Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Programma de saúde: Viroses, Notas de aula de Biologia

Notas de aula de Biologia sobre os temas Virus, bactérias

Tipologia: Notas de aula

2012

Compartilhado em 31/08/2012

josy-perez-4
josy-perez-4 🇧🇷

1 documento

1 / 10

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
BIOLOGIA
Editora Exato 30
PROGRAMA DE SAÚDE - VÍRUS
1. VIROSES
Os vírus são parasitas intracelulares obrigató-
rios. Significa dizer que sua reprodução está condi-
cionada ao ambiente da célula. Vale lembrar que um
vírus é uma estrutura acelular, sem metabolismo e
que, ao invadir a célula, tem seu material genético
subjugando o metabolismo celular. Normalmente, os
vírus apresentam uma especificidade em relação às
células que atacam. As células que são atacadas são
denominadas células-alvo.
Como esses organismos não apresentam meta-
bolismo, os antibióticos não são usados no tratamento
das viroses.
A multiplicação de um vírus ocorre graças à
multiplicação do material genético e à síntese protéi-
ca para a montagem do capsídeo. Para a realização
desses fenômenos, em geral, o metabolismo da célula
hospedeira é suprimido pelo material genético viral.
AIDS
É uma infecção grave e, até o momento, incu-
rável. A infecção tem início com a entrada do HIV
em suas células-alvo, normalmente os linfócitos T e
macrófagos. Estas células apresentam uma proteína
de superfície chamada de CD4. Após a invasão da
célula-alvo, o HIV pode reproduzir-se de modo lento,
sem que haja a destruição da célula-alvo. Quando is-
so acontece, fala-se em reprodução controlada do
vírus. Se a reprodução viral for muito intensa, a pon-
to de causar a destruição da célula, fala-se em lise ce-
lular.
O vírus HIV é um retrovírus, ou seja, após a
introdução do RNA viral, ocorre a transcrição rever-
sa. Nesse fenômeno, o RNA viral serve como molde
para a produção de DNA viral, com o auxílio de uma
enzima: transcriptase reversa. As moléculas de DNA
viral produzidas são então incorporadas ao DNA ce-
lular, onde passarão a comandar a síntese de novos
vírus.
Com a redução da população de linfócitos T, a
pessoa passa a ter uma queda enorme em seus pro-
cessos imunitários, o que resulta no aparecimento de
doenças oportunistas, tais como:
Herpes.
Candidíase.
Pneumonia.
Encefalite.
Tuberculose.
Além dessas infecções, o aparecimento de
lesões cancerosas, como o sarcoma de Kaposi.
A transmissão do vírus da AIDS ocorre através de:
Contato com sangue contaminado com
HIV.
Contato com esperma ou secreções vaginais
infectadas.
Uso de seringas ou material cirúrgico con-
taminado.
Placenta de mães infectadas.
Leite materno de mães infectadas.
As medidas profiláticas são:
Uso de preservativo.
Utilizar materiais descartáveis, tais como
seringas e materiais que entrem em contato
com sangue e/ou secreções.
No caso de mulher portadora do HIV, evitar
a gravidez e a amamentação.
Dengue
É uma grave infecção, transmitida pela picada
da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti.
Esse mosquito, em geral, pica durante o dia e vive as-
sociado a habitações humanas. Por isso, a manuten-
ção de água parada próximo às residências constitui
um importante fator para a proliferação do vetor.
A doença pode se manifestar de duas maneiras:
Forma clássica: dor, cansaço, febre, dores
musculares e articulares, manchas verme-
lhas na pele.
Hemorrágica: além dos sintomas descritos
anteriormente, essa grave manifestação da
doença se caracteriza por envolver hemor-
ragias que podem levar o paciente à morte.
Outras viroses
Rubéola.
Sarampo.
Raiva.
Caxumba.
Febre amarela.
Herpes.
Gripe.
Poliomielite.
2. BACTERIOSES
Este reino reúne os organismos unicelulares e
procariontes, representados pelas bactérias e algas
azuis ou cianofíceas. Consideradas como um grupo
de bactérias, as cianofíceas são denominadas, atual-
mente, de cianobactérias.
As bactérias representam um dos menores e
mais simples seres do planeta, englobando cerca de
4.800 espécies.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Programma de saúde: Viroses e outras Notas de aula em PDF para Biologia, somente na Docsity!

