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Orifícios Circulares e Bocais, Trabalhos de Hidráulica

determinação experimental dos coeficientes de contração, de velocidade e vazão para orifícios circulares de parede delgada e para diferentes bocais.

Tipologia: Trabalhos

2019

Compartilhado em 23/10/2019

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gabriel-valdonado 🇧🇷

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Serviço Público Federal
Ministério da Educação
Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Centro de Ciências Exatas e Tecnologia
Engenharia Civil Hidráulica II
RELATÓRIO DE HIDRÁULICA II
Orifícios e bocais
Gabriel Valdonado dos Santos
Matheus José de Souza Prado
Professor: Ganem Tebcharani
2019
Relatório da aula prática de Hidráulica II
realizada no dia 26-09-2019 no
Laboratório de Hidráulica da
Universidade Federal de Mato Grosso do
Sul.
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Ministério da Educação

Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Centro de Ciências Exatas e Tecnologia

Engenharia Civil – Hidráulica II

RELATÓRIO DE HIDRÁULICA II

Orifícios e bocais

Gabriel Valdonado dos Santos

Matheus José de Souza Prado

Professor: Ganem Tebcharani

Relatório da aula prática de Hidráulica II

realizada no dia 26 - 09 - 2019 no

Laboratório de Hidráulica da

Universidade Federal de Mato Grosso do

Sul.

Ministério da Educação

Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Centro de Ciências Exatas e Tecnologia

Engenharia Civil – Hidráulica II

1. INTRODUÇÃO

Orifícios são aberturas nas paredes da seção a qual um fluxo atravessa. Eles podem ser

divididos em orifícios de paredes finas e orifícios de paredes delgadas. No caso do de paredes

delgadas, a espessura da parede do escoamento principal funciona como o comprimento de um

bocal. Já no orifício de paredes finas, o fluxo que passa pelo orifício apenas tangencia uma linha

da parede da seção do escoamento principal.

A importância do estudo dos bocais se deve no comportamento do jato e principalmente

da vazão e velocidade decorrente do orifício. No entanto, para obter essa vazão é necessário

calcular alguns coeficientes. São eles o coeficiente de descarga, o coeficiente de velocidade e o

coeficiente de contração.

Segundo LIVI (2004), o coeficiente de descarga Cd representa os efeitos de turbulência

causados por uma redução abrupta de área. Portanto, nota-se a importância do cálculo dele em

qualquer tipo de tubulação, afinal todos os escoamentos reais apresentam perda de carga por

atrito causando dissipação de energia.

Como o coeficiente de descarga relaciona as vazões real e teórica de um sistema, torna-

se necessário calcular a velocidade teórica com que a água passa pelo orifício do experimento.

Portanto, utilizando a fórmula de Bernoulli, considerando a água um fluido ideal e desprezando

a perda de água temos:

1

1

1

2

2

2

Em que P1 e P2 são as pressões nos pontos 1 e 2, v1 é a velocidade no ponto 1 e v2 é a

velocidade no ponto 2, ρ é a densidade do fluido e g é a aceleração da gravidade.

No entanto, considera-se as pressões 1 e 2 iguais (pressão atmosférica) e a velocidade

no ponto 1 nula pois a área do orifício é inferior a 10% da superfície do tanque, temos a

velocidade teórica:

𝑡

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Centro de Ciências Exatas e Tecnologia

Engenharia Civil – Hidráulica II

Portanto, substituindo as fórmulas temos a velocidade real:

𝑟

= [

𝑔 ×

2

]

1

2

Conhecida a velocidade real é simples obter o coeficiente de velocidade, dado por:

𝑣

𝑟

𝑐

Portanto, o coeficiente de velocidade é:

𝑣

[

𝑔 ×

2

]

1

2

2

Após obtido o coeficiente de velocidade, obtém-se o coeficiente de descarga, dado pela

razão entre a vazão real e a vazão teórica. Onde a vazão real:

𝑟

(ℎ1 − ℎ2) × 𝐴

Já a vazão teórica é dada por:

𝑡

2

Por fim, após obtenção destes dois valores, temos o coeficiente de contração, dado pela

razão entre o coeficiente de descarga e o coeficiente de velocidade.

2. OBJETIVOS

Determinar os coeficientes de contração, velocidade e vazão, Cc, Cv e Cd,

respectivamente, para orifícios circulares de parede delgada e para diferentes bocais.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

• MATERIAIS

  1. Reservatório de nível variável;
  2. Orifícios e bocais;

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  1. Cronômetro
  2. Paquímetro
  3. Trena

• MÉTODOS

  • Inicialmente foi pré-estabelecida uma altura inicial da lâmina d’água.

Subtraindo 3 cm a altura intermediária foi obtida e novamente subtraindo mais 3 cm

a altura final também foi obtida. Então, o reservatório foi esvaziado até a altura inicial

pré-estabelecida. Logo após, com o comando de um dos alunos o bocal foi aberto

para liberar a água e o cronômetro foi acionado. Após atingir a altura intermediária,

ou seja, após reduzir 3 cm da altura da água, a distância vertical do jato d’água foi

medida. Então, a água continuou escoando até reduzir mais 3 cm de altura e alcançar

a altura final pré-estabelecida, para, por fim, parar o cronômetro. Então, o mesmo

procedimento foi repetido para outros três bocais. Ainda, com o auxílio da trena foi

medida a altura do bocal e com o auxílio do paquímetro as áreas dos bocais foram

calculadas.

