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Programa de proteção respiratória, Notas de estudo de Enfermagem

Programa de proteção respiratória

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 31/05/2012

claudio-mello-3
claudio-mello-3 🇧🇷

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PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
APRESENTAÇÃO
Esta publicação divulga práticas aceitáveis para usuários de respiradores; fornece
informações e orientação sobre o modo apropriado de selecionar, usar e cuidar dos respiradores,
além de conter os requisitos para o estabelecimento e melhoria de um PROGRAMA DE
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA. As recomendações abrangem o uso de equipamento de proteção
respiratória cuja finalidade, é a de dar proteção contra a inalação de contaminantes nocivos do ar
e contra a deficiência de oxigênio na atmosfera do ambiente de trabalho.
O conteúdo dos Anexos procura auxiliar a compreensão do texto principal e dar
informações pormenorizadas de como cumprir alguns dos requisitos recomendados num
programa de proteção respiratória. No ANEXO 7 apresentamos a I.N. 1 de 11/04/1994 que
torna obrigatório as recomendações contidas nesta publicação.
Esta publicação é baseada na ANSl Z88.2-1992 - AMERICAN NATIONAL STANDARD
FOR RESPIRATORY PROTECTION e no CODE FEDERAL REGULATIONS, TITLE 29 1910.1 001
Apendix C - Qualitative and Quantitative Fit Testing Procedures- Mandatory.
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PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

APRESENTAÇÃO

Esta publicação divulga práticas aceitáveis para usuários de respiradores; fornece informações e orientação sobre o modo apropriado de selecionar, usar e cuidar dos respiradores, além de conter os requisitos para o estabelecimento e melhoria de um PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA. As recomendações abrangem o uso de equipamento de proteção respiratória cuja finalidade, é a de dar proteção contra a inalação de contaminantes nocivos do ar e contra a deficiência de oxigênio na atmosfera do ambiente de trabalho.

O conteúdo dos Anexos procura auxiliar a compreensão do texto principal e dar informações pormenorizadas de como cumprir alguns dos requisitos recomendados num programa de proteção respiratória. No ANEXO 7 apresentamos a I.N. Nº 1 de 11/04/1994 que torna obrigatório as recomendações contidas nesta publicação.

Esta publicação é baseada na ANSl Z88.2-1992 - AMERICAN NATIONAL STANDARD FOR RESPIRATORY PROTECTION e no CODE FEDERAL REGULATIONS, TITLE 29 1910. Apendix C - Qualitative and Quantitative Fit Testing Procedures- Mandatory.

SUMÁRIO

1. RECOMENDAÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PROTEÇÃO

RESPIRATÓRIA, SELEÇÃO E

USO DE RESPIRADORES

1.1. Objetivo 1.2. Práticas permitidas 1.3. Responsabilidade do empregador 1.4. Responsabilidade do empregado 1.5. Programa mínimo aceitável de uso de respiradores

2. ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE USO DE RESPIRADORES PARA PROTEÇÃO

RESPIRATÓRIA

2.1. Introdução 2.2. Qualificações 2.3. Responsabilidades

3. PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS ESCRITOS

3.1. Procedimentos operacionais para o uso rotineiro de respiradores 3.2. Procedimentos operacionais para o uso em situações de emergência e de salvamento

4. SELEÇÃO, LIMITAÇÕES E USO DE RESPIRADORES

4.1. Fatores que influem na seleção de um respirador 4.2. Seleção de respiradores para uso rotineiro 4.3. Seleção de respiradores para uso em atmosfera IPVS, espaços confinados ou atmosferas com pressão reduzida 4.4. Operações de jateamento

5. OUTROS FATORES QUE AFETAM A SELEÇÃO DE UM RESPIRADOR

5.1. Pêlos faciais 5.2. Necessidade de comunicação 5.3. Visão 5.4. Problemas de vedação dos respiradores 5.5. Uso de respiradores em baixas temperaturas 5.6. Uso de respiradores em altas temperaturas

1. RECOMENDAÇÕES PARA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE PROTEÇÃO

RESPIRATÓRIA, SELEÇÃO E USO DE RESPIRADORES.

1.1. OBJETIVO

Apresentar recomendações para a elaboração, implantação e administração de um programa de como selecionar e usar corretamente os equipamentos de proteção respiratória. No ANEXO 1 estão definidos os termos técnicos utilizados.

