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Processamento de carne suína, Notas de estudo de Engenharia de Alimentos

- blá, blá, blá. rsrs ..

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 25/06/2009

thais-andrade-6
thais-andrade-6 🇧🇷

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PROCESSAMENTO DA CARNE SUÍNA
1. INTRODUÇÃO
A proteína animal mais consumida no mundo é a carne suína. Isso ocorre
devido à facilidade das transformações da carne em diversos derivados. No
mercado consumidor a qualidade da carne suína tem considerável importância
em todos segmentos da indústria especializada, enganando-se quem pensa
que o consumidor como aquilo que o mercado oferece, pois na realidade é o
consumidor que determina o que o mercado deverá produzir.
E este tem buscado cada vez mais por praticidade, procurando alimentos
congelados, devido a desconfiança a qualidade da carne fresca. Portanto o
mercado está sendo obrigado adaptar-se as exigências do consumidor
fornecendo produtos de maior qualidade, maior valor agregado, sendo estes
mais práticos, seguros, saudáveis e principalmente de rápido preparo.
A carne suína de boa qualidade deve apresentar características sensoriais
(aparência, cor, sabor, textura e suculência), conteúdo de nutrientes (proteína,
pigmento e gordura intramuscular, principalmente), aspectos higiênicos e
sanitários e a capacidade da carne em reter fluído durante a manipulação e
processamento. Se algumas dessas características estiverem alteradas, a
qualidade estará comprometida, resultando em perdas econômicos para a
indústria da carne e que são repassados para o consumidor.
Por isso para garantir a satisfação do consumidor, é necessário que o frigorífico
utilize técnicas adequadas de manejo pré-abate, insensibilização e resfriamento
das carcaças, buscando a qualidade final da carne. E ainda deve investir em
tecnologia para classificar a carne na linha de abate, a fim de direcioná-la para
consumo fresco ou para processamento, garantindo, assim, um produto de
melhor qualidade para o consumidor.
2. PROCESSAMENTO
O processamento da carne suína deve ser feito em ambiente climatizado
(10-15°C), iniciando-se pela desossa e separando os cortes (figura 01) para
fins específicos, tais como: perna, pernil, filezinho, paleta, ombro, pescoço
sobrepaleta ou nuca, barriga e costela. Ainda encontramos nos suínos as
seguintes partes: toucinho, banha, miudezas (pés, orelhas, focinhos, rabos,
etc), cabeça, papada.
A seguir encontra-se descrito os principais cortes e com que finalidade ele pode
ser usado.
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Barrigada: separada para produção de bacon;
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churrascos;
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Toucinho gordo: utilizado na formulação de paio, hambúrguer e lingüiça;
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espetinhos e lingüiças,
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Lombo:utilizado no preparo do bacon canadense ou ainda como lombo
defumando é uma carne nobre e saborosa.
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cozidas;
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Costela: é defumada e vendida separadamente ou ainda no kit feijoada;
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PROCESSAMENTO DA CARNE SUÍNA

1. INTRODUÇÃO

A proteína animal mais consumida no mundo é a carne suína. Isso ocorre devido à facilidade das transformações da carne em diversos derivados. No mercado consumidor a qualidade da carne suína tem considerável importância em todos segmentos da indústria especializada, enganando-se quem pensa que o consumidor como aquilo que o mercado oferece, pois na realidade é o consumidor que determina o que o mercado deverá produzir. E este tem buscado cada vez mais por praticidade, procurando alimentos congelados, devido a desconfiança a qualidade da carne fresca. Portanto o mercado está sendo obrigado adaptar-se as exigências do consumidor fornecendo produtos de maior qualidade, maior valor agregado, sendo estes mais práticos, seguros, saudáveis e principalmente de rápido preparo. A carne suína de boa qualidade deve apresentar características sensoriais (aparência, cor, sabor, textura e suculência), conteúdo de nutrientes (proteína, pigmento e gordura intramuscular, principalmente), aspectos higiênicos e sanitários e a capacidade da carne em reter fluído durante a manipulação e processamento. Se algumas dessas características estiverem alteradas, a qualidade estará comprometida, resultando em perdas econômicos para a indústria da carne e que são repassados para o consumidor. Por isso para garantir a satisfação do consumidor, é necessário que o frigorífico utilize técnicas adequadas de manejo pré-abate, insensibilização e resfriamento das carcaças, buscando a qualidade final da carne. E ainda deve investir em tecnologia para classificar a carne na linha de abate, a fim de direcioná-la para consumo fresco ou para processamento, garantindo, assim, um produto de melhor qualidade para o consumidor.

