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Pêndulo simples, Provas de Química

RELATÓRIO FÍSICA II

Tipologia: Provas

Antes de 2010

Compartilhado em 16/05/2010

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marcio-scalfoni-2 🇧🇷

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CAROLINA SILVA BORGES
EMANUELY DUARTE BRITO
INDIANA ASCACIBAS
JONATHAN MOURÃO
MARCIA HELENA CASSAGO
MARCIO SCALFONI
Faculdades Integradas São Pedro Campus II
Química Licenciatura e Bacharelado
Física II
Aula Experimental
Professor: Tarcísio Bobbio
PÊNDULO SIMPLES
Vitória
2010
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CAROLINA SILVA BORGES

EMANUELY DUARTE BRITO

INDIANA ASCACIBAS

JONATHAN MOURÃO

MARCIA HELENA CASSAGO

MARCIO SCALFONI

Faculdades Integradas São Pedro – Campus II

Química – Licenciatura e Bacharelado

Física II

Aula Experimental

Professor: Tarcísio Bobbio

PÊNDULO SIMPLES

Vitória 2010

II

    1. INTRODUÇÃO SUMÁRIO
    1. ABORDAGEM TEÓRICA......................................................................................
    1. MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
    1. RESULTADOS E ANÁLISES................................................................................
    • 4.1 TRATAMENTO DOS DADOS
      • 4.1.1 CALCULO DO COMPRIMENTO (L) E SEU DESVIO (δL)
      • 4.1.2 CÁLCULO DO PERÍODO (T) E SEU DESVIO (δT)
    • 4.2 CÁLCULO DA ACELERAÇÃO (g) DA GRAVIDADE E SEU DESVIO (δg)
    • 4.3 ANÁLISE DO EXPERIMENTO
    1. CONCLUSÕES
    1. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

2. ABORDAGEM TEÓRICA

Um pêndulo simples é um corpo ideal que consiste de uma partícula suspensa por um fio inextensível e de massa desprezível. Quando afastado de sua posição de equilíbrio e solto, o pêndulo oscilará em um plano vertical sob à ação da gravidade; o movimento é periódico e oscilatório, sendo assim podemos determinar o período do movimento.

Na figura ao lado temos: L = comprimento do fio. θ = ângulo formado entre a posição de equilíbrio e o ponto de máxima extensão, medido em radianos. T = força tração no fio. P = força peso = m.g 𝑷𝒙 = força restauradora. m = massa pendular.

A componente, 𝑷𝒙 ·, é a força restauradora do movimento oscilatório do pêndulo e sua intensidade é dada por:

Px≅ P senθ = mg senθ [1]

A figura acima exemplifica um pêndulo de comprimento L, sendo m a massa da partícula. No instante mostrado, o fio faz um ângulo q com a vertical. As forças que atuam em m são o peso m.g e a tração da corda T. O movimento será em torno de um arco de círculo de raio L; por isto, escolheremos um referencial em que um dos eixos seja radial e o outro tangente ao círculo. O peso m.g pode ser decomposto numa componente radial de módulo m.g.cosθ e numa componente tangencial

Figura 1 – Esquema de forças e relações em pêndulo simples.

m.g.senθ. A componente radial da resultante é a força centrípeta que mantém a partícula na trajetória circular. A componente tangencial é a força restauradora onde o sinal negativo indica que F se opõe ao aumento de θ.

Note que a força restauradora não é proporcional ao deslocamento angular θ e sim a senθ. O movimento, portanto, não é harmônico simples. Entretanto, se o ângulo θ for suficientemente pequeno, senθ será aproximadamente igual a θ em radianos, com diferença por volta de 0,1% e o deslocamento ao longo do arco será x = L.θ e, para ângulos pequenos, ele será aproximadamente retilíneo. Por isto, supondo senθ » θ,

Obteremos:

F = − m. g. θ = − m. g. x/L = − (m. g/L). x [2]

Para pequenos deslocamentos, a força restauradora é proporcional ao deslocamento e tem o sentido oposto. Esta é exatamente a condição para se ter movimento harmônico simples e, de fato, a equação (2) acima tem a mesma forma que a equação, F = - k. x, com m.g/L representando a constante k. Para pequenas amplitudes, o período T (tempo de um ciclo) de um pêndulo pode ser obtido fazendo-se k = m. g /L

T = 2π (m / k)= 2π (^) m .gm L T = 2π Lg [3]

O Pêndulo Simples, através da equação acima, também fornece um método para medições do valor de g, a aceleração da gravidade. Podemos determinar L e T, usando equipamentos de um laboratório de ensino, obtendo precisão melhor do que 0,1%.

g = 4π^2 L / T^2 [4]

Note que o período T, é independente da massa m, da partícula suspensa.