1.2. PRÁTICAS PERMITIDAS

No controle das doenças ocupacionais provocadas pela inalação de ar contaminado com poeiras, fumos, névoas, fumaças, gases e vapores, o objetivo principal deve ser minimizar a contaminação do local de trabaIho. Isto deve ser alcançado, tanto quanto possível pelas medidas de controle coletivo (por exemplo: enclausuramento, confinamento da operação, ventilação local ou geral, ou substituição de substancias por outras menos tóxicas). Quando estas medidas de controle não são viáveis, ou enquanto estão sendo implantadas ou avaliadas, devem ser usados respiradores apropriados em conformidade com os requisitos apresentados a seguir.

1.3. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADOR

1.3.1. Fornecer o respirador, quando necessário, para proteger a saúde do trabalhador

1.3.2. Fornecer o respirador conveniente e apropriado para o fim desejado.

1.3.3. Ser responsável pelo estabelecimento e manutenção de um programa de uso de respiradores para proteção respiratória, cujo conteúdo mínimo está no item 2

1.3.4. Permitir ao empregado que usa o respirador deixar a área de risco por qualquer motivo relacionado com o seu uso. Essas razões podem incluir, mas não se limitam as seguintes: a) falha do respirador que altere a proteção proporcionada pelo mesmo; b) mau funcionamento do respirador; c) detecção de penetração de ar contaminado dentro do respirador; d) aumento da resistência à respiração; e) grande desconforto devido ao uso do respirador; f) mal estar sentido peIo usuário do respirador, tais como náusea, fraqueza, tosse, espirro, dificuldade para respirar, calafrio, tontura, vômito, febre; g) lavar o rosto e a peça facial do respirador, sempre que necessário, para diminuir a irritação da pele; h) trocar o filtro ou outros componentes, sempre que necessário; i) descanso periódico em área não contaminada.

1.3.5. Investigar a causa do mau funcionamento do respirador e tomar providências para saná-la. Se o defeito for de fabricação, o empregador deverá comunicá-lo ao fabricante e a SSST (Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho).

1.4. RESPONSABILIDADES DO EMPREGADO

1.4.1. Usar o respirador fornecido de acordo com as instruções e treinamento recebidos.

1.4.2. Guardar o respirador, quando não estiver em uso, de modo conveniente para que não se danifique ou deforme.

1.4.3. Se observar que o respirador não está funcionando bem, deverá deixar imediatamente a área contaminada e comunicar o defeito à pessoa responsável indicada pelo empregador nos "Procedimentos operacionais escritos" (ver item 3).

1.4.4. Comunicar à pessoa responsável qualquer alteração do seu estado de saúde que possa influir na sua capacidade de usar o respirador de modo seguro. 1.5. PROGRAMA MÍNIMO ACEITÁVEL DE USO DE RESPIRADORES

1.5.1. Administração do programa O empregador deve atribuir a uma só pessoa a responsabilidade e autoridade pelo programa de uso de respiradores. Essa pessoa deve possuir conhecimentos de proteção respiratória suficientes para administrar de modo apropriado o programa. A responsabilidade do administrador pelo programa inclui o monitoramento dos riscos respiratórios, a atualização dos registros e a realização das auditorias (ver item 2.3)

1.5.2. Procedimentos operacionais escritos Em toda empresa onde os respiradores forem necessários devem existir procedimentos operacionais escritos cobrindo o programa completo de uso de respiradores. Além de existir, esses procedimentos devem estar sendo cumpridos.

1.5.3. Limitações fisiológicas e psicológicas dos usuários de respiradores Cabe a um médico determinar se uma pessoa tem ou não condições médicas de usar um respirador. O conteúdo e a freqüência desse exame médico estão especificados no Anexo

  1. Com a finalidade de auxiliar o médico na sua avaliação, o administrador do programa deve informá-lo sobre: a) tipo de respiradores para uso rotineiro e de emergências; b) atividades típicas no trabalho; condições ambientais, freqüência e duração da atividade que exige o uso do respirador; c) substâncias contra as quais o respirador deve ser usado, incluindo a exposição provável a uma atmosfera com deficiência de oxigênio.

1.5.4. A seleção do tipo(s) de respirador(es) deve ser feita, considerando-se: a) a natureza da operação ou processo perigoso; b) o tipo de risco respiratório (incluindo as propriedades físicas, deficiência de oxigênio, efeitos fisiológicos sobre o organismo, concentração do material tóxico, ou nível de radioatividade, limites de exposição estabelecidos para os materiais tóxicos, concentração permitida para o aerossol radioativo, e a concentração IPVS estabelecida para o material tóxico); c) a localização da área de risco em relação à área mais próxima que possui ar respirável; d) o tempo durante o qual o respirador deve ser usado; e) as atividades que os trabalhadores desenvolvem na área de risco; f) as características e as limitações dos vários tipos de respirador; g) o Fator de Proteção Atribuído para os diversos tipos de respirador conforme tabela 1.

