que serviu para sua consagração ao deus no dia do seu oroshíshe. Iyá Shango pergunta-lhe: "Procuras o poder do Orisá ou o poder do dinheiro?" O candidato responde: "E o poder do Orisá que eu quero". Em suas mão juntas ele recebe de Iyá Shango dezesseis búzios, com os quais fará a adivinhação. O òmó titum esfrega os búzios nas mãos, com elas aponta para os quatro pontos cardeais, para o alto e para o chão, toca-se três vezes na testa e joga-os sobre o pano, entre suas pernas. Iya Shango examina a posição dos búzios, contando os abertos e os fechados, e em voz alta anuncia o resultado, provocando comentários dos espectadores..." (trecho retirado do livro de Pierre Verger) É importante deixar-se claro que a cerimônia acima descrita, refere-se à uma iniciação, ocorrida na África, de um Elégun Sangó, motivo pelo qual citam-se fundamentos deste Òrísá, como por exemplo edun-arà. Podemos afirmar com absoluta certeza que, de posse do conhecimento do seu ODÚ pessoal, cada indivíduo pode viver com muito mais tranqüilidade, sabedor que passa a ser do que deve ou não fazer e, que tabus lhe são impostos, quais os Òrísá que deve cultuar, quais folhas lhe são propícias, cores, alimentos, procedimentos, tendências, defeitos, qualidades, etc..., como se adquirisse uma espécie de radiografia do seu destino, da sua vida e do seu caráter. Nossa trajetória neste mundo é determinada por nós mesmo, antes de cada nascimento, através da escolha do nosso destino que é fundamentado pelas regras e mandamentos que nos são revelados através do nosso ODU pessoal. As tendências por eles trazidas, não devem ser vistas como provas incontestáveis do caráter e do procedimento de cada um pois, pelo livre arbítrio, a pessoa tem a opção de seguir ou não estas tendências, livrando-se, através do seu conhecimento, das coisas ruins que podem ser vivenciadas na sua estadia sobre a Terra. O mal pode ser evitado, o bem deve ser perseguido e desta forma, seguindo os ensinamentos de Ifá, na observância plena das orientações contidas nos seus signos, podemos viver em total equilíbrio com a natureza, vivendo o Irê (positivo) dos nossos ODÚ. Uma das vantagens que o jogo apresenta sobre os outros sistemas oraculares existentes em nossa terra é o fato de não somente diagnosticar o problema, como também o de apresentar a solução, através de um procedimento mágico denominado EBÓ. Sendo Ifá, o nome do sistema de Òrúnmílá , este processo é muito importante e respeitado no dia a dia do povo Yoruba. Entende-se que Òrúnmìlá é um elemento cósmico da criação e de todo sistema terreno , assim como, de processo adivinhatório do destino de cada um e de tudo que está ligado a natureza. Acredita-se que Deus, mandou Òrúnmílá à Terra, para que desse vida ao mundo, por possuir grande sabedoria, conhecimento e inteligência, ELE também permitiu a Òrúnmílá, o mais importante posto entre todos os Irunmalé e Eborá, divindades adoradas e respeitadas pelo povo Yoruba. Se procurarmos entre os Oriki de Òrúnmílá, vamos encontrar uma exaltação como: ÀKERE FINU SOGBON’ , que quer dizer: - o pequeno que utilizou o interior cósmico, para obter sabedoria. Certa vez, Òrúnmìlá viveu na Terra, por algum tempo, antes de decidir voltar definitivamente, em ILE IFÉ e ADO EKETI. De vez em quando ele era chamado por Olodumare, para que usasse sua sabedoria e se reforçasse em seus conhecimentos, com o intuito de consertar o mundo, e, por esta razão, ele também é chamado de OGBAIYÉGBÒRÚN , que quer dizer: aquele que vive na Terra e no Céu. Uma das muitas estórias de Orunmilá, conta que ele teve 8 filhos, e, que durante uma festa, o caçula de seus filhos o desrespeitou, por esta razão ele teria retornado ao céu, por ter ficado aborrecido, devido a isso, passou a existir uma expressão : "IFÁ BA RÈLÉ ÒLÓRÙN KO DE MO O LÈNI TÉ E BARI E AS MÁÁ PE NI BABA" , que quer dizer: - já que são bons conhecedores, exerçam minha função e fiquem senhores do mundo, porque irei para o céu me juntar ao Pai. Mas antes de ir, deu 16 IKIN, para seus filhos e disse: ‘" ONI BÉ É BA DELE BÉ É BA FOWOO NI ENI TÉ E WA BI NU UN" , que quer dizer: - faça uso somente quando foi necessário. Assim, esse exemplo, cabe a todos os Babalawo, que só deverão consultar Ifá, apenas quando houver necessidade. Òrúnmìlá vem a ser a força, o poder e os mistérios dos 4 elementos que compõem o mundo, seus representantes são:

