Baixe Processamento Farinha de trigo e outras Slides em PDF para Processos Químicos, somente na Docsity!
FARINHA DE TRIGO
1
Centro de Ciências Sociais Saúde e Tecnologia – CCSST
Universidade Federal do Maranhão – UFMA
Disciplina: Processos na Indústria de Alimentos
Professora: Ellen Karoline Mota da Silva Soares
FARINHA DE TRIGO
- (^) Entende-se por farinha de trigo o produto obtido a partir da espécie Triticum seativan ou de outras espécies do gênero Triticum reconhecidas (exceto Triticum durum) através do processo de moagem do grão de trigo beneficiado. A farinha obtida poderá ser acrescido outros componentes, de acordo com o especificado na presente Norma. Portaria nº 354, de 18 de julho de 1996 2
1.1 COMPOSIÇÃO MÉDIA(%) DO GRÃO 4
2 PROCESSAMENTO DO TRIGO
- (^) Divide-se em 4 etapas principais:
- (^) Recepção e armazenagem do grão;
- (^) Limpeza e preparação do trigo para moagem;
- (^) Moagem do trigo e produção de farinha;
- (^) Envase, armazenagem e despacho dos produtos acabados. 5
2.2 LIMPEZA E PREPARAÇÃO PARA MOAGEM
- (^) Após se definir os trigos e as quantidades de cada um que será utilizada, o trigo é puxado dos silos e sofre um processo de limpeza rigoroso para eliminação das variadas impurezas;
- (^) O trigo, após a limpeza, sofre um processo chamado acondicionamento que consiste em umidificar o grão e mantê-lo por um período de descanso para depois ser encaminhado para a moagem propriamente dita. 7
2.3 MOAGEM E PRODUÇÃO DA FARINHA
- (^) O objetivo do processo é separar na forma mais pura o endosperma para ser moída e convertida em farinha não contaminada com germe ou farelo Consiste basicamente em: - (^) Rotura - (^) Separação - (^) Purificação e Redução 8
2.3.2 Separação
- (^) O endosperma é separado dos grãos de trigo abertos por meio de peneiras, plansifter, peneiras oscilantes ou rotativas. 10
2.3.3 Purificação e redução
- (^) Da etapa de separação se obtém diferentes graduações de partículas ;
- (^) Na purificação, as partículas grossas são enviadas aos sassores para extrair todo o farelo possível ;
- (^) Os produtos classificados e purificados, variando do endosperma mais puro aos contaminados por partículas de farelo são finalmente convertidos em farinha. 11
3 CLASSIFICAÇÃO DAS FARINHAS
- (^) FARINHAS EXTRA – FORTES
- (^) Utilizadas na fabricação onde não se necessita de fermentação,por exemplo: macarrão, massas em geral, glúten em pó, etc
- (^) FARINHAS FORTES
- (^) Destinadas a elaboração de pães de grande volume, por exemplo, pão de forma, pão d’água,pão especial. Apresentam uma maior absorção de água, boa tolerância ao amassamento, aumentando o rendimento por saco. 13
• FARINHAS SEMI – FORTES
- (^) Utilizada na elaboração de pão de baixo volume, exemplo pão para Xis, pão doces...,aceitam menos água e tem menos rendimento de pão por saco
- (^) FARINHAS FRACAS
- (^) Se destinam a fabricação especifica de diversos tipos de bolachas, bolos e biscoitos. 14 3 CLASSIFICAÇÃO DAS FARINHAS
5 ESCOLHA DOS TRIGOS
- (^) Para se produzir os diferentes tipos de farinhas parte-se da seleção dos trigos que serão utilizados.
- (^) A qualidade do trigo é definida por uma análise chamada ALVEOGRAFIA ;
- (^) Através dela pode-se verificar a força e a relação entre a elasticidade e a extensibilidade. Desta forma direcionamos o trigo para o produto final desejado. 16
6 CONTROLE DE QUALIDADE DAS FARINHAS
- (^) As análises básicas das farinhas consistem em :
- (^) Umidade
- (^) Cinzas (b.s.)
- (^) Glúten úmido e seco
- (^) Cor
- (^) Alveografia 17
6.2 Cinzas
- (^) As farinhas seguem a legislação que estabelece os seguintes índices de cinzas(expressa na base seca): - (^) Tipo 1 – até 0,8% - (^) Tipo 2 – até 1,4% - (^) Integral – até 2,5% (sem passar por peneira)
- (^) As farinhas tipo 1 e tipo 2 devem passar 95% do produto pela peneira de 250μm.
- (^) Os teores de cinzas dado pela legislação são muito amplos, normalmente temos os seguintes valores: - (^) Farinhas de uso doméstico entre 0,5 – 0,6 % - (^) Farinhas para panificação 0,55 – 0,58% para pão francês e 0,60 – 0,75% para pão de forma - (^) Farinha para massas frescas e secas 0,45 – 0,47% - (^) Farinha para biscoitos 0,8 – 1,3% 19
6.3 GLÚTEN ÚMIDO E SECO
- (^) Determina-se o glúten total (gliadina + glutenina);
- (^) O teor de glúten úmido não pode ser inferior a 21% e o teor do glúten seco não pode ser inferior a 7% ;
- (^) Valores inferiores a estes significam que houve destruição do glúten e consequentemente a capacidade de retenção do gás carbônico fica comprometida. 20