BIOLOGIA

PROGRAMA DE SAÚDE - VÍRUS

  1. VIROSES

Os vírus são parasitas intracelulares obrigató- rios. Significa dizer que sua reprodução está condi- cionada ao ambiente da célula. Vale lembrar que um vírus é uma estrutura acelular, sem metabolismo e que, ao invadir a célula, tem seu material genético subjugando o metabolismo celular. Normalmente, os vírus apresentam uma especificidade em relação às células que atacam. As células que são atacadas são denominadas células-alvo. Como esses organismos não apresentam meta- bolismo, os antibióticos não são usados no tratamento das viroses. A multiplicação de um vírus ocorre graças à multiplicação do material genético e à síntese protéi- ca para a montagem do capsídeo. Para a realização desses fenômenos, em geral, o metabolismo da célula hospedeira é suprimido pelo material genético viral.

AIDS

É uma infecção grave e, até o momento, incu- rável. A infecção tem início com a entrada do HIV em suas células-alvo, normalmente os linfócitos T e macrófagos. Estas células apresentam uma proteína de superfície chamada de CD4. Após a invasão da célula-alvo, o HIV pode reproduzir-se de modo lento, sem que haja a destruição da célula-alvo. Quando is- so acontece, fala-se em reprodução controlada do vírus. Se a reprodução viral for muito intensa, a pon- to de causar a destruição da célula, fala-se em lise ce- lular. O vírus HIV é um retrovírus, ou seja, após a introdução do RNA viral, ocorre a transcrição rever- sa. Nesse fenômeno, o RNA viral serve como molde para a produção de DNA viral, com o auxílio de uma enzima: transcriptase reversa. As moléculas de DNA viral produzidas são então incorporadas ao DNA ce- lular, onde passarão a comandar a síntese de novos vírus. Com a redução da população de linfócitos T, a pessoa passa a ter uma queda enorme em seus pro- cessos imunitários, o que resulta no aparecimento de doenças oportunistas, tais como:  Herpes.  Candidíase.  Pneumonia.  Encefalite.  Tuberculose.

Além dessas infecções, há o aparecimento de lesões cancerosas, como o sarcoma de Kaposi. A transmissão do vírus da AIDS ocorre através de:

 Contato com sangue contaminado com HIV.  Contato com esperma ou secreções vaginais infectadas.  Uso de seringas ou material cirúrgico con- taminado.  Placenta de mães infectadas.  Leite materno de mães infectadas. As medidas profiláticas são:  Uso de preservativo.  Utilizar materiais descartáveis, tais como seringas e materiais que entrem em contato com sangue e/ou secreções.  No caso de mulher portadora do HIV, evitar a gravidez e a amamentação. Dengue É uma grave infecção, transmitida pela picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti. Esse mosquito, em geral, pica durante o dia e vive as- sociado a habitações humanas. Por isso, a manuten- ção de água parada próximo às residências constitui um importante fator para a proliferação do vetor. A doença pode se manifestar de duas maneiras:  Forma clássica: dor, cansaço, febre, dores musculares e articulares, manchas verme- lhas na pele.  Hemorrágica: além dos sintomas descritos anteriormente, essa grave manifestação da doença se caracteriza por envolver hemor- ragias que podem levar o paciente à morte. Outras viroses  Rubéola.  Sarampo.  Raiva.  Caxumba.  Febre amarela.  Herpes.  Gripe.  Poliomielite.

  1. BACTERIOSES Este reino reúne os organismos unicelulares e procariontes, representados pelas bactérias e algas azuis ou cianofíceas. Consideradas como um grupo de bactérias, as cianofíceas são denominadas, atual- mente, de cianobactérias. As bactérias representam um dos menores e mais simples seres do planeta, englobando cerca de 4.800 espécies.