Gusú

Vocabulário Iká - presságio de Besseyn/Oxumare. Significa o princípio da criação do Universo, em qualquer caminho de ODÚ torna-se necessário obter a permissão de IKÁ. Afesú - ritual secreto do roncó, durante a iniciação, no qual acontece o comprometimento do iniciado com o seu Òrísá; sem essa realização, não existe uma "feitura" completa ou correta. Banco - Ága - Itisé - Apotí Ijok (Yoruba) Banhar-se sozinho - Dawé (Yoruba) Explicação dos sinais positivos / negativos e neutros Búzio fechado sobre outro búzio aberto = MENOS Búzio aberto sobre outro búzio aberto = MAIS Quando não houver nenhum búzio por cima do outro = NEUTRO Ajudantes de Òrúnmìlá: Èsú - para trabalhos benignos e malignos. Òsaiyn - para curas em conjunto com os 16 ODÚ. Odú - destino, caminho. Ori - para conduzir s destinos e os pensamentos. Os Odú são 16, até o Odú 14 são analisados por analogia histórica, prevalecendo suas formas preceituais e suas devidas ordens. Os Odú 15 e 16, quase sempre não são analisados. Diz um ditado Yoruba: "Só se pode justificar um fato, com a citação de outro fato análogo." ODÚ por ordem de chegada 1 - Ogbè 9 - Ògúndá 2 - Òyèkú 10 - Òsá 3 - Ìworì 11 - Ìká 4 - Odi 12 - Otúrúpòn 5 - Ìrosún 13 - Òtúrá 6 - Òwórín 14 - Ìrètè 7 - Òbàrá 15 - Osé 8 - Òkònrán 16 - òfún Nome dos ODU após OSÉTÚRÁ 1 - Òkònrán 9 - Òsá 2 - Oko ou Ejioko 10 - Òfún 3 - Etaògúndá 11 - Òwórín 4 - Ìrosún 12 - Ejilasèbora 5 - Osé 13 - Ejiologbon 6 - Òbàrá 14 - Ìká 7 - Odi 15 - Obetegunda 8 - Ejionilé 16 - Ìrétè Aláfia ou Òrúnmìlá

Correspondência dos ODÚ por ordem de chegada com os após OSÉTÚRÁ

1 - Ogbè 8 - Ejionilé 2 - Òyièkú 13 - Olugbon 3 - Ìworí 15 - Obetegunda 4 - Odi 7 - Odi 5 - Ìrosún 4 - Ìrosún 6 - Òwórín 11 - Òwòrín 7 - Òbàrá 6 - Òbàrá 8 – Òkonrán 1 -Òkònran 9 - Ògúndá 3 - Etaògúndá 10 - Òsá 9 - Òsá 11 -Iká 14 - Ìká 12 - Otúrúpòn 12 - Ejilasèbora 13 - Òtúrá 2 - Oko ou Ejioko

