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Prática 1 - Manometria, Exercícios de Mecânica dos fluidos

Relatório acadêmico apresentado à disciplina de Laboratório de Fluidomecânicos referente ao curso de Engenharia Mecânica da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, como ativididade de avaliação.

Tipologia: Exercícios

2022

Compartilhado em 18/05/2022

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS
Curso de Engenharia Mecânica (Ênfase Mecatrônica)
Instituto Politécnico IPUC MG
Rômulo Castro Silva
PRÁTICA 01 : MANOMETRIA
(Leandro Pires Gonçalves)
Belo Horizonte
2022
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

Curso de Engenharia Mecânica (Ênfase Mecatrônica)

Instituto Politécnico – IPUC MG

Rômulo Castro Silva

PRÁTICA 01 : MANOMETRIA

(Leandro Pires Gonçalves)

Belo Horizonte

Rômulo Castro Silva

PRÁTICA 0 1 : MANOMETRIA

Relatório acadêmico apresentado à disciplina

de Laboratório de Fluidomecânicos referente

ao curso de Engenharia Mecânica da

Pontifícia Universidade Católica de Minas

Gerais, como ativididade de avaliação.

Orientador: Leandro Pires Gonçalves

Belo Horizonte

MANOMETROS DE MEMBRANA FLEXÍVEL (BOURDON)

Outro tipo de manômetro recorre à deformação de uma membrana flexível.

Estas membranas, por terem deformação proporcional à pressão a que estão sujeitas,

são utilizadas com vários outros métodos no sentido de transformar a deformação

numa grandeza que possa ser processada. Utilizam-se extensómetros (resistências

variáveis com a deformação chamadas de strain gage ou células de carga) para

possibilitar a conversão para grandezas eléctricas.

Contudo, um dos métodos mais utilizados corresponde a ligar electricamente a

membrana de tal forma que seja uma armadura móvel de dois condensadores, assim

a deformação a que a membrana se sujeita gera uma variação da capacidade,

recorrendo a alguma electrônica consegue-se obter uma tensão eléctrica

directamente proporcional à pressão aplicada à membrana.

Na indústria se empregam quase exclusivamente os manômetros metálicos ou

aneroides, que são barômetros aneroides modificados de tal forma que dentro da

caixa atua a pressão desconhecida que se deseja medir e fora atua a pressão

atmosférica. O mais comum é o manômetro de Bourdon, consistindo em um tubo

metálico, laminado, hermético, fechado em uma extremidade e enrolado em espiral.

A extremidade aberta se comunica com o depósito que contém o fluido cuja

pressão se deseja medir; então, ao aumentar a pressão no interior do tubo, este tende

a desenrolar-se, e põe em movimento uma agulha indicadora frente a uma escala

calibrada em unidades de pressão. Estes manômetros são para aplicações de 0,6 até

7.000 bar.

2 OBJETIVO

A prática realizada tem como objetivo analisar e aferir manômetros por dois

processos distintos. O primeiro deles, usando um manômetro de peso morto para

calibrar o manômetro de Bourdon e no segundo processo usando um manômetro

padrão do tipo Bourdon, buscando calibrar outro do mesmo tipo juntamente com um

transdutor elétrico.

2.1 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

Pressão é a força exercida por um fluído em todas as direções. Matematicamente

pode ser expressa como a força por unidade área. Assim:

Segundo o Sistema Internacional, a unidade de medida para pressão é N/m²

igualmente conhecida como Pascal(Pa). A pressão pode ser subdividida:

_- Pressão Atmosférica: pressão exercida pelo ar atmosférico;

  • Pressão Manométrica ou Relativa: consiste na diferença entre uma pressão_

desconhecida e a atmosférica;

- Pressão Absoluta:é a medida a partir do vácuo absoluto ( pressão zero);

Esta grandeza física pode ser medida através de alguns instrumentos, entre

eles, o manômetro, o barômetro, o piezômetro e o vacuômetro.Os manômetros são

instrumentos utilizados para medir a pressão de fluidos contidos em recipientes

fechados. Por serem simples, práticos e de baixo custo eles são muito utilizados na

indústrias por isso a atenção a sua manutenção é extremamente importante. Assi,

mantendo o manômetro devidamente calibrado é possível obter medições precisas

dos fluídos e uma maior segurança nos laboratórios e indústrias.

(b) e a incerteza da medição (IM), que exprime a faixa de dúvida ainda presente no

resultado, provocada pelos erros presentes no SM e/ou variações do mensurando, e

deve sempre ser acompanhado da unidade do mensurando.