Principais patogenias causadas por

bactérias  Tuberculose – é causada pelo bacilo de Koch ( Mycobacterium tuberculosis ), ata- cando geralmente os pulmões. Há tosse persistente, emagrecimento, febre, fadiga e, nos casos mais avançados, hemoptise (ex- pectoração com sangue). O tratamento é feito com antibióticos e as medidas preven- tivas incluem vacinação das crianças – a vacina é a BCG (Bacilo de Calmet- Guérin)–, radiografias e melhorias dos pa- drões de vida das populações mais pobres.  Hanseníase (lepra) – transmitida pelo ba- cilo de Hansen ( Mycobacterium leprae ), causa lesões na pele, nas mucosas e nos nervos. O doente fica com falta de sensibi- lidade na pele. Quando o tratamento é feito a tempo, a recuperação é total.  Pneumonia bacteriana – embora algumas formas de pneumonia sejam causadas por vírus, a maioria é provocada pela bactéria Streptococcus pneumoniae , que ataca o pulmão. Começa com febre alta, dor no pei- to ou nas costas e tosse com expectoração. O tratamento consiste em antibioticoterapia orientada por médico e o doente deve ficar em repouso.  Tétano – produzido pelo bacilo do tétano ( Clostridium tetani ), pode penetrar no or- ganismo por ferimentos na pele ou pelo cordão umbilical do recém-nascido, quando este não é cortado com instrumentos esteri- lizados. Há dor de cabeça, febre e contra- ções musculares, provocando rigidez na nuca e mandíbula. Há casos de morte por asfixia. A vacinação e os cuidados médicos (é aplicado o soro antitetânico em caso de ferimento suspeito) são essenciais.  Leptospirose – causada pela Leptospira in- terrogans , é transmitida pela água, alimen- tos e objetos contaminados por urina de ratos, cães e outros animais portadores da bactéria. Há febre alta, calafrios, dores de cabeça e dores musculares e articulares. É necessário atendimento médico para evitar complicações renais e hepáticas.  Gonorréia ou blenorragia – causada por uma bactéria, o gonococo ( Neisseria go- norreae ), transmite-se por contato sexual. Provoca dor e ardência ao urinar. O trata- mento deve ser feito sob orientação médica, pois exige o emprego de antibióticos.  Sífilis – provocada pela bactéria Trepone- ma pallidum , é transmitida, geralmente, por contato sexual (pode passar também da mãe para o feto pela placenta). Um sinal caracte-

rístico da doença é o aparecimento, próxi- mo aos órgãos sexuais, de uma ferida de bordas endurecidas, indolor (o “cancro du- ro”), que regride mesmo sem tratamento. Sem tratamento, a doença tem sérias conse- qüências, atacando diversos órgãos do cor- po, inclusive o sistema nervoso, e provocando paralisia progressiva e morte.  Cólera – doença causada pela bactéria Vi- brio cholerae (vibrião colérico), que se ins- tala e se multiplica na parede do intestino delgado, produzindo uma forte diarréia. As fezes são aquosas e esbranquiçadas (pare- cendo água de arroz), sem muco ou sangue. Ocorrem também cólicas abdominais, dores no corpo, náuseas e vômitos. Mais de 90% das pessoas que contraem o cólera perma- necem assintomáticas, isto é, não chegam a adoecer, podendo sofrer apenas uma diar- réia branda (embora possam transmitir a doença por cerca de 30 dias). A doença é contraída através da ingestão de água ou a- limentos contaminados, crus ou mal cozi- dos (a bactéria morre em água fervida e em alimentos cozidos). Embora haja vacinas contra o cólera, sua eficácia é apenas parci- al (em geral, cerca de 50%) e dura pouco meses. Por isso, a doença somente pode ser erradicada através de medidas de higiene e saneamento básico. Medidas de profilaxia contra o cólera:

  1. Os dejetos humanos não devem ser eliminados ou lançados em coletores de água, como, por exemplo, rios, lagos, açudes etc.
  2. A higiene pessoal diminui a possibilidade de transmissão do agente do cólera. Lavar as mãos com sabão freqüentemente e, principal- mente, antes de preparar e comer alimentos.
  3. Adotar as medidas de higiene na preparação dos alimentos e, na fase epidêmica, evitar a utiliza- ção de hortaliças e frutos do mar, consumidos sem cozinhar ou insuficientemente cozidos.
  4. Alimentos preparados e mantidos em refrigera- ção, como leite, arroz, feijão, papas etc., de- vem sofrer sempre uma nova cocção antes do consumo.
  5. Utilizar apenas água potável e, na dúvida, fer- ver por 2 a 3 minutos. Não consumir sorvetes, sucos, refrigerantes etc., preparados com água de origem desconhecida.
  6. Adicionar 4 gotas de água sanitária por litro de água a ser consumida na lavagem de louças, panelas ou mesmo para beber. Dissolver algu- mas gotas de vinagre para lavagem de frutas e verduras. Antibióticos

da substância usada (quantidade e qualidade), da pes- soa e do contexto.

  1. ASPECTOS TÉCNICOS

As substâncias que agem sobre o sistema ner- voso central, usadas indiscriminadamente, podem le- var à dependência física e/ou psíquica. Dessa maneira, o uso conduz ao vício e à necessidade de consumo contínuo, muitas vezes crescente, até pro- vocar danos físicos e mentais irreparáveis ao indiví- duo. Qual é a diferença entre a dependência psí- quica e a dependência física? No primeiro caso, a droga produz sensação de “libertação” dos proble- mas, o que leva o indivíduo a procurar obtê-la com freqüência, a fim de evitar os conflitos, numa verda- deira “fuga” da realidade. Para obtê-la, o viciado é capaz de cometer atos condenáveis. Já na dependên- cia física, o problema é bem maior, pois o organismo se adapta quimicamente à presença da substância no sangue e reage com sensações terríveis de náuseas, vômitos, irritabilidade e ansiedade incontroláveis, quando o indivíduo não faz uso da droga. Esta série de manifestações físicas quando há interrupção do consumo de uma droga caracterizam a síndrome de abstinência.

O fenômeno da tolerância ocorre quando o organismo começa a se adaptar à droga, e a necessi- dade de doses cada vez maiores torna-se imperiosa para satisfazer a necessidade do viciado. Na maioria das vezes, a pessoa atinge doses tão grandes que acaba sofrendo um quadro de pro- funda alteração do sistema nervoso com bloqueio das funções vitais que comandam a atividade do coração e os movimentos respiratórios, ocorrendo a morte de maneira súbita.

  1. ALCOOLISMO

Como droga depressora, cria graves problemas e sofrimentos, com altíssimo custo social. O uso crô- nico leva a uma degradação física e moral, uma sín- drome de abstinência violenta. Leva à morte (por coma alcoólico ou complicações orgânicas, como a cirrose). Instiga com freqüência a violência e aciden- tes, bem como absenteísmo no trabalho. (Bucher, 1995). O alcoolismo é uma doença que pode atingir qualquer pessoa, da mesma forma que a diabetes, o alcoolista não apresenta “cura” e, sim, recuperação, o que significa que “ enquanto se abstiver da bebida e de usar drogas, pode levar vida saudável e produti- va”. O assim chamado bebedor-problema apresenta problema físico, psicológico ou social, causado pelo álcool. Estudos mostram que fatores hereditários são importantes na continuidade geracional para uso do álcool, ou seja, filhos de pais alcoólatras tendem a

