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Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!





























































































e doenças afins
OBESIDADE
Dietoterapia
na
formado pela Faculdade de Medicina de Catanduva em 1982. Atua na área de Endocrinologia e Metabolismo, com ênfase em Nutrição e Dietoterapia. É especialista em Nutrologia pela ABRAN – Associação Brasileira de Nutrologia –, filiada à Associação Médica Brasileira. É membro da Sociedade Latino- Americana de Tireóide, Sociedade Bra- sileira de Diabetes, Sociedade Latino- Americana de Diabetes, Associação Bra- sileira para o Estudo da Obesidade (Bra- zilian Association for Study of the Obe- sity), filiada à Federação Latino-Ame- ricana para o Estudo da Obesidade, Socie- dade Brasileira de Clínica Médica, As- sociação Médica Brasileira de Oxido- logia, Sociedade Brasileira de Medicina Biomolecular e Radicais Livres e Associa- ção Brasileira de Nutrologia, filiada à AMB.
Dietoterapia na
OBESIDADE
(Colesterol, Triglicérides, Diabetes e Ácido úrico)
(Teoria, avaliação, perda e manutenção do peso após perda)
São Paulo - SP 2000
Dr. Carlos Augusto Anselmo Abrahão Endocrinologista & Nutrólogo
Quando resolvi escrever esse livro, confesso que tinha em mente ofecerer à popu- lação leitora, um pouco da minha experiência no diagnóstico, tratamento e controle da obesidade e doenças afins. Com o decorrer das páginas, foram aparecendo algumas idéias novas e então, resolvi extendê-las ou melhor, aprofundá-las.
Portanto, onde existia o plano de transmitir meras informações, na realidade foram substituídas por um verdadeiro manual “ faça você mesmo ”.
Deixo claro que este livro segue as normas da ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, na qual honradamente faço parte, e tenho muito orgulho de divulgar seus objetivos. Seguirei os conceitos e normas estipuladas pelo Consenso Latino-Americano de Obesidade de 1998, da mesma maneira que os pratico em mi- nha clínica particular.
Dividimos o livro em sete partes para melhor entendimento. 9 Parte 1 - Teoria 9 Parte 2 - Plano alimentar para perda de peso 9 Parte 3 - Plano alimentar definitivo ou de manutenção 9 Parte 4 - Dietoterapia nas doenças afins (comorbidades) 9 Parte 5 - Quantidade de calorias dos diversos alimentos + “fast-food” 9 Parte 6 - Dietas especiais 9 Parte 7 - Curiosidades + Farmacoterapia na obesidade
A obesidade é hoje definida como uma doença endócrino-metabólica crônica e heterogênea, com uma forte base genética que se apresenta quando esta se associa a fatores do meio tais como alimentação hipercalórica-hipergordurosa e o sedentarismo.
O hábito alimentar das pessoas vêm se modificando de forma importante nas últimas décadas, tendo hoje um perfil que contempla:
¾ 1 - Dietas ricas em gorduras ¾ 2 - Consumo elevado de carbohidratos simples (açúcares) ou refinados ¾ 3 - Uso de alimentos de alto valor calórico ¾ 4 - Ingestão calórica acima das necessidades nutricionais. ¾ 5 - Abuso de bebidas alcoólicas
Isso tudo leva ao sobrepeso e que pode por sua vez instalar uma doença crônica- a obesidade; com todas as suas conseqüências.
Portanto, mais do que uma “cura pelo emagrecimento”, necessita-se de um programa de tratamento: uma mudança no modo de vida graças a qual o paciente se concientiza em comer de maneira moderada e cuidadosa e em ser fisicamente ativo.
Por isso, para que se possa realmente fazer esse planejamento alimentar, fiz questão de explicar detalhadamente as composições químicas dos alimentos, definindo gorduras, proteínas, hidratos de carbono, minerais, vitaminas e a própria água. Essa definição é muito importante para que o leitor possa inclusive, identificar seus próprios alimentos, e saber da sua utilidade na composição da nova alimentação diária.
Também o leitor vai saber fazer seus cálculos metabólicos e a partir dai, perso- nalizar uma dieta para si mesmo, da melhor maneira que lhe convir. Isso é importante, pois o leitor adaptará sua dieta ou plano alimentar de acordo com suas necessidades ou conveniências.
Acredito que a pessoa quando realmente fica conhecendo o problema que lhe aflige, acaba tomando conciência e, de uma maneira ou de outra, procurando ajuda.
É exatamente essa ajuda “externa” que eu vou tentar passar nas páginas vindouras. Nós médicos, que tratamos entre outras, a obesidade, estamos cansado de conhecer o perfil psicológico do paciente obeso. Sabemos que ele procura o médico somente quando está vivendo uma situação nova no seu dia a dia, que, na maioria das vezes, é de caráter emocional. É o caso do jovem obeso que conhece uma jovem, ou um rapaz se for mulher, e se apaixona. Imediatamente ele se sente inferiorizado por- que no nosso meio o obeso é discriminado; é motivo de chacota; a mídia valoriza o magro; a sociedade cultua o corpo esbelto; é vítima de preconceitos diversos.
