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Restauração de Dentes Despolpados: Técnicas e Materiais, Esquemas de Proteômica

As técnicas e materiais utilizados na restauração de dentes despolpados, com foco na importância da estrutura dental remanescente e nas opções de reconstrução coronária. Explora o uso de pinos intra-radiculares pré-fabricados, núcleos de preenchimento e núcleos fundidos, além de discutir as vantagens e desvantagens de diferentes materiais como fibra de vidro e metal. O texto também detalha o preparo do conduto e as considerações mecânicas para garantir a durabilidade da restauração, oferecendo um guia completo para estudantes e profissionais da odontologia.

Tipologia: Esquemas

2025

Compartilhado em 29/08/2025

carolina-marques-96
carolina-marques-96 🇧🇷

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ODONTOLOGIA UNINASSAU RN - @respirando_odonto
Introdução:
Os dentes tratados endodonticamente são mais frágeis?
Por muitos anos, acreditou-se que a perda da
vitalidade pulpar levasse a uma diminuição da
umidade dentinária, resultando na alteração da
resiliência do dente, tornando-o mais
susceptível a fraturas.
FUSAYAMA, 1969.
Mas na verdade, observa-se que trabalhos
demonstram que um dente despolpado perde
apenas cerca de 9% da sua umidade quando
comparados aos polpados.
HELFER, 1972. .
Outros salientaram que o acesso endodôntico
reduziu a resistência de um pré-molar em
apenas 5%, sendo que a preparação oclusal
resultou na diminuição em torno de 20% e uma
cavidade MOD reduziu em 63% a resistência
do mesmo grupo de dentes.
REEH. 1989.
Então, normalmente, tirando os casos de trauma, o elemento
dentário que foi encaminhado para um tratamento endodôntico já
vem muito destruído, geralmente por conta de uma cárie ou uma
fratura. O elemento chega fragilizado e o tratamento
endodôntico na verdade é uma salvação para esse dente, é um
meio de fazer uma restauração que fique retentiva e que
recupere esse dente. Dessa forma, o tratamento endodôntico em
si não fragiliza o elemento dentário.
Portanto, o mais importante a se levar em consideração na
restauração de dentes despolpados não é o fato do tratamento
endodôntico “enfraquecer o dente”, mas sim a quantidade e a
qualidade da estrutura dental remanescente e como esta deverá
ser restaurada.
Quanto maior a destruição do remanescente dentário,
mais frágil ele será, maior será a abordagem para
restabelecer a função desse elemento dentário.
Um dente DESPOLPADO é mais frágil devido à modificação na sua
arquitetura e morfologia em função da perda de estrutura
dentária por cáries, fraturas além do acesso e instrumentação do
canal radicular.
SHILLINGBURG 1998.
Em alguns casos, se não fosse o tratamento endodôntico
e os retentores radiculares, muito provavelmente os
dentes seriam perdidos.
O uso do canal radicular para retenção e estabilidade da
reconstrução coronária, possibilita a manutenção de dentes
amplamente destruídos.
Com isso, é possível restaurar um elemento dentário
dado como perdido, devolvendo função e estética;
Para uso dos retentores, necessita-se de um
tratamento endodôntico satisfatório;
A retenção intrarradicular é muito importante para
permitir uma restauração efetiva.
Retentores intrarradiculares:
São elementos protéticos que permitem a reconstrução parcial ou
total da porção coronária perdida, por meio de uma ancoragem
intra-radicular.
Possuem o obejtivo de restauração protética.
Quando existe perda significativa de estrutura dental, o uso de
núcleos ou pinos pré-fabricados + núcleo de preenchimento é
essencial para reter a restauração.
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Baixe Restauração de Dentes Despolpados: Técnicas e Materiais e outras Esquemas em PDF para Proteômica, somente na Docsity!

Introdução:

  • Os dentes tratados endodonticamente são mais frágeis?

▪ Por muitos anos, acreditou-se que a perda da

vitalidade pulpar levasse a uma diminuição da

umidade dentinária, resultando na alteração da

resiliência do dente, tornando-o mais

susceptível a fraturas.

FUSAYAMA, 1969.

▪ Mas na verdade, observa-se que trabalhos

demonstram que um dente despolpado perde

apenas cerca de 9% da sua umidade quando

comparados aos polpados.

HELFER, 1972..