4. RESULTADOS E ANÁLISES

4.1 TRATAMENTO DOS DADOS

Para o cálculo da aceleração da gravidade, conforme equação [4], necessitou-se apenas das variáveis: comprimento do fio (L) e período (T) das oscilações do pêndulo, onde L é expresso em centímetros e T em segundos.

4.1.1 CALCULO DO COMPRIMENTO (L) E SEU DESVIO (δL)

A média do comprimento L foi calculada através da equação (5):

Lmédio= (^) nL n [5]

Lmédio= 44,0+44,2+44,2+44,2+44,3+44,4 6 =44,2 cm

Para o cálculo dos desvios de L 1 a L 6 usou-se a equação (6), obtendo-se o desvio de cada medida:

δLn= Ln-Lm [6] δL 1 = L 1 -Lm δL 2 = L 2 -Lm Resultados dispostos na tabela 1

δL 6 = L 6 -Lm

O cálculo do desvio de L é a média dos desvios L 1 a L 6 , que se obtém através da equação (7):

δL= δ nL n [7]

δL = 0,22+0,02+0,02+0,02+0,18+0,08 6 = 0,09 cm

4.1.2 CÁLCULO DO PERÍODO (T) E SEU DESVIO (δT)

À média das duas medições realizadas por cada integrante do grupo, em 10 oscilações do pêndulo, foi aplicada a seguinte fórmula:

T = Tempo de 10 oscilações 10

Consegue-se dessa forma o valor médio de 10 períodos. Isso diminui o erro que incidiria no caso de uma única medição. Para achar os desvios de T 1 a T 6 usa-se a equação (9), obtendo-se o desvio de cada medida:

δTn= Tn-Tm [9] δT 1 = T 1 -Tm δT 2 = T 2 -Tm Resultado disposto na tabela 1. ⋮ δT 6 = T 6 -Tm

Os resultados obtidos estão dispostos na coluna T(s) da tabela 1, dos quais a média foi obtida através da equação (10):

Tmédio= (^) nT n [10]

Tmédio= 1,18+1,20+1,20+1,32+1,33+1,33 6 =1,26 s

Para o cálculo da incerteza de T usou-se a equação [11], obtendo-se o valor médio dos desvios:

δT= δ nT n [11]

δT= 0,06+0,06+0,06+0,07+0,07+0,08 6 =0,067s

δg = 10,9799∙0, δg = 0,60619≈0,6 m s^2

Obtém-se dessa forma o seguinte valor e variação para a gravidade experimental:

g = 10,9±0,6 m s^2

Pode-se calcular também o erro percentual, utilizando-se da equação [13], dessa forma obtém-se um erro expresso em partes por 100:

E%= g gEE+g-gTT 2

∙ 100 [13]

gE = gravidade experimental gT = gravidade teórica E% = 10,98-9,81 10,98+9, 2

E% = 11,25%

Obteve-se dessa forma o seguinte valor e variação para a gravidade experimental, com o erro expresso em percentual:

g = 10,98 m s^2 ± 11,25%

4.3 ANÁLISE DO EXPERIMENTO

Observou-se que a gravidade atua em todo o sistema, porém, a massa do corpo metálico é muito superior que a do fio, recaindo sobre ela toda a aceleração da gravidade.

O ato de erguer o corpo metálico equivale a fornecer energia potencial ao mesmo, que ao ser abandonado transforma essa energia em energia cinética ou movimento.

Nos pontos mais altos do movimento pendular a energia cinética é mínima, ao contrário de quando o ângulo do pêndulo é perpendicular ao solo (90º), onde a energia cinética é máxima. Isso demonstra que energia cinética e energia potencial gravitacional são inversamente proporcionais.

Tal fato leva a previsão de que um sistema de pêndulo onde não atuasse qualquer outra força, além da gravidade, como por exemplo, a resistência do ar, conservaria seu movimento permanentemente. Isso demonstra que no experimento realisado a resistência do ar, além de outros fatores, afetaram o movimento pendular, influenciando, mesmo que minimamente, a sua frequência.

Como o movimento pendular teoricamente tem uma frequência constante, a variação da massa do corpo não altera essa frequência, porém, quando o comprimento do fio foi diminuído a oscilação foi acelerada, demonstrando que a frequência aumenta com a diminuição do comprimento.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos de Física 2 - Mecânica.4. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 1996.

Instituto de Física USP. Licenciatura em Ciências Exatas. Disponível em acesso em: 02/04/