RM = (RB ± IM) [unidade]

Tipos de Erros

Para melhor entendimento, o erro de medição pode ser considerado como composto

de três parcelas aditivas:

E = Es + Ea + Eg

Sendo E = erro de medição

Es = erro sistemático

Ea = erro aleatório

Eg = erro grosseiro

O erro sistemático (Es ) é a parcela de erro sempre presente nas medições realizadas

em idênticas condições de operação. É a diferença entre a média de um número

infinito de medições do mesmo mensurando e o valor verdadeiro do mensurando

quando são obedecidas as condições de repetitividade. Um dispositivo mostrador com

seu ponteiro "torto" é umexemplo de erro sistemático, que sempre se repetirá

enquanto o ponteiro estiver torto.

O erro aleatório é a diferença entre o resultado de uma medição e a média de um

número infinito de medições do mesmo mensurando sob condições de repetitividade.

Quando uma medição é repetida diversas vezes, nas mesmas condições, observam-

se variações nos valores obtidos. Em relação ao valor médio, nota-se que estas

variações ocorrem de forma imprevisível, tanto para valores acima do valor médio,

quanto para abaixo.

O erro grosseiro (Eg ) é, geralmente, decorrente de mau uso ou mau funcionamento

do SM. Pode, por exemplo, ocorrer em função de leitura errônea, operação indevida

ou dano do SM.

Seu valor é totalmente imprevisível, porém geralmente sua existência é facilmente

detectável. Sua aparição pode ser resumida a casos muito esporádicos, desde que o

trabalho de medição seja feito com consciência. Seu valor será considerado nulo

neste texto.

Fontes de Erros

Toda medição está afetada por erros. Estes erros são provocados pela ação isolada

ou combinada de vários fatores que influenciam o processo de medição, envolvendo

o sistema de medição, o procedimento de medição, a ação de grandezas de influência

e o operador.

  • Condições externas
  • Vibrações
  • Manuseio do operador
  • Folgas
  • Atrito

Incerteza de medição:

Incerteza é o parâmetro associado ao resultado de uma medição, que caracteriza a

dispersão dos valores que podem ser fundamentalmente atribuidos a um

mensurando”. Todas as variavéis que podem influenciar um resultado de medicão, ou

calibração sao chamadas de “grandezas de influências , sejam elas por exemplo:

  • Variação da temperatura,
  • Umidade,
  • incerteza herdada de padrões

A incerteza é normalmente expressa em termos principais como Incerteza do tipo A,

incerteza do tipo B, Incerteza combinada

Incerteza do Tipo A

Este tipo de incerteza e originado pelo proprio sistema de medição e e dada pela

variação dos valores de uma mesma medição que e replicada n vezes. Esta avaliação

é feita através de processo estatístico, onde, o desvio padrão das Incerteza de

medição amostras e dividido pela raiz quadrada das n medições efetuadas. Esta

relação é dada por:

Histerese (H)

Histerese de um SM é um erro de medição que ocorre quando há diferença entre

a indicação para um dado valor do mensurando quando este foi atingido por valores

crescentes e a indicação quando o mensurando é atingido por valores decrescentes.

A histerese é um fenômeno bastante típico nos instrumentos mecânicos, tendo como

fonte de erro, principalmente, folgas e deformações associadas ao atrito.

2.2 DESENVOLVIMENTO EXPERIMENTAL

Materiais Utilizados

1º Procedimento

  1. Bomba centrífuga; Manômetro de peso morto

  2. Manômetro de Bourdon a ser aferido;

  3. Válvulas de bloqueio do fluxo;

  4. Conjunto cilindro, pistão e pesos de 0,5 kg.

2º Procedimento

  1. Bomba de pistão manual; Bomba de calibração
  2. Reservatório de óleo;
  3. Manômetro de Bourdon padrão;
  4. Manômetro de Bourdon a ser aferido;
  5. Transdutor elétrico de pressão;
  6. Painel digital.

3 DESCRIÇÃO DO EXPERIMENTO

No início da primeira parte da prática, a bomba injetora de água do sistema foi

acionada e foi injetada água no manômetro tipo Bourdon a ser aferido e no manômetro

de peso morto, de forma a expelir o ar de dentro do sistema para não ocorrer nenhuma

interferência na medição.