▪ Outros salientaram que o acesso endodôntico

reduziu a resistência de um pré-molar em

apenas 5%, sendo que a preparação oclusal

resultou na diminuição em torno de 20% e uma

cavidade MOD reduziu em 63% a resistência

do mesmo grupo de dentes.

REEH. 1989.

Então, normalmente, tirando os casos de trauma, o elemento

dentário que foi encaminhado para um tratamento endodôntico já

vem muito destruído, geralmente por conta de uma cárie ou uma

fratura. O elemento já chega fragilizado e o tratamento

endodôntico na verdade é uma salvação para esse dente, é um

meio de fazer uma restauração que fique retentiva e que

recupere esse dente. Dessa forma, o tratamento endodôntico em

si não fragiliza o elemento dentário.

Portanto, o mais importante a se levar em consideração na

restauração de dentes despolpados não é o fato do tratamento

endodôntico “enfraquecer o dente”, mas sim a quantidade e a

qualidade da estrutura dental remanescente e como esta deverá

ser restaurada.

  • Quanto maior a destruição do remanescente dentário,

mais frágil ele será, maior será a abordagem para

restabelecer a função desse elemento dentário.

Um dente DESPOLPADO é mais frágil devido à modificação na sua

arquitetura e morfologia em função da perda de estrutura

dentária por cáries, fraturas além do acesso e instrumentação do

canal radicular.

SHILLINGBURG 1998.

  • Em alguns casos, se não fosse o tratamento endodôntico

e os retentores radiculares, muito provavelmente os

dentes seriam perdidos.

O uso do canal radicular para retenção e estabilidade da

reconstrução coronária, possibilita a manutenção de dentes

amplamente destruídos.

  • Com isso, é possível restaurar um elemento dentário

dado como perdido, devolvendo função e estética;

  • Para uso dos retentores, necessita-se de um

tratamento endodôntico satisfatório;

  • A retenção intrarradicular é muito importante para

permitir uma restauração efetiva.

Retentores intrarradiculares:

São elementos protéticos que permitem a reconstrução parcial ou

total da porção coronária perdida, por meio de uma ancoragem

intra-radicular.

  • Possuem o obejtivo de restauração protética.

Quando existe perda significativa de estrutura dental, o uso de

núcleos ou pinos pré-fabricados + núcleo de preenchimento é

essencial para reter a restauração.

Os retentores permitem a retenção friccional e altura de preparo

para a restauração. Sem os retentores, a restauração iria ficar

descimentando, ou provocando muita força e levando à fratura da

raiz. Essa ancoragem intrarradicular é necessário para fazer a

porção coronária e assim fazer o preparo do elemento dentário

que vai receber a coroa.

  • Quando há mais de 50% da estrutura dentária

remanescente (especialmente na região cervical), a

literatura mostra que não precisaria de tratamento

endodôntico e retentor intrarradicular.

  • Quando há uma enorme perca de estrutura dentária,

especialmente na região cervical, é indicado o tratamento

endodôntico e retentor intrarradicular. Em seguida

colocar uma coroa total fixa sobre esse elemento.

A partir de um pino intrarradicular pré-fabricado é confeccionado

um núcleo de preenchimento (porção coronária do retentor

intrarradicular).

Os retentores intrarradiculares podem ser confeccionados a

partir de um pino intrarradicular pré-fabricado e sobre ele é feito

a porção coronária. Quando se utiliza pinos pré-fabricados, há duas

etapas diferentes: uma em que apenas o pino vai para região

intrarradicular e a outra que é o preenchimento que irá

restabelecer a porção coronária. O núcleo de preenchimento é

confeccionado de resina composta no formato do preparo.

Há também os núcleos fundidos ou fresados, onde a parte de pino

intrarradicular e de núcleo de preenchimento é uma peça única:

pino intrarradicular + núcleo em uma única peça. Pode ser

confeccionado de metal fundido ou de fibra de vidro fresado.

Núcleo metálico fundido Núcleo de fibra de vidro fresado

  • Biocompatibilidade;
  • Fácil instalação;
  • Preservação da dentina radicular;
  • Baixa tensão à raiz;
  • União química/mecânica;
  • Resistência à corrosão;
  • Estética favorável;
  • Boa relação custo/benefício.

Núcleo metálico fundido:

  • Constitui-se de uma peça única fundida a partir de um

molde do canal radicular.