NOTA: O Fator de Proteção Atribuído não é aplicável para respiradores de fuga. Para combinação de respiradores, como por exemplo, respirador de linha de ar comprimido equipado com um filtro purificador de ar, o Fator de Proteção a ser utilizado é o do respirador que está em uso.

1.5.5. Treinamento Cada usuário de respirador deve receber treinamento (e reciclagem), que deve incluir explanação e discussão sobre: a) o risco respiratório e o efeito sobre o organismo humano s e o respirador não for usado de modo correto; b) as medidas de controle coletivo e administrativo que estão sendo adotadas e a necessidade do uso de respiradores para proporcionar a proteção adequada; c) as razões que levaram a seleção de um tipo particular de respirador; d) o funcionamento, as características e limitações do respirador selecionado; e) o modo de colocar o respirador e de verificar se ele está colocado corretamente no rosto; f) o modo correto de usar o respirador durante a realização do trabalho; g) os cuidados de manutenção, inspeção e guarda quando não estiver em uso; h) o reconhecimento de situações de emergência e como enfrentá-las; i) as exigências legais sobre o uso de respiradores para certas substâncias (ver anexo 7).

1.5.6. Ensaio de vedação Antes de ser fornecido um respirador para uma pessoa, ela deve ser submetida ao teste de vedação para verificar se aquele respirador proporciona boa vedação no seu rosto (ver item 7). Após este teste preliminar, toda vez que for colocar ou ajustar o respirador no rosto, ela deve fazer a verificação da vedação (ver ANEXO 4).

1.5.7. Manutenção, inspeção e guarda A manutenção deve ser realizada de acordo com as instruções do fabricante e obedecendo um procedimento que garante a cada usuário um respirador limpo, higienizado e em boas condições de uso. O usuário deve examinar o respirador antes de colocá-lo, para verificar- se está em boas condições de uso. O respirador deve ser guardado em local conveniente, limpo e higiênico (ver item 8).

1.5.8. Respiradores de fuga Onde for distribuído respirador de fuga devido a riscos potenciais em uma emergência, os usuários dessa área de risco devem ser treinados no seu uso. As pessoas que não realizam tarefas nessa área, ou os visitantes, devem receber instruções breves sobre o seu uso. Para estas pessoas, não é obrigatório o treinamento detalhado e o exame médico para verificar sua compatibilidade com o respirador.

2. ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE USO DE RESPIRADORES PARA PROTEÇÃO

RESPIRATÓRIA

2.1. INTRODUÇÃO

A responsabilidade e autoridade pelo programa de uso de respiradores para proteção respiratória devem ser atribuídas a uma só pessoa. É preferível que seja da área de Higiene Industrial da própria empresa, da Medicina do Trabalho ou do departamento de Engenharia de Segurança. Nas empresas onde essas áreas ou departamentos não existem, o administrador do programa pode ser uma pessoa qualificada responsável pela supervisão da fábrica.

2.2. QUALIFICAÇÕES

Para assumir as responsabilidades da administração do programa, a pessoa deve ter conhecimentos de proteção respiratória, bem como conhecer e estar atualizada no que se refere às publicações e aos regulamentos legais vigentes relativos.

2.3. RESPONSABILIDADES

As responsabilidades do administrador do programa devem incluir: a) medições, estimativas ou informaçõesatualizadas sobre a concentração do contaminante na área de trabalho, antes de ser feita a seleção do respirador, e periodicamente durante o uso de respiradores, com a finalidade de garantir que o respirador apropriado está sendo usado; b) seleção do tipo ou classe de respirador apropriado que proporcione proteção adequada para cada contaminante presente ou em potencial; c) manutenção de registros e procedimentos escritos de tal maneira, que o programa fique documentado e permita uma avaliação da sua eficácia; d) avaliação da eficácia do programa, através de uma auditoria. O programa, por mais abrangente que seja, é de "pouco valor se não for mantido e executado conforme foi planejado. Portanto, além de ter acompanhado o seu desenvolvimento, ele deve ser avaliado periodicamente para verificar se: a) os procedimentos contidos no programa atendem os requisitos dos regulamentos legais vigentes aplicáveis e os padrões aceitáveis da indústria; b) o programa executado reflete os procedimentos operacionais escritos. Para ser objetiva, a auditoria deve ser realizada por uma pessoa conhecedora do assunto, não ligada ao programa nem ao seu administrador. A lista de pontos a serem verificados deve ser preparada e atualizada quando necessário, e deve abranger as seguintes áreas: a) administração do programa; b) treinamento; c) avaliação médica; d) ensaios de vedação; e) amostragem do ar e classificação do risco; f) seleção e distribuição do respirador; g) uso; h) limpeza, manutenção e inspeção; i) fontes de ar respirável; j) guarda dos respiradores; k) prontidão para emergências; l) problemas especiais.

