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Saude do adulto enfermagem graduação
Tipologia: Exercícios
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Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Linhas de Cuidado em Enfermagem –Urgência e Emergência do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Especialista. Profa. Orientadora: Dra. Sayonara de Fatima Faria Barbosa
Dedico este trabalho ao meu esposo Michel, pelo apoio, compreensão e amor. À minha irmã caçula Camilla Criza, pela inspiração, e como prova de que o estudo e a dedicação fazem parte da conquista dos nossos sonhos. Persista sempre!
Ao Deus, todo poderoso, pela benção de propiciar a realização desse curso e me ensinar todos os dias da minha vida a ser uma pessoa melhor, reflexo do seu amor e misericórdia e graça imerecidos.
Tabela 1. Referência de diluidores ........................................................................................ 20 Tabela 2. Levantamento de material bibliográfico .............................................................. 23
A prática da enfermagem é dinâmica, faz-se necessário constante observação, reflexões, aperfeiçoamento e transformações de todo o contexto que a circunda para que o profissional desempenhe com qualidade a assistência. Desta forma, o profissional da enfermagem precisa acompanhar os avanços técnico-científicos, e estes, por sua vez, devem responder às suas necessidades de conhecimento e prática diária. A cada dia, nos deparamos com equipamentos modernos, pesquisas de ponta que revelam micro-organismos potentes, o crescimento da indústria farmacêutica, e em meio a tudo isso, a equipe de enfermagem precisa estar apta; no entanto, nem sempre esse processo ocorre paralelamente e o profissional se depara com situações que o paralisam trazendo dúvidas, receios, impedindo-o de realiar seu trabalho eficazmente. Na oxigenioterapia, a equipe de enfermagem utiliza quando necessário, mediante prescrição médica, a Máscara de Venturi definida como um dispositivo que mistura ar e oxigênio, para fornecer a concentração de oxigênio constante, tal equipamento exige habilidade em seu manuseio, conhecimento científico, montagem adequada e uso preciso pelo profissional de enfermagem a fim de assistir ao paciente e promover sua recuperação ao restaurar o padrão respiratório, tornando-o eficaz (NETTINA, 2003). Este estudo enfatiza a utilização da Máscara de Venturi como um instrumento de trabalho, aplicado à oxigenoterapia, sendo necessário que o enfermeiro conheça bem a sua utilização para utilizá-la na prática diária. Tal abordagem leva em consideração seu mecanismo de ação, indicação, aspectos éticos e legais da prescrição médica, vantagens e desvantagens do uso da máscara, o procedimento propriamente dito; resultando assim, em fonte de pesquisa para auxiliar a equipe de enfermagem na execução do procedimento tornando-a capacitada para atuar junto aos demais profissionais com destreza, segurança e confiança. A motivação para esse estudo evidencia-se pelo fato de que as doenças respiratórias constituem importante causa de morbimortalidade em crianças e adultos no mundo. Segundo Toyoshima, Ito e Gouveia (2005), a Organização Mundial de Saúde apresenta dados em que estas doenças representam cerca de oito por cento do total de mortes em países desenvolvidos e cerca de cinco por cento em países em desenvolvimento, sendo que as crianças menores de cinco
são as mais susceptíveis; no Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde) revela que dezesseis por cento de todas as internações no sistema em 2001 também tiveram como causa doenças respiratórias agudas e crônicas. (BRASIL, 2001). Devemos considerar que, além dos agravos respiratórios (apesar de maior índice), outros motivos levam à hipoxemia, bem como os distúrbios cardiovasculares, neurológicos, intoxicações dentre outros. Diante do exposto, quando o profissional de enfermagem não possui conhecimento sobre a oxigenoterapia, que representa a primeira alternativa para corrigir a hipoxemia, ou desconhece também os métodos e dispositivos para aplicá-la, prejudica a assistência prestada. Percebeu-se, ao observar setores de emergência, que em se tratando de Máscara de Venturi, que é o método mais seguro e exato para liberar a concentração necessária de oxigênio sem considerar a profundidade e frequência respiratória do paciente, a compreensão é precária. Uma vez conhecida a realidade do trabalho da equipe de enfermagem, é possível por meio desse estudo, desenvolver um processo educativo permanente ao estimular uma reflexão crítica, discussões e análise sobre o tema, tornando-o norteador de saberes, auxiliando o trabalhador representando uma fonte de pesquisa, e consequentemente dinamizando o processo de trabalho ao minimizar iatrogenias e qualificar a assistência. Portanto, trata-se de um trabalho que atende à proposta da Política Nacional de Educação Permanente quando oferece ao profissional subsídio para o aprendizado no trabalho, apontando as condições que prejudicam a assistência ao paciente-cliente, transformando-o em sujeito ativo na construção de conhecimentos e ator importante no cenário laboral quando executa o cuidado com qualidade e eficiência. Num contexto ampliado, é perceptível uma convergência de preceitos da Política Nacional de Humanização, Política de Redes de Atenção à Saúde com a Política Nacional de Educação Permanente, essa tríade articula-se transversalmente com os princípios de universalidade, equidade e integralidade da atenção à saúde do SUS e determinam que o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem contemple como direitos e deveres a atualização do conhecimento técnico, científico e cultural fazendo dessa estratégia de educação permanente no trabalho indissociável do cuidado quando qualifica o profissional que o desenvolve, e indispensável para a garantia da saúde de todos.
