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Pronome em Grego
Tipologia: Notas de estudo
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Isis Borges Belchior da Fonseca ~ objetivo desta comunica9aO apresentar 0 use dos prono- mes pessoais no atic~, 0 grande dialeto de que se serviram os celebres filosofos, historiadores, oradores e poetas .dos seculos V e IV a. C., isto e,do challladoperiotlo clasoico da Grecia·antiga. Dividem-se eles em nao reflexivos e reflexivos. Nao reflexivos sac: ~yw (sing.) / n~ECC (pl.) para ala. pessoa.
pessoa. Como nao havia no indo-europeu propriamente 0 pronome da 3a. pessoa, 0 dialeto .,atico tamb;;m nao 0 apresenta, sendo, entao, empregados como a "nao-pesooa" 0 demonstl'ativo ou 0 a- naforico, 0 que torna a sua situa9aO bem divers a da que se tem nas duas primeiras pessoas. As formas usadas sac: av.6c,
n09aO de "mesmo", permitindo, pelo desenvolvimento· do artigo, expressoes tais como b au.oc A6yoC, "0 mesmo discur'so", dife- rente de b A6yoC au.6l;:,"0 proprio discurso". Note-se que, sem
au.d., "ele proprio dizia as mesmas coisas". Em consequencia desse emprego enfatico do pronome au~6l;:, no nominati.vo, 0 grego 0 substitui ou pelo demonstrativo 911- .Ol;:,"esse" que, em principio, designa urn objeto situado a u- ma certa distancia, ou pelo demonstrativo ~KE:CVOC, "aquele", que se refere a urn objeto·afastado. Observando-se 0 use dos pronomes nao reflexivos, inicialmente se destaca 0 fato de que no nominativo eles so aparecem quan- do ha inten9ao de po-Ios em evidencia, como no caso da expre~
na frase, passando, entao, a tel' 0 sentido de "eu mesmo", is-
excepcional na frase.Bizos, em sua Syntaxe Grecque (1955:29),
~". (Dem. ~. 84). A questao da acentua~ao dos pronomes da la. e da 2a.pe~ soas do singular deve ser assina~ada,pois que se no nominati ~ essas formas sao acentuadas, nos outros casos ha sempre ~ tenas ao lado das tonicas, 0 que leva a diferen~as de empre-
Em principio, 0 pronome atono indica que nao ha uma li- ga~ao particular com a pessoa designada, enquanto a tonica a sublinha com enfase. Sao as seguintes as formas plenas e acentuadas com asa ~ respectivas: 1a. pessoa 2a. pessoa
gen. t}.lOO/ }.LOU dat. t}.LO'/ }.LO~ Empregam-se as tonicas: 19 - no principio de uma ce-me!" 29 - para insistir sobre 0 pronome. Ex. t}.lO~ou oo~ ~oQ ~o 6.pto)(£~,"isso agrada-me a mim, nao a ti". 39.- gera1mente (mas comportando exce~oes) apos preposi ~aO.1 Ex. 6£t' bn' t}.loO~£ )(a.~ 000 ~ov A6yov tna.~- v£8flva.~ "0 discuJ;'so deve ser 10uvado por mim como por ti". (PI. ~ 234). Jean Humbert, em sua Synt~xe Grecque (1954:58), comenta que se justifica pe10 pensame'lto au sentimento dosujeito falante a ado~ao de formas tonicas de preferencia aatonas, e vice-versa. Mas, na pritica, diz ele, "transies insens{- veis fazem passar de exemp10svigorosamente sentidos a outros que sao inteiramente fixados, codificados pelo uso" Nao ha como justifica-10s.A oposi~ao entre formas atonas e toni- cas, bem evidente no singular, nao existe no plural. Neste numero os pronomes para ala. e a 2a. pessoas sao: Nom. ~- }.I£t'~,/6}.1£t'~/acus.b}.ld~,/gen.V, b}.lWv/dat. ~~v, b}.lt'v/.
se, o~ no come~o do verso, ou ainda quando segue imediatame~ te uma pontua~ao forte, nao se pode determinar se ha ou nao vontade de insistencia do autor. Rea1mente, como a forma en- c1itica se apoia na pa1avra anterior acentuada, nao pode em
000 / oou 00' / oo~
gen. dat.
I, 32).
TOO, 'etc•• POl' contra<;ao, empregam-se oaUToO, .•• aUTaiv••• ~ No que concerne ao uso dos pronomes reflexivos; e mister considerar que eles podem ser direta ou indiretamente refle- xivos.Se diretos, remete~ a pessoa que domina a ora<;ao em que se encontram; se indiretos, remetem, na dependente. ao sujeito da principal. \
Ex. TdTToo t~auTOv E(e TnV TooV dpxELv aOUAo~tvoov TdELv, "ponho-me no grupo dos que querem comandar". (Xen. ~. 2, 1, n. - l:c5Et'T6~ou oUyyvw~nV l!XELv a~ncji,"suplicava-me que Ihe perdoasse" (Isocr. Trapez. 18). Humbert (1954:62) comenta que, "mesmo quando 0 pronome se refere logicamente ao sujeito da ora<;ao, 0 reflexivo pode nao se~ empregado, se 0 autor julga as coisas sob seu ponto de vista, e nao sob 0 ponto de vista do sujeito, 0 que deixa evi dente 0 carateI' subjetivo do reflexivo. Variando 0 ponto de vista, po de aparecer na frase urn reflexivo e urn nao reflexivo com referencia a uma 56 pessoa. Ex. TnV ~auToO YVw~nV anE~C- VETO EooKP(~hne npoc Toue 6~LAoOVTac aUTcji,"Socrates. reve1ava seu pensamento aque1es que 0 frequentavam". (Xen. Mem.4,7,1). Aqui, ~aUTOO e aUTcjireferem-se a Socrates. 0 autor, empregan- do aUT/ji,considerou os di.sc1pu1os de S6crates objetivamente • Bizos (1955:30) cita urn emprego de ccrta fre'quencia do pronome reflexivo da 3a. pessoa que merece observa<;ao. Trata- se de sua presen<;a no 1ugar da 1a. ou da 2a. pessoa. Exemp1i- fica: TOOTO ~noAaJ.$avELS;:t:ql'60LOV t:auTcji,'''cresque isso' e uma arma :para ti" (Hip. P. Eux., 1-). (t:auTcjipOl' oEauTcji) Quanto a coloea<;ao do pronome na fun<;ao de adjetivo pos-
calado. Ex. ayanOO TO. tlJ,ClUTOOT~Kva, "amo 05 meus fi1hos". Em se tratando, contudo, de seu uso na.fun<;ao de ref1exivo ind~ reto, nao deve ser intercalado. Ex. ~OKOUOLV OTL ayanOOaL TO. TEKva ocp(i)valnaiv, "dizem que amam seus fi1hos". No atico, l! e o<Pdc, formas mais antigas, sao usadas ao lade de tauT6v, t:auTouc, em condi<;oes diferentes, pois l e ~ sao reflexivos indiretos, enquanto t:auT6v e:ref1exivo di reto. Ex. t:aOUAETO of T(;)nat'c5EltafEt'vaL, "queria que seus dois fi1hos estivessem presentes" (Xen. An. I, 1,1,) •
.Ilustrando esta sinopse dos usos do pronome pessoa1 na prosa atica, faz-se mister incluir, como parte integrante des
A. I!
D. or: