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O ruído ocupacional em postos de trabalho:, Trabalhos de Engenharia de Produção

Este trabalho mostra um estudo técnico a ser realizado para atenuação de ruídos produzidos em postos de trabalho, durante os períodos de safra de uma usina de açúcar e álcool, com aproximadamente 350 trabalhadores na área industrial, localizada na cidade de Teotônio Vilela-AL. O estudo busca identificar e monitorar as fontes reais e intensivas causadas pelo ruído, além de apontar medidas de controle, afim de, proporcionar um ambiente agradável e propício para realização de atividades. Base

Tipologia: Trabalhos

Antes de 2010

Compartilhado em 28/10/2010

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FACULDADE FIGUEIREDO COSTA - FIC
UNO DE FACULDADES DE ALAGOAS - UNIFAL
NIVALDO GERMANO DA SILVA JÚNIOR
O RUÍDO OCUPACIONAL EM POSTOS DE TRABALHO:
ESTUDO DE CASO EM UMA USINA DE
AÇÚCAR E ÁLCOOL
Maceió - AL
2010
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Baixe O ruído ocupacional em postos de trabalho: e outras Trabalhos em PDF para Engenharia de Produção, somente na Docsity!

FACULDADE FIGUEIREDO COSTA - FIC

UNIÃO DE FACULDADES DE ALAGOAS - UNIFAL

NIVALDO GERMANO DA SILVA JÚNIOR

O RUÍDO OCUPACIONAL EM POSTOS DE TRABALHO:

ESTUDO DE CASO EM UMA USINA DE

AÇÚCAR E ÁLCOOL

Maceió - AL 2010

NIVALDO GERMANO DA SILVA JÚNIOR

O RUÍDO OCUPACIONAL EM POSTOS DE TRABALHO:

ESTUDO DE CASO EM UMA USINA DE

AÇÚCAR E ÁLCOOL

Monografia apresentada a União de Faculdades de Alagoas como requisito para conclusão do curso de Pós Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho com habilitação em Engenheiro de Segurança do Trabalho sob a orientação do professor:

Maceió - AL 2010

Dedico este trabalho excepcionalmente a Deus e a minha família.

AGRADECIMENTO

A Deus por está presente em minha vida; Aos professores da UNIFAL, em peculiar aos professores: Marcio Vicente e Rosário; A minha querida mãe: Mércia Cristina pela motivação; Ao meu pai: Pastor Nivaldo Germano pelo incentivo; Aos meus irmãos: Felipe, Falek, Waneska e Raquel; Ao Sr. Adriano Rêgo; A Flívia Costa: pelo companheirismo; Aos meus companheiros de curso e trabalho pela amizade; Aos profissionais entrevistados: Técnicos de Segurança Alfredo e Sérgio, pelas informações valiosas e ao Eng° de Segurança Gilberto Medeiros; Ao Gerente Industrial: Ricardo Feitosa pela oportunidade concedida; Enfim, a todos que com boa intenção contribuíram direta e indiretamente para a realização e finalização deste trabalho.

RESUMO

Este trabalho mostra um estudo técnico a ser realizado para atenuação de ruídos produzidos em postos de trabalho, durante os períodos de safra de uma usina de açúcar e álcool, com aproximadamente 350 trabalhadores na área industrial, localizada na cidade de Teotônio Vilela-AL. O estudo busca identificar e monitorar as fontes reais e intensivas causadas pelo ruído, além de apontar medidas de controle, afim de, proporcionar um ambiente agradável e propício para realização de atividades. Baseado no fato de poder estar contribuindo para o bem está dos trabalhadores e para o aumento da produtividade da empresa, é que se torna indispensável à análise das informações contidas nesse material.

Palavras-chave: Ruídos. Postos de Trabalho.

ABSTRACT

This work exhibition a technical study to be accomplished for attenuation of noises produced in put of work, during the periods of crop of an usina of sugar and alcohol, with approximately 350 workers in the industrial area, located in Teotônio Vilela-Al's city. The study search to identify and to monitor the real and intensive sources caused by the noise, besides aiming control measures, kindred of, to provide a pleasant atmosphere and I propitiate for accomplishment of activities. Based on the fact of could be contributing to the good is of the workers and for the increase of the productivity of the company, it is that becomes indispensable to the analysis of the information contained in that material.

Word-key: Noises. Positions of Work.

LISTA DE QUADROS

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento deste trabalho está baseado em informações colhidas no dia-a-dia de uma indústria de açúcar e álcool, visando reunir dados sobre o exposto assunto e suas conseqüências, com intuito de minimizar seus danos. A questão é que durante os últimos períodos de safra da referida unidade produtora, foi possível notificar um número bastante significativo de reclamações da área industrial, no que diz respeito ao ruído ocupacional excessivo. Neste caso, foram analisados os postos de trabalho onde houve maiores reclamações, em função do nível de ruído gerado. Sabe-se que, nesse tipo de seguimento é inevitável a existência do ruído, em vista da grande quantidade de máquinas, equipamentos e do conjunto de instrumentos e instalações necessários para produção. Baseado nisso e nos direitos e deveres da empresa para com o trabalhador, é que foram observadas as análises de dosimetria e audiometria dos trabalhadores, afim de investigação e auscultação das fontes reais e intensivas do ruído. O resultado encontrado nos permitiu informar a gerência sobre uma análise e avaliação mais detalhada nos postos de trabalho, fundamentada na pequena variação observada nas dosimetrias dos trabalhadores. Na ocasião de sondagem, foram confirmadas as suspeitas de que o ruído excessivo gerado sobrevinha de vazamentos em instrumentos e instalações de vapor e ar comprimido da fábrica. Sabe-se que, as conseqüências com tais vazamentos são inúmeras, tanto para empresa quanto para o trabalhador, transparecendo em perdas humanas, distúrbios e estresse, por isso merecem a atenção. Para mudar essa situação, pressupõe a necessidade de desenvolver um método de controle e fiscalização dos vazamentos nos instrumentos e instalações de vapor e ar comprimido. O objetivo deste trabalho será em contribuir com a indicação de alterações necessárias para minimização do nível de ruído gerado nos postos de trabalho e também apontar as perdas geradas, como a ineficiência ocasionada no processo, devido aos vazamentos. A grande utilidade do estudo será em permitir que os trabalhadores de alguma forma, tenham acesso às informações contidas neste material didático, afim de não só alertá-los sobre os efeitos do ruído em seus postos de trabalho, mas também para elevar a produtividade da empresa.

CAPÍTULO 1

CONCEITOS DE SOM, RUÍDOS E EFEITOS

1.1 Som

Pode-se dizer que a expressão som é empregada para expor sensações prazerosas, como a fala ou uma melodia, mas, para ser compreendido é necessária que esteja dentro de uma faixa de freqüência captável pela orelha humana. Segundo o dicionário de Ensino Atual (2009, p. 57), o som é tudo o que soa e impressiona o sentido do ouvido, timbre, voz, música ou ritmo. Para Massera (2006, p. 9), o som é qualquer oscilação de pressão na água, ar ou outro meio em que o ouvido humano possa captar. Quando o som não é desejado, é molesto e desconfortável, por isso pode ser chamado de barulho. O som é uma variação de pressão que ocorre em meios elásticos, propagando-se em forma de oscilações mecânicas, longitudinais e tridimensionais. Sua conseqüência resulta em um movimento vibratório de partículas materiais, onde muitos corpos podem servir como fonte sonora, porém devem ter uma característica vibrátil. Russo & Santos (1993 apud MEDEIROS 1999, p. 11). Do ponto de vista acústico, o som poderá apresentar três características distintas: a freqüência, a amplitude e o timbre. § Freqüência: Refere-se ao número de ciclos que as partículas materiais realizam em um segundo e o número de vibrações por unidade de tempo, é medida pela unidade Hertz (Hz), que se refere à altura do som, permitindo classificá-lo em uma escala que varia de grave a agudo; § Amplitude: Pode ser definida como a energia que atravessa uma área num intervalo de tempo, ou a força exercida pelas partículas materiais, sobre a superfície na qual incidem. A amplitude relaciona-se com a intensidade sonora, sendo um dos processos físicos utilizados na medida desta, juntamente com a pressão efetiva e a energia transportada pelo som, que permite classificar o som em uma escala de fraco a forte; § Timbre: É uma qualidade da fonte sonora, que nos permite diferenciar os diferentes tipos de sons, através de diversas freqüências harmônicas de que se compõem um determinado som complexo.

e na maioria dos casos, provocam diferentes formas de reações no corpo humano. Em exposição temporária, o organismo retorna ao normal, correspondendo à reação primária.

1.4 Limites e Tolerância à Exposição do Ruído

Para medir a intensidade de um som ou ruído, é preciso ter como referência uma escala de medida. Para esses fins, foi criada uma escala a qual descrevemos como escala decibel^2. Segundo a NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), anexo n° 01, o tempo de exposição permitido para ruídos contínuos, intermitentes ou de impactos, se encontram no quadro a seguir: Nível de Ruído dB (A) Máxima Exposição Diária Permissível 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos Quadro 01 – Limite de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermitente. Fonte: Segurança e Medicina do Trabalho (2009, p. 143).

Segundo Barros (1998, p. 33) o reconhecimento dos riscos do ruído ocupacional para a audição, baseia-se em pesquisas que visam identificar os fatores

(^2) Decibel: Abrevia-se dB(A), unidade de medida para quantificar a intensidade de um som ou ruído. Fonte: http://surtec.sur10.net/apresentacao/glossario/, acesso em: 14/04/2010, às 09h30min.

de exposição, que levam a perdas auditivas temporárias ou permanentes. Como fatores principais, o autor classificou: § A intensidade acima de 85 dB; § Tempo de exposição; § Suscetibilidade individual: idade, condições piscofisiológicas; § Tipos de ruídos: contínuo, intermitente e de impacto.

O quadro a baixo descreve a classificação da perda auditiva, de acordo com o grau de intensidade do ruído:

Nível (decibel) Danos na Audição 0 – 25 dB Audição normal 26 – 40 dB Perda auditiva leve 41 – 70 dB Perda auditiva moderada 71 – 90 dB Perda auditiva severa Acima de 90 dB Perda auditiva profunda Quadro 02 – Classificação da Perda Auditiva. Fonte: Davis e Silvermann (1978 apud MELLO 1999, p. 22).

Pode-se dizer, que uma exposição contínua a ruídos superiores a 85 dB(A) podem causar perdas auditiva severa, e acima deste nível com um aumento de apenas 05 dB(A), implica na redução do tempo de exposição ao ruído pela metade. A necessidade de se implantar o limite de tolerância para o ruído ocupacional, segundo Kwilko (1997), tem como premissa: § Identificar as fontes de ruídos; § Prevenir a perda auditiva provocada pela exposição; § Minimizar a responsabilidade do empregador, nos casos de reclamações por parte dos trabalhadores, devido à perda auditiva; § Identificar os trabalhadores que necessitam de encaminhamento ao médico otorrinolaringologista para diagnóstico ou tratamento de problemas de ouvido ou audição não relacionados ao trabalho; § Adequação da empresa a todas as exigências legais; § Aspectos relacionados com a segurança pessoal.

