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Problemas renais
Tipologia: Notas de estudo
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Doenças valvulares - a doença renal vascular é resultante de um de dois processos: 1- a a doença das artérias renais principais ou estenose da artéria renal ; 2- esclerose das arteríolas renais ou nefroesclerose.
As doenças primárias das artérias renais envolvem os troncos principais, enquanto as secundárias são caracterizadas pela doença vascular intra-renal e de pequenos vasos. As etiologias mais frequentes são a obstrução primaria das artérias renais são a aterosclorótica e displasia fibromuscular.
Consiste no estreitamento de uma ou ambas as artérias renais e respectivas ramificações, sendo causa de 2 a 5% da HTA súbita. Em 90% dos casos a estenose renl é causada por aterosclorose em indivíduos de idade mais avançada, com diabetes, dislipidemia, HTA. Enquanto a displasia é responsável pelos 10%. Em ambos os casos o resultado é uma diminuição do lúmen das artérias que irrigam os rins.
A estenose da artéria renal provoca grande redução do fluxo sanguíneo para os rins. A diminuição da perfusão renal estimula a secreção da renina e activação da SRAA. O que resulta num aumento da PA.
O diagnóstico consiste num exame realizado por arteriografia renal, eco-Doppler ou RMN.
Em casos de suspeita de estenose da artéria renal, os seguintes exames podem ser utilizados para confirmar o diagnóstico:
obstrução dos vasos sanguíneos. Atualmente, é o melhor exame para estudar com precisão a luz e a estrutura da parede dos vasos sanguíneos de médio e grosso calibre.
O tratamento consiste na terapêutica anti-hipertensora e inibidores da enzima de conversão de angiotensina I para controlar a HTA, aspirina e estatinas para diminuir agregação plaquetária, anti-hiperlipidémicos.
A escolha do melhor tratamento depende da extensão e localização das áreas bloqueadas, assim como dos aspectos clínicos relacionados ao paciente. A análise criteriosa da equipe de especialistas envolvida é fundamental para a orientação de cada caso.
O tratamento pode ser por:
C irurgia convencional de ponte (bypass): Procedimento cirúrgico de grande porte que constrói um novo caminho para o fluxo sanguíneo através de um enxerto de veia safena ou tubo de material sintético. Geralmente é realizada uma ponte entre a aorta abdominal e a porção sadia da artéria renal.
Endarterectomia: Procedimento cirúrgico de grande porte que remove a placa que está bloqueando a artéria, deixando-a lisa e desobstruída. Pelas características locais da doença da artéria renal, dificilmente é indicada.
Trombólise: Procedimento realizado para dissolver coágulos pela injeção direta de substâncias através de um cateter posicionado diretamente na artéria ou na veia renal. Em situações de urgência, pode ser uma boa alternativa de salvamento do rim.
A revascularização preferencialmente adoptada é o método percutâneo com colocação de stent. A revascularização cirúrgica é recomendada em casos de anatomia
Estes procedimentos se realizam através de um acesso vascular arterial e os mais comumente utilizados são via femoral, braquial ou axilar. A punção percutânea da artéria femoral na região inguinal é a mais utilizada pela facilidade de punção (maior diâmetro do vaso) e de compressão para hemostasia após a retirada dos cateteres.
Este guia é avançado até o local desejado e dá suporte para a introdução de um cateter de angioplastia com um balão posicionadoMedicina Perioperatória 500 na sua ponta. Com a dilatação do balão por um tempo de 30 segundos a 3 minutos se comprime a placa ateroesclerótica contra a parede do vaso e libera-se um stent (prótese de malha metálica) para manter a perviedade da artéria. O stent pode ser auto- expansivo ou expansivo por balão.
As indicações para angioplastia renal são as mesmas da revascularização: preservação ou melhora da função renal e controle da hipertensão reno-vascular. Os melhores resultados ocorrem nas angioplastias arteriais das anastomose de rins transplantados e nas lesões que se iniciam além do óstio renal.
Complicações locais: Trombose, sangramento, pseudoaneurisma, disseção e fístula artériovenosa, embolia, infecção no local de entrada. Complicações relacionadas ao
stent como: migração, trombose, expansão inadequada ou ruptura arterial. Entre as complicações tardias estão a hiperplasia intimal causada pela presença do stent e trombose do segmento pela progressão da doença.
As complicações podem ser: hemorragia pelo local de punção, azotemia pelo contraste, e embolia.
Atendendo que a estenose da artéria renal provoca HTA, esta pode causar nefroesclerose ou lesão das artérias. Outros antecedentes pessoais como : DM II, obesidade, hábitos tabágicos.
A nefrosclerose afecta os vasos renais. Os vasos artérias renais apresentam espessamento e estreitamento dos lumens e alguns capilares apresentam-se esclerosados e colapsados. Essas alterações vasculares podem resultar na redução do fluxo sanguíneo renal e provocar isquemia. Os túbulos renais também podem ser afectados, verificando- se atrofia com nictúria, devido a perda de concentração dos túbulos.