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Este documento discute o impacto da pandemia de covid-19 na oferta e demanda agregada no brasil, analisando as alterações na produção, recursos e gastos. O texto também apresenta perspectivas de economistas sobre medidas para mitigar os efeitos negativos.
Tipologia: Exercícios
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A curva de oferta agregada pode refletir o equilíbrio ou o desequilíbrio do mercado de trabalho. Em ambos os casos, mostra a quantidade de produção fornecida pelas empresas em vários níveis de preços potenciais. A curva de oferta agregada (curva OA) descreve, para cada nível de preços determinado, a quantidade de produto que as empresas planejam fornecer (WIKIPEDIA, 2020). Dito isso, como as atividades empresariais da zona do euro quase paralisaram no mês passado devido as restrições impostas pelo governo para conter a disseminação do Corona vírus, forçou fábricas, lojas e restaurantes a fecharem – segundo pesquisa do Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) – gerando desemprego e afetando a oferta agregada.
Sendo a demanda agregada composta por: consumo; gastos do governo; investimentos; e exportações; a queda na economia irá afetar grandemente o consumo e as exportações, afetando diretamente a demanda agregada. Para resolver isso, não basta simplesmente o governo aumentar seus gastos (apesar de ser um dos componentes da demanda agregada), pois, quando o governo eleva muito os gastos, a tendência é que ocorra um aumento da inflação e aumento no déficit do governo, gerando desconfiança por parte dos investidores.
A oferta agregada diz respeito à quantidade de bens e serviços que uma ou mais empresas podem oferecer, e depende dos recursos de capital, dos recursos de trabalho e dos recursos naturais e tecnológicos disponíveis numa economia.
Com base nos dados da FIERGS (abril, 2020), todos esses recursos foram afetados. Segundo os dados apresentados, dois terços das empresas gaúchas afirmam que ficou mais difícil de conseguir capital de giro, além do fato de a demanda ter diminuído em 80% das empresas e somando ao fato de a inadimplência ter aumentado. Devido as orientações quanto as medidas preventivas para evitar o contágio, 99,4% das empresas tiveram que tomar medidas com relação aos seus funcionários, dentre as quais, 66,1% relatam que tiveram que tiveram que afastar seus colaboradores, gerando falta de recursos de trabalho. Por fim, o estudo ainda mostra que oito em cada dez empresas enfrentam dificuldades na aquisição de insumos e matérias-primas necessárias no processo produtivo.
Sendo a demanda composta por consumo; gastos do governo; investimentos; e exportações, os dados apresentados pelo IBGE ainda não trazem uma influência significativa da pandemia sobre a composição da demanda, em virtude de os dados serem do primeiro trimestre, sendo que as medidas contra o COVID iniciaram a partir da segunda metade de março. Entretanto, já é possível perceber influências na renda dos trabalhadores, e consequentemente o consumo (um dos pilares da demanda agregada) sofrerá grande impacto.
Monica de Bolle, é uma economista e pesquisadora do Peterson Institute for International Economics e diretora do Programa de estudos Latino-Americanos da Universidade John Hopkins. Em entrevista no programa “Roda Viva” da RV Cultura, a economista defendeu medidas de proteção social, como a garantia de uma renda básica e emergencial durante a crise da pandemia, dentre as quais, destacou que o auxílio emergencial é uma ótima medida de proteção social e uma das formas menos “burocráticas” de manter a economia do país, pois socorre trabalhadores e