RETENTORES

INTRARRADICULARES

NÚCLEOS FUNDIDOS PRÉ- FABRICADOS

METÁLICOS

CERÂMICOS

METÁLICOS

NÃO

METÁLICOS

FIBRA DE QUARTZO

FIBRA DE VIDRO

FIBRA DE CARBONO

DIÓXIDO DE ZIRCÔNIO

Comprimento e diâmetro do pino – REGRAS:

→ Mínimo igual ao comprimento da coroa;

→ Mínimo 2/3 do comprimento total do remanescente;

→ Metade do comprimento da raíz suportada em osso

(considerar apenas o comprimento da raiz do dente que

está suportada em osso);

→ Entre 3 a 5 mm de material obturador endodôntico na

região apical;

→ 1/3 do diâmetro da raiz.

Essas regras devem ser seguidas para dar longevidade ao caso.

OBS: em um molar, utiliza-se o canal mais reto para colocar o pino

mais comprido e pode-se colocar pinos menores nos outros canais,

fazendo um grande núcleo.

OBS: para o preparo do canal, para colocar o pino, utiliza-se as

brocas do tipo Gates e Largo.

OBS: esse preparo não pode ficar fino demais, pois o pino irá ficar

descimentando e também não ser muito largo, pois irá ficar pouca

estrutura de remanescente dentário e irá acabar fraturando.

Se o pino for muito curto, haverá pouca estabilidade. Não há pino

suficiente intrarradicular para distribuir a sobrecarga

OBS: quando o dente apresenta um grau de mobilidade, deve-se

avaliar a quantidade da raiz do dente que está em osso e verificar

se essa quantidade é suficiente para colocar um retentor

intrrarradicular. Se não for suficiente, não será possível restaurar.

  • Técnica de confecção:
    1. Avaliação do retentor;
    2. Remoção do tecido cariado;
    3. Preparo coronário inicial;
    4. Preparo do conduto;
    5. Moldagem do conduto;
    6. Prova e cimentação.

OBS: é necessário saber como fazer o preparo coronário para

coroa total fixa.

  • Avaliar:

▪ Remanescente coronário;

▪ Condições e morfologia da raiz;

▪ Localização do dente no arco;

▪ Tratamento endodôntico;

▪ Tipo de restauração a ser realizada;

▪ Oclusão e parafunção;

▪ Determinar comprimento desejado do preparo.

OBS: quando o tratamento endodôntico não está ideal, deve-se

encaminhar para fazer um retratamento endodôntico.

OBS: quando o remanescente dentário apresenta-se muito

gengival, é necessário fazer um aumento de coroa clínica antes.

  • Preparo coronário inicial:

▪ Eliminar paredes delgadas, sem suporte

dentinário e já inicia o preparo desse dente

(como se ele já fosse receber uma coroa total).

  • Preparo do conduto:

▪ Determinar comprimento adequado do preparo

(avalia a radiografia e faz todas as medições),

para saber o quanto irá entrar e o quanto irá

alargar esse conduto;

▪ Utiliza instrumentos aquecidos, calcadores,

brocas gates e largo;

Essas brocas possuem numerações, então a numeração deve ser

compatível com o elemento dentário (utilizar a radiografia como

referência, para verificar o diâmetro compatível).

▪ Procurar visualizar a inclinação e o material

restaurador para evitar a trepanação;

OBS: utilizar um stop para guiar a desobturação. Utilizar isolamento

absoluto para essa etapa, evitando a contaminação do conduto.

  • Técnica direta:

O núcleo é fundido no laboratório, mas é necessário mandar um

guia para o técnico, quando se utiliza a técnica direta. A partir

desse “gabarito” enviado ao técnico, ele irá transformar o que foi

feito em resina acrílica em metal.

▪ Utiliza-se a resina Duraley (que é uma resina

vermelha mais estável);

▪ Tem que vaselinar o remanescente dentário e

o conduto (vaselinar muito o conduto, para não

correr o risco de a resina ficar presa lá

dentro);

▪ Coloca sobre o remanescente dentário o pó e

o líquido;

▪ Depois coloca um pinozinho dentro do conduto,

chamado de pinget;

▪ Em seguida, pela técnica de pó e líquido, se vai

dando a conformação do preparo da parte

coronária.

Deve ficar tirando e colocando até tomar presa. Após tomar

presa, faz como se fosse um núcleo de preenchimento na parte

coronária, utilizando o pó e o líquido.

OBS: também é possível manipular a resina, inseri-la no conduto ao

redor do pino quando estiver na fase plástica, modelar apenas o

conduto e confeccionar a parte coronária quando tomar presa.