beber e a se tornar dependentes com mais facilidade do que filhos de pais abstêmios. A escola deve ter como preocupação detectar sinais de sintomas da doença antes que atinja a fase aguda, razão pela qual é importante que se conheça a trajetória do alcoolismo, que ocorre em três estágios: 1º estágio (agudo) : o usuário afirma beber apenas socialmente, raramente fica embriagado, porque inicialmente o organismo filtra as substâncias com mais facilidade; mas esta fase, aparentemente ino- fensiva, prepara para o 2º estágio. 2º estágio – intermediário (subagudo) : o bebedor precisa de um fluxo regular de álcool, não ficando muito tempo sem beber. Tendem a passar a ima- gem de bebedores periódicos, mas são tão alcoóli- cos quanto os que se embriagam constantemente, dizem os estudiosos. 3º estágio – final (crônico) : sente-se a presença da obsessão pela bebida, tornando-se o álcool tudo na vida da pessoa, embora os alcoólicos não se convençam de que o são, negando o problema. Geralmente, os consumidores de álcool e ou- tras drogas como a maconha, por exemplo, utilizam- se do mecanismo denominado “crise da negação”, que é a recusa em reconhecer seus efeitos prejudici- ais, mesmo que sejam cientificamente demonstrados. O álcool é uma droga que traz consigo lesões hepáticas, intestinais, pancreáticas, gástricas, cardio- vasculares, neurológicas, mentais, psicológicas, e, não raro, é fatal. A faixa etária de contato e consumo de álcool está entre 10 e 15 anos de idade. A pessoa desenvolve a doença alcoolismo quando o álcool passa a ser o “centro da vida dela”. Parar de beber é apenas o primeiro passo, o mais im- portante é não voltar a beber. O álcool é também o grande causador de acidentes de trânsito e de violên- cia física. Vale mencionar que 32% dos leitos de hospitais públicos são ocupados por pessoas com problemas relacionados ao álcool. Sintomas do alcoolismo:  Desejo intenso de beber.  Dificuldades em parar de beber.  Necessidade de doses cada vez maiores.  Ansiedade, angústia, suores frios intensos, delírios.  Abandono das atividades de lazer e faltas ao trabalho.  Uso do álcool, apesar dos males.

  1. TABAGISMO

Em quase todo fumante, observa-se uma ne- cessidade psicológica de continuar fumando. Nos grandes fumantes, revela-se dependência, havendo sintomas físicos quando privados de cigarros. O con- sumo exagerado de cigarros relaciona-se com estados de tensão e ansiedade, com preocupações, fobias e obsessões.

Fumo e saúde Os efeitos nocivos do fumo à saúde dependem dos componentes encontrados nos cigarros. Um de- les, a nicotina, tem ação sobre o sistema nervoso, co- ração, vasos, sendo, provavelmente, responsável pela dependência ao fumo.

Doenças associadas Além do câncer pulmonar, outras doenças re- lacionadas com o tabagismo são: Doença coronariana (leva ao enfarte do mio- cárdio). Doença vascular cerebral. Doença arterial periférica. Enfisema pulmonar. Câncer de bexiga.

  1. COCAÍNA

Os seres humanos usam folhas de coca desde tempos muito remotos, sendo que atualmente os dois principais produtos que narcotraficantes oferecem aos compradores são a coca e o crack. Nas folhas de coca, cada 100 gramas contém 305 calorias, 19 gramas de proteína e 42.6 gramas de carboidratos, além de quantidades importantes de fer- ro, cálcio, fósforo e vitaminas A1, B2 e E. As folhas de coca são mastigadas com um rit- mo monótono denominado “coqueo”; cerca de 18 a 20 minutos depois da mastigação, os princípios ativos chegam ao cérebro. Já o “crack” é uma cocaína altamente intensifi- cada e impura, podendo ser fumado, chegando ao cé- rebro em 6 a 8 segundos. A “pasta básica da cocaína”, outra variante, pode ser fumada, misturada com fumo ou maconha.

