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Apostilas de Religião sobre Odú, Òmó odú, Rezas, Métodos, Características, Personalidades e Òrìsás, Ordem de Chegada ao ORUN, Rezas para abertura de jogo.
Tipologia: Notas de estudo
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10 - ÒFÚN Aperto financeiro, fim, prejuízo, dádiva, dar ou ter coisa, semeadura de virtude, posse de objetos valiosos, moléstia, gravidez.
Representação Indicial em Ifá: I I I I I I I I I I I I
Onde I I é água. I
Responde com 10 (dez) búzios abertos.
ÒFÚN MEJI é o 10º ODÚ no jogo de búzios e o 16º na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido, pelos fon (jêje), como "F U MEJÍ " ou "O FÚ MEJI ". Os nagôs o chamam também de "LÀGIN MEJI ". " L ÀGUN " significando mistério. " O LOGBÔ " (misterioso e maléfico por haver cometido um incesto " lo "), " O GI O FÚ ", por eufonia.
" Hekpa " ou " Baba Hekpa ", por eufemia (reza, prece). Em yorubá, " fun " significa dar, doar. " Funfun " significa branco e este ODÚ representa esta cor, enquanto que " ofu " significa perda, prejuízo. A palavra " fu " transmite a idéia de limpar soprando, como quando se assopra um objeto ou superfície qualquer, para retirar a poeira ali depositada.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada " A CQUISITIO ". Corresponde ao ponto cardeal Sudeste, à carta nº 21 do Tarot (o " MUNDO ") e seu valor numérico é o 11.
ÒFÚN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos água sobre água, o que indica uma ajuda constante e pronta a apoiar, o esforço que evoca, sem obstáculos a serem vencidos ou contornados.
Sua cor é o branco, à qual representa, mas aceita também o azul e o violeta. É um ODÚ feminino, representado esotericamente por um ovo, onde se inscreve, à direita, verticalmente, doze pontos, em pares superpostos, e, à esquerda, quatro traços horizontais superpostos. O ovo representa o próprio ÒFÚN MEJI , envolvendo todos os outros ODÚ e a si próprio. ÒFÚN MEJI é a mãe de OGBÊ MEJI (E JIONILÊ ), OYÈKÚ MEJI (O LÒGBÓN ), I WORÍ MEJI e ODÍ MEJI , a vida e a morte, o oculto e o revelado. Os doze pontos representam os demais ODÚ e inclusive o próprio ÒFÚN MEJI. A importância desse signo reside no fato de ela ser a mãe de O GBÊ (EJIÒNILÊ ) e este ser o pai de todos os demais ODÚ. Segundo a opinião de alguns advinhos, ÒFÚN MEJI é também o pai de OGBÊ (E JIÒNILÊ ), logo possuindo os dois sexos e sendo hermafrodita. O GBÊ (EJIONILÊ ), por ser o filho mais velho, reina sobre os demais ODÚ.
ÒFÚN MEJI é portador de um " ló " (mistério) que seria, na realidade, o incesto praticado com seu filho OSÊ MEJI. Em decorrência desse incesto, todos os segredos e mistérios são regidos por ÒFÚN MEJI , que conhecendo o segredo da morte, possui o poder de ressuscitar os mortos.
ÒFÚN MEJI representa a grande mãe e o princípio maternal, e sendo a mãe de todos os ODÚ o é, também, de toda a criação, não tendo domínio somente sobre o ar, que, após haver criado, liberou EJIOGBÊ (E JIÒNILÊ ), que passou a dominá-lo.
Depois de EJIOGBÊ (EJIÒNILÊ ), ÒFÚN MEJI engendrou os demais ODÚ, possuindo, desse modo, o mundo, onde cada ODÚ criou e simbolizou uma parte, sempre sob as ordens e leis estabelecida por ÒFÚN MEJI.
Este ODÚ rege homens e mulheres, indiscriminadamente. É um signo ligado às " KENNESÍS " (feiticeiras), sendo que dele provem todas as aves ligadas à feitiçarias. Suas atribuições são tantas que é impossível enumerá-las, assim como é impossível enumerar tudo o que está sob seu domínio. Como exemplo, podemos mencionar tudo que se move e tudo que é branco. Os albinos, as pessoas demasiadamente velhas, os cavalos brancos estão sob a custódio de Ò FÚN.