particularmente nas prescrições por dose fixa, colocando em risco os doentes. Apesar de recomendada, as prescrições de oxigenoterapia por objetivo de intervalo de SatO2 ainda são uma minoria. Em sua pesquisa, Sancho (2012) cita as indicações básicas de oxigenoterapia segundo a American Association for Respiratory Care: De acordo com a American Association for Respiratory Care (2002) as indicações básicas de oxigenoterapia são: Intoxicação por gases (monóxido de carbono); Envenenamento por cianeto; Infarto Agudo do Miocárdio; Saturação de oxigênio menor que oitenta por cento em exercício; Saturação de oxigênio menor que noventa por cento em ar ambiente O oxigênio é liberado de um cilindro ou sistema com válvulas e um fluxômetro regula o controle de oxigênio em litros por minuto, sua quantidade é expressa como uma percentagem de concentração (como em 70%); a forma mais apropriada de oxigenoterapia é determinada pelos níveis da gasometria arterial que indicam o estado de oxigenação do paciente (BARE e SMELTZER, 2000). Didaticamente, Crespo e Carvalho (1999) classificam os Sistemas de aplicação de oxigênio em dois tipos principais. O primeiro, definido como Baixo Fluxo no qual o paciente recebe um determinado fluxo de oxigênio pelo dispositivo (em torno de oito litros por minuto) e também inspira ar ambiente, tornando a Fração Inspirada de Oxigênio (FiO2) variável; os dispositivos mais utilizados nesse caso são: a cânula nasal tipo óculos, cateter nasofaríngeo, máscara de reinalação parcial, máscara de não-reinalação. Por sua vez, no Sistema de Alto Fluxo, o dispositivo oferece oxigênio em quantidade superior ao inalado em ar ambiente pelo paciente deixando a FiO2 fixa; o dispositivos mais comum é a Máscara de Venturi. Nettina (2003) complementa informando que o oxigênio também pode ser aplicado diretamente ao tubo endotraqueal ou traqueal por meio de um respirador mecânico, peça em T ou
Ambu de ressuscitação manual. O método escolhido dependerá da concentração, da variabilidade de oxigênio e da assistência ventilatória necessária (respirador mecânico, respiração espontânea). Por fim ressalta-se um extremo cuidado com a oxigenoterapia, uma vez que o oxigênio apresenta-se tóxico em quantidades ou tempo de exposição inadequados. A toxicidade afeta os pulmões causando broncopneumonia, também atinge o sistema nervoso central levando a efeitos neurológicos como tremores, contrações, convulsões (SANCHO, 2012). 3.2 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM OXIGENOTERAPIA A equipe de enfermagem é parte integrante de um todo que compreende a equipe multiprofissional. O maior objetivo do trabalho em equipe na enfermagem é proporcionar assistência continua e de qualidade a quem esta sendo cuidado. Para tanto é necessário planejar e sistematizar a assistência, visando desenvolver cuidados que suprirão as necessidades humanas básicas afetadas do cliente (PIANUCCI, 2005). No entanto, Pierantoni e Cabral (2001) advertem que o conhecimento da oxigenoterapia pela equipe de enfermagem é imprescindível para a sua implementação e consequente melhora do quadro clinico do paciente. Ainda enfatizam em seu artigo dois pontos importantes, o primeiro é que o oxigênio é uma medicação e possui efeitos terapêuticos e colaterais, sua eficácia depende da via de administração e dosagem; o segundo, é que a equipe de enfermagem é responsável pela instalação, controle e acompanhamento da terapia. Pianucci (2005) descreve o procedimento passo-a passo, que consiste em: Lavar as mãos; Organizar o material considerando o dispositivo prescrito pelo médico; Explicar o procedimento para o cliente; Conectar o dispositivo escolhido ao painel de oxigênio; Calçar luvas de procedimento; Instalar o dispositivo no paciente; Regular o volume oxigênio de acordo com a prescrição médica; Deixar a unidade em ordem; Retirar as luvas de procedimento;
CAVALCANTE et al (2013) enfatiza os seguintes pontos sobre esse processo de aprendizagem: O profissional de enfermagem precisa acompanhar as transformações do mundo (ex: tecnico-cientificas); O processo educativo garante uma assistência de qualidade na área da saúde; A educação permanente em serviço é uma ação indispensável; A educação permanente é um modelo de aprendizagem no trabalho, no qual o aprender e o ensinar incorporam-se ao cotidiano das organizações e ao trabalho. Portanto, quando se trata de educação permanente é imprescindível o esforço de todos para uma efetiva implementação; cada ator, ao participar ativamente do processo traz o saber peculiar anexado às suas vivências e o compartilha de forma reflexiva e crítica para que se produza um conhecimento capaz de integrar e beneficiar a todos.