A avaliação médica, quando realizada, pode incluir ensaios biológicos conduzidos periodicamente para verificar se o usuário do respirador está sendo protegido adequadamente. Os requisitos de um programa de avaliação médica devem ser determinados por um médico de saúde ocupacional. As falhas ou deficiências detectadas durante a auditoria devem ser corrigidas. A situação encontrada durante a auditoria deve ser documentada, inclusive os planos para correção das falhas observadas, bem como os prazos para sua correção.

Também devem ser identificados os riscos potenciais que podem resultar do uso desses respiradores para emergência e resgate.

4. SELEÇÃO, LIMITAÇÕES E USO DE RESPIRADORES

4.1. FATORES QUE INFLUEM NA SELEÇÃO DE UM RESPIRADOR

4.1.1. Atividade do usuário

Na seleção de um respirador deve ser levada em conta a atividade do usuário (por exemplo: se permanece continuamente na área de risco ou não, durante o turno de trabalho, ou se o trabalho é leve, médio ou pesado) e sua localização na área de risco. 4.1.2. Condições de uso do respirador

É importante considerar na seleção o tempo durante o qual ele deve estar sendo usado. Cada tipo de respirador tem suas características que o tornam apropriado para uso rotineiro, não rotineiro, emergências ou resgate.

4.1.3. Localização da área de risco Na seleção deve-se levar em conta a localização da área de risco relativamente a áreas seguras que possuam ar respirável. Isto permite planejar a fuga na ocorrência de uma emergência, a entrada de pessoas para a realização dos serviços de manutenção ou reparos ou para as operações de resgate.

4.1.4. Características e limitações dos respiradores É muito importante levar em conta, também, as características físicas e funcionais dos respiradores, bem como as suas limitações.

4.1.5. Características da tarefa As condições do ambiente e o nível de esforço exigido de um usuário de um respirador podem reduzir drasticamente a vida útil do respirador. Por exemplo: em casos de extremo esforço, a autonomia de uma máscara autônoma fica reduzida pela metade, ou mais.

4.2. SELEÇÃO DE RESPIRADORES PARA USO ROTINEIRO

4.2.1. Uso de respiradores aprovados Somente devem ser usados respiradores aprovados. Qualquer modificação, mesmo que pequena, pode afetar de modo significativo o desempenho do respirador.

4.2.2. A seleção de um respirador exige o conhecimento de cada operação, para determinar os riscos que possam estar presentes e, assim, selecionar o tipo ou a classe de respirador que proporcione a proteção adequada.

4.2.2.1. Etapas para identificação do risco A natureza do risco respiratório deve ser determinada do seguinte modo: a) determinar o(s) contaminante(s) que possa(m) estar presente(s) no ambiente de trabalho; b) verificar se existe limite de tolerância, ou qualquer outro limite de exposição, ou estimar a toxidez dos contaminante(s). Verificar se existe a concentração IPVS; c) verificar se existem regulamentos ou legislação específica para o(s) contaminante(s) (por exemplo: asbesto, sílica, etc.). Se existir, a seleção do respirador fica dependente dessas indicações; d) se existir o risco potencial de deficiência de oxigênio, medir o teor de oxigênio no ambiente; e) medir ou estimar a concentração do(s) contaminante(s) no ambiente;

f) determinar o estado físico do contaminante. Se for aerossol, determinar ou estimar o tamanho da partícula. Avaliar se a pressão de vapor da partícula será alta na máxima temperatura prevista no ambiente de trabalho; g) verificar se o contaminante presente pode ser absorvido pela pele, produzir sensibilização da pele, produzir sensibilização da pele, ser irritante ou corrosivo para os olhos ou pele; h) se o contaminante é vapor ou gás, verificar se é conhecida a concentração de odor, paladar ou de irritação da pele.

