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Orifícios Bocais Vertedores, Esquemas de Engenharia Civil

Orifícios Bocais Vertedores cálculo

Tipologia: Esquemas

2024

À venda por 04/11/2024

EduardoPrezzi
EduardoPrezzi 🇧🇷

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bg1
ESTUDO DOS ORIFÍCIOS,BOCAIS EVERTEDORES
Introdução:
Fundamento teórico simples acompanhado de resultados experimentais
I. - Orifícios:
São aberturas de forma geométrica definida,
executadas nas paredes de um reservatório, canal ou
tanque.
I.1 - Classificação dos orifícios:
Quanto à forma: circulares, triangulares, retangulares, etc.
Quanto às dimensões relativas:
Grandes => d > h/3
Pequenos => d < h/3
Quanto à espessura da parede:
Vertedor
Orifício
V
r
hd
parede espessa
A
c
- seção contraída
e
d
d
e
parede delgada
e
d
Bocal
L
Em parede delgada => e < 0,5 d
(o jato toca somente o perímetro interno do
orifício);
Em parede espessa => 0,5 d < e < 1,5 d
(o jato adere-se ao interior da parede);
Bocal padrão => 2d < L < 3d
Quando a abertura chega até à superfície livre do
líquido, que escoa em um canal, tem-se um vertedor.
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pfd
pfe
pff

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ESTUDO

DOS

ORIFÍCIOS

BOCAIS

E

VERTEDORES

Introdução

Fundamento teórico simples acompanhado de resultados experimentais

I. - Orifícios

São

aberturas

de

forma

geométrica

definida,

executadas nas paredes de um reservatório, canal outanque. I.1 - Classificação dos orifícios:

Quanto à forma:

circulares, triangulares, retangulares, etc.

Quanto às dimensões relativas:

Grandes => d > h/3Pequenos => d < h/

Quanto à espessura da parede:

Vertedor

Orifício

V

r

h

d

parede espessa

A

c

- seção contraída

e

d

d

e

parede delgada

e

d

Bocal

L

Em parede delgada => e < 0,5 d

(o jato toca somente o perímetro interno do

orifício);

Em parede espessa => 0,5 d < e < 1,5 d (o jato adere-se ao interior da parede); Bocal padrão => 2d < L < 3d

Quando a abertura chega até à superfície livre do

líquido, que escoa em um canal, tem-se um

vertedor

V

r

= C

v

2gh

Q = C

C

A.

2gh

d

d

0

t

Q

I.2 - Orifícios pequenos em paredes delgadas:I.3 - Orifícios afogados:

Coeficientes aproximadamente iguais aos correspondentes

dos orifícios com descarga livre.

Q=C

C A. 2gh

d

d

0

t

Q

I.4 - Orifícios de grandes dimensões:

Como a velocidade

v

dos filetes que atravessam o orifício

varia com a carga

h

, admite-se o grande orifício como sendo

composto por faixas de altura infinitesimal.

Integrando-se a vazão para toda a seção do orifício, obtém-se:

h

h

h

h

2g

A

C

Q

1

2

1

2

0

d

2

3

2

3

h

2

h

1

1

2

h

L

dh

v

h

h

1

h

2

h

=> carga do orifício

V

r

=> velocidade de fluido real

V

t

=> velocidade de fluido ideal

C

v

=> coeficiente de velocidade;

C

v

= 0,97 a 0,

A

0

=> área do orifício

A

c

=> área da seção contraída;

A

c

= C

c

.A

0

C

c

=> coeficiente de contração;

C

c

= 0,62 a 0,

Q

t

=> vazão de fluido ideal

Q

=> vazão de fluido real;

Q = C

d

.Q

t

C

d

=> coeficiente de descarga ou vazão

C

d

= C

c

.C

v

=> C

d

= 0,61 a 0,

x

y

V

r

h

1

2

I.8 - Aplicação importante - medidor de vazão de placa de orifício:

Como um medidor de vazão em condutos forçados, emprega-se a

placa de orifício ou

diafragma

p

A

E

C

Q

2

d

h

E

D

d

4

Sendo:

II. - Bocais

Os bocais são tubos que se adaptam a orifícios executados nas paredes ou no fundo

de reservatórios. O escoamento através destes dispositivos tem o mesmo fundamentoteórico do escoamento através dos orifícios.

II.1 – Bocais típicos:

Cilíndrico Externo

Cilíndrico Interno

Cônico Convergente

Cônico Divergente

II. - Bocais

A seguir, apresentam-se os valores médios dos coeficientes para

os diversos tipos

de bocais:

TIPO

C

c

C

v

C

d

Cilíndrico interno:

0,5.d < L < d

2,0.d < L < 3,0.d

0,51 a 0,

1,

0,98 0,

0,5 a 0,

0,

Cilíndrico externo:

2,0.d < L < 3,0.d

1,

0,

0,

Cônico convergente:

L = 2,5.d

θ θ

θ θ

ótm.

= 13

0

30’

0,

Cônico divergente:

L = 9,0.d

θθθθ

ótm.

= 5

0

5’

1,

1,

II. - Vertedores

Os vertedores são aberturas executadas na borda superior de paredes transversais de

canais e têm, portanto, o mesmo fundamento teórico dos orifícios de grandes dimensões.