O primeiro procedimento da prática consistiu em utilizar o manômetro tipo peso

morto para aferir um manômetro do tipo Bourdon. O manômetro tipo peso morto opera

sob o princípio de se suportar um peso ou força conhecidos por meio de uma pressão

agindo sobre uma área conhecida. Depois de conectar os manômetros, foram

adicionados pesos de 0,5 em 0,5 kg até chegar à uma força de 2,0 kgf, lembrando que

a medição começou a partir de 0kgf, onde o peso único era o próprio peso do pistão.

Os dados obtidos para a pressão no manômetro a ser aferido foram anotados

em cada instante, sendo registradas cinco medições. Em seguida, o mesmo

procedimento foi repetido, porém retirando os pesos.

O sistema utilizado no segundo procedimento da prática consistiu em dois

manômetros de Bourdon, sendo um padrão e outro a ser aferido juntamente com um

transdutor elétrico conectado a um painel eletrônico que permite a leitura das

respectivas pressões.

O volante do sistema era girado e então regulado as pressões. Verificou-se

então um aumento de pressão, iniciando comum valor inicial de 0 kgf/cm

2

até 4,

kgf/cm

2

3.2 Gráficos Obtidos

Pressão Verdadeira x Erro no Manômetro de Peso Morto

CRESCENTE:

DECRESCENTE:

y = 1,0788x + 0,

R² = 0,

0

0,

1

1,

2

2,

3

0 0,5 1 1,5 2 2,

PRESSÃO VERDADEIRA

LEITURA NO MANÔMETRO

PESO MORTO

CRESCENTE Linear (CRESCENTE)

y = 1,1609x - 0,

R² = 0,

0

0,

1

1,

2

2,

3

0 0,5 1 1,5 2 2,

PRESSÃO VERDADEIRA

LEITURA NO MANÔMETRO

PESO MORTO

DECRESCENTE Linear (DECRESCENTE)

AMBOS COMPARADOS

Pressão Verdadeira x Erro no Manômetro de Bourdon

CRESCENTE

0

0,

1

1,

2

2,

3

0 0,5 1 1,5 2 2,

PRESSÃO VERDADEIRA

LEITURA NO MANÔMETRO

PESO MORTO

CRESCENTE DECRESCENTE

y = 1,1792x + 0,

R² = 0,

0

0,

1

1,

2

2,

3

3,

4

4,

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,

PRESSÃO VERDADEIRA

LEITURA NO MANÔMETRO

MANÔMETRO

CRESCENTE

Linear (CRESCENTE)

Valor Verdadeiro x Valor Lido (Média) no Transdutor

CRESCENTE:

DECRESCENTE:

y = 0,9984x + 0,

R² = 0,

0

0,

1

1,

2

2,

3

3,

4

4,

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4

PRESSÃO VERDADEIRA

LEITURA NO TRANSDUTOR

CRESCENTE

CRESCENTE

Linear (CRESCENTE)

y = 0,9621x + 0,

R² = 0,

0

0,

1

1,

2

2,

3

3,

4

4,

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4

PRESSÃO VERDADEIRA

LEITURA NO TRANSDUTOR

DECRESCENTE

DECRESCENTE

Linear (DECRESCENTE)

AMBOS

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Através dos gráficos de curva de calibração, podemos comparar os valores

apresentados para ambos os manômetros. Assim, para o primeiro processo,

manômetro de peso morto, é possível observar pouca variação entre as pressões lidas

e as pressões verdadeiras, apresentando então menor erro dentre os três

instrumentos, mostrando ser mais fiél aos valores de pressão nominal, por mais que

usamos uma resolução baixa e metade das medições.

Já os valores obtidos no terceiro processo, transdutor elétrico, observa-se

maior variação em relação as pressões verdadeiras, portanto maior erro obtido

quando comparado ao primeiro processo e segundo processo (manometro de

Bourdon). Esta análise pode ser observado também alguns pontos em que os valores

foram discrepantes, onde o manometro de bourdon apresentou resultados médios

melhores e mais precisos que o do transdutor elétrico.

É importante ressaltar que os erros apresentados ocorrem por diversos fatores,

sendo os mais consideráveis, a paralaxe na leitura das pressões, perdas por atrito,

possíveis vazamentos entre outros fatores e histerese do equipamento.

0

0,

1

1,

2

2,

3

3,

4

4,

0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4

PRESSÃO VERDADEIRA

LEITURA NO TRANSDUTOR

TRANSDUTOR

CRESCENTE

DECRESCENTE