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Português- exercícios de gramática, Exercícios de Português (Gramática - Literatura)

Gramática da língua portuguesa, exercícios - cursinho pré-vestibular

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 28/04/2020

clayver-lima
clayver-lima 🇧🇷

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Português
Conjunção (papeis argumentativos e polissemia)
Resumo
Semântica das conjunções
Conjunções são vocábulos que ligam: termos de mesma na natureza (substantivo + substantivo, adjetivo +
adjetivo, etc.); duas orações de natureza diversa, das quais a que é encabeçada pela conjunção completa a
outra ou a determina. Elas podem ser classificadas em: coordenativas ou subordinativas.
As coordenativas são cinco:
1. Aditivas: relacionam pensamentos similares. São: e, nem.
A veterinária veio e telefonou mais tarde.
A veterinária não veio, nem telefonou.
2. Adversativas: relacionam pensamentos contrastantes. São: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no
entanto.
Gosto de dançar, mas prefiro atuar.
3. Alternativas: relacionam pensamentos que se excluem. São: ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, já...já,
seja...seja.
Ora age com parcimônia, ora com inconsequência.
4. Conclusivas: relacionam determinados pensamentos de forma que o segundo encerre o enunciado do
primeiro. São: logo, pois, portanto, consequentemente, por conseguinte, etc.
Foste indelicado com tua esposa; deves, pois, desculpar-te
5. Explicativas: relacionam pensamentos em sequência justificativa, de tal forma, que a segunda frase
explica a razão de ser da primeira. São: que, pois, porque, porquanto.
Espere um pouco, pois ela não demora.
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Conjunção (papeis argumentativos e polissemia)

Resumo

Semântica das conjunções

Conjunções são vocábulos que ligam: termos de mesma na natureza (substantivo + substantivo, adjetivo + adjetivo, etc.); duas orações de natureza diversa, das quais a que é encabeçada pela conjunção completa a outra ou a determina. Elas podem ser classificadas em: coordenativas ou subordinativas. As coordenativas são cinco:

1. Aditivas: relacionam pensamentos similares. São: e, nem. A veterinária veio e telefonou mais tarde. A veterinária não veio, nem telefonou. 2. Adversativas: relacionam pensamentos contrastantes. São: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. Gosto de dançar, mas prefiro atuar. 3. Alternativas: relacionam pensamentos que se excluem. São: ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, já...já, seja...seja. Ora age com parcimônia, ora com inconsequência. 4. Conclusivas: relacionam determinados pensamentos de forma que o segundo encerre o enunciado do primeiro. São: logo, pois, portanto, consequentemente, por conseguinte, etc. Foste indelicado com tua esposa; deves, pois, desculpar-te 5. Explicativas : relacionam pensamentos em sequência justificativa, de tal forma, que a segunda frase explica a razão de ser da primeira. São: que, pois, porque, porquanto. Espere um pouco, pois ela não demora.

Conjunções subordinativas:

Ligam orações, subordinando uma(s) à(s) outra(s). Classificam-se em: causais, concessivas, condicionais, conformativas, comparativas, consecutivas, finais, proporcionais, temporais e integrantes.

