Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Proc tec feridas curativos 2, Notas de estudo de Enfermagem

PROC TEC FERIDAS CURATIVOS 2

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 07/05/2012

paty-lopes-12
paty-lopes-12 🇧🇷

4

(3)

20 documentos

1 / 11

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Curso de Procedimentos
Técnicos em Feridas e
Curativos
MÓDULO II
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para
este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores
descritos na Bibliografia Consultada.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Proc tec feridas curativos 2 e outras Notas de estudo em PDF para Enfermagem, somente na Docsity!

Curso de Procedimentos

Técnicos em Feridas e

Curativos

MÓDULO II

Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada.

MÓDULO II

Feridas: um problema de saúde coletiva

A ferida é definida por Borges (2001) como uma ruptura na pele, na membrana mucosa ou em qualquer outra estrutura do corpo causada por um agente químico, físico ou biológico.

Sabemos que a pele é a principal barreira de proteção do organismo e tem como funções básicas impedir a perda excessiva de líquidos, proteger o organismo da ação de agentes externos, inclusive microbianos, sintetizar vitamina D, manter a temperatura corpórea, participar da termorregulação, função estética.

A ferida é ocasionada pelo rompimento da barreira, requerendo não apenas o curativo, mas também a identificação e intervenção nas possíveis e múltiplas dimensões desse agravo, incluindo medidas de promoção, prevenção e reabilitação.

Uma condição indispensável para manutenção da vida humana é a capacidade de reparar e restaurar de maneira efetiva a função dos tecidos danificados. A cicatrização da ferida é um processo multifatorial, influenciado pela condição de saúde da pessoa, seus hábitos, fatores físicos, sociais, psicológicos e espirituais, além de fatores ambientais e locais que possam interferir neste processo.

A valorização das necessidades da pessoa com ferida auxilia a integralização, permitindo assim sucesso no processo de cicatrização e recuperação. Este foco ampliado subsidia o enfermeiro a respeitar os direitos individuais de autonomia e determinação própria do indivíduo e para implementação da SAE.

Avaliação da ferida: utilizar instrumentos apropriados para registro e documentação.

Classificação da ferida: h Quanto ao tempo de evolução: aguda ou crônica; h Quanto ao estado microbiológico: contaminada, colonizada e infectada; h Quanto ao comprometimento das camadas da pele e estruturas adjacentes: superfície e profunda;

h Quanto à etiologia; h Quanto à localização: descrição anatômica; h Quanto ao exsudato.

Aspecto: (seroso, serosanguinolento, sanguinolento, piosanguinolento, purulento)

Cor: amarelada, esbranquiçada, esverdeada, cinza, acastanhada.

Volume: - Nenhum

  • Pequena drenagem: envolve 25% da cobertura;
  • Moderada drenagem: envolve 25 a 75% da cobertura;
  • Grande drenagem: envolve mais de 75% da cobertura. Odor: característico, fétido, pútrido.

Precariedade da higiene, uso de coberturas tópicas, permanência das mesmas após limpeza da lesão.

Quanto ao tipo de tecido presente no leito:

  • Necrose tipo escara (seca, coriácea, preta ou marrom);
  • Necrose tipo esfacelo (slough / úmida, amarela, esbranquiçada);
  • Presença de tecido viável (granulação, hipergranulação / epitelização).

Quanto à presença de: túneis, fístulas, sinus, deslocamentos, estomias.

Quanto à dimensão: comprimento, largura, profundidade.

Técnicas para mensuração: medida simples, decalque, fotografia.

Quanto às margens: plana, regular, irregular, em epitelização, lesada, fina, espessa, invaginada, macerada, descolada.

Quanto à região perilesional: hiperemia, dermatite, descamação, maceração, hiperhidratação, desidratação, edema, foliculite, fictena, escarificação, celulite, hematoma, enfisema, subcutâneo, cor (hipocromia, discromia, hipercromia) e temperatura.

Quanto à dor: aplicar instrumento adequado para qualificá-la e quantificá-la, realizar testes de sensibilidade apropriados, conforme protocolos (como o uso do mono filamento para avaliar neuropatia).

A avaliação da dor representa uma síntese das informações derivadas da história do paciente, da entrevista subjetiva, do exame físico objetivo e dos testes especiais. O objetivo da avaliação é esclarecer a causa fundamental da dor e orientar intervenções terapêuticas adequadas. Os pacientes com dor apresentam níveis reduzidos de atividade funcional. Dessa forma, é importante avaliar a função física e o desempenho nas atividades de vida diária. Uma reavaliação contínua da dor é necessária para identificar qualquer alteração no estado físico do paciente e para documentar a resposta ao tratamento. Em virtude dos vários fatores envolvidos no processo álgico, a avaliação da dor deve ser realizada de maneira sistemática e objetiva por uma equipe multiprofissional.