ÒFÚN MEJI sempre reclama seus sacrifícios em número de 16 (dezesseis). Comanda, juntamente com OSÁ e I ORÒSÚN, as regras (menstruação) femininas. Este ODÚ é tão perigoso que a maioria dos advinhos omite seu nome diante de profanos, preferindo dizer " HEKPA B ABÁ " (onde " babá " significa papai e " hekpa " é uma exclamação que exprime pavor).
Sempre que um advinho encontra este ODÚ (signo), costuma dizer " ló " ou " eró ", palavras que transmitem, ao mesmo tempo, a idéia de proibição, pecado e mistério. Em seguida, sopra três vezes, sobre as palmas de suas mãos, como se elas contivessem um pó. Esse procedimento tem por finalidade afastar a negatividade que acompanha Ò FÚN.
Os naturais deste ODÚ são pessoas fadadas a viver muitos e muitos anos. Adquirem bens materiais somente depois da meia idade, quando se encontram e se realizam espiritualmente, na medida em que se descobrem interiormente.
Quando em I RÊ (Positivo), ÒFÚN pode apontar: aquisição, riqueza, longevidade, aumento de recursos materiais. Aumento de energias físicas e espirituais, credibilidade, segurança, sucesso.
Sempre que este ODÚ sair três vezes, é indicação de trabalhos feitos com EGUN, trazendo conseqüências desastrosas e prejudiciais, tanto na parte material como na sentimental e, ainda, casos de desonra e perda de virgindade.
ÒFÚN não tolera outra cor que não o branco. Se houver necessidade de fazer ebó para o consulente, com problemas de ÒFÚN , deverá ser feito no IGBÔ (mato), praia ou onde for determinado pelo jogo. O consulente deverá ir de roupa branca, assim como quem for passar o ebó. Senão não for assim, a oferenda não adiantará de nada, e, deverá ser obedecido um resguardo; pelo prazo de 7 ou 14 dias (consulta no jogo), só usando roupa branca, e, após, o consulente deverá tomar um OBÍ d’água, ou, mesmo, fazer algo mais sério.
Quando a pessoa for de ÒFÚN MEJI , já começa pelo ebó e preceitos, investigando os ORISÁS responsáveis no Brasil.
Após dar-se caminho ao lado negativo, os banhos serão de folhas calmas e frias, assim como deverá ser, ainda, oferecido um OBÍ d’água ou, se assim determinado no jogo, um Ò GBÒRÍ de EJÉ FÙNFÚN (I GBIN), porque a pessoa que der caminho ao lado negativo, não poderá levar E JÉ PUPÁ (sangue vermelho), no ÒRÍ por, pelo menos, 90 dias.
Se sair no jogo, independente de èbó, deveremos aconselhar o consulente a procurar um médico ou, se for o caso, continuar o tratamento que estiver fazendo.
Quando ÒFÚN , sair na 1ª posição, ela estará trazendo em aviso/alerta, e, quando na 4ª caída, deverá ser presenteado.
Se, por acaso, apresentar-se quatro vezes, não se deve colocar a mão no consulente antes de se colocar o ÒSÀLÁ mais velho da casa no chão, e deixá-lo passar dois dias coberto com bastante canjica, e, depois, dar bicho de 4 pés para este Ò SÀLÁ, mas de preferência não mexer com este ebó.
Quando sai Ò FÚN, o B ABALAWÔ , levanta-se e toca a própria barriga com as mãos em direção ao poente (para tirar coisa ruim que haja), mas se sair novamente, levantam-se os dois e fazem o mesmo ritual.
O presente deve ser entregue na beira do rio ou mar. Se for no rio, colocar na parte da areia seca, e caso seja no mar, deverá ser na areia úmida. Não esquecer de fazer O RIKÍ de Ò FÚN e de Ò SÀLÁ. Dar comida a EGUNGUN, não esquecendo de fazer O O RIKÍ EGUNGUN. Após a entrega do presente, dar comida a O SÀLÁ, I LÊ e ÈSÚ.