1. Causais : expressam a ideia de causa. São: que, porque, porquanto, como, já que, desde que, pois que, visto como, uma vez que, etc. Todos permaneceram lá porque estava chovendo. Se você quer assim, nada mais posso fazer. Como você não veio, chamamos outro profissional. 2. Concessivas: Introduzem uma oração em que se admite um fato contrário ao anterior, mas incapaz de anulá-lo. São: embora, conquanto, ainda que, posto que, se bem que, etc. Comprei-lhe um presente sem que ela percebesse Embora seja verdade, há muitas coisas sem explicação nessa história. 3. Condicionais: iniciam uma oração que indica condição ou hipótese necessária para que se dê o fato principal. São: se, caso, contanto que, salvo se, dado que, desde que, a menos que, a não ser que, etc. Caso você me abandone, eu vou chorar. Observação: a conjunção pode estar oculta! (Se) Fosse menos insensível, perceberia todo o afeto que recebe. 4. Conformativas : iniciam uma oração em que é expressa a conformidade de um pensamento com um anteriormente apresentado. São: conforme, como (= conforme), segundo, consoante, etc. Como todos sabem, amanhã é dia do casamento de Julia. Conforme é desejo de todos, amanhã parto para a Europa. 5. Comparativas : iniciam uma oração que encerra o segundo elemento de uma comparação, de um confronto. São: que, do que (depois de mais, menos, maior, menor, melhor e pior), tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como, como se, que nem. O carnaval do Brasil é mais animado do que o europeu. 6. Consecutivas : iniciam uma oração na qual se indica a consequência do que dito anteriormente. São: que (combinada com uma das palavras: tal, tanto, tão ou tamanho, presentes na oração anterior), de forma que, de maneira que, de modo que, etc. Sua sorte era tanta, que ganhou cem vezes na loteria. Dica: As conjunções “como” e “se” também são causais quando significarem “já que” e estiverem no início do período.

Operadores que indicam oposição ( adversidade e concessão ): mas , porém , contudo , todavia , no entanto , embora , ainda que , posto que , apesar de … Exemplo: Gabriel fez um bom trabalho, mas não foi aprovado. Operadores que indicam o argumento mais forte de um enunciado : até , mesmo , até mesmo , inclusive , pelo menos , no mínimo. Exemplo: João era muito ambicioso; queria ser, no mínimo, o presidente da empresa onde trabalha. Operadores que indicam uma relação de condição entre um antecedente e um consequente : se , caso. Exemplo: Se você não for ao médico, não melhorará. Operadores que indicam uma relação de tempo : quando , assim que , logo que, no momento em que … Exemplo: Assim que você chegar, me ligue! Operadores que indicam finalidade/objetivo : para , para que , a fim de … Exemplo: Eu estudo a fim de passar no vestibular. Além disso, cabe ressaltar algumas diferenças semânticas em relação às conjunções.

1. A oração subordinada adverbial e a oração coordenada adversativa mantêm uma relação de oposição entre duas ideias. Entretanto, apesar da semelhança, elas apresentam diferenças entre si. Enquanto a primeira apresenta a ideia menos importante da oposição, a coordenada apresenta a ideia mais importante. Veja: O trabalho consome a pessoa por completo, mas a dignifica. O trabalho dignifica a pessoa, mas a consome por completo. 2. Algumas conjunções podem, no discurso, assumir diversos significados de acordo com a relação que estabelecem entre as orações. A conjunção ‘e’, por exemplo, não possui apenas o valor aditivo, mas também: Valor adversativo : Tanto tenho aprendido e não sei nada. Indicar uma consequência/conclusão : Embarco amanhã, e venho lhe dizer adeus. Expressar uma finalidade : Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. Valor consecutivo : Estou sonhando, e não quero que me acordem. Introduz uma expressão enfática : Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu. 3. A conjunção alternativa “ou” pode ser empregada tanto com valor de inclusão quanto de exclusão. Maria pode-se casar com João ou Antonio. As plantas são prejudicadas pelo frio ou pelo calor excessivo. No primeiro item, a conjunção “ou” tem valor de exclusão, pois se João se casar com Maria, Antonio ficará excluído do processo, ou vice e versa. Enquanto no segundo item, a conjunção “ou” tem valor de

inclusão, pois tanto o frio, quanto o calor excessivo prejudicam as plantas e a ocorrência de um não impede a do outro.

Valor semântico da conjunção ‘’se’’:

Valor condicional : Se você estudar, conseguirá seu intento. Valor causal : Se você sabia que era proibido, por que entrou lá? Valor concessivo : Se não ofendeu a todos, ainda assim insultou os mais velhos. Valor temporal : Se fala, irrita a todos.

Valor semântico da conjunção “como”:

Valor aditivo : Não apenas é dedicado, como inteligente. Valor comparativo : Simples e rápido como um passe de mágica. Valor conformativo : Faço o trabalho como o regulamento prescreve. Valor causal : Como estava chovendo, não fui ao trabalho.

2. Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte. Como um lavrador. Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas. LISPECTOR, C. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. A autora emprega por duas vezes o conectivo “mas” no fragmento apresentado. Observando aspectos da organização, estruturação e funcionalidade dos elementos que articulam o texto, o conectivo “mas”: a) expressa o mesmo conteúdo nas duas situações em que aparece no texto. b) quebra a fluidez do texto e prejudica a compreensão, se usado no início da frase. c) ocupa posição fixa, sendo inadequado seu uso na abertura da frase. d) contém uma ideia de sequência temporal que direciona a conclusão do leitor. e) assume funções discursivas distintas nos dois contextos de uso.

3. REDES SOCIAIS E COLABORAÇÃO EXTREMA: O FIM DO SENSO CRÍTICO? Conectados. Essa palavra nunca fez tanto sentido quanto agora. Quando se discutia no passado sobre como os homens agiriam com o advento da aldeia global (...) não se imaginava o quanto esse processo seria rápido e devastador. (...) quando McLuhan apresentou o termo, em 1968, ele sequer imaginaria que não seria a televisão a grande responsável pela interligação mundial absoluta, e sim a internet , que na época não passava de um projeto militar do governo dos Estados Unidos. A internet mudou definitivamente a maneira como nos comunicamos e percebemos o mundo. Graças a ela temos acesso a toda informação do mundo à distância de apenas um toque de botão. E quando começaram a se popularizar as redes sociais, um admirável mundo novo abriu-se ante nossos olhos. Uma ferramenta colaborativa extrema, que possibilitaria o contato imediato com outras pessoas através de suas afinidades, fossem elas políticas, religiosas ou mesmo geográficas. Projetos colaborativos, revoluções instantâneas... Tudo seria maior e melhor quando as pessoas se alinhassem na órbita de seus ideais. O tempo passou, e essa revolução não se instaurou. Basta observar as figuras que surgem nos sites de humor e outros assemelhados. Conhecidos como memes (termo cunhado pelo pesquisador Richard Dawkins, que representaria para nossa memória o mesmo que os genes representam para o corpo, ou seja, uma parcela mínima de informação), essas figuras surgiram com a intenção de demonstrar, de maneira icônica, algum sentimento ou sensação. Ao fazer isso, a tendência de ter uma reação diversa daquelas expressas pelas tirinhas é cada vez menor. Tudo fica branco e preto. Ou se aceita a situação, ou revolta-se. Sem chance para o debate ou questionamento. (...) A situação é ainda mais grave quando um dos poucos entes criativos restantes na internet produz algum comentário curto, espirituoso ou reflexivo, a respeito de alguma situação atual ou recente... Em minutos pipocam cópias da frase por todo lugar. Copia-se sem o menor bom senso, sem créditos. Pensar e refletir, e depois falar, são coisas do passado. O importante agora é copiar e colar, e depois partilhar. As redes sociais desfraldaram um mundo completamente novo, e o uso que o homem fará dessas ferramentas é o que dirá o nosso futuro cultural. Se enveredarmos pela partilha de ideias, gestando-as em nossas mentes e depois as passando a outros, será uma estufa mundial a produzir avanços incríveis em todos os campos de conhecimento. Se, no entanto, as redes sociais se transformarem em uma rede neural de apoio à preguiça de pensar, a humanidade estará fadada ao processo antinatural de regressão. O advento das redes sociais trouxe para perto das pessoas comuns os amigos distantes, os ídolos e as ideias consumistas mais arraigados, mas aparentemente está levando para longe algo muito mais humano e essencial na vida em sociedade: o senso crítico. Será uma troca justa? Eugênio Mira. Disponível em: http://obviousmag.org/archives/2011/09/redes_sociais_e_colaboracao_extrema_O_fim_do_senso_critico-.htm. Adaptado. Acesso em: 21 fev 20 17

