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COMO OPERAR EQUIPAMENTOS TOPOGRAFICOS
Tipologia: Notas de estudo
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4.2.1 -Nivelamento trigonométrico com distância horizontal pelo método trigonométrico
Figura 1 - Disposição dos equipamentos topográficos.
2.2 Instalação do Equipamento A instalação do equipamento consiste em nivelar e estacionar sobre um ponto topográfico. É comum a existência de várias formas de estacionar o equipamento entre os profissionais, porém existem algumas regras que se seguidas, possibilitam um estacionamento rápido e preciso.
A seguir está a demonstração dos procedimento para operar uma estação total TC 407L da Leica.
Figura 2 – Marco Geodésico. Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.108).
No centro da chapa metálica será encontrada uma marca (figura 3), que representa o ponto topográfico. Uma vês que o equipamento esteja devidamente calado e centrado sobre o ponto, o prolongamento do eixo principal do mesmo passará por esta marcação sobre a chapa.
Figura 3 - Chapa metálica com a indicação do ponto topográfico. Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.109).
O tripé possui parafusos ou travas que permitem o ajuste das alturas das pernas (figura 4), os mesmos podem mudar de posição no equipamento o que acarreta na mudança da metodologia de instalação do mesmo.
4 – Uma vês que o tripé esteja aberto deve ser colocado sobre o piquete e levantado até que fique com a mesa na altura do peito (figura 6). È importante tomar o cuidado de deixar bem sobre o piquete e a mesa bem nivelada (figura 7), pois a velocidade e facilidade dos procedimentos seguintes dependem desse procedimento.
Figura 6 – Altura ideal do tripé.
Figura 7 – Tripé nivelado e sobre o ponto materializado. Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.110).
5 – Coloca-se a estação total sobre o tripé e coloca-se a mesma sobre o ponto. No caso da Tc 407 L, a mesma possui prumo lazer, que facilita os trabalhos. Para colocar sobre o piquete e necessário posicionar-se no lado oposto a uma das pernas e levantar o tripé pelas outras duas, pegando em uma altura intermediaria nas pernas e movendo em direção a marca no centro do piquete, sentando o tripé quando o prumo lazer tiver sobre o ponto.
Tome o cuidado para levantar e mover o tripé em um movimento sincronizado das mãos, não levantando mais uma que a outra, objetivando não deixar muito desnivelado quando for sentar novamente o mesmo (figura 8).
Figura 8 – colocando equipamento bem sobre o ponto materializado.
6 – Crave bem as pontas do tripé no chão. Esse procedimento vai tornar mais difícil um acidental desnivelamento da estação (figura 9).
Figura 9 – Cravando as pernas do tripé. Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.110).
9 - Ao fazer o nivelamento grosseiro a estação foi retirada do ponto, no meio do piquete, deve-se soltar cerca de meia volta o parafuso que prende a mesma ao tripé e movimentar, até que o nível lazer esteja sobre o ponto. Uma vês que a estação esteja sobre o ponto realiza-se o nivelamento fino, pelos parafusos calantes. Deve-se tomar o cuidado de posicionar o visor alinhado com dois parafusos calantes, com o terceiro em um ângulo de 90 graus. Gira-se primeiro, ao mesmo tempo os dois parafusos calantes que estão de acordo com a mesa (figura 12).
Figura 12 – Nivelamento fino dos parafusos calantes de acordo com a mesa. Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.115).
Quando a bolha de nível que aparece na figura anterior estiver nivelada deve-se mexer no parafuso calante que está na posição inversa (figura 13), porém antes aconselho a verificar se o prumo lazer está sobre o ponto no piquete, pois provavelmente se deslocou. Na realidade estamos fazendo com que o equipamento tenda a ficar nivelado e sobre o ponto, porém quando mexemos numa coisa acabamos tirando outra, logo da importância da mesa ter sido inicialmente bem nivelada. Se a mesa estiver muito desnivelada será necessário repetir várias vezes esse procedimento, nivelar, colocar no ponto, nivelar, até que a estação esteja nivelada e sobre o ponto.
Figura 13 – Nivelamento fino do terceiro parafuso calante. Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.116).
2.3 Definição de obra, estação, ré e obtenção de dados Uma vês que a parte mais difícil tenha sido realizada, ainda é preciso fazer algumas definições antes de começar os trabalhos. A estação total adota como base o sistema euclidiano, mais conhecido como plano cartesiano, sendo que a posição ocupada pela mesma normalmente é atribuído as coordenadas 0,0 para x e y e 10, 100 ou 100 para z, visando não obter cotas negativas.
A primeira das definições realizadas na memória interna da estação é a definição da obra, para isso deve-se seguir o seguinte procedimento: 1 - Clicar na tecla menu: 2 - Selecionar a opção prog (F1) (figura 14).