H

L B

soleira oucrista

H

P

P’

lâminavertente

V

0

II.1 - Classificação dos Vertedores:

Quanto à forma:

simples

  • retangulares, triangulares, trapezoidais;

compostos

  • formas simples combinadas;

Quanto à altura relativa da soleira:

livres (P > P’)

afogados (P < P’)

Quanto à espessura da parede:

parede delgada

(contato linear lâmina-soleira);

parede espessa (e > 2H/3)

Quanto à largura relativa da soleira:

sem contrações laterais (L = B);

com uma ou duas contrações laterais (L < B).

H

1,838.L.

H

.

2g

.L.

C

.

2 3

Q

2

3

2

3

d

=

II.2 - Vertedor retangular, descarga livre, sem contrações laterais e parede delgada:

Francis

Du Buat

Da equação dos orifícios de grandes dimensões, tem-se para a vazão no vertedor

retangular de parede delgada sem contrações laterais:

II.2.1 - Vertedor retangular:

Considerando-se a velocidade de aproximação

V

0

, a expressão da vazão real passa

a escrever-se como:

(

)

(

)

(

)

H

.L.

P

H

H

.

C

1

.

2g

.

C

.

2 3

Q

Weisbach

.......

2g

V

α

.

2g

V

α

.

H

.

2g

.L.

C

.

2 3

Q

3/

2

2

3/

d

0

2

3/

0

2

3/

d

  

  

=

  

  

=

II.2.2 - Coeficiente de descarga:

Da Análise Dimensional, demonstra-se que o coeficiente de descarga

Cd

é função

do

Número de Weber

(influência da tensão superficial - lâminas pequenas), do

Número de Reynolds

(influência da viscosidade do fluido) e, principalmente, da

relação H/P

Para:

H/P = 2,0 => Cd = 0,75;

H/P = 0,10 => Cd = 0,

Para

θθθθ

0

Thompson

Q = 1,4.H

5/

- USBR (1967) - Vertedor padronizado:

Q = 1,3424. H

2,

II.5 - Vertedor Trapezoidal:

H

.

2 θ

.tg

2g

.

C

.

15

8

Q

2

5

d

=

H

P>=2H

s

>=2H

1

4

B

H

θ θ

θ θ

P>=3H

s

>=3H

B

II.4 - Vertedor triangular:

Admitindo-se uma faixa elementar como um orifício pequeno de altura

dh

, obtém-

se para toda a área triangular a expressão da vazão para o vertedor

triangular com

ângulo

θ θ

θ θ

no vértice (figura):

Vertedor Cipolletti (1H:4V):

Q = 1,86.L.H

3/

- USBR (1967) - Vertedor padronizado:

Q = 1,8589. L.H

3/

II.6 - Vertedor Retangular de Parede Espessa:

Desde que:

P

P

c

= E - E

c

, o degrau corresponde a um vertedor de parede

espessa medidor de vazão de regime crítico.

A vazão teórica (fluido ideal), desprezando-se a carga cinética de aproximação:

Q

t

= 1,705. L. H

3/

Considerando-se o atrito na soleira, a vazão real, segundo Lesbros, será:

Q = 1,550. L. H

3/

H

P

E

c

=3y

c

/

V

0

V

0

2

/2g

Na parede de um reservatório, mostrado esquematicamente na figura, há um orifíciode parede fina e pequenas dimensões, quadrado de 10 cm de lado, coeficiente dedescarga C

d

= 0,61 e um vertedor triangular com ângulo de abertura de 90

o

. Com os

ESTUDO dados da figura, determine a máxima vazão descarregada, quando o vertedor estiver naiminência de entrar em operação, e a cota do nível d’água no reservatório, quando avazão total vertida for igual a 47,0 L/s.

DOS

ORIFÍCIOS, BOCAIS E VERTEDORES

Aplicações

0.10m

0.10m

100.

100.

100.

N.A.

0.50m

Na instalação mostrada na figura, os níveis d’água encontram-se em equilíbrio, o vertedor é

retangular, de soleira fina, com duas contrações laterais, largura da soleira L = 0,80 m, altura dasoleira P = 1,0 m e carga h = 0,15 m, e a comporta, plana e vertical, tem largura L

c

= 0,30 m e

abertura b = 0,10 m, descarregando livremente. Considerando-se a comporta como um orifíciopequeno, de parede delgada, instalado junto ao fundo do reservatório, que tem seção horizontalquadrada com 2,0 m de lado, pede-se determinar:a) a altura

y

a montante da comporta, desprezando-se o efeito de contração incompleta da veia

líquida (C

d

= 0,61);

b) a altura

y

a montante da comporta, considerando-se o efeito de contração

incompleta da veia líquida (C

d

’); c) o tempo de esvaziamento do reservatório, em caso de

interrupção instantânea da alimentação do sistema, desde o nível de equilíbrio até a passagem donível d’água pela altura correspondente a

y/

, considerando-se a condição do item a

.

ESTUDO

DOS

ORIFÍCIOS, BOCAIS E VERTEDORES

Aplicações