2. PROCESSAMENTO

O processamento da carne suína deve ser feito em ambiente climatizado (10-15°C), iniciando-se pela desossa e separando os cortes (figura 01) para fins específicos, tais como: perna, pernil, filezinho, paleta, ombro, pescoço sobrepaleta ou nuca, barriga e costela. Ainda encontramos nos suínos as seguintes partes: toucinho, banha, miudezas (pés, orelhas, focinhos, rabos, etc), cabeça, papada. A seguir encontra-se descrito os principais cortes e com que finalidade ele pode ser usado. F F F D

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F F Barrigada: separada para produção de bacon;F D F F F D

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F F Paleta: um pouco dura, mas saborosa. Usada para assados eF D churrascos; F F F D

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F F Toucinho gordo: utilizado na formulação de paio, hambúrguer e lingüiça;F D F F F D

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F F Pernil: uma das melhores partes, sendo excelente para assados e aF D maior parte destina-se a fabricação de presuntos e o que sobra para espetinhos e lingüiças, F F F D

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F F Lombo:utilizado no preparo do bacon canadense ou ainda como lomboF D defumando é uma carne nobre e saborosa. F F F D

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F F Lombinho: destinado a produção de lingüiça;F D F F F D

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F F Perna dianteira: com ou sem osso, pode ser usada em assados ouF D cozidas; F F F D

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F F Costela: é defumada e vendida separadamente ou ainda no kit feijoada;F D F F F D

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F F Orelhas, pés e rabos: vendidos no kit feijoada;F D

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F F Retalhos suínos: estes são aproveitados na produção de lingüiça eF D miudezas e podem ser vendidos separadamente.

3. HIGIENE OPERACIONAL

A segurança alimentar é um item extremamente importante dentro da produção de alimentos. Ela busca a produção de alimentos idôneos para a saúde pública, visando o conumo humano. Os resíduos do processamento da carne são as principais fontes de nutrientes para o desenvolvimento de bactérias, sendo necessário a higienizaçãodo local para evitar as contaminações. Primeiramente deve remover-se as sujidades visíveis que ficam aderidas a superfície dos utensílios após a desossa e depois é necessário fazer a remoção de sujidades não visíveis, buscando a eliminação dos microrganismos. A higienização deve acontcer antes e depois de todos os processos produtivos. A higienização depende da realização das regras de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e de Procedimento Padrão de Higiene Operacional (PPHO), sendo necessário o conhecimento de algumas características intrínsecas do processo produtivo tais como: a natureza da sujidade, a qual na indústria da carne é formada basicamente por componentes protéico e lipídico. É importante também avaliar a constituição das superfícies onde se trabalha, evitando assim que agentes de limpeza e sanitização agridam este tipo de material. É importante que todas as regras sejam cumpridas, observando que sanitizantes estão sendo utilizados e não esquecendo da higienização dos funcionários, pois ela é imprescindível no processamento de carne suína.

  1. PRODUÇÃO DE BACON A parte magra da barrigada, que contem tecido muscular é separada para produzir bacon, no qual são adicionados sais de cura e depois, é levada para a câmara de cura onde fica até a uniformização dos sais. Em seguida, para remover o excesso de sal as peças são enxaguadas e levadas ao defumador, onde desenvolve cor e sabor típicos do bacon. Logo após são aspergidas com agente antifúngico sendo expedidas para comercialização.

5. PRODUÇÃO DE PRESUNTO

Utiliza-se carne de pernil resfriado de suíno, limpo de excesso de gorduras, glândulas e nervos. Depois é injetada a solução contendo temperos e salmoura. Em seguida são massageados por tempo suficiente para extração superficial de proteínas miofibrilares. Os pernis serão colocados em tanque de aço-inoxidável com salmoura de cobertura contendo 100 litros de água e 20 Kg de sal, por um período de 48 horas, em câmaras de resfriamento (câmara de cura) com temperatura entre 3ºC e 5ºC, para obter a cura necessária. Após a cura, os pernis serão lavados para retirar o excesso de salmoura. Logo após serão desossados, ensacados (sacos plásticos) e grampeados, sendo em seguida prensados em formas de aço-inoxidável de formato oval e transferidos para as estufas para cozimento. Permanecerão nas estufas por tempo necessário, correspondendo a 1 (uma) hora por quilo de produto enformado (figura 2) á uma temperatura interna do produto atinja