Essa forma é encontrada nos países produtores e vizinhos, sendo mais barata e impura, costumando conter 36% de sulfato da cocaína, sendo o restante amoníaco, ácido sulfúrico, querosene etc. A “free ba- se” ou cocaína de base livre, é uma variante purifica- da, que também pode ser fumada, sendo o resultado do processamento do cloridrato de cocaína com éter, chegando ao cérebro também em 6 a 8 segundos, a- pós ser fumada. O clássico “cloridrato de cocaína” apresenta ação no sistema nervoso central, 3 minutos depois de inalado e 14 segundos depois de injetado por via intravenosa. Raramente se pode encontrar consumidores de cocaína como droga única, porque, geralmente, são politoxicômanos, usando-a, combinada com fumo, álcool, cafeína, maconha e benzodiazepina, sendo os mais comuns em nosso meio. Nos Estados Unidos e Europa, combinam com opiáceos: “sobem com a co- caína e baixam com a heroína”, prática denominada speed boiling.

  1. MACONHA A maconha e duas outras drogas com ela rela- cionadas, o haxixe (resina da planta) e o óleo de ha- xixe, derivam de uma planta conhecida como cannabis , ou cânhamo, que tem passado por trans- formações significativas. Planta que existe nas Américas, a C annabis sa- tiva está sendo hibridizada com uma potente varieda- de asiática, a C annabis indica e a C annabis ruderalis. Segundo relatório da UNDCP (Programa da Nações Unidas para o Controle Internacional de Dro- gas), a maconha, principal droga de abuso, é cultiva- da na América do Sul, sobretudo no Brasil e na Colômbia, sendo contrabandeada desta para a Euro- pa. A maconha continua sendo a principal droga de abuso na América do Sul. Em geral, o jovem baseia-se no mito de que a maconha faz menos mal do que o cigarro, afirmando que é inofensiva, embora estudos científicos revelem que é uma das mais complexas drogas ilegais em es- tudo. Contém o alucinógeno THC, que produz alte- ração mental, levando o usuário a estados de euforia e com dificuldades de concentração. É falso o argu- mento de que a maconha, sendo um produto natural proveniente de uma planta, apresentaria propriedades menos tóxicas do que outras drogas sintéticas, por- que, até o momento, já foram identificados 421 (qua- trocentos e vinte e um) compostos pertencentes a 15 diferentes classes químicas. O THC (tetrahidrocanabinol), existente na ma- conha, não é a única droga psicoativa, podendo ser encontrados dezenas de canabinóis na marijuana, to- dos importantes, sendo o THC o alucinógeno mais a- tivo, podendo ser detectado na urina, de 7 a 14 dias após o uso. Os efeitos da maconha sobre o cérebro foram estudados pelo Prof. Heath (Departamento de Psiqui- atria e Neurologia da Escola Médica de Tulane – New Orleans), tendo publicado 350 trabalhos a res- peito. Estudando seus pacientes usuários de maconha (como única droga), observou que apresentavam sin- tomas comuns de perda de motivação, irritabilidade anormal, hostilidade, mudanças bruscas de humor, e dificuldade de memória para fatos recentes. Alguns pacientes narravam situações de pânico, paranóia e depressão, com tendências suicidas em alguns casos. Esses sintomas desapareciam após 3 ou 4 meses de abstinência, no uso da droga, exceto perda da memó- ria para fatos recentes. O uso crônico da maconha apresenta efeitos bastante severos na modificação química dos esper- matozóides, como resultado da perda do conteúdo de aminoácidos de certas proteínas.

 Libertação do embrião hexacanto no estô- mago humano.  Desenvolvimento da tênia no intestino.  Liberação de anéis grávidos da solitária, contendo ovos embrionados.  Anel grávido, eliminado com as fezes, já no meio externo, dando liberdade aos ovos.  Ingestão do ovo embrionado, pelo hospe- deiro intermediário. O ovo libera uma larva