1.5.1 Efeitos Auditivos

Pode-se dizer que o homem está constantemente exposto ao ruído, seja em intensidade pequena, média ou grande, acredita-se que os efeitos desse sinistro podem afetar diretamente na audição, por isso, faz-se necessário o controle de atenuação, independente do método. Almeida, Albernaz e Zaia (2000 apud GRISOLIA 2004, p. 20), comentam que os trabalhadores até 10 anos de exposição ao ruído excessivo, poderão apresentar perda auditiva instalada, podendo evoluir nos próximos anos de exposição, até atingir a forma mais agravante da perda. A perda auditiva induzida pelo ruído, segundo Mello (1999, p. 14), pode ser classificada de acordo com três tipos distintos: § O Trauma Acústico: Consiste na perda auditiva de instalação súbita, provocada por ruído repentino e de grande intensidade, como uma detonação ou explosão. Em alguns casos pode ser recuperada parcialmente e com tratamentos; § Perda Auditiva Temporária: É conhecida como mudança temporária do limiar de audição, ocorre após a exposição ao ruído intenso ou por um curto período de tempo. Um ruído capaz de provocar uma perda temporária será capaz de provocar uma perda permanente, após uma longa exposição; § Perda Auditiva Permanente: A exposição repetida ao ruído excessivo pode levar a cabo de alguns anos a uma perda auditiva irreversível. Como sua instalação é gradativa, a pessoa só se dá conta da deficiência quando as lesões já estão avançadas.

Sabe-se que o ruído expressa uma sensação auditiva desagradável e perturbadora, tanto pela inesperabilidade quanto pela inoportunidade.

1.5.2 Efeitos Não-Auditivos

As conseqüências ocasionadas no organismo humano, na maioria dos casos atuam de forma gradativa, como citado anteriormente e somente com o decorrer do tempo manifestam-se em alterações, tais como desequilíbrios psíquicos e doenças degenerativas. Vale ressaltar que ruído repentino pode gerar depressão e até

mesmo incapacidade para meditação e reflexão. Enfim, além do ouvido, é possível também que o ruído cause prejuízos aos órgãos do corpo humano, por meio de um mecanismo indireto, impulsionando o sistema nervoso e conseqüentemente provocando alterações digestivas, psicológicas e também sociais, intervindo em ocasiões de repouso através dos zumbidos e outros sinistros. Carmo, (1999, pag. 41) Para Mello (1999, p.15) os efeitos do ruído são inúmeros, quando ocorre uma lesão auditiva neurossensorial, podem surgir à possibilidade de vários outros sintomas e distúrbios, como: § Distúrbios de Comunicação: Ruídos excessivos podem causar perturbações de comunicação, com o mascaramento da voz, prejudicando a compreensão da fala, principalmente se o indivíduo tiver deficiência auditiva, o que tornará mais difícil o reconhecimento da fala. É possível que esse distúrbio possa conduzir a dificuldades de interações, tanto no meio familiar, social e também profissional; § Distúrbios Digestivos: Mesmo não sendo totalmente evidenciado, ruído poderá resultar em alterações digestivas, observados por alguns estudos que indicam alterações para quem possui disposição especial do organismo, podendo se manifestar através de úlceras, gastrites, diarréias, enjôos, náuseas e até mesmo prisão de ventre; § Distúrbios do Sono: Pesquisas indicam que o ruído também pode trazer alterações do sono, mesmo em fraca intensidade, provocam o chamado Complexo K^4 , ou seja, a passagem temporária de um estado de sono profundo para outro mais leve. Sabe-se também que o barulho perturba o Sono REM^5 , sem acordar o indivíduo, mas causando irritabilidade, cansaço e dificuldade de concentração. Seligman (1993 apud MEDEIROS 1999, p. 14); § Distúrbios Comportamentais: Consiste em sintomas comportamentais, são eles: nervosismo, mudanças na conduta e humor, falta de atenção e concentração, inapetência, cefaléia, redução da potência sexual, ansiedade, depressão, cansaço, fadiga e estresse. Vale ressaltar que pessoas expostas ao ruído prolongado, podem apresentar maior sensibilidade e propensão para envolver-se em situações de estresse, contendas e discussões.

(^4) Complexo K: Ondas agudas e repentinas, que costumam se vê só durante a fase 2 do sono. (^5) Sono REM: É a fase do sono na qual ocorrem os sonhos mais vívidos.