Se sair 10 ( ÒFÚN ) na 2ª posição e 8 ( E JIÒNILÊ ) na
3ª posição, tem ebó.
ÒFÚN ( 10 ) não se conjuga com os outros ODÚ, apenas com 8 ( E JIÒNILÊ ), e a conjugação é uma bandeira branca.
OBS. : A) Caindo 10 ( ÒFÚN ) na 1ª caída não tem ebó, mas se sair na 2ª ou 3ª posição, obrigatoriamente tem ebó. B) Se saírem juntos 4 ( I ORÒSÚN ) e 10 ( ÒFÚN ) = muito perigoso C) Se sair nas 1ª , 2ª e 3 ª posições = Trabalho de EGUN, casos de desonra e perda de virgindade.
ÒWÓRIN MEJI introduziu, neste mundo, as rochas e as montanhas; as mão e os pés dos seres humanos, as cólicas femininas.
As pessoas nascidas sob este signo fica ricas ainda na juventude, realizam muito cedo tudo o que desejam na vida, e obtêm precocemente filhos, mulheres, dinheiro e todas as boas coisas que a vida pode proporcionar. São naturalmente bafejadas pela sorte, atraentes, excessivas em tudo, generosas, dominadoras e entusiasmadas. Não conhecem desafios que não possam vencer, nem obstáculos que não saibam sobrepujar. Gostam do que é bom, do que é caro e nunca medem esforços para alcançar o que desejam.
Contudo, ÒWÓRIN MEJI predispõe as estadias curtas sobre a terra, isto é, as pessoas do signo tendem a viver pouco. Por ser este ODÚ portador de acidentes, é muito difícil que se possa desfrutar, por muito tempo, os seus benefícios.
Quando em I RÊ (Positivo), ÒWÓRIN pode apontar: nobreza de atitudes, uma decisão que leva a um bom resultado, planos que darão certo, um bom empreendimento, proteção do alto, ajuda de terceiros, fartura, riqueza.
Quando em O SOGBÔ (negativo), este O DÚ deve indicar: acidentes fatais, morte súbita ou prematura, vida curta.
Quando em O SOGBÔ A RUN (IGBIN) este ODÚ aponta doença no olho direito, excesso de sangue, hipertrofia dos órgãos, hipertensão, congestões e todos os tipos de doenças ocasionadas por abundância ou excesso patológico de fluidos, tumores, matéria orgânica.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: Y EMONJÁ, Y EWÁ , LOGUN-E DÉ , O BALUAYÊ, O SUN, O SÓSI Í NLÈ.
VODÚNS Jêje: LISÁ, KENNESÍS, D AN, GUN, HOHÔ, S AKPATÁ, T OHOSÚ.
Esse ODÚ impõe muitas influências negativas, tanto para o consulente, quanto para as pessoas regidas por ele.
Devido a forma karmática muito pesada a qual esse ODÚ propicia, as pessoas se tornam muito perturbadas, negativas e lutam com grandes dificuldade tentando realizar algo importante na vida, porém todos os caminhos se fecham.
Geralmente, elas sofrem constantemente, problemas de doenças, correndo alguns riscos de vida, pois esse signo pode ocasionar,
de um momento para o outro, a morte, tanto por enfermidade quanto por acidente grave ou por um crime.
Na verdade, esse ODÚ, repentinamente causa supressão com a morte, não permitindo por muito tempo tratamentos médicos e nem trabalhos espirituais.
Para as pessoas desse ODÚ, existe um fator muito importante: quando ele está em boa fase, ele oferece vitórias sobre todas as lutas e inimigos, os quais tentam guerrear com armas baixas, caluniando, difamando, dando falsos testemunhos, intrigando e fazendo magias pesadas, etc., com propósitos mesquinhos tentando denegrir a boa imagem e a dignidade das suas vítimas.
Somente com um grande ebó, muitas obrigações e muita calma, o consulente poderá, gradativamente, atingir seus objetivos, caso contrário, o mesmo perderá tudo, até mesmo a própria vida.