Na maioria das vezes essas pessoas obesas são deprimidas pois já fizeram inúmeras dietas malucas buscando sucesso; ficam neuróticos com a balança; vivem atormentados com a cobrança dos outros e sentem-se culpados pelo insucesso no emagrecimento.
Mais que depressa, esse ou essa jovem nos procura profissionalmente, agora decididos (a maioria das vezes momentaneamente) a empreender um tratamento sé- rio a fim de superar todos esses obstáculos para se sentir apto ou apta à empreender a nova conquista.
Esses jovens, na maioria das vezes, apresentam taxas bioquímicas sangüíneas normais e raramente, algum fator endócrino. O problema é quase exclusivamente estético mas, é óbvio, deve ser investigado.
Outro tipo comum de pessoas que nos procuram são aqueles que apresentam alguma alteração do tipo Diabetes, Dislipidemias, Hipertensão, problemas cardíacos, etc, na maioria das vezes associados, e, devido à obesidade. Nesse caso o processo se deve mais à parte metabólica funcional e nem tanto à parte estética. De qualquer
Parte 1
Teoria
São substâncias que quando introduzidas no organismo, têm a finalidade de promover o crescimento, a reparação dos tecidos, a produção de energia e o equilíbrio das diversas funções orgânicas. Eles podem ter origem animal, vegetal ou mineral. Exemplo de alimentos: Arroz, feijão, carne, leite, ovos etc.
Então, nosso organismo requer alimentos para os seguintes propósitos:
Os alimentos se dividem em: Plásticos - São os alimentos que contém nutrientes que entram na formação da estrutura celular: proteínas, cálcio e água.
Energéticos - São os alimentos cujos nutrientes predominantes produzem ca- lorias: gorduras, glicídios e proteínas.
Reguladores - São os alimentos que permitem o equilíbrio das diversas fun- ções por possuirem vitaminas (A, B. C etc) e sais minerais (Ferro, Cálcio, Sódio etc).
Nutrientes
São as substâncias químicas que constituem os alimentos e que podem ser utilizadas pelo organismo (são necessárias para as funções orgânicas).
O organismo necessita de seis (6) categorias de nutrientes para levar avante suas funções:
Água - Hidratos de Carbono - Lipídios - Minerais - Proteínas - Vitaminas
Descreverei a seguir, resumidamente, as 6 categorias de nutrientes citadas acima para que o leitor tenha uma melhor compreensão e realmente saiba o que significam.
A água só é menos importante que o oxigênio em relação à sua necessidade para a vida; sua falta resulta em morte em questão de dias.
Admitindo-se que 70% do peso corporal seja água, 5% são constituídos de plasma (parte líquida do sangue), 15% como líquido intersticial e 50% como líquido intracelular (Essas proporções são relativas ao peso corpóreo total).
Na verdade, o estoque de água do corpo, além de participante, é responsável por praticamente todos os processos orgânicos, inclusive digestão, absorção, circulação e excreção. A água também é o principal transportador de nutrientes, sendo necessária a todas as funções estruturais do corpo.A água ajuda a manter a temperatura normal e é essencial para eliminar excreções do corpo. Portanto, é muito importante repor diaria- mente a água continuamente eliminada pelo suor e pela urina. É essencial para o funcio- namento adequado do corpo beber pelo menos oito copos de água pura por dia, isso porque o adulto necessita consumir de 2 a 4% do peso do seu peso corpóreo em água. Lembre-se que, embora o corpo possa sobreviver sem alimento durante cerca de cinco semanas, não consegue sobreviver sem água por mais de cinco dias.
Os líquidos proporcionam a principal fonte de água porém, parte dela é obtida da oxidação dos alimentos (as dietas mistas proporcionam cerca de 12 gr de água por 100 calorias) e parte pela oxidação dos tecidos orgânicos.
A água é necessária para que o organismo metabolize os alimentos de forma correta. Além disso, uma pessoa desidratada se cansa mais facilmente, e, quem se exercita deve redobrar a atenção. Deve-se ingerir 600 ml de água por hora (3 copos médios). Beber pouco líquido provoca queda no rendimento físico, redução da coor- denação motora e mais risco de lesão muscular.
Seria relativamente fácil usar ou comprar água que atenda as nossas necessi- dades particulares; no entanto, devido aos inúmeros tipos de classificação dadas à água, o consumidor médio pode ficar confuso com o que existe no mercado.
A água é normalmente classificada pela sua procedência (fonte, balneário, gêiser, fornecimento público etc.), pelo seu conteúdo mineral (contendo pelo menos 500 par- tes por milhão de sólidos dissolvidos) ou pelo sistema de tratamento pelo qual passou (purificada, deionizada, fluorada, destilada a vapor etc.).
Devido à grande superposição de critérios usados para classificar a água, algumas águas aparecem em mais de uma categoria. Além disso, não há regras que normatizem.
Contém cálcio e magnésio. Esses minerais impedem que o sabão faça espuma e depositam uma película sedimentar nos cabelos, roupas, canos, pratos e banheiras.