14 - Ìrètè 16 - Alafia - Ìrètè 15 - Osé 5 - Osé 16 - Òfún 10 – Òfún

Da união do Odú Osé e Òtúrá, nasceu OSÉTÚRÁ Como e quando deve-se encaminhar as fases negativas Apenas 1 caída 1 – Òkònrán, 4 – Ìrosún, 7 – Odi, 9 - Òsá, 10 – Òfún, 11 – Òwórín, e 13 - Ologbon Apenas 2 caídas 5 – Osé Apenas 3 caídas 2 – Ejioko, 3 – Etaògúndá, 6 – Òbàrá, 8 - Ejionilé, 14 – Ìká e 15 - Obetegunda Odu que são envolvidos apenas com Esú 1 – Òkònrán, 6 - Òbàrá e 7 - Odi Odu envolvidos apenas com Egun 4 – Ìrósun, 9 – Òsá, 10 - Òfún e 13 - Ologbon 11 – Ówórin é envolvido com Èsu e com Egun Não podemos esquecer que a maneira de encaminhar os Odú é diferente da forma que se lê. Na leitura lê-se 1ª, 2ª e 3ª caídas seguindo a seqüência da jogada dos búzios. 1ª Norte para 1° caminho - encruzilhada, mato ou estrada

Leste e dependendo da categoria do ODÚ 2ª Leste para 2° caminho - praça, estrada ou mato 3ª Sul 3° caminho - rio, mar aberto (água) Obs.: Quando na 1ª caída sair o ODÚ 5, 8 ou 10, estes estão trazendo um aviso / alerta, que não devemos deixar passar em branco.

Respostas para o Jogo de Obi / Orogbô / Búzios

  1. se os 4 pedaços caírem com a parte interna virada par cima , a resposta é Sim = Aláfia ; situação favorável, afirmação.
  2. quando a situação for inversa ou seja, quando a parte externa está para cima, a resposta é Não = Oyiekú ; negação, desastroso, total desfavorecimento.
  3. se caírem 2 partes externas e 2 partes internas a caída chama-se Eji Laketú ; talvez , alguns interpretam como afirmação, ocorrerá o que se perguntou.
  4. quando cair 3 partes internas para cima e 1 para baixo , a resposta é " quase " boa = Etaawá ; grande possibilidade de se positivar.
  5. se caírem 3 partes externas para cima e 1 para baixo , a resposta é desfavorável = Okònrán ; , negação, difícil haver situação favorável. Obs.: em caso de respostas desfavoráveis, ou seja, não cair Aláfia, repete-se o jogo mais 3(três) vezes não esquecendo, nessas repetições, de esfriar-se o chão (com a quartinha) e usar um pouco de mel, depois coloca-se também no prato que está se jogando. Se as 4 (quatro) tentativas forem desfavoráveis, verifica-se o que está contrariando o Orìsá ou o Òrí. Após a verificação, engrandece-se um pouco mais as oferendas ao Orìsá. Quando a caída se mantém negativa, coloca-se as partes do Obi ou Orogbô em cima de um acaçá, em posição de Aláfia, leva-se para Onilê (Terra), não esquecendo de esfriar a porta, volta-se ao quarto de santo e começa-se tudo de novo com outro Obí/Orogbô. Se ao jogar novamente o jogo se fecha, repete-se a mesma operação, só que dessa vez, despacha-se também as comidas secas, encerrando-se a obrigação por esse dia, deixando-se tudo para o dia seguinte. No outro dia, lava-se, defuma-se os bichos e faz-se apenas canjica e acaçá, recomendando a jogar, agora, se fechar novamente, não tem mais o que discutir, deverá ser levado tudo, inclusive os bichos para o mato e oferece-se para o Orìsá, para quem seria feita a obrigação.
  • se o Odú do èbó, correspondem a Egun, no 4° dia após das 9 acarajés nos pés de Oya e mais 9 numa árvore frondosa, fora de casa (gameleira), fazendo o Oriki Oya;
  • 7,8,9 ou 10 dias após, dar Obi d’água ou Ògbòrí;
  • 16 dias poderá ser feito obrigações de santo, feitura ou comidas secas para o Orixá;
  • 21 dias depois, dá-se o presente do ODÚ à direita, sempre ao nascer do sol ou antes do pôr do sol, nunca depois. Quando ao Odú 12 (Ejilasèbora), quando ele se apresenta o jogo fica encerrado, porque o problema e de cobrança de santo, não havendo èbó específico, e, sim èbó comum e obrigações a serem feitas. Não podemos deixar o consulente sair sem antes fazer-se um èbó de coisas brancas, prepara-se um banho de folhas e pede-se ao cliente para voltar depois de 4 dias, nesse intervalo ele deverá tomar banhos de folhas, que foram preparados antes e dado a ele para levar (1° e 4°, será na roça de santo). Ao retornar, recomeça-se o jogo de onde paramos, caso se repita a mesma situação, repetimos tudo novamente, mas avisando ao cliente que é obrigação de santo. EX.: 3 Fazer èbó Odi ou èbó Èsú (beira d’água)

