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Parte 7 - Cruzamentos, Notas de estudo de zootecnia

Exterior e Raças Zootecnia UFRRJ

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 24/03/2012

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Victor Cruz Rodrigues – DRAA/IZ
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15 CRUZAMENTOS
Seleção é definida como a escolha dos melhores indivíduos avaliados dentro de
uma raça ou grupo genético e que serão responsáveis pela próxima geração, enquanto
o Cruzamento é o acasalamento entre indivíduos pertencentes a raças diferentes,
podendo ainda ser de espécies ou subespécies diferentes ou mesmo variedades,
linhagens, em suma, de grupos genéticos distintos. Na formação de animais cruzados é
preciso que a seleção seja utilizada simultaneamente, uma vez que sem essa
preocupação indivíduos inferiores ao esperado poderão ser produzidos devido à
possibilidade de variação.
Os principais objetivos a serem alcançados com os cruzamentos são os
seguintes: produção da heterose ou vigor híbrido, que significa obter uma
superioridade dos produtos em relação aos pais, especialmente, nas características
de interesse zootécnico. O efeito maior do cruzamento se dá em características de
baixa herdabilidade, isto é, características controladas por muitos pares de genes.
Entre as características de baixa herdabilidade incluem-se as produtivas e
reprodutivas.
O conceito de herdabilidade (h2) é expresso como a parte da variação total
devida aos efeitos médios promovido pelos genes. Quer dizer que é a expressão da
variação do genótipo dentro do fenótipo, ou seja, é possível prever o quanto uma
característica será do genótipo em relação ao seu valor total. Assim pode-se expor de
forma simplificada a fórmula da herdabilidade h²= v(G)/[v(G)+v(M)], indicando que se
o valor for de 58,0 % ou 0,58 da variação apresentada, este valor é atribuído a causas
genéticas, o restante 42,0 % ou 0,42 ao ambiente. Logo, quanto maior a herdabilidade
mais facilmente os objetivos do melhoramento podem ser alcançados.
Cabe ressaltar ainda, dentro dos objetivos dos cruzamentos está a combinação
dos méritos genéticos, também chamada de complementariedade. É o caso da raça
Girolando, que se obtém em um mesmo animal a produtividade da raça Holandesa e a
rusticidade do Zebu da raça Gir, uma vez que estas raças na forma pura não atendem
um dos pré-requisitos em determinados ambientes. Outro exemplo é o da raça
Canchim, em que obteve-se a rusticidade e a resistência da raça Nelore e a
produtividade da raça Charolês.
Outra vantagem do cruzamento é a incorporação de material genético
desejável de forma rápida. Pode ser usado para características de alta herdabilidade
ou controlada por um número mínimo de genes. É o caso do caráter chifre, que é
dominado pelo caráter mocho. Quando se deseja incorporar esta característica em um
grupo genético qualquer utiliza-se um reprodudor de uma raça mocha como a Angus,
retornando depois a raça original com o caráter já fixado. A incorporação rápida pode
ser usada também para características morfológicas como altura, comprimento e
outras.
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Victor Cruz Rodrigues – DRAA/IZ

15 CRUZAMENTOS

Seleção é definida como a escolha dos melhores indivíduos avaliados dentro de uma raça ou grupo genético e que serão responsáveis pela próxima geração, enquanto o Cruzamento é o acasalamento entre indivíduos pertencentes a raças diferentes, podendo ainda ser de espécies ou subespécies diferentes ou mesmo variedades, linhagens, em suma, de grupos genéticos distintos. Na formação de animais cruzados é preciso que a seleção seja utilizada simultaneamente, uma vez que sem essa preocupação indivíduos inferiores ao esperado poderão ser produzidos devido à possibilidade de variação. Os principais objetivos a serem alcançados com os cruzamentos são os seguintes: produção da heterose ou vigor híbrido, que significa obter uma superioridade dos produtos em relação aos pais, especialmente, nas características de interesse zootécnico. O efeito maior do cruzamento se dá em características de baixa herdabilidade, isto é, características controladas por muitos pares de genes. Entre as características de baixa herdabilidade incluem-se as produtivas e reprodutivas.