Para as pessoas que vão viajar ou que trabalham viajando, deverão ter cuidados especiais, fazendo ebó.
Para as pessoas que irão submeter-se a cirurgias, também deverão fazer um ebó.
As pessoas desse signo, embora aparentemente estejam em boa situação, deverão agradá-lo uma vez por mês (dia 11 de cada mês), mas, atenção: não é dar caminho, mas sim agradá-lo. O tipo de agrado mensal, não é o mesmo que o anual: é mais simples.
As pessoas desse ODÚ, deverão usar constantemente um patuá especial, banhos de folhas em defesa, enfim, fazer Ò FÓ e O RÌKÍ.
Para as pessoas desse ODÚ, ou por ele influenciadas, é necessário, além de ÈBÓ ODÚ , deverão fazer um ÈBÓ I KÚ, para um espírito de um antepassado, o qual sempre tenta viver encostado, com propósito de levar a pessoa.
Quando for pessoa sob a regência de ÒWÓRIN MEJI , para se obter um bom caminho na vida, é preciso quase que “nascer de novo”, isto é: fazer feitura de ORISÁ, confirmar-se O GÃ ou EKEJI (quando for o caso de confirmações).
As virtudes desse signo são muitas: mediunidade, vidência, premonições, sorte no jogo, no amor, em comércio e vitória sobre os inimigos, só que de forma lenta e muito sacrificada.
11
Caindo 11 ( ÒWÁRIN ) na 1ª posição = caminhos perigosos.
12 – EJILASÈBORÁ Vitória em todas as lutas, agonia e desassossego, mas sempre vencendo admiravelmente.
Representação Indicial em Ifá: I I I I I I I I I I I I
Onde I I é água e I é ar. I I I
Responde com 12 (doze) búzios abertos.
EJILASÈBORÁ é o 12º ODÚ no jogo de búzios e o 3º na ordem de chegada de O RÙNMILÁ, quando é conhecido por I WÒRÍ MEJI. Este signo é considerado como o encarregado da função de decepar cabeças, num mundo que nos é inteiramente desconhecido. Foi a este ODÚ quem MAWÚ (O SÀLÁ, entre os jêjes) confiou o cutelo do carrasco. Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada " CONJUNCTIO ".
EJILASÈBORÁ é um ODÚ composto pelos elementos água sobre ar, o que determina um encaminhamento dos esforços, ao encontro de obstáculos que poderão ou não ser transpostos, dependendo d qualidade de esforços despendidos neste sentido. Significa que duas forças conflitantes se confrontam e que o resultado dessa disputa tende sempre em favor do lado mais fortalecido.
Corresponde ao ponto cardeal Sul, do qual é o regente, sendo [em conjunto com EJIOGBÊ (ou EJIÒNILÊ - Leste), ODÍ (Norte) e OYEKÚ (ou O LÒGBÓN - Oeste)], um dos quatro ODÚ, principais do Sistema Ifá. Seu valor numérico é o 10 e corresponde, no Tarot, à carta nº 5 (os " A MANTES ").
E JILASÈBORÁ MEJI representa " XUJI " (o sol), e " KÃ LI " (os animais selvagens que habitam as florestas, as bestas ferozes, principalmente a Hiena (" WLÁ ") e o leão (" KINIKINÍ ").
Expressa e idéia de contato, de troca de relação entre dois seres ou duas coisas. Refere-se a tudo o que diz respeito a união, casamento, contratos, pactos, acordos, compromissos etc.
Esta figura exprime tudo o que entra em contato, não só por associação, como, também, por oposição. Desta forma, o confronto de dois homens, dois exércitos em luta, desde que ocorra um contato bem próximo, corpo a corpo. Dessa forma, um acoplamento sexual ou, ainda, um par de dançarinos em ação, também estarão sob sua influência.
Pode significar, ainda, o fim de uma estadia sobre a Terra, a morte do corpo físico, daí se nome significar "cortar a cabeça". Simboliza,
ainda, a ligação entre o Céu e a Terra, o caminho que une os dois planos e que deve existir material e espiritualmente, possibilitando a evolução espiritual do ser humano.