4.2.2.2. Etapas para seleção do respirador O respirador apropriado deve ser selecionado conforme o seguinte procedimento: a) se não for possível determinar qual o contaminante tóxico potencialmente presente no ambiente, ou a sua concentração, considerar a atmosfera IPVS. Continuar no item 4.3.; b) se não existir limite de exposição ou valores de orientação disponíveis, e se não puder ser feita a estimativa da toxidez, considerar a atmosfera IPVS. Continuar no item 4.3; c) se existir limite de exposição ou orientação disponível para o contaminante, siga-a; d) se a atmosfera for deficiente de oxigênio, o tipo de respirador selecionado dependerá da pressão parcial de oxigênio, da pressão ambiente e da concentração dos contaminantes que possam estar presentes. Continuar no item (e) e de 4.3.1. até 4.3.4. e) se a concentração medida ou estimada do contaminante for considerada IPVS, continuar no item 4.3; f) dividir a concentração medida ou estimada de cada contaminante pelo limite de exposição ou valores de orientação para obter o Fator de Proteção Requerido. Se mais de uma substância estiver presente, considerar os efeitos sinérgicos. A partir da tabeIa 1, selecionar um respirador ou tipo de respirador que possua Fator de Proteção Atribuído maior que o Fator de Proteção Requerido. Se o respirador selecionado for do tipo purificador de ar, continuar no item (g); g) se o contaminante for somente gás ou vapor, escolher um respirador com Fator de Proteção Atribuído maior que o Fator de Proteção Requerido. A concentração do contaminante no ambiente deve, contudo, ser menor que a concentração máxima de uso do filtro químico escolhido. Continuar no item (m). Se o contaminante for um aerossol, continuar no item (h); h) se o contaminante for base de tinta, esmalte ou verniz, usar um respirador com filtro combinado: filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico cIasse P1; i) se o contaminante for um agrotóxico, usar um respirador com filtro combinado: filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2; j) se o contaminante for um aerossol mecanicamente gerado (por exemplo poeiras e névoas, usar filtro classe P1; k) se o contaminante for um aerossol termicamente gerado (por exemplo fumos metálicos), usar filtro classe P2; l) se o contaminante for do tipo aerossol que contenha asbesto ou sílica cristalizada, ver Anexo 7; ()* Se o aerossol for de substâncias altamente tóxicas ou de toxidez desconhecida, deverá ser selecionado um filtro classe P3, preferencialmente utilizado com uma peça facial inteira. m) se o contaminante é um gás ou vapor com fracas propriedades de alerta, é recomendado o uso de respiradores de adução de ar. Se estes não puderem ser usados por causa da inexistência de uma fonte de ar respirável, ou por causa da necessidade

combinação da diminuição da porcentagem de oxigênio e da pressão atmosférica. A tabela 2 indica as condições em que devem ser usadas as máscaras autônomas e os respiradores de linha de ar comprimido combinados com cilindro auxiliar para escape.

4.3.4.2. Definição de deficiência de oxigênio não IPVS Um ambiente onde a pressão parcial de oxigênio está entre 95 e 122mmHg deve ser considerado uma atmosfera com deficiência de oxigênio, mas não IPVS. Esse ambiente pode afetar de modo adverso pessoas com pequena tolerância a níveis reduzidos de oxigênio, ou pessoas não aclimatadas desempenhando tarefas que requeiram grande acuidade mental ou tarefas muito pesadas. Nestas condições deve-se usar respiradores de adução de ar com a finalidade de atenuar esses efeitos. A tabela 2 indica as condições nas quais é recomendado o uso desses respiradores. Deve ser considerada qualquer condição médica adversa que afete a tolerância de um indivíduo a níveis reduzidos de oxigênio. Para esses indivíduos pode ser recomendável o uso de respiradores de adução de ar a partir da pressão parcial de oxigênio mais elevada que os valores indicados. Esta decisão deve ser tomada durante o exame médico que antecede a atribuição daquela tarefa.

TABELA 2 EFEITOS COMBINADOS: ALTITUDE E PORCENTAGEM DE OXIGÊNIO

ALTITUDE

(m)

PRESSÃ

O

(mmHg)

OXIGÊNIO

NO

AMBIENTE

PPO

(mmHg)

TEOR DE

OXIGÊNIO

ABAIXO DO

QUAL É

EXIGIDO O

USO DE RESP.

DE ADUÇÃO

DE AR

TEOR DE

OXIGÊNIO ABAIXO

DO QUAL É

EXIGIDA

MÁSCARA

AUTÔNOMA OU

COMBINAÇÃO

LINHA DE AR COM

CILINDRO

AUXILIAR

O2 PPO2 O2 PPO

% mmHg % mmHg NÍVEL DO MAR

3030 523 20,9 110 <20,9(b )

3287 474 20,9 99 (b) = <20,9 = 4240 450 20,9 94 (b) = <20,9 =

Observações sobre a Tabela 2:

a) ppO2 = 95mmHg que dita a necessidade de máscara autônoma ou combinação linha de ar/máscara autônoma admite que a saúde do usuário seja normal. Deve ser Ievada em consideração qualquer condição médica que afete desfavoravelmente os indivíduos com intolerância à redução do teor de O2. Para estes indivíduos, é maior a ppO2 a partir da qual é necessário o uso de máscara autônoma. Esta é uma decisão do médico.

b) Observe que em altitudes maiores que 3030 m, um respirador de adução de ar ou autônomos que forneça ar com 20,9% de oxigênio não consegue atingir o ppO2 de 122 mmHg. Portanto, nos casos em que se exige o uso de respirador porque o teor de O2 está abaixo de 20,9%, deve-se escolher um respirador especial, aprovado, do tipo de adução de ar que forneça oxigênio enriquecido ou máscara autônoma de circuito fechado. A 3030 m de altitude deve-se usar ar com no mínimo 23% de O2 e a 4240m o ar deve conter 27% de O2.