Na tentativa de documentar de forma mais objetiva a dor dos pacientes, foram desenvolvidos numerosos protocolos de avaliação, alguns deles mais utilizados em pesquisas e na prática clínica serão descritos a seguir:

A Escala de Quantificação Verbal talvez seja o instrumento unidimensional mais simples para a mensuração da intensidade da dor. Nesse instrumento é necessário que os pacientes identifiquem a sua dor com uma única palavra descritiva (nenhuma dor, dor branda, moderada, grave ou insuportável). Por possuir um número limitado de categorias de palavras, essa escala apresenta como principal limitação uma baixa sensibilidade para detectar pequenas alterações na intensidade da dor.

Na Escala de Quantificação Numérica , os pacientes quantificam a gravidade de suas dores em uma escala de 0 a 10 ou de 0 a 100. Nessa escala, zero indica ausência de dor, e os pontos finais de 10 ou 100 representam a pior dor possível. É essencial que o paciente compreenda as definições relacionadas a esses pontos terminais. Essa escala é de fácil compreensão e o formato de 0 a 10 tem menor sensibilidade que seu congênere de 0 a 100.

A Escala Análoga Visual de Dor consiste em uma linha de 10 centímetros com âncoras verbais típicas de “ausência de dor” à esquerda e “a pior dor possível” à direita, quando a escala é orientada no plano horizontal. Os pacientes colocam um marco vertical em um ponto da linha que corresponde à gravidade de sua dor. Essa escala também pode ser utilizada no formato de um “termômetro da dor”, conforme proposto por Brodie (1940), podendo ser mais eficaz para alguns pacientes idosos.

A Escala Análoga de Cores foi elaborada para avaliar de forma não verbal a intensidade da dor, sendo utilizada em alguns estudos para a avaliação da dor em idosos. As várias posições da escala são marcadas por tons de vermelho, progressivamente mais escuros que facilitam a seleção pelo sujeito de uma posição que melhor identifique a intensidade da sua dor. O escore do sujeito é o valor numérico no verso da escala que coincide com a posição escolhida.

A Escala de Dor de Faces mensura primariamente a intensidade da dor e, em uma menor extensão, seus componentes afetivos. Essa escala consiste no desenho de sete faces alinhadas sendo uma face neutra e as outras seis correspondendo a sensações de dor crescentes. As faces são ordenadas de 0 a 6, da esquerda para a direita. Os sujeitos podem definir suas sensações como “sem dor” (escore 0) até “a mais grave dor” (escore 6). Esse instrumento possui boa confiabilidade e validade, embora ainda não tenha sido testado em idosos com demência grave. Outra proposta que utiliza desenhos de faces é a Facial Affective Scale (FAS) que avalia os componentes afetivos da dor. Inclui o desenho de nove faces em uma linha variando da expressão muito feliz (sem dor) até a com muita dor (dor mais grave). A escala original possui faces com dois centímetros de tamanho, mas para o uso em idosos têm sido aumentadas para quatro centímetros. No verso da escala são impressos valores numéricos variando de 0, (muito feliz, sem dor) a 0,97 (muita dor, dor mais grave). O escore obtido pelo sujeito é o valor numérico no verso das faces.

O Questionário de Dor de McGill , proposto por Melzack e McGill (1975), é, provavelmente, o mais conhecido dos instrumentos multidimensionais para medir a dor. São registrados, nesse questionário, a localização da dor, a sua intensidade e o seu comportamento por meio de três partes: pain rating index , uma escala de descrição verbal e present pain intensity. Apresenta confiabilidade e validade boas.

Embora confiável esse instrumento é complexo e demanda muito tempo para ser aplicado em pacientes com idade muito avançada e com outros fatores associados. Em virtude disso, diversos estudos utilizaram apenas partes desse questionário. Em 1996, Pimenta e Teixeira adaptaram o questionário para a língua portuguesa em 57 pacientes

Alguns tipos de Escalas para avaliação da Dor

Escala de Faces de Wong Baker

Escalas numéricas e visuais de intensidade de dor

Valorizar e avaliar a queixa de dor, que além de interferir no conforto , pode ser um dado importante no esclarecimento do diagnóstico.

Sugestão: escala visual analógica.

------------------FIM DO MÓDULO II-----------------