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gramatica e exercicios simples
Tipologia: Provas
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Tinha eu 4 anos, na minha perfeita inocência, acordei um dia com a notícia dos meus pais que íamos a Espanha, achava eu que íamos a algum parque de diversões, ISLA Magica ou qualquer um desses parques para brincar. Fui a dormir a viagem inteira, acordei na altura sem saber onde estava, com os meus pais todos alegres a dizer:” chegamos, chegamos”. Saio disparada do carro toda animada, pensando eu que ia ver escorregas, montanhas russas e tudo isso e depara-me com uma “igreja” nem eu sabia bem o que aquilo era na época. Não tenho mais nada, desato a chorar não era nada daquilo que uma criança de 4 anos esperava ver, naturalmente, os meus pais assim como quaisquer pais fariam para manter a criança calada disseram me “ah, isto teve em obras e mudaram algumas coisas, vamos entrar para ver”. Fiquei logo bem-disposta e burra que nem uma porta acreditei naquilo. Hoje no meu perfeito juízo, via que aquilo de parque de diversões não tinha nada, era só uma igreja grande qualquer. Entramos la dentro, eu só via santos, nossas senhoras, escadas, tudo menos água e escorregas. O meu pai, antes que eu mostrasse algum descontentamento, porque viu a minha cara de poucos amigos a olhar para aquilo, apressou se e disse logo:” vamos primeiro a este” Era qualquer coisa com santos e tinha umas grandes grades como por exemplo as prisões, o mais parecido na altura talvez a um carrossel de 2 andares que leva as grades para as crianças não caírem, a minha disse me “foi as obras “e que o carrossel já não tinha cavalos nem chávenas que giravam, mas sim aquelas imagens que eu estava a ver. Não acreditei logo á primeira, como aquilo não se mexia, mas podia ser uma invenção qualquer, pensei eu que tivesse que fazer alguma coisa para dar, então não tenho mais nada, agarro nas duas grades e enfio a cabeça. Nem um sinal de movimento, exceto os berros de pânico dos meus pais que substituíam a música de fundo normalmente existente nos carrosséis. Para me acalmar, achavam eles que eu estava assustada, disseram que iam chamar os piratas para desligar o carrossel. Hoje penso, como acreditei que dois seguranças da igreja me arrancaram a cabeça á força do meio das grades. Eu toda entusiasmada com aquilo só digo aos meus pais, que pareciam ter recebido a notícia da minha morte só das lagrimas que escorriam da cara deles, se podíamos ir a outra diversão. Eles com aquela cara de enterro e ao mesmo tempo de “não me chateies agora com isso” viraram se a dizer que ia fechar.
Como acreditava em tudo o que me diziam, desatei a chorar, hoje desato a rir só de pensar como e que chorei por sair de uma igreja depois de ter sido arrancada á força das grades, a que chamava carrossel por dois seguranças, a que chamei piratas. Esta é a história que vos conto, de como fui claramente enganada.