4.4. OPERAÇÕES DE JATEAMENTO

Deve-se selecionar respiradores especificamente aprovados para esse fim. O jateamento em espaços confinados pode gerar níveis de contaminação que ultrapassem a capacidade de qualquer respirador, exigindo a adoção de outros recursos para diminuir o Fator de Proteção Requerido abaixo do Fator de Proteção Atribuído para aquele respirador. Deve-se estar atento ao máximo nível de ruído permitido dentro do capuz (85 dBA) e à obrigatoriedade do uso de ar respirável.

5. OUTROS FATORES QUE AFETAM A SELEÇÃO DE UM RESPIRADOR

5.1. PÊLOS FACIAIS

Um respirador com cobertura das vias respiratórias de qualquer tipo, seja de pressão positiva ou negativa, não deve ser usado por pessoas cujos pêlos faciais (barba, bigode, costeletas ou cabelos) possam interferir no funcionamento das válvulas, ou prejudicar a vedação na área de contato com o rosto.

5.2. NECESSIDADE DE COMUNICAÇÃO

Na escolha de certos tipos de respiradores deve-se levar em conta o nível de ruído do ambiente e a necessidade de comunicação. Falar em voz alta pode provocar deslocamento de algumas peças faciais.

5.3. VISÃO

5.3.1. Quando o usuário necessitar usar lentes corretivas, óculos de segurança, protetor facial, óculos de soldador ou outros tipos de proteção ocular ou facial, eles não deverão prejudicar a vedação.

5.3.2. Quando a peça facial for inteira ou do tipo que exija selagem perfeita, deverão ser usados óculos sem tiras ou hastes que passem na área de vedação do respirador, seja de pressão negativa ou positiva.

5.3.3. Somente é permitido o uso de lentes de contato quando o usuário do respirador está perfeitamente acostumado ao uso desse tipo de lente. Com lentes de contato colocadas, o trabalhador deve ensaiar o uso do respirador.

5.4. PROBLEMAS DE VEDAÇÃO NOS RESPIRADORES

5.4.1. Não devem ser usados gorros ou bonés com abas que interfiram com a vedação da peça facial no rosto.

5.4.2. Os tirantes dos respiradores não devem passar sobre partes duras dos capacetes.

5.4.3. O uso de outros equipamentos de proteção individual, como capacetes ou máscara de soldador, não devem interferir na vedação da peça facial.

 conhecimentos básicos sobre práticas de proteção respiratória;  natureza e extensão dos riscos respiratórios a que as pessoas que estão sob sua supervisão poderão ficar expostas;  reconhecimento e resolução dos problemas que ocorrem com os usuários de respiradores;  princípios e critérios de seleção de respiradores usados pelas pessoas que estão sob sua supervisão;  treinamento para usuários de respiradores;  verificação, ensaio de vedação e distribuição dos respiradores;  inspeção dos respiradores;  uso e monitoramento do uso de respiradores;  manutenção e guarda dos respiradores;  regulamentos e legislação relativos ao uso dos respiradores;

6.1.2. Pessoa que distribui o respirador A pessoa indicada para distribuir os respiradores deve receber treinamento adequado, a fim de se garantir que o trabalhador receba o respirador adequado para a tarefa, definido pelos procedimentos operacionais escritos.

6.1.3. Usuário do respirador Para garantir o uso correto do respirador todo usuário deve receber um treinamento mínimo, que deve incluir obrigatoriamente os seguintes itens:  a necessidade do uso da proteção respiratória;  a natureza, extensão e os efeitos dos riscos respiratórios encontrados no ambiente de trabalho;  a necessidade de informar o seu supervisor de qualquer problema que tenha ocorrido consigo devido ao uso do respirador, ou com seus colegas de trabalho;  explicação do porque de a proteção coletiva não estar sendo realizada, ou não ser adequada, e o que está sendo feito para diminuir ou eliminar a necessidade de uso de respiradores;  explicação do porque de ter sido escolhido aquele tipo de respirador contra aquele risco respiratório;  explicação sobre a operação, capacidade e as limitações do respirador selecionado;  instruções sobre inspeção e colocação dos respiradores. Deve incluir a necessidade de ser verificada a vedação cada vez que o respirador é colocado ou ajustado;  explicações de como manter e guardar o respirador;  instruções sobre procedimentos em caso de emergências e uso de respiradores em situação de escape.