  • a oncosfera - que perfura a parede intesti- nal. Em geral, a larva se instala na muscula- tura do animal.  O hospedeiro intermediário, já com o cisti- cerco na musculatura estriada (porque inge- riu ovos do verme). A doença se caracteriza por perturbações intes- tinais, tais como: diarréias, prisão de ventre, cólicas, além de provocar um quadro de desnutrição no doen- te. São medidas profiláticas eficientes contra a te- níase:  consumir carne bovina ou suína sempre bem cozida.  coleta e tratamento do esgoto. Atenção! A cisticercose é uma doença grave, caracteri- zada pelo desenvolvimento do cisticerco (larva da tê- nia) em alguma parte do corpo humano. Considerando que as tênias, no seu ciclo evolutivo, têm de passar necessariamente pelas fases do ovo (contendo o embrião), larva (cisticerco) e verme a- dulto, é evidente que o indivíduo da espécie humana só pode contrair a cisticercose se ingerir o ovo em- brionado de tênia, o que ocorre esporádica e aciden- talmente. Por isso, a cisticercose é relativamente muito mais rara que a teníase.
  1. DESCRIÇÃO DAS PRINCIPAIS DO- ENÇAS CAUSADAS POR NEMATELMIN- TOS Ascaridíase. Enfermidade provocada pelo As- caris lumbricoides , popularmente chamado de lom- briga. Esses vermes vivem no intestino delgado humano, onde exercem ação espoliativa e provocam reações alérgicas, cólicas, náuseas e oclusão intesti- nal.
  2. larva sai do intestino e vai para o fígado
  3. ovocom larva desce pelo esôfago 6.larva na traquéia 5.larva no pulmão

4.larva no coração 3.larva no fígado

  1. arva é engolidal

verduras são regadas com água contaminada

10.ovos caem no solo com as fezes

Ciclo do Ascaris lumbricoides

no intestino, as larvas evoluem para forma adulta acasalamento e liberação dos ovos

Ancilostomose ou necatorose. Os vermes An- cylostoma duodenale e Necator americanus são os causadores dessa doença, popularmente conhecida como “amarelão” ou “opilação”. Na figura, você já observa o ovo de Ancylostoma e o aspecto dos ver- mes adultos. Estes alojam-se no intestino delgado, onde provocam hemorragia na mucosa; nutrem-se, então, do sangue liberado. A vítima passa a sofrer de intensa anemia, tornando-se bastante debilitada, ad- quirindo uma coloração amarela, daí o nome popular da doença.

  1. larva penetra na pele

larva no solo

ovo nas fezes

ovo no solo liberta larva

  1. a larva cai na circulação
  2. larva no esôfago
  3. larva no pulmão
  4. larva na traquéia
  5. larva no coração
  6. larva no estômago
  7. larva no intestino

ovo com larva

Ciclo do Ancylostoma duodenale

Filariose ou elefantíase Grave doença causada pelos vermes Wuchere- ria bancrofti , que, quando adultos, alojam-se nos va- sos linfáticos de órgãos diversos (mamas, bolsa

escrotal, pernas). A obstrução desses vasos dificulta o escoamento da linfa, ocasionando hipertrofia (cres- cimento exagerado) dos órgãos afetados. Os mosqui- tos do gênero Culex (hematófagos, isto é, que se alimentam de sangue) adquirem os embriões do para- sita ou sugam o sangue da pessoa infectada. Nos mosquitos, após vários estágios, as larvas assumem a forma infestante; pela picada do inseto, essas larvas penetram no homem, alojando-se nos vasos linfáti- cos, onde completam seu desenvolvimento, originan- do as formas adultas. A profilaxia da elefantíase consiste basicamente na destruição do inseto.

Transmissão A transmissão dessas moléstias do doente ou portador para a pessoa sadia, geralmente ocorre por meio de uma cadeia, como mostra a ilustração.

larva cresce e passa para o homem durante a picada

o verme adulto obstrui os vasos linfáticos causando elefantíase

larva no sangue

a larva passa ao mosquito

Ciclo da filária

ESTUDO DIRIGIDO

1 O que é AIDS?

2 O que é dengue e quais são os possíveis sintomas apresentados?

3 O que são drogas depressoras?

4 Cite algumas medidas eficientes na prevenção da esquistossomose.

EXERCÍCIOS

1 A falta de instalações sanitárias adequadas está diretamente relacionada com as seguintes doen- ças endêmicas: a) doença de Chagas, malária, amarelão. b) esquistossomose, doença de Chagas, malária.

c) bócio endêmico, amarelão, teníase. d) esquistossomose, doença de Chagas, malária. e) esquistossomose, teníase, amarelão.