O conceito de herdabilidade (h^2 ) é expresso como a parte da variação total devida aos efeitos médios promovido pelos genes. Quer dizer que é a expressão da variação do genótipo dentro do fenótipo, ou seja, é possível prever o quanto uma característica será do genótipo em relação ao seu valor total. Assim pode-se expor de forma simplificada a fórmula da herdabilidade h²= v(G)/[v(G)+v(M)], indicando que se o valor for de 58,0 % ou 0,58 da variação apresentada, este valor é atribuído a causas genéticas, o restante 42,0 % ou 0,42 ao ambiente. Logo, quanto maior a herdabilidade mais facilmente os objetivos do melhoramento podem ser alcançados. Cabe ressaltar ainda, dentro dos objetivos dos cruzamentos está a combinação dos méritos genéticos, também chamada de complementariedade. É o caso da raça Girolando, que se obtém em um mesmo animal a produtividade da raça Holandesa e a rusticidade do Zebu da raça Gir, uma vez que estas raças na forma pura não atendem um dos pré-requisitos em determinados ambientes. Outro exemplo é o da raça Canchim, em que obteve-se a rusticidade e a resistência da raça Nelore e a produtividade da raça Charolês. Outra vantagem do cruzamento é a incorporação de material genético desejável de forma rápida. Pode ser usado para características de alta herdabilidade ou controlada por um número mínimo de genes. É o caso do caráter chifre, que é dominado pelo caráter mocho. Quando se deseja incorporar esta característica em um grupo genético qualquer utiliza-se um reprodudor de uma raça mocha como a Angus, retornando depois a raça original com o caráter já fixado. A incorporação rápida pode ser usada também para características morfológicas como altura, comprimento e outras.

Exterior e raças de bovinos e bubalinos

O GRAU DA HETEROSE

O grau de sangue é definido como o percentual de sangue de uma raça em relação à outra, que considera todos os genes em jogo. O termo grau de sangue é um termo impróprio, mas bastante utilizado porque no passado pensava-se que o sangue era o responsável pelas características hereditárias. Assim, o termo deveria ser grau do genótipo, mas o termo grau de sangue pegou e é largamente utilizado. Assim no cruzamento abaixo, supõe-se que o primeiro seja um Zebu e o segundo um Taurino, o resultado vai ser um animal com 50 % de sangue zebu e 50 % de sangue taurino, conforme o exemplo.

(Zebu) AABBCCDDEE..... x (Taurino) aabbccddee... = (50 % ou ½) AaBbCcDdEe.....

O grau de heterose é avaliado como a superioridade da média do F1 em relação à média dos pais como no exemplo:

Heterose em % = média do F1 – média dos pais x 100 média dos pais

Retrocruzamento é o cruzamento de um descendente com qualquer um de seus genitores ou ainda o cruzamento dos indivíduos da primeira geração F1 com o progenitor do outro sexo, a fim de identificar alelos recessivos ou de fixar muitas características ao mesmo tempo. Por isso, o retrocruzamento foi utilizado, durante muito tempo, por criadores e melhoristas, para fixar características raciais. Na Tabela 1 estão os ganhos percentuais obtidos com cruzamentos e retrocruzamentos (Barbosa, 1999).

TABELA 1 – Desempenho do cruzamento industrial em relação ao zebu

GRUPO GENÉTICO GANHO DE

PESO (%)

PESO DE

CARCAÇA

% CARCAÇA ESPESSURA

GORDURA

Zebu 100 100 100 100 F Zebu x Britânicos 117,4 106,0 99,7 101, Zebu x Continentais 122,9 111,5 100,6 72, Zebu x Zebu 105,0 103,4 97,7 103, RETROCRUZADOS Continentais 123,6 124,7 - 60, Zebuínos 111,2 108,8 101,9 71, Cruzados 3 raças 126,6 129,5 104,2 - Média geral 120,5 111,8 100,7 76,

Exterior e raças de bovinos e bubalinos

F5) 16/16 A x 15/16 A + 1/16 B ⇒ 31/32 A (96,875 %) + 1/32 B (3,125 %)

F6) e demais 63/64 A + 1/64 B127/128 A (99,22 %) + 1/128 B (0,78 %)

E assim sucessivamente, de modo que algumas associações de criadores consideram 31/32 o puro por cruza, enquanto outras o 63/64 e outras já não aceitam o puro por cruza pelo fato de já haver animais Puro de origem suficientes, não havendo necessidade de obtenção do puro por cruza uma vez que o rebanho está consolidado.