6.1.4. Equipamentos de emergência e salvamento Devem ser criadas pelo empregador e treinadas sobre o uso de respiradores equipes de atendimento para casos de emergência e de salvamento, como brigadas de incêndio. Deve ser estabelecido um programa conveniente de treinamento que inclua a simulação de emergências para assegurar a eficiência e familiaridade dos membros da equipe no uso de respiradores durante as tarefas realizadas nas operações de emergência e salvamento.

6.2. FREQÜÊNCIA DO TREINAMENTO

Todo usuário deve receber treinamento inicial quando é designado para uma atividade que exija o uso de respirador, e a cada 12 meses o treinamento deve ser repetido.

6.3. REGISTROS

Para cada usuário deve ser mantido registro no qual conste a data, o tipo de treinamento recebido, a avaliação do resultado obtido (se cabível) e o nome do instrutor.

7. ENSAIOS DE VEDAÇÃO

Todo usuário de respirador deve ser submetido inicialmente a um ensaio quantitativo ou qualitativo de vedação para determinar se o respirador se ajusta bem ao rosto. Os ensaios de vedação considerados aceitáveis estão descritos no Anexo 5.

7.1. REQUISITOS DE UM ENSAIO DE VEDAÇÃO

7.1.1. Critérios aceitáveis

Se o ensaio de vedação utilizado for quantitativo, o valor do fator de vedação para os respiradores de pressão negativa que se pretende fornecer ao usuário deve ser de no mínimo 10 (dez) vezes maior que o Fator de Proteção Atribuído. Se o ensaio for qualitativo, somente devem ser utilizados os métodos recomendados (ver Anexo 5), pois garantem, no mínimo, um fator de vedação 10 (dez) vezes maior que o Fator de Proteção Atribuído.

7.1.2. Respiradores de pressão positiva

Os respiradores que são do tipo com cobertura das vias respiratórias com vedação facial devem ser colocados na posição "pressão negativa" e ensaiados qualitativa ou quantitativamente. A finalidade deste teste é garantir que o respirador se ajuste bem no rosto, evitando com isso que, operando na posição “pressão positiva", ocorram vazamentos que reduzam a autonomia. Deve ser obtido fator de vedação de no mínimo 100.

7.1.3. Peça facial

Quando, para a realização do ensaio de vedação, a cobertura das vias respiratórias com vedação facial for modificada:  a modificação não deverá aumentar significativamente o peso, de modo que afete o equilíbrio ou que interfira nos ajustes;  o fluxo de ar não deverá sofrer restrições;  a peça facial modificada deverá ser testada preliminarmente na cabeça de manequim ou equivalente para verificar vazamentos;  a peça facial modificada somente deverá ser usada durante a realização do ensaio de vedação.

7.1.4. Freqüência O ensaio de vedação deve ser realizado para cada usuário de respirador com cobertura das vias respiratórias com vedação facial, no mínimo uma vez a cada 12 meses.

7.1.5. Repetição do ensaio O ensaio de vedação deve ser repetido toda vez que o usuário tenha uma alteração de condição que possa interferir com a vedação facial, como por exemplo: mudança de 10% ou mais no peso, cicatrizes na área de vedação, alteração na arcada dentária (perda de dente, próteses, etc.), cirurgia reconstrutiva, etc.

 resultado do ensaio de vedação, incluindo: fator de vedação obtido (quando o ensaio é quantitativo), aceitação/rejeição (quando o ensaio é qualitativo), observações ou dificuldades na colocação do respirador (uso de lentes de contato ou óculos, dentaduras, cicatrizes, etc.).

8. MANUTENÇÃO, lNSPEÇÃO E GUARDA

O programa de manutenção deve incluir os itens: a) limpeza e higienização; b) inspeção de defeitos; c) manutenção e reparos; d) guarda; e) garantia de qualidade do ar respirável.

8.1. LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO

O respirador usado por uma só pessoa deve ser limpo e higienizado freqüentemente. Os usados por mais de uma pessoa devem estar limpos e higienizados antes do uso por pessoas diferentes. Os respiradores de emergência devem ser limpos e higienizados após cada uso (informações sobre limpeza e higienização no Anexo 3).