▪ Então há duas formas de modelar: envolvendo

logo o pino, modelando a parte intrarradicular e

depois fazer só a parte coronária ou pode

fazer tudo de uma vez só.

OBS: os ajsutes podem ser feito com a Maxcut e alta rotação,

para tirar os excessos.

Faz o preparo como se estivesse preparando o elemento dentário

para receber a prótese fixa. O desenho final deve ser o mesmo

desenho do preparo. Depois de deixar o preparo correto, deve-se

cortar os excessos.

  • Biomecanicamente mais favoráveis;
  • Confecção direta e semi-direta (modulada);
  • Passível de remoção;
  • Adesão química;
  • Técnica sensível.

Sistemas de Pinos de Fibra de Vidro.

  • Técnica direta:

Indicada para condutos regulares, preservação de

estrutura intrarradicular e seleção de pino.

  • Preparo do conduto:

▪ Avaliar o pino de melhor adaptação e usa a

broca correspondente;

Gabarito que vem no sistema de pinos, serve para identificar o

diâmetro do pino que melhor irá se encaixar no conduto.

▪ Atenção à profundidade planejada – usar o

STOP na broca;

OBS: o preparo é parecido com o preparo realizado para o pino de

núcleo metálico fundido, mas pelo fato de o pino de fibra de vidro

ter retenção química, não há regras tão rígidas em relação ao

diâmetro (em comparação com os de núcleo metálico fundido). Mas

também é necessário colocar um pino longo, só não precisa ser

tão longo, pois ele tem adesão química. Então, basicamente, o

diâmetro será a remoção da guta percha. Pelas características do

material, esse pino possui menos chances de fratura (fratura do

remanescente dentário radicular).

▪ Lavar e secar – remover resquícios de

material obturador e raspas de dentina;

▪ Prova do pino – Raio x periapical para

confirmar;

Não deve haver guta percha nas paredes laterais ao pino (pois

isso pode atrapalhar a adesão).

OBS: quando o pino fica bem adaptado, não há necessidade de

fazer modelagem.

OBS: procurar por um pino que não seja tão curto, pois precisa de

uma porção coronária para reter o núcleo de preenchimento.

▪ Cortar o pino – 2 mm aquém do limite

incisal/oclusal;

  • Condicionamento do pino:

▪ Limpeza com gaze e álcool 70% + silanização

por 1 minuto;

Silanização – o silano por ser uma molécula bifuncional, garante

uma maior adesividade entre compostos que contenham sílica

(fibra de vidro e cerâmicas) e compósitos (resinas de restauração

e cimentos resinosos).

OBS: o adesivo universal já possui o silano em sua composição. Então

pode-se utilizar só o adesivo universal no pino.

▪ Ácido fosfórico 37% por 15 segundos –

lavagem em abundância;

Essa etapa irá depender de qual sistema cimentante será utilizado.

Se for um cimento que seja autoadesivo e autocondicionante, não

é necessário condicionar o conduto. Se não for um cimento

autoadesivo e autocondicionante, é preciso aplicar adesivo no

conduto, e o ideal é que se utilize um adesivo dual.

▪ Aspirar e secar com cone absorvente – para

não atrapalhar na adesão;

▪ Aplicação do adesivo dual com pincéis finos e

longos – remoção do excesso com cone

absorvente;

▪ Fotopolimerização por 60 segundos ou mais;

  • Cimentação do pino:

▪ Manipulação da pasta base e catalisadora do

cimento dual ou autoadesivo (não condiciona

conduto);

Cimento resinoso dual.

Dual = possui presa química e por fotopolimerização.

Vantagens e limitações do cimento resinoso dual:

  • Uso universal;
  • Ótimo tempo de trabalho;
  • Qualidade de escoamento;
  • Variedade de cores e opacidade;
  • Dupla ativação;
  • Incompatibilidade com alguns adesivos.

Vantagens e limitações do cimento resinoso dual sem amina:

  • Cimentos livres de amina apresentam maior estabilidade

de cor e polimerização química mesmo na presença de

adesivos de pH ácido.

Anusavice KJ. Materiais Dentários. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Kroogan. 1998.

Cimentos resinosos autoadesivo:

OBS: cimento autoadesivo não requer preparo no elemento

dentário. Se não for um cimento autoadesivo, é necessário aplicar

ácido e adesivo. Mas o preparo do pino não muda: sempre aplicar

álcool e silano.