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

7.1 Dados coletados:

Seguindo a metodologia descrita, procedeu os ensaios para cada orifício. Os resultados

encontram-se nas Tabelas 1 a 4:

Dados orifício cruz

h1 (m) 0,

h2 (m) 0,

h3 (m) 0,

t (s) 14,

X (m) 1,

Y (m) 1,

Tabela 1- Dados coletados do orifício cruz.

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7.3 Cálculo das velocidades reais:

O cálculo das velocidades reais foi feito a partir da seguinte relação:

V

r

= [

. g.

X

2

Y

]

1

2

Onde: X: distância horizontal do jato d’água;

Y: distância vertical do bocal até um plano de referência.

Os resultados encontram-se na Tabela a seguir:

Cálculo das velocidades reais (m/s)

Orifício cruz 3,

Orifício retangular 3,

Orifício triangular 3,

Orifício bocal 1,

Tabela 6- Cálculo das velocidades reais para os diferentes orifícios e para o bocal.

7.4 Cálculo das velocidades teóricas:

Para o cálculo das velocidades teóricas utilizou-se a seguinte relação:

V

t

= √ 2. g. h

2

Onde: h

2

: altura média da altura d’água no tanque (medido durante o ensaio).

Os resultados encontram-se na Tabela a seguir:

Cálculo das velocidades Teóricas (m/s)

Orifício cruz 4,

Orifício retangular 3,

Orifício triangular 3,

Orifício bocal 3,

Tabela 7- Cálculo das velocidades teóricas para os diferentes orifícios e para o bocal.

7.5 Determinação do Cv:

A determinação dos Coeficientes de velocidades para cada orifício foi feita dividindo-

se a velocidade real de cada orifício pela velocidade teórica (calculada), segundo a seguinte

expressão:

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Engenharia Civil – Hidráulica II

𝑣

V

r

V

t

[

. g.

X

2

Y

]

1

2

√ 2. g. h

2

Os resultados podem ser vistos na Tabela 8:

Determinação de Cv

Orifício cruz 0,

Orifício retangular 0,

Orifício triangular 0,

Orifício bocal 0,

Tabela 8- Determinação dos Coeficientes de velocidade (Cv).

7.6 Cálculo das vazões reais:

Para o cálculo das vazões reais em cada orifício, utilizou-se a expressão abaixo:

𝑟

1

3

𝑡𝑎𝑛𝑞𝑢𝑒

Onde: ℎ

1

3

: altura d’água inicial e final, respectivamente, nos ensaios;

𝑡𝑎𝑛𝑞𝑢𝑒

: área total do tanque;

𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜: tempo para a água escoar de ℎ

1

para ℎ

3

Os resultados podem ser vistos na Tabela 9:

Cálculo das Vazões reais (m³/s)

Orifício cruz 0,

Orifício retangular 0,

Orifício triangular 0,

Orifício bocal 0,

Tabela 9- Cálculo das vazões reais para os diferentes orifícios e para o bocal.

7.7 Cálculo das vazões teóricas:

As vazões teóricas foram calculadas a partir das velocidades teóricas, multiplicando-as

pela área correspondente a cada bocal (vide relação a seguir):

𝑡

= 𝐴. √ 2. g. h

2

Onde: h

2

: altura média (entre ℎ

1

3

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Engenharia Civil – Hidráulica II

A consulta à literatura mostra que os valores adotados para Cc, Cd e Cv são bem

próximos aos valores calculados, considerando os desvios e erros associados. Ainda, para o

bocal, devido à geometria da seção, não foi encontrado valores para os coeficientes de forma

direta, sendo necessário admitir um valor de diâmetro médio (entre os diâmetros de entrada e

saída do bocal) para comparar com a literatura.

5. CONCLUSÃO

Assim, a compreensão do comportamento de escoamento em orifícios e bocais é de

suma importância para a determinação de vazão, velocidade e distancia do jato d’água e está

presente em muitas obras hidráulicas. Além disso, com o experimento, foi possível determinar

as velocidades e vazões teóricas (calculadas) e comparar com as reais.

Ainda, os coeficientes (de vazão, de velocidade e de captação) foram calculados por

uma metodologia relativamente simples e de fácil aplicação, facilitando o entendimento do

problema para comparar os valores calculados com valores que a literatura sugere. Por fim, o

experimento foi um sucesso e, pôde-se verificar experimentalmente os conhecimentos teóricos

ministrados em sala, bem como confirmar que os valores disponíveis em literatura representam

bem as situações reais.

6. REFERÊNCIAS

  • PORTO, Rodrigo de Melo et al. Hidráulica básica. São Carlos: EESC/USP, v.
  • Seminário de Mecânica dos Fluídos (Disponível em:

https://ledpaiva.files.wordpress.com/2012/10/v1_seminario5_bocais.pdf )