12 6 3° dia das 3 padês para Èsú e comida para Ogun 6° dia fazer um ajabó 7 8° dia Obi d’água 16° dia fazer eborí, obrigação ou feitura 21 dia presente a ODÚ Com relação ao ODÚ OSÉ, caso apareça no jogo 2 vezes, o ebó é para ser feito numa lixeira pequena e se cair 3 vezes deverá ser feito numa lixeira grande. Durante o resguardo para ÒDÁ, o consulente deverá usar uma peça vermelha ou um pedaço de fita amarrada na cintura.

Locais par entrega de èbó ODÚ água - praia ou rio / campo aberto / estradas / matas / praças / pedreiras / lixeiras (grandes ou pequenas) / encruzilhadas. O penúltimo elemento a ser passado é a ave por último as folhas, mas nem todos os elementos se passam na cabeça, por exemplo: bala de revólver, facas, punhais, pregos, velas, moedas, corda, charutos, espada de madeira, panos preto e vermelho. Esse tipo de èbó não se faz em casa, e sim no local já pré-determinado pelo jogo. Quando for necessário fazer em casa, após o carrego, bate-se folhas na casa e joga-se agbo até a porta da rua, depois defuma-se tudo dos fundos para a frente (saída). Em caso de encaminhar ODÚ de pessoas doentes, após passar a ave, manda-se que se cuspa 3 vezes dentro do bico da ave, para depois soltá-la em cima do ebó, ainda viva. Em ebó ODÚ, as aves são mortas, apenas nos èbó IKÚ ou èbó Èsú. Caso tenha feito a mais, esse material deverá ser despachado, evitando voltar pelo mesmo caminho, e o consulente não deverá passar pelo local do carrego, no mínimo por 30 dias. Nos ODÚ que corresponderem a Òsàlà (Ejionile e Òfún), não utilizar dendê, e, sim óleo de algodão, arroz e milho. Os elementos que serão passados no consulente, deverá ser da esquerda para direita, de cima para baixo sem voltar e por último a sola dos pés. O èbó ODÚ, só poderia ser passado por pessoas de OYA ou de OGUN, de preferência de OYA, e, somente será feito com a permissão de Òrùnmíla. Se por acaso o ebó for entregue de carro, este não poderá dar marcha a ré, e a pessoa que carregar o ebó ao entrar no carro, deverá ser de costas reverenciando, e após sentar- se não poderá voltar-se para traz. Se o ebó for caminho de encruzilhada, observa-se o lado esquerdo, da seguinte maneira: a numeração baixa para alta, o lado esquerdo estará à esquerda da pessoa (geralmente a numeração ímpar é a esquerda).