O trabalho constitui-se uma pesquisa delimitando textos sobre a utilização da Máscara de Venturi em oxigenoterapia como instrumento na assistência de enfermagem, a terapia com oxigênio e a importância da educação permanente do profissional como ferramenta para o atendimento integral ao paciente e alcance dos preceitos que regem o Sistema Único de Saúde (SUS). Esta pesquisa definida é definida por Faria, Cunha e Felipe (2008) como uma técnica de aprofundamento teórico em busca de soluções de problemas previamente definidos, e ocorreu no período de outubro de 2013 a maio de 2014. Para seu desenvolvimento e o alcance dos objetivos propostos realizaram-se diferentes etapas que abrangem o levantamento de dados, a seleção de materiais, o fichamento, arquivamento e análise crítica de informações relacionadas à pesquisa, e por fim, a construção de textos. Na primeira etapa procurou-se localizar as fontes que abordavam o tema em questão tanto as primárias quanto as secundárias, o que englobou desde estatísticas compiladas por órgãos oficiais, arquivos públicos ou particulares, livros, revistas, publicações, imprensa escrita,
dicionários, artigos, periódicos até mesmo publicações virtuais de sites disponibilizados na internet por meio de palavras-chave para aperfeiçoar a pesquisa em base de dados LILACS, BIREME, MEDLINE, ao compilar o material obtido evitou-se a repetição de textos com conteúdos de mesmo valor. A segunda etapa consistiu na leitura de cada artigo e texto, seguida de análise critica e interpretação dos dados, evidenciando as idéias principais relacionado-as entre si, os artigos mais pertinentes foram selecionados e arquivados por tema específico, a fim de facilitar sua posterior inclusão no trabalho como subsídio teórico. Foi realizado o fichamento e arquivamento das leituras para a sistematização da coleta de informações, a recuperação fácil do artigo e posteriormente, a seleção dos melhores. A terceira etapa abrangeu a estruturação da monografia, juntamente com a tutora- orientadora que norteou ideias e sugeriu modificações para melhor compreensão do trabalho. Posteriormente o trabalho foi enviado para revisão e finalizado. Ressalta-se que durante o estudo tornou-se necessário um cuidado intenso em relação ao desvio de autorias, considerando que para a construção do Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) foi imprescindível leituras de inúmeras obras. Portanto, priorizou-se a técnica da compilação de documentação indireta, abrangendo pesquisa documental e bibliográfica de publicações em língua portuguesa.
A delimitação do universo bibliográfico para o estudo constituiu na obtenção de 59 (cinquenta e nove) textos, seleção de 46 (quarenta e seis) exemplares, tendo como amostra para leitura-análise de 41 (quarenta e um) materiais; o produto é resultado de um aprofundamento teórico científico sobre o procedimento de oxigenoterapia com a utilização da Máscara de Venturi. A Máscara de Venturi é um dispositivo, dentre inúmeros no mercado, escolhido de acordo com a necessidade de umidificação, tolerância do cliente, gravidade da hipoxemia e quantidade do fluxo de oxigênio a ser ofertado (PIANUCCI, 2005).
Fonte: www. medicalmed.com.br c) Extensão para conexão no fluxômetro com aproximadamente 2,20 cm Figura 3. Extensão Fonte: www.mahospitalar.com.br d) Adaptador para umidificação/inalação (se necessário) Figura 4. Adaptador Fonte: www.mahospitalar.com.br e) Seis conectores coloridos (laranja, rosa, verde, branca, amarela e azul) de polipropileno, cujos valores de concentração de oxigênio estão gravados.
Figura 5. Conectores Fonte: www.ciasaude.com.br Os conectores (também chamados de diluidores, ou válvulas) permitem o ajuste de diferentes concentrações e fluxos de oxigênio, conforme a tabela 1. Tabela 1 - Referência de diluidores Fonte: McGloin (2008). Vale lembrar que os fluxos de gases da tabela são parâmetros que devem ser ajustados às circunstâncias individuais de cada paciente. Mecanismo de Ação da Máscara de Venturi É do tipo de Alto fluxo em que a reserva de oxigênio é suficiente para atender a demanda de ventilação do paciente, determinando uma concentração de oxigênio em fluxos iguais e assegurando uma Frequência Inspiratória conhecida. O mecanismo é o Venturi no qual o ar ambiente (que entra pelos orifícios da máscara) e o oxigênio (que penetra como jato por meio de um orifício) são misturados, ou seja, quanto menor o diâmetro do orifício, maior a velocidade