As pessoas regidas por este ODÚ são sensíveis, amáveis e cordiais, adoram relacionamentos superficiais e numerosos, dificilmente assumem compromissos que durem muito tempo, o que provoca uma constante troca de parceiros. Costumam entediar-se até com as melhores coisas da vida.
Quando em I RÊ (Positivo), E JILASÈBORÁ pode apontar: vitórias em todos os sentidos, situação de desespero que chega ao final, sendo superada com esforço. Fortalecimento espiritual, inteligência, um relacionamento de amizade que se transforma em romance.
Quando em O SOGBÔ (negativo), este O DÚ deve indicar: troca ruim que traz maus resultados, morte no sentido literal da palavra, um inimigo difícil de ser derrotado, associação prejudicial, compromissos que não podem ser satisfeitos. Tendência ao suicídio, desespero.
Quando em O SOGBÔ A RUN (IGBIN) este ODÚ indica, principalmente, distúrbios nervosos, paralisias locais ou gerais, falta de coordenação motora, epilepsia total, catalepsia.
Neste ODÚ falam as seguintes divindades:
Orisás Nagô: S ANGÔ, O GUN, O SOSI , I RÔKO e O BATALÁ.
VODÚNS Jêje: G UN, A GÊ , LISÁ, T OHOSÚ E L OKÔ.
Aos filhos de E JILASÈBORÁ é vedado: comer carne de qualquer animal morto por decapitação, ingerir mel de abelhas ou qualquer alimento que o contenha. Matar ou colecionar borboletas, nem objetos adornados com suas asas.
Esse ODÚ é o mesmo que outorgou poderes aos 12 (doze) ministros de S ANGÔ , os quais seis podem absolvem e 6 condenam.
As pessoas sob a influência desse signo, ou por ele regidos, são pessoas prestativas, inteligentes, justas, possuem bom coração; e, mesmo quando ocupam uma posição social elevada, jamais têm a pose de um rei ou de um ministro.
O homem desse signo é, quase sempre, predestinado ao trabalho pesado, mas encontrará sempre ajuda de um amigo nos momentos difíceis. Também poderá receber uma herança e ter grande futuro,
13 – OLÒGBÓN , Lutas difíceis, astúcia, sagacidade e destreza para EJIOLÒGBÓN conseguir fortuna ou bem-estar. ou OYÈKÚ
Representação Indicial em Ifá: I I I I I I I I I I I I I I I I
Onde I I é terra. I I
Responde com 13 (treze) búzios abertos.
E JÍ OLÒGBÓN é o 13º no jogo de búzios e o 2º na ordem de chegada do sistema Ifá, onde é conhecido como OYEKU MEJI. Em Ifá é conhecido, entre os fon (jêje), como Y EKÚ MEJI , palavra cuja etimologia é desconhecida.
Existe uma corrente que pretende dar a esta palavra um significado que está ligado ao termo " YÊ " (aranha) e " KÚ " (morte), por considerar-se a aranha como um animal de mau agouro e anunciador da morte. Já em Nagô, o sentido pode ser o seguinte: "tudo deve retornar depois da morte."
Os nomes honoríficos deste ODÚ são: A LAGBA BABA EGUN (velho pai dos EGUNS); Alagba Baba Mariwô (velho pai do mariwô). Títulos este que designam o chefe vivo dos " KUTUTO ", de quem OYEKÚ MEJI é o chefe espiritual; " YE - KU - MA-YEKE " (nós somos compostos de carne e de morte); e " ZAN-KI " (o dia está morto), esta última expressão usada pelos arautos ; "ago zangulê ", do Abomey, para anunciar a morte do rei.
JIOGÊ ou EJIOGÊ (dois " YÊ ", duas mães), evocando como EJIOGBÊ , a dualidade céu e terra.
EJI O LÒGBÓN corresponde, na geomancia européia, à figura denominada " POPULUS ". E é um ODÚ composto pelos elementos terra sobre terra, o que indica a saturação total, o esgotamento de todas as possibilidades de acrescentar-se algo, o fim de um ciclo, a morte.