CRUZAMENTO ROTATIVO OU ALTERNADO ou CRISSCROSS (duas raças)

Neste cruzamento a utilização de duas raças de modo alternado, isto é, o resultado do primeiro acasalamento (F1 = ½ AB) é acasalado com a raça A, depois o resultado é acasalado com a raça B, conforme o exemplo.

F1) A x B com opção pela raça A ⇒ 1/2 A + 1/2 B ou 50 % A + 50 % B

F2) 2/2 A x 1/2 A + 1/2 B ⇒ 3/4 A (75 %) + 1/4 B (25%)

F3) 4/4 B x 3/4 A + 1/4 B ⇒ 5/8 B (62,5 %) + 3/8 A (37,5%)

F4) 8/8 A x 5/8 B + 3/8 A ⇒ 11/16 A (68,75 %) + 5/16 B (31,25 %)

F5) 16/16 B x 11/16 A + 5/16 B ⇒ 21/32 B (65,625 %) + 11/32 A (34,375 %)

No cruzamento alternativo, em geral se pára no grau de sangue 5/8. É o grau de sangue em que se obteve o Girolando em dois diagramas para obtenção do bimestiço, conforme esquema seguinte. Para obtenção do bimestiço usam-se dois diagramas. Em um acasala-se o F1 (½ GH) com touro Gir (Diagrama I) a seguir. No diagrama II utiliza-se o cruzamento de touro Holandês com o F1 (½ GH). Após a obtenção do 5/8 Holandês + 3/8 Gir nos diagramas I e II, esses animais são acasalados entre si para obtenção do Bimestiço, conforme demonstrado ao final de cada diagrama.

Victor Cruz Rodrigues – DRAA/IZ

Victor Cruz Rodrigues – DRAA/IZ

APARÊNCIA GERAL – É o conjunto de atributos relacionados ao peso, conformação, condição, qualidade, vigor e temperamento. Entrando ainda a individualidade, masculinidade ou feminilidade, características raciais, ligações harmoniosas, aprumos, andar equilibrado e temperamento apropriado. APARENTE – É a região bem nítida percebida pelo exame visual, sendo o contrário apagado ou abatido.

AQUITÂNCICO – Refere-se aoBos taurus aquitanicus, da classificação de Sanson,

tronco étnico a que pertence o Caracu.

ÁREA DO OLHO DO LOMBO (AOL) – É a medida tomada da superfície em corte

transversal entre a 12ª e 13ª costelas do músculolongissimus dorsi (contrafilé) em

carcaça resfriado no frigorífico. Tem como sinônimo Área do Músculo Longissimus, medida que estima a musculosidade do animal.

ATAVISMO – Significa o aparecimento de certo caráter em um indivíduo, cujos pais não o apresentam e sim seus avós (atavus).

ATRESIA – Diz-se da obstrução de uma abertura natural, como por exemplo a atresia do ânus.

AUTÓCTONE – É a espécie ou raça formada na própria região em que vive. O Pardo Suíço é autóctone da Suíça, o Zebu é autóctone da Índia.

BANNIAI ou CANCREJE – Palavra sinônima da raça Guzerá.

BELEZA – É o atributo de uma região que preenche todos os requisitos para o bom desempenho de sua função. É absoluta quando independe da função ou tipologia do animal. Relativa quando é dependente da função como gado leiteiro ou gado de corte.

BOCA CHEIA – É o animal que exibe todos os dentes definitivos, alcançando cinco anos de idade.

