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processo de produção , Notas de estudo de Engenharia Mecânica

Processos de Produção Mecânico, como torneamento, perfilamento, aplainamento, furação, etc.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 22/06/2010

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ana-souza-rocha-3 🇧🇷

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1.
Torneamento
Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies de revolução com
auxílio de uma ou mais ferramentas monocortantes. Para tanto, a peça gira em torno do
eixo principal de rotação da maquina e a ferramenta sedesloca simultaneamente
segundo uma trajetória coplanar com o referido eixo. Quanto à forma da trajetória, o
torneamento pode ser retilíneo ou curvilíneo.
1.1. Torneamento retilíneo
Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória
retilínea. O torneamento retilíneo pode ser:
1.1.1.. Torneamento cilíndrico
Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória
paralela ao eixo principal de rotação da máquina. Pode ser interno ou externo. Quando
o torneamento cilíndrico visa obter na peça um detalhe circular, na fase perpendicular
ao eixo principal de rotação da máquina, o torneamento é denominado sangramento
axial.
1.1.2. Torneamento cônico
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Torneamento

Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies de revolução com auxílio de uma ou mais ferramentas monocortantes. Para tanto, a peça gira em torno do eixo principal de rotação da maquina e a ferramenta sedesloca simultaneamente segundo uma trajetória coplanar com o referido eixo. Quanto à forma da trajetória, o torneamento pode ser retilíneo ou curvilíneo.

1.1. Torneamento retilíneo

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea. O torneamento retilíneo pode ser:

1.1.1.. Torneamento cilíndrico

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória paralela ao eixo principal de rotação da máquina. Pode ser interno ou externo. Quando o torneamento cilíndrico visa obter na peça um detalhe circular, na fase perpendicular ao eixo principal de rotação da máquina, o torneamento é denominado sangramento axial.

1.1.2. Torneamento cônico

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea, inclinada em relação ao eixo principal de rotação da máquina. Pode ser externo ou interno.

1.1.3. Torneamento radial

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea, perpendicular ao eixo de rotação da máquina. Quando o torneamento radial visa a obtenção de uma superfície plana, o torneamento é denominado torneamento de faceamento. Quando o torneamento visa a obtenção de um entalhe circular, o torneamento é denominado sangria radial.

1.1.4. Perfilamento

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea radial ou axial, visa a obtenção de uma forma definida, determinada pelo perfil da ferramenta.

1.2. (^) Torneamento curvilíneo

Processo de torneamento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória curvilínea. Quanto à finalidade, as operações de torneamento podem ser classificadas

  1. Furação

Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de um furo geralmente cilíndrico numa peça, com o auxilio de uma ferramenta geralmente multicortante. Para tanto, a ferramenta ou a peça giram e simultaneamente a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela aoeixo principal da máquina. A furação subdivide-se nas operações :

3.1. Furação em cheio

Processo de furação destinado à abertura de um furo cilíndrico numa peça, removendo todo o material compreendido no volume do furo final, na forma de cavaco. No caso de furos de grande profundidade há necessidade de ferramenta especial.

2.. Escareamento

Processo de furação destinado à abertura de um furo cilíndrico numa peça pré-furada.

3.. (^) Furação escalonada

Processo de furação destinado à obtenção de um furo com dois ou mais diâmetros, simultaneamente.

3.2.. Processo de alargamento destinado ao acabamento da parede de um furo cilíndrico ou cônico.

  1. Rebaixamento

Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de uma forma qualquer na extremidade de um furo. Para tanto, a ferramenta ou a peça giram e se deslocam segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo de rotação da ferramenta.

  1. Mandrilhamento

Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies de revolução com auxilio de uma ou varias ferramentas de barra.

6.1. Mandrilhamento cilíndrico

Processo de mandrilhamento no qual a superfície usinada cilíndrica de revolução, cujo eixo coincide com o eixo em torno do qual gira a ferramenta.

6.2. Mandrilhamento radial

Processo de mandrilhamento no qual a superfície usinada é plana e perpendicular ao eixo em torno do qual gira a ferramenta.

6.3. Mandrilhamento cônico

ou a ferramenta se desloca segundo uma trajetória qualquer. Distingui-se dois tipos básicos de fresamento:

1.. Fresamento cilíndrico tangencial

Processo de fresamento destinado à obtenção de superfície plana paralela ao eixo de rotação da ferramenta. Quando a superfície obtida não for plana ou o eixo de rotação da ferramenta for inclinado em relação à superfície originada na peça, será considerado um processo especial de fresamento tangencial.

2.. Fresamento frontal

Processo de fresamento destinado à obtenção de superfície plana perpendicular ao eixo de rotação da ferramenta.