Corresponde ao ponto cardeal oeste, à carta nº 13 do Tarot (a " MORTE ") e seu valor numérico é o 16. Suas cores são o negro, o branco nacarado e o cinza prateado. É um signo feminino, representado, esotericamente, por um círculo inteiramente negro, ao contrário de EJIOGBÊ (E JIÒNILÊ ). OYEKÚ é a noite, o inverso do dia; a morte, o inverso da vida.
Alguns advinhos afirmam que este foi o primeiro ODÚ a ser criado, tendo perdido seu lugar para EJIOGBÊ. Esta opinião prende-se ao fato de que as trevas existiam antes que fosse criada a luz. OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN) é exatamente o contrário de EJIOGBÊ , ou sua complementação. Representa o ocidente (" LISAJÍ "), a noite (" ZAN ") e a morte (" KU ").
Quando EJIOGBÊ veio a Terra, não existia a morte. OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN ) aqui a introduziu e dele depende o chamamento das almas e suas reencarnações após a morte. OYEKÚ M EJI (E JIOLÒGBÓN ) participa dos rituais fúnebres e um pouco das guerras. É ele quem comanda a abóbada celeste durante a noite e o crepúsculo.
Devido a sua influência direta sobre a agricultura e toda a produção agrícola, aqueles que nascem sob este signo poderão ser excelentes agricultores. Todos reconhecem neste ODÚ uma enorme influência e uma estreita relação com a Terra, que reafirma sua condição de oposição a EJIOGBÊ , que comanda o Céu.
OYEKÚ MEJI (EJIOLÒGBÓN ) ensinou os homens a alimentarem-se de peixes. Com este signo vieram ao mundo o couro de crocodilo, o focinho do hipopótamo, o chifre do rinoceronte, e todos os animais (de pelo ou de penas) que possuem hábitos noturnos; as nodosidades das madeiras e os nós das cordas.
Representando tudo que é neutro, ineficiente, fatal, o conformismo, aquilo que cai, que se decompõe. É o declínio do sol, o final do dia, o fim de uma etapa. Anuncia um acontecimento nefasto, uma notícia desagradável, um falecimento, uma condenação na justiça. Determina sempre o fim radical de uma situação, ou que pode ensejar, ou não, o surgimento de uma nova condição.
Os filhos deste ODÚ são pessoas dóceis, de temperamento mórbido, que preferem ser dirigidas e orientadas por alguém em que depositam confiança cega. Preferem viver em grupo.
Quando em I RÊ (Positivo), EJIOLÒGBÓN MEJI pode apontar: mudanças para melhor, fim de uma situação desagradável, boa orientação de alguém que deve ser seguida, desmascaramento de certa pessoa que vem agindo com falsidade, intuição correta, capacidade de convencer, eloquência, fidelidade no amor, neutralidade em relação a uma briga ou disputa envolvendo outras pessoas.
Quando em O SOGBÔ (negativo), este O DÚ indica: ineficiência, incapacidade de tomar decisões, queda de situação, morte do consulente ou de pessoa a ele ligado. Fala, principalmente, de morte de pessoa do sexo feminino. Notícias ruins que estão para chegar;
Se sair 13 ( OLÒGBÓN ) na 1ª posição = perigo de morte e entrega do ebó no mato.
Saindo 13 ( OLÒGBÓN ) na 2ª posição = notícia ou futuro perigo de morte e entrega de ebó na água.
Se cair 13 ( OLÒGBÓN ) na 3ª posição = morte em poucos dias e entrega do ebó no mato.
OBS. : Quando sair nas três posições = o caminho será água
13
Se sair 13 ( OLÒGBÓN ) nas 4 posições = cercado pela morte, porém há uma pequena esperança: “nascer” para o ÒRÌSÁ (feitura de santo).
14 – IKÁ Perversidade, desfrutar boa ocasião, ganho de mulher com o corpo, malfeitos, remorsos, paz, fortuna e bem-estar fácil no fim de qualquer tempestade, vitória qualquer que seja o terreno.
Representação Indicial em I FÁ: I I I I I I I I I I I I I I
Onde I I é água e I I é terra. I I I
Responde com 14 (quatorze) búzios abertos.