BOI – Indica o macho bovino ou zebuínos castrado para corte (novilho) ou para tração (boi de carro), ou para montaria (boi-cavalo). Em algumas regiões do país denominam o touro de boi.

CARCAÇA – É a parte do animal após o abate, onde são retirados o couro, as vísceras, o trato gastrintestinal, os membros, a cabeça e as gorduras separáveis, e que pode ser dividida em corte traseiro especial ou serrote, corte dianteiro e corte costilhar ou ponta de agulha.

CASTEADA – É a rês comum com sinais evidentes de sangue indiano.

Exterior e raças de bovinos e bubalinos

CAVADO - Região reentrante, deprimida ou côncava. São exemplos dorso cavado ou côncavo, fronte cavada, flanco reentrante, etc.

CHAMURRO – É o boi que resultou de touro castrado, isto é, já velho.

CONDIÇÃO – É o estado atual em relação ao fim que se destina. Animal gordo, vaca seca e sobreano são exemplos de condição.

CONFORMAÇÃO – É o conjunto de atributos morfológicos que caracterizam um determinado grupo racial, com atenção especial à estética e à produção.

CONSTITUIÇÃO – É a expressão da organização anatômica e fisiológica do indivíduo, que determina seu comportamento em face das condições do meio. A constituição deve ser associada à adaptação e à longevidade. Pode ser boa (robusta e seca) e má (grosseira e débil)

CONSTRUÇÃO (talhe ou arcabouço) – É a proporção entre altura e comprimento do corpo, que varia segundo o tipo, a raça e a idade, que inclui o desenvolvimento do esqueleto e da musculatura. Animais compactos (brevilíneos) são curtos e baixos, enquanto os longilíneos são altos e compridos.

CORTANTE – É a região alongada e saliente, exibindo uma angulosidade. São exemplos dorso cortante, garupa cortante, pescoço cortante, etc.

DEFEITO – É a região que não preenche os requisitos para o seu bom funcionamento. É o contrário de beleza e pode ser relativo ou absoluto. Para efeito de julgamentos pode ser ainda desclassificatório ou permissível.

DELICADO ≠ GROSSEIRO – É delicada a região leve, mas forte como nos exemplos cabeça delicada, membros delicados enquanto o grosseiro, a região é fraca e pesada. ENXUTO – É a região em boas carnes, nem magra, nem gorda com musculatura evidente sem exageros.

DIFERENÇA ESPERADA NA PROGÊNIE (DEP) – É o valor estimadodas diferenças esperadas através do desempenho da progênie, quando comparada com o desempenho médio da progênie contemporânea de todos os touros avaliados em uma mesma raça. Esta projeção baseia-se no desempenho real da progênie, bem como das informações de desempenho dos ascendentes do touro.

ESTILO – É a expressão das atitudes, dos movimentos e estética do corpo. As aparências de força, energia e porte combinados com a masculinidade ou feminilidade indicam o estilo do animal.

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LEVE ≠ PESADO – Leve significa região de ossatura fina ou musculatura pouco desenvolvida, mas proporcional em relação ao corpo, sendo um atributo positivo. Pesado significa o inverso, isto é, região grosseira, de ossatura e musculatura espessas. Assim têm-se cabeça pesada, pescoço pesado ou cabeça leve, pescoço leve.

LIMPO – É a região livre de gordura ou de tecido subcutâneo em excesso. São exemplos jarretes ou joelhos limpos, garupa limpa, etc.

LIVRO ABERTO (LA) – É o animal de ambos os sexos pertencente a rebanho reconhecidamente fechado de raça exclusiva, desde que seja portador de caracterização racial definida e de acordo com as demais exigências estabelecidas pelo regulamento da associação de criadores, em geral a partir do 31/32 de sangue da raça em questão.

MESTIÇO – É o animal, produto do cruzamento entre raças diferentes ou do cruzamento entre mestiços ou de mestiço com puro. NIVELADO ≠ CAÍDA - Diz-se da região cuja posição se aproxima da horizontal, o oposto de caída definida como a região inclinada. São exemplos garupa nivelada e garupa inlcinada.