8.2. INSPEÇÃO

Com a finalidade de verificar se o respirador está em boas condições, o usuário deve inspecioná-lo imediatamente antes de cada uso. Após cada Iimpeza e higienização, cada respirador deve ser inspecionado para verificar se está em condições apropriadas de uso, se necessita de substituição de partes, reparos, ou se deve ser jogado fora. Os respiradores guardados para emergências ou resgate devem ser inspecionados no mínimo uma vez por mês. A inspeção deve incluir: verificação de vazamento nas conexões; condições da cobertura das vias respiratórias, dos tirantes, válvulas, traquéias, tubos, correias, mangueiras, filtros, indicador do fim de vida útil, componentes elétricos e datas de vencimento em prateleira; funcionamento dos reguladores, aIarmes ou outros dispositivos de alerta. Todo componente de borracha ou de outro elastômero deve ser inspecionado para verificar a sua elasticidade e sinais de deterioração. Os cilindros de ar comprimido ou oxigênio devem ser inspecionados para assegurar que estejam totalmente carregados de acordo com as instruções do fabricante. Para os respiradores de emergência e resgate deve ser mantido registro com as datas de cada inspeção. Os que não satisfazem os critérios da inspeção devem ser imediatamente retirados de uso, enviados para reparo ou substituídos.

8.3. SUBSTITUIÇÃO DE PARTES E REPAROS

Somente pessoas treinadas na manutenção e montagem de respirador devem fazer a substituição de peças ou realizar reparos. Somente devem ser usadas as peças de substituição indicadas. O ajuste ou reparo de válvulas de admissão, reguladores e alarmes somente deve ser efetuado pelo fabricante ou técnico por ele treinado. Os instrumentos para ajuste de válvulas, regulador ou alarme devem ser calibrados contra padrões, no mínimo, a cada três anos.

8.4. GUARDA

Os respiradores devem ser guardados de modo que estejam protegidos contra agentes físicos e químicos tais como: vibração, choque, luz solar, calor, frio extremo, umidade excessiva ou agentes químicos agressivos. Devem ser guardados de modo que as partes de borracha ou outro elastômero não se deformem. Não devem ser colocados em gavetas, caixa de ferramentas, a menos que estejam protegidos contra contaminação, distorção ou outros danos. Os de emergência e resgate que permanecem na área de trabalho devem ser facilmente acessíveis durante todo o tempo e devem estar em armários ou estojos marcados de modo que sua identificação seja imediata.

8.5. QUALIDADE DO AR PARA AS MÁSCARAS AUTÔNOMAS E OS RESPIRADORES DE LINHA DE AR COMPRIMIDO

8.5.1. O ar comprimido gasoso utilizado nos respiradores de adução de ar deve ser de alta pureza e satisfazer, no mínimo, os requisitos indicados na Norma Brasileira NBR-12543. 8.5.2. Riscos do uso de oxigênio

O ar comprimido pode conter baixa contaminação de óleo devido aos equipamentos usados. Se num orifício contaminado por óleo/graxa passar oxigênio em alta pressão, pode ocorrer explosão ou fogo. Portanto, oxigênio gasoso comprimido não deve ser usado em respiradores de Iinha de ar ou em máscaras autônomas de circuito aberto que tenham usado previamente ar comprimido. Concentrações de oxigênio acima de 23,5% somente devem ser usados em equipamentos projetados para operarem com oxigênio.

8.5.3. Ponto de orvalho

O ponto de orvalho do ar usado para recarga do cilindro da máscara autônoma deve ser de -54ºC ou menos (menos que 25ppm de vapor de água). As máscaras autônomas que serão usadas abaixo de - 32ºC, devem ser carregadas com ar com ponto de orvalho de -73ºC ou menos.

8.5.4. Ar respirável de cilindros ou de compressores de ar.

O ar respirável pode provir de cilindros ou de compressores de ar.

8.5.4.1. Os cilindros devem ser ensaiados e mantidos de acordo com a legislação aplicável (por exemplo CFR Title 49 Part 173 e Part 175). Alguns ensaios estão indicados na Tabela 3.

TABELA 3

GUIA PARA AMOSTRAGEM PERIÓDICA NA COMPRA DE AR RESPIRÁVEL

MÉTODO DE PREPARAÇÃO DE AR ANÁLISE RECOMENDADA

Compressão: o fornecedor não enche os cilindros com outros gases

Verificar em 10% dos cilindros de cada lote o teor de CO (ppm) e odor Compressão: o fornecedor enche os cilindros com outros gases

Verificar em todos os cilindros a % de O2; verificar em 10% dos cilindros de cada lote o teor de CO (ppm) e odor Reconstituição Verificar em todos os cilindros a % de O2; verificar em 10% dos cilindros de cada lote o teor de CO (ppm) e odor