  1. Serramento

Processo mecânico de usinagem destinado ao seccionamento ou recorte de peças com auxilio de ferramentas multicortantes de pequena espessura. Para tanto, a ferramenta gira ou se desloca, ou executa ambos os movimentos e a peça se desloca ou se mantém parada. O serramento pode ser:

8.1 Serramento retilíneo

Processo de serramento no qual a ferramenta se desloca segundo uma trajetória retilínea, com movimento alternativo ou não. No primeiro caso, o serramento é retilíneo alternativo: no segundo caso, o serramento é retilíneo continuo.

Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies quaisquer com auxilio de ferramentas multicortantes. Para tanto, a ferramenta ou a peça se desloca segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo da ferramenta. O brochamento pode ser:

8.1.. Brochamento interno

Processo de brochamento executado num furo passante da peça.

8.2.. Brochamento externo

Processo de brochamento executado numa superfície externa da peça.

  1. Roscamento

Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de filetes, por meio da abertura de um ou vários sulcos helicoidais de passo uniforme, em superfícies cilíndricas ou cônicas de revolução. Para tanto, a peça ou a ferramenta gira e uma delas se desloca simultaneamente segundo uma trajetória retilínea paralela ou inclinada ao eixo de rotação. O roscamento pode ser interno ou externo.

9.1.. Roscamento interno

Processo de roscamento executado em superfícies internas cilíndricas ou cônicas de revolução.

9.2.. Roscamento externo

Processo de roscamento executado em superfícies externas cilíndricas ou cônicas de revolução.

13.1.. Retificação tangencial

Processo de retificação executado com a superfície de revolução da ferramenta. Pode ser:

13.1...1... Retificação cilíndrica

Processo de retificação no qual a superfície usinada é uma superfície cilíndrica. Esta superfície pode ser interna ou externa, de revolução ou não. Quanto ao avanço automático da ferramenta ou da peça, a retificação cilíndrica pode ser com avanço longitudinal da peça, com avanço radial do rebolo, com avanço circular do rebolo ou com avanço longitudinal do rebolo.

13.1...2... Retificação cônica

Processo de retificação tangencial no qual a superfície usinada é uma superfície cônica. Esta superfície pode ser interna ou externa. Quanto ao avanço automático da ferramenta ou da peça, a retificação cônica pode ser com avanço longitudinal da peça, com avanço radial do rebolo, com avanço circular do rebolo ou com avanço longitudinal do rebolo.

13.1...3... Retificação de perfis

Processo de retificação tangencial no qual a superfície usinada é uma superfície qualquer gerada pelo perfil do rebolo.

13.1...4... Retificação plana

Processo de retificação tangencial no qual a superfície usinada é uma superfície plana.

13.1...5... Retificação cilíndrica sem centros

Processo de retificação cilíndrica no qual a peça sem fixação axial é usinada por ferramentas abrasivas de revolução, com ou sem movimento longitudinal da peça. A retificação sem centros pode ser com avanço longitudinal da peça ( retificação de passagem) ou com avanço radial do rebolo ( retificação em mergulho).

  1. Lapidação

Processo mecânico de usinagem por abrasão executado com abrasivo aplicado por porta ferramenta adequado, com o objetivo de se obter as dimensões especificadas da peça.

  1. Espelhemanto

Processo mecânico de usinagem por abrasão no qual é dado o acabamento final da peça por meio de abrasivos, associados a um porta-ferramenta específico para cada tipo de operação, com o fim de se obter uma superfície especular.

  1. Polimento

Processo mecânico de usinagem por abrasão no qual a ferramenta é constituída por um disco ou conglomerado de discos revestidos de substancias abrasivas.

  1. Lixamento

Processo mecânico de usinagem por abrasão, executado por abrasivo aderido a uma tela e movimentado com pressão contra a peça.

  1. Jateamento

Processo mecânico de usinagem por abrasão, no qual as peças são submetidas a um jato abrasivo, para serem rebarbadas, asperizadas ou receberem um acabamento.

  1. Afiação

Processo mecânico de usinagem por abrasão, no qual é dado o acabamento das superfícies da cunha cortante da ferramenta, com o fim de habilitá-la a desempenhar sua função. Desta forma são obtidos os ângulos finais da ferramenta.

  1. Denteamento

Processo mecânico de usinagem geralmente executado por fresadoras, no caso apresentado trata-se do processo denominado Renânia, onde o movimento da peça e da ferramenta são sincronizados possibilitando maior produção de peças bem como exatidão em suas medidas. O processo de Denteamento é destinado à obtenção de elementos denteados, tais como engrenagens e cremalheiras, emprega uma ferramenta que transmite a forma do seu perfil à peça com movimentos normais de corte e avanço. Pode ser conseguido basicamente de duas maneiras:

a) formação : emprega uma ferramenta que transmite a forma do seu perfil à peça com movimentos normais de corte e avanço. b) geração : emprega uma ferramenta de perfil determinado, que com os movimentos normais de corte, associados as características de geração produz um perfil desejado na peça.