ONGOLE – Sinônimo de Nelore.

PRECOCE – É a característica adquirida prematuramente, podendo ser sexual ou de acabamento. PREPOTÊNCIA HEREDITÁRIA – É a capacidade em certos reprodutores de imprimir maioria de seus caracteres nos descendentes.

PROFUNDO – É a extensão medida no sentido vertical, que indica precocidade sexual e de acabamento. São exemplos, ventre profundo, tórax profundo, etc.

PURO POR CRUZA (PC) – É o animal registrado de ambos os sexos, oriundo de cruzamento absorvente, em geral partindo-se do 31/32 graus de sangue, conforme exigência regulamentar da associação. Há associações que exigem maior grau de sangue e outras que não aceitam o puro por cruza.

PURO DE ORIGEM (PO) – É o animal registrado na associação de criadores da raça, produto originado de animais Puros de Origem, nascidos ou não no Brasil, portadores de documentos que assegurem a sua origem. Pode ser também denominado PURO SANGUE.

PURO POR CRUZAMENTO DE ORIGEM DESCONHECIDA (PCOD) – É somente fêmea desde que seja portadora de caracterização racial definida, comprovada através de avaliação fenotípica por inspetor do SRG e de acordo com as exigências estabelecidas

Victor Cruz Rodrigues – DRAA/IZ

no regulamento da associação de criadores. É Puro por Cruzamento de Origem conhecida quando o rebanho é fechado de uma só raça.

QUALIDADE – É a ausência de atributos grosseiros na estrutura óssea e muscular, pela perfeição de suas diferentes partes, demonstrando a beleza do animal.

RAÇADOR – É o reprodutor que melhorou certo rebanho, de sua raça, pela alta qualidade de sua descendência.

RETO ≠ DESVIADO - Região que se apresenta direita em sua linha principal, enquanto desviado é o inverso de reto ou direito.

SECO ≠ CHEIO OU FORNIDO – Seca é a região descarnada sem excesso de músculo, enquanto cheio ou fornida é a região convexa com músculo e gordura. São exemplos a garupa seca, paleta seca ou garupa fornida, coxas cheias, etc.

SIMETRIA – É o equilíbrio harmonioso entre as proporções e as partes do corpo.

SUBSTÂNCIA - Se aplica ao desenvolvimento ósseo, com raios de bom desenvolvimento, articulações secas e nítidas.

TARA - Qualquer sinal externo de lesão que possa depreciar o animal.

TENDÊNCIA LEITEIRA – Conjunto de atributos indicativos de uma possível aptidão leiteira, caracterizada pela conformação em cunha, angulosidade, descarnamento, temperamento ativo, pele macia, flexível e untuosa com pêlos finos e assentados.

TEMPERAMENTO – É a expressão da organização nervosa do animal, que pode ser classificado em: Vivo ou ativo (alerta) em que os movimentos são fáceis e rápidos, especialmente orelhas e olhos; Nervoso é aquele que demonstra constante excitação, inquietação e temor, enquanto Linfático (calmo) é aquele que demonstra atitudes tranquilas e retardadas e sem temor. O temperamento ativo é o próprio do animal esperto, que responde rapidamente aos estímulos externos, inclusive ao manejo.

TURINO – Raça bovina formada em Portugal, por adaptação da raça Holandesa, e que foi introduzida no Brasil para abastecimento de leite às capitais nos fins do século XVIII e início do século seguinte.

VÍCIO – É o defeito de ordem moral, podendo ser congênito ou adquirido. É o caso da vaca rompedora de cerca, é o novilho que mama nas tetas da vaca, etc.

VIGOR –Indica o bom estado de saúde e nutrição, que podem ser observados pelas aberturas naturais, pele, pelame, atitudes e movimentos do animal.

Victor Cruz Rodrigues – DRAA/IZ

epáduas, marca X na perna direita. O resenho dos ovinos e suínos faz-se da mesma forma diferindo unicamente quanto os caracteres a serem enumerados, que variam segundo as espécies e segundo o gênero da produção a que se destinam os animais.