Complementos principais dos Èbó ODÚ, quando houver necessidade dos mesmos serem encaminhados individualmente ou conjugados. 1 - Òkònrán bife com ou sem osso / faca de cabo de madeira ou punhal / 1 prego grande / bala de revólver / morim preto e vermelho 2 - Ejioko 2 panelinhas de barro (não vitrificadas) / 2 moringuinhas / 2 bolas de gude / 2 peões de madeira com as fieiras (tamanho do cliente)

Obs.: após passar os elementos normais, despeja-se água na cabeça e ombros, recolhendo com a moringuinha (frente/costas). As panelas, as moringas e as bolas de gude colocando cada uma numa panela, que será colocado dentro do ebó, são passadas do pescoço para baixo, os peões, as fieiras, estes serão colocados dentro das panelinhas com as fieiras em volta. Local - mato com riacho limpo. 3 - Etaògúndá 3 pedaços de corrente de ferro, sendo que cada pedaço seja a medida de 1 volta e meia da cabeça; 1 volta e meia dos punhos, com as mãos postas; 1 volta e meia dos tornozelos com os pés juntos; e que deverão ser passados da cabeça aos pés juntos; e que deverão ser passados da cabeça aos pés, após, colocar em posição esticada em cima dos outros elementos do ebó. Local - mato 4 - Ìrosún 4 palmos de corda sisal não muito grossa. Obs.: quando passar, apenas do pescoço para baixo, cruzando na frente e nas costas. 6 - Òbàrá 1 abóbora moranga perfeita, inteira e fechada / 1 sacola de algodão que tenha 1 vez e meia a circunferência da abóbora / 1 faca de madeira. Obs.: passa-se a abóbora no corpo do cliente (pescoço para baixo), e a sacola também; coloca-se a abóbora dentro da sacola dobrando-se a parte restante para baixo, com cuidado para não virá-la para baixo e colocá-la em cima do ebó. Após passar a faca, colocar em cima com a ponta virada para o por do sol (poente). Local - pedreira na mata 7 - Odi garrafa de cachaça / facas ou punhais / balas de revólver / charutos / caixas de fósforo / morim preto e vermelho Obs.: para conjugar, basta apenas as 7 facas ou punhais. 8 - Ejionilé bandeira branca de morim presa a 1 galho o haste de madeira sem casca (gameleira ou São Gonçalinho), passar da cabeça aos pés ou 1 molde do pé esquerdo do cliente, feito com cerca de 8 velas / 8 bolas de algodão molhadas em óleo de algodão/milho/arroz e que deverá ser passado da cabeça aos pés e colocadas em cima do molde do pé / 1 bola de chumbo, passado do pescoço para baixo, e colocada em cima das bolas de algodão / 1 bandeira colocada ao lado do pé. Local - numa pedra dentro do rio. 9 - Òsá espelho redondo (cliente deverá olhar apenas na hora do ebó, colocar virado para baixo) / 9 ovos de pata ou 1 pata branca Obs.: pode conjugar com Irosun e Osa. 10 - Òfún pomba branca (independente da ave do ebó). 11 - Òwórín 11 facas ou punhais / 11 balas de revólver / 11 pregos grandes 13 - Ologbon espada de madeira como palmo do cliente / chapéu de palha (colocado e retirado da cabeça 13 vezes pelo cliente em direção ao Ebó / morim preto e vermelho. Obs.: para conjugar basta a espada. Com relação aos bichos dos ODÚ 2, 3, 6, levarão 1 frango ou 1 pombo branco. Já o ODÚ 8, para casos de doença, passa-se 1 igbin, que será apenas tocado na testa e lados da cabeça e principalmente nos órgãos afetados. Nos casos de atrapalhação, devemos usar 1 pombo branco, passar e soltar. Todos esses ODÚ, ao se fazer ebó tem seu local de preferência, mas quando for caso de doença, o ebó deverá ser colocado na beira d’água. Para se obter informações, corretas por Ifá, basta analisar a personalidade de cada ODÚ, na ordem direta das caídas (1ª, 2ª, 3ª e 4ª), e, para transmitir ao cliente deve-se generalizar, numa só mensagem as 4 caídas. Caídas que 3 vezes seguidas, representam feitiço e pedido de morte por feitiço: 1 - Òkònrán - feitiço feito para matar, morte por acidente ou desastre. 4 - Ìrosún - morte repentina por doença 5 - Osé - morte por bruxaria, doença ou suicídio. 7 - Odi - feitiço e morte por assassinato, acidente. 9 - Òsá - bruxaria feita com Egun no cemitério e morte por doença.