2 Analise o quadro abaixo. Dependência Droga Psíquica Física Tolerância Álcool Cocaína Maconha Anfetaminas Barbitúricos Heroína

Sim II III Sim Sim Sim

I

não não (pouca) não V VI

sim não não (pouca) IV sim sim

Verifique se as associações tornam o quadro cor- reto:

1111 I – sim.

2222 II. – não.

3333 III – sim.

4444 IV – sim.

5555 V – sim.

6666 VI - não

3 Leia o texto abaixo: A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis sativa. Ela já era conhecida há pelo menos 5000 anos, sendo utilizada quer para fins medicinais, quer para “produzir risos”. Folheto do CEBRID – Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas

1111 A maconha apresenta indicações terapêuticas,

como a utilização para controle de vômitos, em pacientes submetidos à quimioterapia, e tem efeito benéfico na inibição do apetite.

2222 O THC, tetrahidrocanabinol, é uma substância

química sintetizada pela própria planta, sendo o principal responsável pelos efeitos estimu- lantes da droga.

3333 A quantidade de THC pode variar de planta

para planta, dependendo de vários fatores co- mo qualidade do solo, clima, estação do ano, época de colheita.

4444 Uma quantidade de maconha incapaz de causar

efeito nítido em um indivíduo pode produzir forte intoxicação em uma outra pessoa.

5555 A interrupção do consumo da droga se faz a-

companhar de sérias implicações fisiológicas, como náuseas, vômitos e perda da consciência.

6666 O consumo da maconha tende a aguçar os

sentidos, sendo por isso muito utilizada clan- destinamente por caminhoneiros que desejam permanecer ao volante por mais tempo.

7777 Pessoas sob efeito da maconha não deveriam

executar tarefas que dependem da atenção, bom senso e discernimento, pois essa droga é

10 As verminoses são um grande problema de saú- de, principalmente nas populações de baixa ren- da, que geralmente vivem onde as condições sanitárias são precárias ou inexistentes. Sobre as verminoses, julgue os itens.

1111 A "barriga d'água" é causada pelo Schistosoma

mansoni , cujo hospedeiro intermediário é o ca- ramujo.

2222 Os cisticercos da Taenia sollium são transmiti-

dos ao homem pela carne do porco crua ou mal cozida.

3333 A lombriga é um asquelminte que se aloja

principalmente no intestino.

4444 A ameba é um nematoda que, no homem, cau-

sa o cólera.

GABARITO

Estudo Dirigido

1 É uma infecção grave e, até o momento, incurá- vel. A infecção tem início com a entrada do HIV em suas células-alvo, normalmente os linfócitos T e macrófagos. Estas células apresentam uma proteína de superfície chamada de CD4. Após a invasão da célula-alvo, o HIV pode reproduzir-se de modo lento, sem que haja a destruição da célu- la-alvo. Quando isso acontece, fala-se em repro- dução controlada do vírus. Se a reprodução viral for muito intensa, a ponto de causar a des- truição da célula, fala-se em lise celular.

2 É uma grave infecção, transmitida pela picada da fêmea contaminada do mosquito Aedes aegypti. Esse mosquito, em geral, pica durante o dia e vi- ve associado a habitações humanas. Sintomas: dor, cansaço, febre, manchas vermelhas na pele e hemorragia (pode levar o paciente à morte).

3 São drogas que diminuem a atividade mental. In- duzem a tranqüilidade e sedação, combatendo a tensão emocional e os estados de angústia. Álco- ol, heroína e solventes como éter são exemplos dessas drogas.

4 Não entrar em contato com água de lagoas con- taminadas; Recolhimento e tratamento de esgo- tos; Filtrar ou ferver a água a ser ingerida; Combater o caramujo. Exercícios

1 E

2 C, E, C, C, C, E

3 E, E, C, C, E, E, E, E

4 C, C, E, E, E

5 E, E, E, C, E

6 B

7 A

8 C

9 A

10 C, C, C, E