5. A Verdadeira Arte de Viajar A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa, Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo. Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali... Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando! Mário Quintana A conjunção sublinhada nos dois versos estabelece uma relação de sentido de: a) causa. b) conformidade. c) comparação. d) consequência. 6. Releia o seguinte trecho: “A filosofia do homem branco é filosofia. E a história de qualquer outro homem é folclore” Em qual das alternativas abaixo a conjunção “e” foi substituída sem alteração de sentido: a) A filosofia do homem branco é filosofia, mas a história de qualquer outro homem é folclore. b) A filosofia do homem branco é filosofia a fim de que a história de qualquer outro homem é folclore. c) A filosofia do homem branco é filosofia ou a história de qualquer outro homem é folclore. d) A filosofia do homem branco é filosofia porque a história de qualquer outro homem é folclore. e) A filosofia do homem branco é filosofia, portanto a história de qualquer outro homem é folclore.

7. Conjunções são palavras que ligam orações independentes; elas podem apresentar ideias conclusivas, alternadas, explicativas, dependendo do contexto e conjunção utilizada. Observe a oração abaixo: Joana estudou o ano inteiro, logo foi bem nas provas finais. Assinale a alternativa cuja conjunção destacada apresenta a mesma função da conjunção destacada na oração. a) Ele não respondeu às minhas cartas nem me telefonou. b) A mulher chamou o táxi, porém não foi ouvida. c) Tudo foi executado conforme planejamos. d) Você me ajudou muito; terá, pois , minha eterna gratidão. e) Viajarei mesmo que meus pais não autorizem. 8. Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores dizem uma cousa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem. Ou é porque o sal não salga, e os pregadores se pregam a si e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal! Antônio Vieira, Sermão de Santo Antônio. Vieira é um homem do século XVII. É possível detectar, no texto de Vieira, características da língua portuguesa que divergem de seu uso contemporâneo. Pensando nessa diferença entre o português atual e o português usado por Vieira, considere as seguintes afirmativas: 1. Diferentemente de hoje, o pronome pessoal oblíquo átono antecedia a negação. 2. O “porque” é empregado no texto como conjunção explicativa e sua grafia é a mesma usada atualmente. 3. A conjunção “ou” tem no texto um uso que não é o de alternância. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira. b) Somente a afirmativa 3 é verdadeira. c) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. e) As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

10. Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção “e” estabelece a relação de: a) conclusão. b) explicação. c) oposição. d) consequência. e) alternância.

Gabarito

1. C

Há uma relação de condição porque o rato apenas deixa de fazer a vocalização se o cientista provocar um dano em um local específico do seu cérebro.

2. E O conectivo “mas” assume funções distintas em suas duas ocorrências: na primeira, como indicador de oposição (“O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo...”); Na segunda, assume caráter de adição (“Ela plantara as sementes que tinha na mão, não outras, mas essas apenas”). 3. D Na primeira afirmativa, “Ele sequer imaginaria que não seria a televisão a grande responsável (...)”, a conjunção é adversativa. Já na terceira afirmativa, “A internet mudou definitivamente (...)”, a conjunção estabelece uma relação de adição. 4. E A conjunção apresenta uma ideia de adversidade, oposição. Portanto, pode ser substituída, sem perda de sentido, por conjunções como: “porém” e “entretanto”. 5. C Pode-se observar que nos dois trechos a conjunção “como” estabelece uma relação de comparação. No trecho I, compara a forma como as pessoas devem sair à rua como fugidos. No trecho II, retoma a forma como as pessoas devem sair à rua, comparando-a com uma saída em que estivessem abertos diante das pessoas todos os caminhos do mundo. 6. A A conjunção “e” adquire, no contexto, valor semântico de oposição entre as orações, podendo ser substituída por outra de valor adversativo, tais como: “mas”, “porém” ou “contudo”. 7. D A função da conjunção destacada na oração é de conclusão. A única alternativa que também apresenta uma conjunção conclusiva é a “D”, em que o “pois” entre vírgulas atua como elemento conclusivo, podendo ser substituído por “logo”. 8. C A alternativa 3 é falsa porque persiste a ideia de alternância entre as orações em todas suas ocorrências; no sermão, Padre Antônio Vieira fornece duas possibilidades de resposta para cada problemática apresentada.