I KÁ MEJI é o 14º ODÚ no jogo de búzios, e o 11º da ordem de chegada pelo sistema Ifá, onde é conhecido pelo mesmo nome. Em Ifá é conhecido, entre os fons (jêje), como "KÁ MEJI ". Os nagôs o chamam também de " O KÁ ", palavra que designa a serpente venenosa " AMANÕNÚ ". Os yorubá também dizem " FÁ MEJI " dividido em dois, ou " I JÍ O KÁ ", duas serpentes.
I KÁ MEJI representa D Ã, a serpente (" OJÔ " em yorubá); rege todos os répteis do campo, como, também, um bom número de animais que vivem na floresta, como os macacos, os lagartos e certos pássaros, como o " sasagolé " (espécie de tucano), a " alwalokolwê " (espécie de rola), os caramujos, os ouriços e todos os peixes. I KÁ MEJI rege todos os animais de sangue frio, aquáticos ou terrestres. De uma forma geral ele busca o frescor.
Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada " R UBEUS ". É um ODÚ composto pelos elementos água sobre terra, com predominância do primeiro, o que indica que o objetivo é em si mesmo, o obstáculo que se renova permanentemente, provocando a necessidade de se reiniciar a tarefa e a conseqüente revolta do indivíduo, contra si próprio e contra o mundo, que passa a considerar injusto e mau feito.
Criou a piedade e o amor filial. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não se ocupa da fecundação, e sim dos abortos e das falsas gravidez. É tido como o signo que mata as crianças, provocando abortos, sempre acompanhados de hemorragias incontroláveis, o que pode ser evitado, através de ebós específicos, a ele relacionados.
Os macacos vieram ao mundo por este signo, que é o ODÚ principal dos gêmeos selvagens (" ZUN " e " HOHÔ "). Seu aparecimento, na consulta de uma mulher grávida, pode diagnosticar, portanto, o nascimento de gêmeos. Também a vinda dos " HAUSSÁS " à Terra é devida a este signo.
Ele determina muitas felicidades, tais como: desembaraços de documentos, heranças, bons lucros em todos os tipos de negociações, uniões, casamento, boas amizades, etc., porém de um momento para o outro, a boa situação poderá mudar, pois a sua fase negativa indica prisões, gravidez por adultério, estelionato, calúnias, agressões e confusões.
As pessoas regidas de I KÁ , são sempre muito confiantes e, por essa razão, chutam a felicidade, passando ao arrependimento logo após, mas elas, inúmeras vezes, se recuperam e se renovam, após obstáculos, cheios de esperança a cada momento e de imediato, conquistam novas amizades com mais precisão e muita cautela em tudo e por tudo, pois não sabem e nem gostam de solidão, odeiam a mesma por demais e por essa razão adquirem muitas lábias.
São pessoas por demais prestativas e agradáveis, fingem ser viris, gostam de vaidade e esforçam-se para sobressaírem em todos os meios e em todas as áreas, lutando com a sua dupla personalidade.
Todas as vezes que esse ODÚ aparece bem posicionado num determinado jogo (futuro positivo), significa possibilidades boas notícias, tais como: cargo no santo, viagens, convites, heranças, nomeações, lucros, presentes, reconciliações, compra de imóveis, mudança de residência para uma melhor, etc.
O local de entrega para o presente é na beira da cachoeira, sendo que a metade do presente ficará na água e a outra metade na terra. Fazer Ò RÌKÍ , e, na volta, dar comida a O SUMARÉ.
I KÁ na 1ª posição = aviso de alerta, ter prudência e sagacidade.
I KÁ na 2ª posição = falsidade, más notícias, pe- rigos futuros.
I KÁ nas 1ª e 2ª posição = falsidades, más notícias, perigos futuro.
I KÁ nas 1ª e 3ª posições = abandono total de proteção, condenação
I KÁ na 3ª posição = caminhos fechados, embaraços, fracassos, perigos.
I KÁ nas 1ª, 2ª e 3ª posições = abandono total de proteção.
I KÁ nas quatro posições: Apenas uma oportunidade e única chance de perdão = fazer obrigação para o santo