Figura 14 – Tela menu.
3 – Selecionar a opção topografia (F1) (figura 15)
Figura 18 – Tela menu.
7- Digita-se o nome da estação e depois pressiona-se a tecla ENH. (figura 19)
Figura 19 – Tela menu.
8 – Digita-se as coordenadas do ponto ocupado e clica-se na tecla enter. (figura 20)
Figura 20 – Tela ENH.
9 - Digita-se a atura do instrumento. (figura 21)
Figura 21 – Tela definir estação.
Uma vês que a estação esteja definida é hora de definir a orientação.
10 – Escolhe-se a opção F3 def. orientação. (figura 22)
Figura 22 – Tela topografia.
Figura 25 – Tela topografia.
Durante o levantamento deve-se estar atento ao fato de que a baliza possibilita a mudança da altura do prisma, mas que toda vês que isso ocorrer a nova altura deve ser informada para a estação. Ao inicio das atividades deve ser inserido juntamente com a altura do prisma, o nome do ponto, normalmente coloca-se um, pois os outros a estação assumirá em ordem crescente. É aconselhável sempre levar a campo uma prancheta com folhas para anotações. A estação também permite a informação de códigos. Uma vês que todos os pontos visíveis tenham sido ocupados, é possível que a existência de obstáculos impossibilite a obtenção de pontos de interesse sendo necessário fazer a troca de estação cujo procedimento aparece abaixo.
1 – Materializa-se com piquete e pega-se um ponto em local previamente estudado, de onde estejam visíveis todos ou o máximo possível de pontos que faltam ser obtidos para terminar o levantamento. Se o ponto estiver muito longe da estação materializa-se e pega-se outro ponto perto do mesmo (10 metros), assim não será preciso se deslocar até o ponto em que a estação está instalada para fazer a orientação da próxima estação, porém tome o cuidado de não deixar um ângulo muito fechado entre este ponto, a estação o outro ponto pego. Na figura 26 é possível visualizar tal situação, o numero 1 representa pontos de interesse que não podem ser visualizados da estação atual, o ponto 2 representa o melhor lugar para fazer uma troca de estação e o ponto 3 representa um ponto materializado para orientação da próxima estação e o ponto 4 representa a estação atual.
Figura 26 – Ângulo interno.
Uma vez que os pontos tenham sido pegos, desliga-se a estação, fecha- se o tripé e monta-se no novo ponto, o procedimento de definição de obra não será necessário realizar, pois a obra é a mesma, já os de definição de estação e orientação serão um pouco diferentes, abaixo aparece o passo a passo a partir da definição de estação. 2 - Escolhe-se a opção def. estação, clicando em F2. (figura 27)
Figura 27 – Tela topografia.
3 - Clique na opção lista e escolhe-se o nome do ponto no qual a estação está (ponto pego anteriormente que agora está sendo ocupado). (figura 28)
Figura 30 – Tela orientação. Fonte: Zanetti, M. A. Z. e Veiga, L. A. K. (2008, P.6).
6 – Faz-se a pontaria no ponto do ré em posição direta da luneta e clica-se em ALL. (figura 31)
Figura 31 – Tela tipo de orientação.
Após o termino desta etapa deve-se clicar em F4 para iniciar o levantamento de campo. È só fazer as observações. (figura 32)
Figura 32– Tela topografia.
2.4 Focalização da Luneta e leitura Tem por fim fazer a coincidência do plano do retículo e do plano da imagem do objeto visado com o plano focal comum à objetiva e à ocular (ESPARTEL, 1987).
O procedimento de focalização inicia-se pela focalização dos retículos e depois do objeto. Deve-se sempre checar se a luneta está bem focalizada, para evitar a existência de paralaxe de observação, que acarretará em visadas incorretas. Para verificar se está ocorrendo este fenômeno deve-se mover a cabeça para cima e para baixo, para a direita e esquerda, sempre observando pela ocular. Quando destes movimentos, verificando-se que os fios do retículo se movem em relação à imagem, então existe uma paralaxe de observação e, neste caso, a pontaria dependerá da posição do observador (Veiga, L. A. Koenig Et al., 2012). Para evitar esse problema deve ser adotada a seguinte metodologia:
1 - os retículos devem estar focalizados de forma que estejam sendo vistos com nitidez e bem definidos, Para facilitar este procedimento, pode-se observar uma superfície clara, como uma parede branca ou até mesmo o céu (figura 33), tomando o cuidado de não apontar para o Sol, para evitar danos irreversíveis à visão.
Figura 33– Retículos. Fonte: Veiga, L. A. Koenig Et al. (2012, p.118).
A focalização (1) e ajuste dos fios estadimétricos (2) é feita através dos parafusos. (figura 34)